Frederico Silva está novamente em destaque. Uma semana depois de vencer pela primeira vez um torneio profissional, o Future em Portimão, o tenista caldense de 17 anos voltou aos torneios do circuito júnior, e logo para obter uma brilhante vitória na mítica terra batida de Roland Garros. Foi o segundo triunfo do português nos torneios mais prestigiados do mundo, após ter vencido no US Open no ano passado, ambas em pares, numa aliança com o britânico Kyle Edmund.
A vitória importa, obviamente, por tudo o que significa, mas mais importante talvez seja o cimentar do nome Frederico Silva nos courts mundiais. No último ano de júnior, este jovem caldense já é o oitavo melhor português no ranking profissional, ocupando nesta altura o lugar 726 do ranking mundial (o objectivo era o top 750).
À chegada a Portugal contou que Rafael Nadal – que acabou por ganhar a competição principal pela oitava vez – lhe desejou sorte para o encontro. Poderá haver melhor estímulo para um jovem do que ver o seu valor reconhecido pelos grandes campeões?!
Zé Povinho felicita este ás dos courts, tal como ao treinador Pedro Felner, um dos grandes responsáveis pelo seu percurso na competição.
A troika já não se enxerga. Na última semana soube-se que um dos parceiros dessa tríade – o FMI – começou a colocar-se de fora das consequências das medidas que impuseram à Grécia. Afinal as culpas são atribuídas especialmente às autoridades europeias, que foram mais papistas que o Papa nos cortes cego aquele país.
O processo de ajustamento português, também comandado pela troika que calhou em sorte aos portugueses, apresenta igualmente fissuras incríveis, assistindo-se a um passa-culpas entre os seus membros.
Portugal parece ter entrado num laboratório de loucos – não dos filmes humorísticos mas de terror – gerido por essa troika e os seus acólitos nacionais, onde parecem querer escalpar cada um dos portugas…
Zé Povinho só acreditará na capacidade e na “honestidade científica” desses tais técnicos internacionais do FMI, BCE e UE, quando as medidas que impuserem aos países de programa, se aplicarem também aos nacionais do respectivo países que trabalham nessas instituições internacionais. Seria um bom exemplo, que mostraria a sua coerência.
Se esses “rapazes” cheios de certezas, que periodicamente visitam Portugal com as suas receitas na mala, estão onde estão, devem-no ao país de origem e os seus salários e outras mordomias são pagos por todos os cidadãos europeus.
Assim, enquanto que os funcionários que impõem medidas duríssimas também não sofrerem na pele as consequências ao mesmo nível das suas nacionalidades no pagamento de impostos e no fim das isenções de taxas fiscais nas compras de bens que beneficiam, nunca haverá compreensão para a situação que sofrem as vítimas destes senhores.
O momento é cada vez mais crítico para os povos que caíram nesta rede e neste semana começa a levantar-se o véu sobre a “doutrina” que eles utilizaram sem qualquer comprovação científica.
Parafraseando Almada Negreiros: “Uma geração que consente deixar-se gerir por uma troika é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o troika, morra! Pim!














