Construtora José Coutinho não resiste à crise e pede protecção contra credores

Publicado a 27 de Julho de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade .
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A Sociedade de Construções José Coutinho – a maior construtora das Caldas da Rainha – pediu um Processo Especial de Revitalização, um novo instrumento legislativo que alterou o Código de Insolvência e da Recuperação de Empresas -, dispondo agora de dois meses para tentar chegar a acordo com os credores e salvar a empresa da falência.
O Tribunal das Caldas da Rainha nomeou, no passado dia 19 de Julho, o advogado Arnaldo Pereira como administrador judicial daquela empresa, competindo-lhe acompanhar a José Coutinho SA nas negociações com os credores.
O Processo Especial de Revitalização tem como efeito imediato suspender as acções contra o património da empresa por parte dos credores de maneira a que esta não fique sufocada e possa, em dois meses, renegociar as suas dívidas e apresentar um plano de viabilização.
Segundo Gazeta das Caldas apurou, é precisamente isto que o empresário José Coutinho – que não quis falar ao nosso jornal – tem procurado fazer, desdobrando-se em reuniões com as principais entidades com quem a empresa tem dívidas, com destaque para os bancos, fisco, Segurança Social e fornecedores.
A empresa realizou, nos últimos anos, inúmeras obras públicas em todo o país, para o Estado, autarquias e outras entidades, cujas pagamentos também estão pendentes, o que pode explicar, em parte, a situação a que chegou.
A sociedade em causa tinha já várias penhoras e execuções de penhoras em curso por parte dos credores, que ficaram agora bloqueadas até que seja apresentado, ou não, um plano de revitalização. Neste processo, basta que alguns credores não acreditem nesse plano para que a empresa passe imediatamente à situação de insolvência.
Ainda há dois anos, a Sociedade de Construções José Coutinho era a segunda maior empresa das Caldas da Rainha, de acordo com a listagem das 100 maiores empresas do distrito de Leiria do jornal Região de Leiria. Nesse ano, esta sociedade contava com 157 empregados e facturara 46 milhões de euros.

C.C.

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2 Respostas

  1. Rafael diz:

    Aquela aberração sem fim junto ao Centro Cultural é desta construtora ?

  2. jose inacio diz:

    protecção contra os credores ?
    e quem nos portege a nós ?
    da forma como se referem até parece que nos fornecedores é que somos os maus da fita.
    por favor atenção a forma como se referem a uma situação desta que tanto esta a prejudicar centenas de familias na zona das caldas da rainha e não só.

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