EDITORIAL – Momento de Acção

Publicado a 6 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Actuais Actualidade Breves Institucional . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O actual momento que os portugueses estão a viver, bem como muitos mais povos da Europa, debaixo da pressão dos mercados especulativos e das “autoridades monetárias” internacionais, devia levar a um processo de reflexão rápido para gerar consensos de acção em estratégias básicas a concretizar nos próximos tempos.
As drásticas medidas implementadas para reduzir o défice público e a dívida externa estão a degradar a qualidade de vida e de bem estar mínima de todos nós, sem que se conheçam, com a mesma dinâmica, as medidas para inverter a situação de anemia e de retracção económica do país.
Gazeta das Caldas não está insensível ao que está a passar em todo o Portugal, como na Europa, mas especialmente na nossa região, desafiando os seus leitores a fazerem propostas e dando sugestões com pequenos contributos que podem minorar os nossos problemas comuns.
Nesta edição um leitor lança algumas sugestões, que, por mais controversas que sejam, merecem a nossa leitura reflectida. A indiferença e a desmobilização são os piores sinais que podemos dar de nós próprios.
Em nosso entender, os responsáveis pela Região Oeste tinham no presente momento uma grande oportunidade para mostrarem que pensam colectivamente e sabem mobilizar as energias das populações que representam, sabendo que será mas fácil obter resultados se envolvermos 300 mil pessoas, em vez de nos perdermos pelos pequenos núcleos concelhias de algumas dezenas de milhar de pessoas.
Alguma imprensa referiu na última semana que o grupo internacional IKEA procura na região “dar fôlego à indústria de cerâmica utilitária e decorativa” para criação de novas fábricas para satisfazer a procura internacional que é satisfeita pela sua rede global. Nada de muito diferente que fez no norte do país, na região do mobiliário, onde criou e dinamizou a produção industrial e manteve emprego.
Era uma boa oportunidade para os responsáveis políticos regionais mostrarem serviço e que estavam atentos, sabendo que aqui se dispõem das competências humanas e materiais indispensáveis para o êxito de tal projecto.
Mas há mais casos exemplares. A Vila Natal de Óbidos levada a cabo na época natalícia que agora terminou, permitiu a captação de muitos milhares de visitantes que nos procuraram para dar momentos mais alegres às suas famílias.
Esta iniciativa, bem como outros espectáculos de passagem de ano que ocorreram noutros pontos da região, como por exemplo a Nazaré, deviam concitar as atenções e mobilizar uma vez mais as energias regionais para valorizar o Oeste, como um pólo mais consistente e visível no espectro português.
Em contrapartida, vemos o poder central, que se quer liberal e descentralizador, a destruir as pequenas conquistas que o Oeste havia conseguido, como a agência de promoção turística autónoma com o potencial compatível com os recursos existentes, bem como com a anunciada envergonhadamente destruição do processo de reorganização judiciária em que havia sido criada a Comarca Judicial do Oeste com sede nas Caldas da Rainha. O mesmo governo que soube acertadamente acabar com os anacrónicos governos civis (que como se provou até este momento não tinham nenhuma justificação), volta atrás com a criação das novas estruturas judiciárias assentes nos distritos.
Para isto, tal como para a questão do órgão turístico, devia haver uma resposta da região Oeste a uma voz.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 9 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Actuais Actualidade Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

É interessante ver atletas estrangeiros nas Caldas da Rainha. Entre os intervalos dos treinos e das competições costumam passear pela cidade, em cujos hotéis se alojam. E sempre proporcionam algumas receitas, para além de poderem mais tarde regressar com as suas famílias se das Caldas e da região levaram boas recordações.

Vem isto a propósito do Campeonato da Europa de Sub 17 em Badminton, que durante dez dias trouxe 300 atletas de 34 países às Caldas da Rainha. E também da candidatura do Caldas Rugby Club para receber no estádio local o Campeonato da Europa de Sub 20 daquela modalidade.

A isto pode juntar-se a vinda recente de 600 participantes no campeonato distrital de natação, que se realizou nas Caldas.

Os dirigentes desportivos locais estão de parabéns com estas iniciativas, bem como o Dr. Tinta Ferreira, enquanto vereador com o pelouro do Desporto da Câmara das Caldas.

Zé Povinho detesta, seja a coberto da noite seja à luz do dia, quem decide destruir recursos naturais e ainda para mais matando milhares de pequenos seres indefesos que viviam num habitat que lhes tinha sido criado.

Estes actos demonstram uma grande insensibilidade humana e ambiental e uma irresponsabilidade que deveria merecer um castigo exemplar, para que não voltassem a repetir-se.

Qual o prazer grotesco e animalesco daqueles que, por brincadeira ou por inconsciência, se deram ao trabalho de provocar uma descarga de toda a água represada durante imensos meses na Barragem de Alvorninha, lançando milhares de peixe para a morte, num mundo em crise com falta de recursos alimentares e em que a água também é um recursos escasso?

O autor ou autores de tão desprezível acto, podem ficar inocentados por não serem conhecidos pelos seus concidadãos, mas devem ficar conscientes de que cometeram um crime ambiental e que por tal não são merecedores da consideração da comunidade onde vivem.

Apesar de desconhecidos, merecem o desprezo de Zé Povinho e que de futuro não voltem a repetir tão farisaica atitude.

Luzes de Natal já alegram as ruas da cidade

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Este ano a autarquia gastou 51,6 mil euros com a iluminação natalícias, menos 27% do que em 2010

O centro da cidade já se encontra mais colorido e repleto do espírito natalício. Árvores de Natal, bolas, estrelas e outras figuras geométricas estilizadas adornam as ruas da cidade desde o dia 1 de Dezembro.

Este ano, e por causa da crise, a iluminação sofreu uma redução de 27% em relação ao ano do anterior. Em 2010 foram gastos 70 mil euros com a iluminação e este ano o orçamento é de 51,6 mil euros.

A Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos voltou a juntar-se à autarquia para dinamizar as principais artérias da cidade e atrair clientes ao comércio tradicional. A par da iluminação haverá também animação e nos dias 10 e 17 de Dezembro as crianças poderão dar pequenos passeios de pónei e a cavalo nas ruas da cidade.

A quadra pode também ser vivida de forma solidária pois diversos restaurantes aderiram à campanha da associação Olha-te que apoia pessoas que sofrem de cancro.

F.F.
 

 

O comboio do Oeste que cortou as linhas laranja em Valado dos Frades

Publicado a 25 de Novembro de 2011 . Na categoria: Actuais Actualidade Destaque Economia Painel . há uma resposta a este artigo.
 
 

As linhas (de lã) cor de laranja representam o poder que quer fechar a linha mas que o comboio acabaria por romper

A performance era meramente simbólica: fios de lã cor de laranja (por analogia com o partido que está no poder) atravessavam, como uma barreira, as linhas da estação de Valado de Frades. O comboio chegou e rompeu-as, prosseguindo a sua viagem, perante os aplausos de uma centena de pessoas que, no domingo passado, se reuniu na gare daquela vila para protestar contra o encerramento da linha do Oeste ao serviço de passageiros.

Um protesto pela positiva, onde se bateu palmas à passagem do comboio para que este continue a servir a população como o tem feito desde há 150 anos.

A iniciativa surgiu espontaneamente nas redes sociais por um grupo de amigos do Valado dos Frades e ganhou adeptos junto de alguns autarcas da zona e da própria Comissão de Defesa da Linha do Oeste, cujo representante, Rui Raposo, referiu que a decisão do governo conseguiu unir as populações e todos os partidos políticos com a medida de encerramento.

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António Carneiro associou-se ao feito do havaiano Garrett McNamara para projectar o Oeste como estando na “crista da onda”

Até podem os empresário hoteleiros queixar-se de uma quebra nas vendas, mas aquilo a que se assistiu na Convenção do Turismo do Oeste (que se realizou no passado dia 17 de Novembro em Alcobaça) foi a uma demonstração de pujança de um sector que parece estar a resistir muito bem à crise.

Foram apresentados gráficos com indicadores sempre a crescer e houve até uma autêntica procissão de empresários a apresentar à secretária de Estado projectos turísticos no Oeste que, juntos, somavam perto de mil milhões de euros.

Uma convenção de turismo com a presença de uma governante é uma boa ocasião para os empresários mostrarem os seus projectos e foi isso que aconteceu quando a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, finalizou o seu discurso. À sua frente gerou-se uma fila de promotores, acompanhados dos respectivos autarcas em cujos concelhos se vão realizar os projectos, para, chegada a sua vez, estenderem os cartazes e abrirem os dossiers com projectos de resorts, hotéis, campos de golfe, parques de diversões e marinas.

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Microcrédito é solução para o arranque de pequenos negócios

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Vera Mota e Edgar Costa, da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), uma entidade que pretende ajudar as pessoas que vivem na franja da exclusão e são mal recebidas pelo sistema bancário.

 Tirar pessoas da subsidiação e torná-las autónomas através da criação de microempresas é um dos objectivos da ANDC (Associação Nacional de Direito ao Crédito) que financia projectos até 10.000 euros. 

 Desempregados, jovens que acabaram o secundário e até licenciados têm decorridos a esta fórmula que lhes permite dar o pontapé de saída para criarem o seu próprio posto de trabalho. 

 Um atelier de costura, um gabinete de estética, uma peixaria, uma oficina de bicicletas, uma lavandaria, uma loja de roupa. O financiamento pode ser de mil a dez mil euros (em alguns casos pode atingir os 12.500 euros, mas nunca mais do que isso). É com empréstimos desta natureza que algumas pessoas criaram as suas micro-empresas e estão hoje numa vida activa. Muitos recebiam subsídios de desemprego e eram um encargo para a comunidade, agora pagam impostos e contribuem para a comunidade. 

 Mas todos, sem excepção, recorreram à ANDC porque tinham sido excluídos pela banca comercial. Um dos requisitos para candidatar um projecto de microcrédito é não ter recursos próprios e não ter conseguido obter financiamento bancário. O objectivo da Associação é mesmo o de ajudar as pessoas que vivem na franja da exclusão e eram mal recebidas pelo sistema bancário. 

 “Se não tem acesso ao crédito bancário, pode ter direito ao microcrédito. Se já teve incidentes bancários é que é mais difícil” , explica Edgar Costa, gestor operacional da ANDC. 

 “Os nossos candidatos a micro-empresários podem ser desempregados ou terem um trabalho precário, podem ser imigrantes, podem já ter o seu próprio negócio e necessitarem de um reforço de capital, mas também podem ser jovens que, por exemplo, terminaram um curso técnico-profissional e cuja família não tem dinheiro para os ajudar a criar um negócio”, prossegue. E também há, claro, licenciados a recorrer à ANDC. “Cada vez mais”, diz. 

 Ser empreendedor e ter uma ideia de negócio são os requisitos essenciais para se candidatar ao microcrédito. Mas é necessário ter também um fiador que se responsabilize por 20% do montante pedido. A ideia, explica Vera Mota, técnica da ANDC, é que o candidato tenha alguém seu amigo que acredite o suficiente nele e no seu projecto ao ponto de ser seu fiador. 

 A ANDC não empresa o dinheiro. Quem o faz são os bancos com quem trabalha (CGD, BES e BCP). O empréstimo tem uma duração de quatro anos (48 meses) e a remuneração do capital, apesar de se tratar de um microcrédito, não funciona necessariamente com micro-juros. Estes são à taxa Euribor a três meses acrescido de spread de 2% ou 3% consoante o banco escolhido. 

 O que a ANDC faz é garantir ao banco a qualidade do projecto, no qual acredita depois de o ter analisado. “Os técnicos da associação percorrem o pais e vão aos locais falar com os micro-empresários prestando-lhes um apoio que, no fim de contas, é cem por cento personalizado”, explica Edgar Costa. 

 Até ao final do ano a ANDC espera concluir 170 novos projectos. Parece pouco, mas trata-se de trazer para a vida activa pessoas que viviam quase na marginalidade e que “deram o salto” através de pequenos negócios para os quais não dispunham do dinheiro para investir se não fosse o microcrédito. 

 É por isso que o IEFP (entidade estatal responsável pela gestão dos subsídios de desemprego) é a principal financiadora da ANDC. Sai mais barato ao Estado investir em micro-empresários do que continuar a subsidiar desempregados. 

 Mas grande parte do trabalho da ANDC é feito por voluntários – são técnicos superiores que analisam projectos e tratam também da parte administrativa e funcionamento da associação. 

 A maioria dos micro-empresários que recorrem a esta associação são mulheres (52,6%) e 64% dos projectos aprovados são-no a pessoas entre os 25 e os 45 anos de idade. 

 Em termos de habilitações literárias, cerca de 30% dos micro-empresários têm o ensino secundário, seguindo-se os que concluíram o 3º ciclo (23%), os que concluíram o 2º ciclo (15%), os que fizeram o 1º ciclo (14%) e os licenciados (12%). 

 O comércio por grosso e retalho constitui cerca de 38% dos projectos aprovados, seguindo-se o alojamento, restauração e similares com 14%. 

Muhammad Yunus e o Banco da Aldeia

A ANDC inspira-se no movimento fundado pelo economista Muhammad Yunus, do Bangladesh, que em 2006 recebeu o prémio Nobel devido à criação do conceito de microcrédito que ele próprio aplicou no seu país com a criação do Banco Grameen (Banco da Aldeia). 

 A ideia era arrancar da pobreza extrema pessoas que não tinham dinheiro, mas possuíam o instinto para sobreviver se lhes proporcionassem um mínimo de recursos. Mais de 6 milhões de pessoas recorreram ao Banco Grameen, na sua maioria mulheres. Surpreendentemente, os pobres são muito honestos pois mais de 98% pagam na totalidade os empréstimos que pediram. 

 Em Portugal, e no caso da ANDC, essa taxa é de 92%. Também é certo que só 25% das pessoas que contactam a Associação passam à fase do financiamento, depois dos seus projetos serem amadurecidos com a ajuda dos técnicos da ANDC, mas depois disso só um número residual é que entra em incumprimento. 

 A associação é presidida pelo professor catedrático em Economia, Manuel Brandão Alves.   

 Carlos Cipriano 

cc@gazetacaldas.com  

 

CAMILA MOREIRA – ALCOBAÇA

A loja de artigos de dança

Aos 27 anos de idade Camila Moreira conta já com uma vida inteira dedicada à dança, da prática ao ensino. Uma experiência que deu agora lugar a uma loja dedicada à dança e a tudo o que lhe diga respeito, em Alcobaça. Um sonho concretizado com a ajuda do microcrédito e que a brasileira, que escolheu Portugal para viver, quer ver crescer. 

 Com apenas 18 anos Camila Moreira despedia-se do Brasil, onde durante anos se tinha dedicado ao ballet clássico, e decidia vir para Portugal, para apostar na dança moderna a contemporânea. A companhia DançArte, em Palmela, foi a primeira a acolher a bailarina. Seguiu-se a CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea, na altura a residir em Setúbal. 

 Quando a CeDeCe se mudou para Alcobaça, Camila Moreira veio com a companhia. Em 2009 a bailarina acabou por viver uma nova aventura, indo para a Croácia, para trabalhar no Ballet Nacional, em Rijeka. E foi precisamente na Croácia, onde a oferta de artigos para os profissionais da dança era muito escassa, que Camila Moreira pensou abrir uma loja de artigos especializados. Foi também por esta altura que a bailarina conheceu o representante da SóDança, uma marca brasileira de artigos que têm a dança como tema central. 

 A aventura na Croácia acabaria por durar apenas dois anos e em 2010 Camila Moreira regressava a terras de Cister, para dar aulas na Academia de Dança de Alcobaça. 

 Foi então que se deparou com alguma dificuldade em encontrar na região roupa, artigos e figurinos para as suas alunas e o sonho de abrir uma loja que trazia na bagagem ganhou ainda mais força. 

 “Mas eu não tinha dinheiro para investir, então uma amiga falou-me do Microcrédito”, conta.  Pouco tempo depois a bailarina fazia o plano do seu negócio e candidatava-se ao apoio do programa fundado por Mouhammad Yunus.    

 “O que me fez ir para o Microcrédito foi a possibilidade de fazer tudo por mim mesma, sem ter sócios, sem ter uma pessoa que me emprestasse dinheiro. Foi o poder fazer por mim mesma e pagar por mim mesma, são eles e eu. É tudo directo e fácil”, explica. 

 O crédito, de 4.000 euros, acabaria por ser aprovado em Julho passado. A 24 de Setembro, Camila Moreira abria a Demi-Plié – O lugar da dança, bem no centro de Alcobaça, no 1º andar do n.º 42 da Praça 25 de Abril (junto ao Mosteiro). 

 “Esta loja vem complementar a minha dedicação aos meus alunos. Eu só ponho aqui dentro aquilo que eu acredito que é bom, aquilo que eu usaria, aquilo que eu daria às minhas alunas. Não compro apenas o que me sai mais barato”,  garante. A Demi-Plié vem também colmatar uma lacuna que havia na oferta de artigos de dança, que até agora só se encontravam nas Caldas da Rainha, em Leiria, ou Lisboa. 

Do vestuário ao calçado, passando por acessórios como sacos e figurinos, a loja de Camila Moreira pretende ser um local onde se respire dança. Aos artigos indispensáveis para a formação e prática da dança, juntam-se alguns extras, como pin’s, porta-chaves, estojos, bonecos, cadernos, entre muitos outros, mas sempre com o mesmo tema. E muitas das coisas são importadas do Brasil, um local onde a bailarina garante que “se inventa tudo e mais alguma coisa que tenha a ver com dança”. Por isso mesmo, existentes apenas na loja de Alcobaça. 

 O ballet clássico é, para já, a área com mais oferta. Mas também se encontram artigos para outros géneros de dança, para ginástica e patinagem. Além disso, Camila trabalha com costureiras capazes de fazer qualquer fato ou figurino para qualquer tipo de dança. “Mais para a frente gostaria de ter artigos para todos os tipos de dança cá dentro”, diz Camila Moreira. Há mais salas na loja que podem ser ocupadas, mas para que este objectivo se possa concretizar, o negócio ainda recente tem que crescer. 

 Nestes primeiros tempos, e com os quatro mil euros de financiamento já investidos no espaço, Camila explica que é o salário como professora que garante o funcionamento da loja. Mas acredita que tudo vai correr bem com um negócio que o Microcrédito ajudou a montar. 

 Do programa salienta o “grande acompanhamento” que é prestado pelos responsáveis. “É muito bom trabalhar com eles, fui super bem recebida, deixaram-me super à vontade com tudo e eu acho fantástica a maneira como eles trabalham com as pessoas”, diz.  

 Joana Fialho 

 jfialho@gazetacaldas.com

 

ANTÓNIO FERREIRA – CALDAS DA RAINHA

Um caldense nos caminhos do Alentejo

Ao 40 anos António Ferreira decidiu que era altura de deixar de trabalhar por conta de outrem e de se instalar por conta própria. Desde os 21 anos que era vendedor porta a porta na região do Alentejo. Numa carrinha transportava enxovais, electrodomésticos, tapeçarias, mobílias, roupas. O mercado alvo: uma população afastada dos grandes centros comerciais e que compra a prestações ao vendedor ambulante.

 “Ouvi em conversa que havia isto do microcrédito e fui à Internet procurar. Contactei-os por mail e passado um mês tinha cá a Dra. Vera para falar comigo”,  conta António Ferreira

 O futuro microempresário já tinha uma carrinha, mas precisava de começar o negócio com material em armazém. O empréstimo foi de 5000 euros e não tardou dois meses a ser concedido. Na banca, conta, “não conseguia de maneira nenhuma”. Em 2009 a crise já espreitava e os bancos dificilmente emprestavam a quem não tivesse activos.

 António Ferreira passou assim a circular por conta própria nos caminhos do Alentejo, continuando a pernoitar numa pensão de Beja e a assegurar um negócio que agora era seu.

 Curiosamente a alma desta actividade de vendedor ambulante está, também, na concessão de crédito. Os artigos são vendidos a prestações e estas são religiosamente registadas nuns cartões que o vendedor e o comprador possuem até à última prestação.

 “Raramente vendo a pronto. Uma máquina de lavar, um frigorífico, são sempre pagos a prestações. Mas primeiro é preciso conhecer as pessoas. Normalmente começa-se com um enxoval ou um jogo de cama para ver a cliente é de boas contas. E depois é que podemos vender electrodomésticos”. Fala a voz da experiência.

 Para manter a actividade António Ferreira viu-se na necessidade de pedir mais um empréstimo através da ANDC. Foram mais 3000 euros, fundamentais para responder a necessidades de tesouraria.

 “Eu tinha 25000 mil euros na rua, fiados, e mais 6000 euros a preço de custo em produtos no armazém”, conta. Uma situação não necessariamente má, posto que o móbil do negócio é a venda crédito. “Quem me dera ter 50.000 euros na rua. Era bom sinal!”

 E porquê o Alentejo e não outras regiões mais próximas das Caldas?

 “Porque as pessoas lá são mais certas. Pagam na data certa. Se digo que passo lá no dia tal, elas estão lá e pagam. Aqui, vou não sei quantas vezes ao mesmo sítio e tenho de lá voltar porque não são tão certas”

 Entretanto António Ferreira trespassou o negócio. “Vendi a volta em Outubro”, contou. Um segundo casamento é uma oportunidade para mudar também de vida no âmbito profissional e este caldense de 42 anos quer agora estar mais perto da cidade que o viu nascer.

Continua a trabalhar como vendedor, mas noutro ramo e para uma empresa. Os 295 euros mensais que ainda deve são pagos todos os meses porque combinou com o “rapaz amigo” a quem “vendeu a volta” que este lhe entregaria os pagamentos referentes aos fiados que deixou no Alentejo.

 “Os encargos de juros é mínimo. São 10 ou 11 euros por mês”,  diz António Ferreira, que sublinha que abandonou a actividade “por motivos pessoais e não porque o negócio não funcionasse”.

Da ANDC só diz bem. “Para mim foi excelente. E recomendo. Desde que as pessoas tenham cabeça e saibam aproveitar, vale a pena”. 

Carlos Cipriano

cc@gazetacaldas.com

 

MAURO GRAÇA – VALADO DOS FRADES

O negócio das tintas e tinteiros para impressão

Quando decidiu recorrer ao Microcrédito, Mauro Graça, de Valado dos Frades, estava desempregado há um ano. Ao curso de Redes Informáticas seguiu-se um estágio, mas depois não conseguiu encontrar trabalho. Com uma filha, a situação de desemprego tornava-se ainda mais complicada. Foi então que surgiu a ideia de criar um negócio próprio.

Da pesquisa na Internet que permitiu saber mais sobre o programa à aprovação do empréstimo ainda decorreram alguns meses. A 5 de Abril de 2010 Mauro Graça dava início à sua actividade, na área de soluções para impressão e no apoio informático. “É uma área de que gosto e acho que faz sempre falta”, diz. 

Através do Microcrédito, o valadense obteve um financiamento de 2.000 euros, que está a pagar mensalmente, com uma taxa de juro de 3%. Um apoio fundamental para esta nova fase da sua vida e cujos encargos garante serem “suportáveis”

É através do site www.impressao-sucessiva.com que se desenvolve o negócio de Mauro Graça, que vende kits de recarga de tinteiros e tinteiros recarregáveis, sistemas de impressão contínua (CISS), kits de recarga de tonners, pó e chips para tonners e tintas para reabastecimento de tinteiros de qualquer marca. Artigos procurados, tanto por particulares como por empresários, de todo o país. 

“A pessoa vai ao site, faz a encomenda, escolhe o método de pagamento e à partida a encomenda é expedida no dia da encomenda, salvo ruptura de stock”, explica o empresário. Entre as mais-valias do seu negócio aponta “os baixos preços dos tinteiros e dos tonners”. Além das soluções para impressão, este microempresario dá ainda assistência no arranjo de computadores.  

Mauro Graça trabalha a partir de casa e sozinho, pelo menos por enquanto. “Tinteiros a 63 cêntimos é uma coisa que demora a ser conhecida, mas quando começar a sê-lo em força, talvez permita trabalho para mais gente”, acredita. 

No futuro, este microempresário gostaria de abrir a sua própria loja. Isso ainda não é uma prioridade, mas nesse dia pode aumentar o montante financiado pelo microcrédito, até um máximo de dez mil euros. “Mas para isso preciso de bases financeiras que ainda não tenho”, diz. 

Mais de um ano depois de ter iniciado o negócio, Mauro Graça não poupa elogios ao programa. “O Microcrédito demora o seu tempo a tratar-se, mas é o mais acessível, quer ao nível das prestações, quer do apoio que dão às pessoas”, diz o agora microempresário de 33 anos, realçando o acompanhamento que tem tido por parte dos responsáveis pelo programa.“Aconselho este programa a qualquer pessoa que queira abrir um negócio. Só o apoio e os juros que oferecem, diz tudo”, afirma. 

 Joana Fialho 

jfialho@gazetacaldas.com  

 

HÉLDER ROSA – CALDAS DA RAINHA

O técnico da electrónica

“Foi através da comunicação social que ouvi falar do projecto desse senhor indiano [Muhammad Yunus], contactei a associação e disseram-me que tinha de elaborar um plano e deles depois davam-me o aval ou não”, começa por contar Hélder Rosa, 47 anos, natural do Montijo e residente nas Caldas da Rainha há sete anos. 

Este técnico de electrónico, que estava desempregado, propôs-se criar uma empresa em nome individual para prestar assistência na sua área a empresas, sobretudo a hospitais, já que a sua especialidade era precisamente a dos equipamentos de diagnóstico.

“A associação [Nacional de Direito ao Crédito ] faz a intermediação entre nós o banco para facilitar o acesso e para os juros não serem tão elevados”, prossegue Hélder Rosa, que viu aceite o seu projecto em 2009. O financiamento de 5000 euros foi obtido e logo investido na criação da Heltrónica .

Só que as coisas não correram bem e a sua empresa só durou um ano. “Eu não tinha grande experiência nem grande jeito para o negócio. Toda a vida trabalhei como empregado e o que eu sei fazer bem é reparar equipamentos em clínicas e hospitais. Também faço trabalhos na linha castanha de electrodomésticos, televisões, plasmas, DVDs, LCDs…”. Hélder Rosa reconhece algumas falhas de gestão: “um erro que eu cometi foi trabalhar para clientes [hospitais] que pagam a dois anos e isso é fatal para um negócio pequeno como o meu”. Mas teve também algum azar: “na altura as pessoas tinham o hábito de não mandar arranjar nada e iam às grandes superfícies comprar novo, mas hoje, com a crise, já não fazem isso”.

A empresa não aguentou e Hélder Rosa “desfez” o negócio e passou a trabalhar à base de biscates. “Não dá para viver, é para sobreviver”, constata com alguma tristeza, sobretudo por ver que até tem um bom curriculum e é bom naquilo que faz. “Mas aos 47 anos é complicado arranjar um emprego…”No entanto, continua a pagar religiosamente os 120 euros mensais do empréstimo de 5.000 euros que obteve há dois anos e do qual a sua companheira foi fiadora.

Hélder Rosa já foi rico. Pelos menos comparado com os padrões de agora. “Fui chefe de oficina da CIE, uma das maiores empresas de electrónica de consumo. Tinha uma boa vida. Há 15 anos ganhavam 2500 euros por mês fora os biscates que davam mais 1000 euros. Posso dizer que pertenci à classe média alta”.

Mas as empresas, tal como os cavalos, também se abatem e aquela que era uma das cem maiores do país, fechou. “Há pessoas que não conseguem lidar com isso. Eu, felizmente, sim. Tenho uma mente sadia. Mas a minha história é vulgar. Há tanta gente com uma história igual…”.

O técnico de electrónica vive hoje de biscates e da ajuda da companheira, escriturária de profissão.

Voltando ao microcrédito. “É uma coisa muito positiva porque toda a gente merece uma oportunidade. A única falha foi não haver um melhor acompanhamento através de um economista que me aconselhasse. Se fosse hoje faria diferente. Mas agora não me concedem novo empréstimo. Não excluo a hipótese de arriscar outra vez porque aprendi alguma coisa.”

Carlos Cipriano

cc@gazetacaldas.com

 
 

Os pavilhões do parque estiveram no centro da polémica, com muitas intervenções contra a sua concessão a privados

O estudo feito pelo ISCTE para o termalismo prevê a concessão dos pavilhões do Parque e área envolvente a privados para a criação de um empreendimento multiusos, que integre a sua recuperação e a construção de 120 apartamentos na zona da parada. No entanto, o presidente da Câmara, Fernando Costa, entende que no momento actual de recessão seja difícil arranjar um investidor interessado no projecto, e mostra a sua disponibilidade para, juntamente com o governo, apresentar uma candidatura ao QREN para conservar a estrutura dos imóveis construídos por Rodrigo Berquó. 

O estudo foi apresentado pelo seu coordenador, Sérgio de Palma Brito, no passado dia 16 de Novembro no auditório da Câmara e, entre uma plateia de perto de meia centena de pessoas, as vozes mais críticas fizeram-se ouvir da parte da CDU e do BE, que contestaram sobretudo a componente imobiliária do projecto. 

“O ministério da Saúde tem, no fim deste estudo sobre o termalismo, a responsabilidade de tomar decisões”,  disse o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa.

Mais sobre Fernando Costa disposto (…)

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 11 de Novembro de 2011 . Na categoria: Actualidade Destaque Política . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Ser do partido do governo, autarca e líder da distrital, dá ao Dr. Fernando Costa responsabilidades acrescidas em certas matérias. É o caso da linha do Oeste, cujo anúncio de encerramento ao serviço de passageiros entre Caldas e Figueira da Foz, provocou os mais variados protestos em todos os partidos e sociedade civil.
O presidente da Câmara das Caldas não poderia ficar indiferente e limitar-se a um passeio de comboio em protesto, como o fez o seu congénere de Leiria que, além do mais é da oposição e não tem canais abertos com o governo.
Por isso o Dr. Fernando Costa esteve bem em pegar neste assunto e ir falar directamente com o secretário de Estado dos Transportes, Dr. Sérgio Monteiro. Mais: fê-lo discretamente, sem alarido, e trouxe uma tentativa de solução: a promessa de que o governo teria em conta um estudo de sustentabilidade da linha do Oeste que a própria Câmara das Caldas iria adjudicar.
Talvez isto não dê em nada, mas desta vez, ao invés de fazer show off, o Dr. Fernando Costa actuou como um verdadeiro político, agindo na esfera política e – quem sabe – talvez com alguns bons resultados.
Uma actuação bem diferente daquela que o caracterizou nos idos de noventa quando andou a correr nas escadas do castelo de Leiria atrás do primeiro-ministro Guterres contra as portagens no Oeste.

A senhora ministra Assunção Cristas tomou posse em Junho e só agora assinou o auto de consignação que permite as dragagens da lagoa de Óbidos começarem na próxima semana.
Durante estes quatro meses a aberta da lagoa foi-se deslocando progressivamente para sul, ao ponto de colocar em risco as casas do Bom Sucesso.
Durante estes quatro meses a ministra nunca explicou o que a impediu de resolver este assunto mais cedo, embora até se compreenda que não se deveria ter começado em plena época balnear.
Seja como for, o que releva é que este processo estava praticamente resolvido e fechado pelo governo anterior. Os estudos estavam feitos, o concurso público estava concluído e havia empresa vencedora, o Tribunal de Contas dera o visto e a própria verba já estava cabimentada, o que significa que não poderia ter outro destino.
A ministra anterior só não assinou porque estava em gestão.
A actual ministra demorou quatro meses a fazê-lo.
Mas apesar deste atraso, a Dra. Assunção Cristas não resistiu a fazer aquilo em que o anterior governo era pródigo – um show off no local, com autarcas e comunicação social à sua volta, para assinar um documento que poderia ter sido assinado sem perda de tempo no silêncio de um gabinete.
E tão formatada estava a senhora ministra para este evento mediático, que se recusou a responder a quaisquer perguntas dos jornalistas que não fossem sobre a lagoa.
A ministra que é da Agricultura não quis responder sobre a demissão da administração da Companhia das Lezírias.
E a mesma ministra que é do Ambiente não quis explicar porque motivo o comboio – modo de transporte conhecido por ser amigo do ambiente – vai ser desactivado na linha do Oeste, meses depois da então deputada Assunção Cristas ter encabeçado uma petição em defesa dessa mesma linha.
Pena que não tenha tido a coragem de enfrentar esse incómodo episódio do seu passado recente.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 28 de Outubro de 2011 . Na categoria: Actualidade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Zé Povinho evita “embandeirar em arco”, mas não pode deixar de se regozijar com a perseverança com que a Mohave Oil & Gas Corporation continua a estudar o subsolo de Aljubarrota em busca de gás natural ou de petróleo, descoberta que bem poderia ajudar o país a sair do buraco em que se encontra.
Dez anos para confirmar uma suspeita antiga é muito tempo, mas a empresa norte-americana é persistente e não desarma. E a fiar-se no instinto de Joe Berardo, que há dois anos comprou uma participação desta empresa, Zé Povinho não pode deixar de ficar com a pulga atrás da orelha em relação àquela expectativa.
Que se fure toda a região, se isso for necessário para encontrar tão preciosa energia. O povo agradece, e com certeza as contas da autarquia alcobacense também saem a ganhar, bem como os lucros da Mohave, que então serão mais merecidos do que nunca.
Zé Povinho considera que os portugueses não devem ficar parados à espera deste tipo de “euromilhões”, mas felicita a Mohave por esta saudável insistência.

Não se culpe só o governo nem os decisores actuais. A Refer e a CP têm culpas no cartório no que diz respeito ao estado a que chegou a linha do Oeste. Uma porque não investiu e a outra porque tem desinvestido.
A Refer, enquanto responsável pelas infra-estruturas ferroviárias, tem desperdiçado recursos em obras faraónicas pelo país (muitas delas não ligadas directamente à ferrovia), mas nunca avançou com um projecto de modernização para a linha do Oeste. É certo que tem sido competente na sua manutenção e conservação, o que faz com que esta infra-estrutura esteja longe da degradação. Mas tem passado o tempo à espera do “grande projecto de modernização” quando, ao longo de décadas poderia ter feito investimentos faseados, pelo menos ao nível da sinalização e de cruzamentos activos, que tinham implicações directas na redução dos tempos de percurso.
Já a CP tem sido um case study de como gerir mal uma linha com enorme potencial de mercado e de como baixar os braços perante a concorrência (neste caso da rodovia pela A8). Para o Oeste têm vindo sempre os piores comboios, os horários são maus, as correspondências com o resto da rede não existem e a estratégia tem sido o cortar nos serviços. Os seus gestores dizem que são medidas de racionalização. Zé Povinho contrapõe que de racionalização em racionalização se chega à pessimização total.

Um homem de 29 anos foi detido pela PSP de Peniche, a 21 de Outubro, no âmbito de uma investigação relacionada com o tráfico de droga e na sequência de um mandado de busca domiciliário.
O alegado traficante tinha na sua posse 10,72 gramas de MDMA (ecstasy) e 65,71 gramas de cannabis em folha. A polícia apreendeu ainda 20 telemóveis, uma máquina de filmar, quatro leitores de DVD portáteis, dois, fatos de mergulho, uma arma de caça submarina, uma máquina fotográfica, quatro computadores portáteis e outro de secretária, uma mesa de mistura e um videogravador.
Para além disso, a PSP encontrou material relacionado com o cultivo de cannabis.

Assaltos em toda a região

A 17 de Outubro assaltaram um veículo na Foz do Arelho, um estaleiro na Serra do Bouro, uma casa em São Martinho do Porto e outra no Coto. No dia seguinte foram assaltadas duas casas no Reguengo da Parada e em Ferrel. Em A-dos-Ruivos assaltaram um armazém. A GNR recebeu três queixas pelo furto de cobre no concelho de Alcobaça. No dia 19 de Outubro a EDP apresentou outra queixa pelo furto de cobre no Campo.
Dois tractores agrícolas foram roubados a 19 de Outubro em Óbidos. No mesmo concelho roubaram ainda dois veículos. No Campo assaltaram uma casa.
Em Venda das Raparigas (Benedita), no dia 21, assaltaram uma oficina. No mesmo dia foram assaltadas quatro viaturas no concelho de Peniche (Baleal e Ferrel) e outra em Óbidos. No Vau furtaram gasóleo do gerador da estação elevatória.
Um armazém foi assaltado a 22 de Outubro na Serra do Bouro.  Em Óbidos roubaram um veículo que já foi recuperado. Seis viaturas foram assaltadas no concelho de Peniche (Atouguia da Baleia, Baleal e Ferrel). Mil litros de gasóleo foram furtados de um estaleiro em Vale Amieiro (Alcobaça).

Habitavam ilegalmente casa de idosa

A polícia das Caldas encontrou, a 19 de Outubro, no interior da casa de uma idosa de 92 anos, que está doente e a recuperar em casa da sua filha, dois indivíduos que ocupavam ilegalmente essa residência.
Um dos homens, de 39 anos, acabaria por ser detido pela PSP por injúrias aos agentes de autoridade. Segundo fonte da PSP, o indivíduo recusou identificar-se e a abandonar a habitação, tendo injuriado os polícias que se encontravam no local. Depois de advertido que a sua atitude era passível de responsabilidade penal e de ter persistido nas injúrias, acabou por ser detido.
No mesmo dia, na Nazaré, a PSP deteve dois jovens de nacionalidade estrangeira, com 18 anos, por furto num estabelecimento comercial. Os ladrões foram interceptados pelo vigilante da loja porque tinham tentado sair sem fazer o pagamento de vários artigos cosméticos no valor de 721 euros. Segundo a PSP, os dois indivíduos já estão referenciados pela prática de crimes do mesmo género.
Um automóvel avaliado em mil euros foi furtado durante a noite de 16 para 17 de Outubro nas Caldas da Rainha e recuperado no dia seguinte.
Em Leiria, a 20 de Outubro, foi recuperada uma viatura que tinha sido furtada no concelho das Caldas.

Acidentes e excesso de álcool

De 17 a 23 de Outubro a GNR das Caldas registou na área do seu destacamento territorial um total de 33 acidentes com 11 feridos ligeiros.
No dia 17 a GNR de Alcobaça fez uma detenção por condução ilegal de automóvel e a Guarda do Bombarral deteve um homem de 25 anos por conduzir com uma taxa de álcool no sangue de 2,55 gr/l.
Na tarde de 18 de Outubro a PSP das Caldas deteve um homem de 44 anos que conduzia um carro sem ter carta de condução. Em Peniche, no dia 19, foi detido um condutor de 38 anos com uma taxa de alcoolemia de 1,51 gr/l.
Na madrugada de 22 de Outubro um homem de 42 anos de idade foi detido nas Caldas por conduzir com uma taxa de álcool no sangue de 1,28 gr/l. Durante essa madrugada, em Alcobaça, a PSP também dois homens, de 21 e 30 anos, ambos com 1,40 gr/l. No dia 25 de Outubro a PSP da Nazaré deteve um homem de 29 anos com 1,24 gr/l.

Pedro Antunes
pantunes@gazetacaldas.com


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