PS/CALDAS PS – exige investigação criteriosa sobre o aparecimento de bactéria no Hospital Termal

Publicado a 13 de Julho de 2012 . Na categoria: Breves Institucional .
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Foi com surpresa que os elementos do PS das Caldas da Rainha, receberam a notícia avançada, sobre a suspensão dos tratamentos termais no Hospital Termal das Caldas. O PS exige agora uma investigação criteriosa para apurar as causas do encerramento devido à presença da bactéria (legionella) na água termal e quais as medidas tomadas para evitar este flagelo sistémico.
Na sequência da notícia divulgada pela agência Lusa a 5 de Julho, o PS, levanta várias questões que entende ser da máxima urgência apurar, como o facto da monitorização da descontaminação poder não estar a respeitar o manual de procedimentos existente, bem como a prevenção antes do tempo quente poder não estar a ser realizada, “fomos ainda informados que a equipa responsável pela desinfecção da água, conta agora com menos um elemento, será que isso está a afectar a qualidade do trabalho prestado?”, questionam.
Considerando que em Março de 2012, o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), Carlos Sá, assumia que ao fazer o orçamento, não tinha cabimentado o custo das análises laboratoriais feitas às águas do hospital termal, exigidas por lei, sem as quais o hospital termal não pode funcionar, tendo escrito, na altura, uma carta à Câmara das Caldas, pedindo que suportasse os custos das análises às águas do hospital termal, ou a unidade de saúde encerraria.
A presidente da Comissão Política do PS caldense, Catarina Paramos, está perplexa com aquilo que está a acontecer e preocupada com o futuro da Estância Termal de Caldas da Rainha, atendendo ao facto do Presidente do Conselho de Administração do CHON, Carlos Sá, afirmar por um lado, em declarações prestadas à Gazeta das Caldas (numa altura em que já era do conhecimento público que tinha surgido a contaminação) que o Hospital Termal encerraria por causa da avaria de um conjunto de permutadores de calor, garantindo que “as análises têm sido feitas e não há problema nenhum”, avançando depois na imprensa nacional, através de comunicado, que o encerramento do Hospital Termal se deve à presença de legionella, que se poderá ter manifestado devido a alguma fissura na canalização. Ora, “urge saber porque é que isso aconteceu e se houve negligência em alguma fase do processo”, refere.
Para o PS, caso tenha havido negligência é preciso apurar os responsáveis, “não podemos esquecer que esta altura do ano é a altura que o Hospital Termal regista uma maior procura e um maior número de aquistas”, afirmou a socialista.
Só durante o ano de 2012, as termas das Caldas da Rainha já foram encerradas duas vezes, em Janeiro e em Março,  “os caldenses têm o direito de perceber porquê e a quem é que isto interessa. A nossa cidade foi privilegiada pela criação de um dos melhores e mais antigos hospitais termais do mundo, desbaratar esta riqueza com sucessivos encerramentos é desbaratar um bem público”, afirmou.
Além disso, “que estratégia tem implementado a actual administração do CHON na divulgação e promoção da natureza única e singular das nossas águas e sobre o valor económico e social do património do nosso Hospital, por forma a aumentar o número de termalistas, essencial para a sua sustentabilidade e sobrevivência?”, questiona.
Para a Presidente da Comissão Política do PS “é importante não nos perdermos na discussão. O Hospital Termal é uma das maiores riquezas desta cidade, a sua alienação ou negociação no absoluto segredo dos gabinetes, relativamente ao protocolo de cedência do património termal, não é admissível. O futuro económico e social desta região depende também de se colocar toda a Estância Termal no caminho da autossustentabilidade, aliada a uma estratégia competitiva geradora de emprego e riqueza. O Hospital é de todos nós, de todos os caldenses, serão, porventura, os caldenses, que deverão ter uma palavra final sobre o seu futuro”, diz.
Para os socialistas é inequívoco que “estamos na presença de um Hospital, na sua verdadeira acepção, cujos cuidados de saúde deverão ser mantidos articulados com o Serviço Nacional de Saúde e mantendo a sua vertente assistencialista. A Saúde e o Bem-estar são um factor estratégico de liderança do desenvolvimento económico e social do nosso concelho, consolidando por um lado a sua capacidade de atracção e hospitalidade, e reforçando por outro a centralidade de Caldas da Rainha no contexto regional, ignorar isso apenas contribui para uma coisa: perda de uma enorme fonte de criação de valor e riqueza, a maior que a Rainha D. Leonor nos deixou”.

Catarina Paramos
Presidente da concelhia das Caldas do PS

NR – Gazeta das Caldas recebeu uma segunda versão deste comunicado no qual se corrige que este é o segundo encerramento do Hospital Termal e não o  terceiro, como consta do comunicado original, acima publicado.

A resposta do Centro Hospitalar Oeste Norte
O Comunicado de Imprensa de ontem do PS, intitulado “ PS das Caldas exige investigação criteriosa sobre o aparecimento de bactéria no Hospital Termal”, merece os seguintes comentários do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte:
1) Como já por diversas vezes demonstrado, o Conselho de Administração tem tido uma postura de abertura e de total disponibilidade para esclarecer todas as questões relacionadas com a vida do Centro Hospitalar Oeste Norte, defendendo sempre que as questões no âmbito da argumentação político-partidário devem ficar à porta do Hospital. Como tal, o Conselho de Administração convidou já a nova Presidente da Comissão Política Concelhia do PS para uma reunião para abordar esta e quaisquer outras questões que entenda;
2) Relativamente ao Hospital Termal, estão e sempre estiveram a ser cumpridos todos os procedimentos em conformidade com a Lei, designadamente as análises microbacteriológicas semanais, de pesquisa de legionella trimestrais e físico químicas quadrimestrais. Existe registo de toda a informação, que é pública e está disponível para consulta por qualquer cidadão que na mesma tenha interesse;
3) A equipa de desinfeção do Hospital Termal tem mantido todos os procedimentos e boas-práticas, dado que o número de efetivos não veio alterar em nada este setor;
4) Contrariamente ao afirmado no comunicado, o Hospital termal apenas encerrou em Janeiro deste ano (para manutenção programada, tendo a mesma sido realizada numa altura em que na sequência de análises positivas foi necessário realizar uma desinfeção), sendo por isso completamente falso que tenha fechado em Março;
5) O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte tem realizado uma série de ações com vista a dar visibilidade às vantagens do Hospital Termal. Exemplo disso é a participação de colaboradores do Centro Hospitalar em programas/entrevistas de rádio, reuniões com clínicos gerais de Centros de Saúde para divulgação dos benefícios do termalismo, comunicados na imprensa local sobre as datas de reabertura e encerramento das atividades, bem como o um programa de televisão a ter lugar amanhã. Mais do que palavras vãs, tem o atual Conselho de Administração procurado realizar ações concretas de promoção desta unidade, porventura sem paralelo na história recente desta unidade hospitalar;
6) Conforme acordado entre o Centro Hospitalar Oeste Norte e a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, o plano de realização de análises está a ser escrupulosamente cumprido e até hoje nenhuma análise deixou de ser realizada. Agora, tal como aconteceu já por diversas vezes no passado e tal como acontece em toda e qualquer estrutura dedicada ao termalismo, o surgimento de resultados de análises anormais tem de ser encarado com total responsabilidade, sendo sempre preferível suspender a atividade e realizar as intervenções que se revelem necessárias, a bem da segurança dos utentes.

Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte

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