Faleceu Antonino Mendes

-> Publicado a 26 de Maio de 2013 . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.
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Faleceu no passado domingo, 19 de Maio, Antonino Mendes, vitima de doença prolongada. O escultor, natural de Figueiró dos Vinhos, há muito que tinha escolhido as Caldas para viver.
O artista nasceu em 1938 e licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Veio para as Caldas para leccionar no ensino secundário tendo depois da criação da ESAD passado a leccionar no ensino superior. O escultor casou com Concas nos anos 70, tendo dois filhos, e partilhado a vida e a carreira artística com a pintora. A cumplicidade de ambos marcou as suas carreiras.
Em 1985 a convite do escultor António Duarte passou a ser colaborador permanente e promotor de actividades no então Atelier Museu António Duarte, que hoje integra o Centro de Artes.
Colaborou desde sempre nas Bienais, Simpósios, cursos de Verão e nos ateliers livres de artes plásticas. Foi também autor dos projectos de instalação e selecção das obras dos museus dos escultores António Duarte e Barata Feyo.
A 3 de Agosto de 2001 foi inaugurada nas Caldas da Rainha a sua obra de arte pública “Monumento ao Emigrante” na entrada sul da cidade, junto ao edifício da EDP. Na época o escultor comentou à Gazeta das Caldas que, com aquele projecto de escultura contemporânea, “procurei dignificar a figura do emigrante”.
Considerando que o emigrante “hoje é uma pessoa muito importante para o seu país”, procurou dar grandeza e dignificar os emigrantes através de cada um dos elementos do monumento.
A porta de sete metros composta por cinco blocos de granito, simboliza ainda onde o emigrante sai e entra “pela porta grande”. Como os emigrantes estão espalhados pelos cinco continentes, há cinco paralelepípedos que correspondem a esses continentes à volta de uma mesa. “As cinco pedras correspondem a cinco bancos à volta da grande mesa, onde a família emigrante se reúne”, explicou então o escultor.
Na última conversa que teve com Gazeta das Caldas durante a realização do último Simpósio, o escultor  Antonino Mendes, comentou as afirmações de Fernando Costa que afirmava que, se o Ministério da Saúde recuperar os Pavilhões do Parque, então a Câmara Municipal das Caldas comprometia-se a fazer um parque de esculturas de ar livre na Mata e no Parque D. Carlos I.
“È uma boa ideia colocar obras de escultura de qualidade nos dois espaços, sobretudo as que foram produzidas no simpósio”, disse Antonino Mendes.
Estava então acompanhado pelo escultor João Antero, e ambos comentaram à Gazeta que poderia então começar a ser pensada a constituição de uma rota, dedicada à escultura que se produz nas Caldas e que levasse os visitantes a conhecerem as obras que já estão colocadas na cidade como também as que se encontram colocadas nas várias freguesias caldenses.

Natacha Narciso
nnarciso@gazetacaldas.com

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