A Semana do Zé Povinho

Publicado a 16 de Junho de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Frederico Silva está novamente em destaque. Uma semana depois de vencer pela primeira vez um torneio profissional, o Future em Portimão, o tenista caldense de 17 anos voltou aos torneios do circuito júnior, e logo para obter uma brilhante vitória na mítica terra batida de Roland Garros. Foi o segundo triunfo do português nos torneios mais prestigiados do mundo, após ter vencido no US Open no ano passado, ambas em pares, numa aliança com o britânico Kyle Edmund.
A vitória importa, obviamente, por tudo o que significa, mas mais importante talvez seja o cimentar do nome Frederico Silva nos courts mundiais. No último ano de júnior, este jovem caldense já é o oitavo melhor português no ranking profissional, ocupando nesta altura o lugar 726 do ranking mundial (o objectivo era o top 750).
À chegada a Portugal contou que Rafael Nadal – que acabou por ganhar a competição principal pela oitava vez – lhe desejou sorte para o encontro. Poderá haver melhor estímulo para um jovem do que ver o seu valor reconhecido pelos grandes campeões?!
Zé Povinho felicita este ás dos courts, tal como ao treinador Pedro Felner, um dos grandes responsáveis pelo seu percurso na competição.

A troika já não se enxerga. Na última semana soube-se que um dos parceiros dessa tríade – o FMI – começou a colocar-se de fora das consequências das medidas que impuseram à Grécia. Afinal as culpas são atribuídas especialmente às autoridades europeias, que foram mais papistas que o Papa nos cortes cego aquele país.
O processo de ajustamento português, também comandado pela troika que calhou em sorte aos portugueses, apresenta igualmente fissuras incríveis, assistindo-se a um passa-culpas entre os seus membros.
Portugal parece ter entrado num laboratório de loucos – não dos filmes humorísticos mas de terror – gerido por essa troika e os seus acólitos nacionais, onde parecem querer escalpar cada um dos portugas…
Zé Povinho só acreditará na capacidade e na “honestidade científica” desses tais técnicos internacionais do FMI, BCE e UE, quando as medidas que impuserem aos países de programa, se aplicarem também aos nacionais do respectivo países que trabalham nessas instituições internacionais. Seria um bom exemplo, que mostraria a sua coerência.
Se esses “rapazes” cheios de certezas, que periodicamente visitam Portugal com as suas receitas na mala, estão onde estão, devem-no ao país de origem e os seus salários e outras mordomias são pagos por todos os cidadãos europeus.
Assim, enquanto que os funcionários que impõem medidas duríssimas também não sofrerem na pele as consequências ao mesmo nível das suas nacionalidades no pagamento de impostos e no fim das isenções de taxas fiscais nas compras de bens que beneficiam, nunca haverá compreensão para a situação que sofrem as vítimas destes senhores.
O momento é cada vez mais crítico para os povos que caíram nesta rede e neste semana começa a levantar-se o véu sobre a “doutrina” que eles utilizaram sem qualquer comprovação científica.
Parafraseando Almada Negreiros: “Uma geração que consente deixar-se gerir por uma troika é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o troika, morra! Pim!

Nenhum esforço camarário para o início da época de praia

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Há bastantes anos havia uma preocupação das várias autoridades que têm jurisdição sobre a Lagoa e a praia da Foz do Arelho, com a preparação daqueles espaços nas semanas anteriores à abertura da época balnear.
Apesar do mau tempo da passada semana a época de praia (informalmente) já se tinha iniciado no início do mês de Junho, tendo acorrido às praias da região centenas de pessoas.
Contudo, na Lagoa de Óbidos o abandono e a falta de cuidado dá nas vistas. O cais com interdição de acesso, está actualmente à mercê de quem queira aceder, mostrando a degradação que está em curso, cerca de meio século depois de ter sido construído e de poucas melhorias ter recebido neste período.

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A Semana do Zé Povinho

Publicado a 9 de Junho de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O futebol do concelho das Caldas da Rainha está de parabéns. A começar pelo Caldas Sport Clube, cujo empate deste sábado da sua equipa principal de futebol permitiu à família alvinegra comemorar mais uma subida de divisão. A entrada no novo Campeonato Nacional de Seniores, apesar de conseguida à justa, evitou o regresso aos distritais, onde o clube não joga desde 1968/69, assegurando pela primeira vez na história do Caldas SC um lote de cinco equipas a disputar competições nacionais: as equipas de formação dos iniciados, juvenis e juniores; e ainda as equipas seniores de futebol e futsal. Um feito assinalável, demonstrando a vitalidade de um projecto que está quase a completar um século de vida.
Quem também está de parabéns é a equipa de futebol feminino do GDC de A-dos-Francos. Uma equipa que tem espalhado magia pelos relvados do país, e que já tinha na semana passada garantido uma fantástica subida à I Divisão Nacional, garantiu agora o título na Divisão de Promoção, com ainda uma jornada por disputar. A formação de A-dos-Francos está prestes a terminar uma época praticamente imaculada, registando em todas as competições apenas um empate e uma derrota – esta na meia-final da Taça de Portugal – tendo já conquistado antes os títulos de Campeã Distrital e da Taça Distrito de Leiria.

Súbita e abruptamente, à revelia de tudo e de todos, contra a vontade dos seus clientes e das populações e dos seus representantes (autarcas), os CTT decidiram fechar as estações de correios de Valado dos Frades e de Santa Catarina.
E tão repentinamente o fizeram que o próprio presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina só foi informado – por carta – na passada segunda-feira quando a estação já tinha fechado ao fim do dia de quinta-feira.
Este atropelo por parte da ainda empresa pública CTT – Correios de Portugal não é novo pois tem sido esse o modus operandi das suas administrações nos últimos anos, em que têm fechado centenas de estações em todo o país.
É público que os CTT tiveram 50,7 milhões de euros de lucros em 2012. E também é público que o governo quer rapidamente privatizar esta empresa que, por enquanto, ainda é do Estado, isto é, dos portugueses.
Zé Povinho não quer entrar na discussão sobre quem é o melhor gestor – público ou privado – mas recorda que na capitalista Suíça, país que não é governado por perigosos esquerdistas, os correios são 100% do Estado. E que aquela empresa até possui uma frota de autocarros para transporte de passageiros, igualmente de capitais públicos.
Em Portugal, o governo, com o entusiástico apoio dos conselhos de administração que nomeia, dedica-se a tornar atractivo aquilo que é do Estado para vender a privados. Os CTT dão lucro. E muito bem. E prestam um serviço universal. E agora até vão ter também uma vocação bancária, o que os valoriza ainda mais em termos de mercado.
Mas para isso é preciso expurgá-los de tudo o que é menos rentável para que fique uma empresa “rentável”, “optimizada”, “racionalizada”, pronta para embrulhar e colocar na montra das privatizações.
É talvez por isso que o serviço prestado igualmente na estação das Caldas da Rainha é verdadeiramente escandaloso. O tempo que as pessoas ali estão, com a senha na mão, à espera de vez, soma inúmeras horas de trabalho. A empresa não reforça o serviço e já está fora de questão esperar que abra uma nova estação na cidade pois tem vindo a fechá-las noutras localidades onde há mais do que uma.
Zé Povinho acha tudo isto lamentável e manifesta aqui o seu desprezo por quem toma tão nefastas decisões que não têm em conta a prestação de um serviço de qualidade às pessoas. De optimização em optimização, os CTT vão caminhando para a pessimização total.

Quando a regeneração urbana não resolve o problema do estacionamento

Publicado a . Na categoria: Actualidade Política . há uma resposta a este artigo.

Quem percorresse a cidade das Caldas da Rainha no passado sábado, verificaria que havia um trânsito automóvel bastante intenso, com muitos condutores a procurarem estacionamento.
De manhã muitos vinham para fazer compras na Praça da Fruta bem e no comércio do centro da cidade. Na parte da tarde esta intensidade de circulação mantinha-se graças ao comércio que cada vez mais, em tempo de crise, insiste em estar aberto todo o dia de sábado. Havia ainda quem se dirigisse para o Parque D. Carlos I onde havia várias actividades, nomeadamente o Parque dos Sentidos
Face à crescente falta de estacionamento, bem como às obras de regeneração em curso (que infelizmente não têm como objectivo criar novos locais de estacionamento, antes pelo contrário), viam-se automóveis estacionados em inúmeros locais interditos. Felizmente que as autoridades ignoraram o que se passava, uma vez que entendem bem o martírio porque passam as pessoas que ainda teimam em visitar as Caldas da Rainha.

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Bazar à Noite vai animar Praça da Fruta

Publicado a 7 de Junho de 2013 . Na categoria: Actualidade Breves . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Vai realizar-se, a 15 de Junho, a primeira edição do Bazar à Noite, um mercado criativo que se realiza em horário nocturno no local onde decorre o mercado da Praça da Fruta.
Esta iniciativa é organizada pelo grupo Cr&ativa, uma plataforma de reflexão sobre espaço público e cultura urbana, com apoio da Associação Destino Caldas, da Câmara Municipal e da Associação Comercial.
Pretende-se revitalizar a vida nocturna daquela zona da cidade, criando sinergias com a população e comércio locais, usando o espaço público como local de troca e contacto entre os inúmeros criativos locais e outros que aqui se desloquem a divulgar o seu trabalho e os seus produtos. No Bazar à Noite será divulgado o trabalho criativo nas áreas das artes plásticas, design, edição independente, ilustração, cerâmica, vidro, moda, retro/vintage, música, artes performativas, food design e produtos biológicos. Até ao fecho desta edição, o evento já contava com cerca de 30 inscrições.
N.N.

Greve dos correios antecipa edição da Gazeta das Caldas

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Esta número da Gazeta das Caldas é distribuído nas bancas e aos nossos assinantes na quinta-feira devido à greve dos trabalhadores dos CTT prevista para esta sexta-feira. Para evitar que os assinantes só recebessem o jornal na próxima terça-feira (segunda-feira é feriado), fomos forçados a antecipar, em cima da hora, o fecho desta edição, o que nos obrigou a deixar de fora alguns textos dos nossos colaboradores.

Incerteza sobre o futuro das termas juntou cerimónias oficiais e protesto na rua

Publicado a 27 de Maio de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Meia hora divide as duas facetas que este ano adquiriu o 15 de Maio na homenagem à rainha D. Leonor. Após as comemorações oficiais, em que estiveram presentes, as autoridades locais, e que incluíram a tradicional colocação de coroas de flores, seguiu-se a manifestação convocada pela comissão de utentes Juntos Pelo Nosso Hospital que, pouco depois, alterou o figurino.
Outra mudança ao programa tradicional – que decerto não teria agradado à rainha – foi a não realização da cerimónia de abertura do Hospital Termal e da visita da população às suas instalações.
Entre uma foto e outra houve quem participasse nos dois eventos e quem se afastasse discretamente pois, apesar de o executivo camarário ter decidido na semana anterior apoiar a manifestação dos utentes, os políticos locais ligados ao PSD não participaram.
Nesta manifestação participaram cerca de três centenas de pessoas “contra o encerramento indefinido do Hospital Termal” depois da Delegação Regional de Saúde ter decretado que esta unidade só reabriria depois de encontrada a causa da contaminação bacteriológica das suas águas.

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Património da J. L Barros já está à venda

Publicado a 26 de Maio de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Uma das mais antigas empresas caldenses, a J. L. Barros, deixou formalmente de existir desde a passada semana e tem o seu património à venda para que, com as receitas assim obtidas, se possam pagar algumas dívidas aos trabalhadores e aos credores.
A assembleia de credores teve lugar no dia 16 de Maio e juntou várias dezenas de pessoas, tendo sido decidida a liquidação da sociedade e o encerramento do estabelecimento comercial. Como consequência, será cessado o contrato de trabalho com os 27 trabalhadores da empresa e será posto à venda todo o seu património.
Os activos da J. L. Barros incluem os seus stocks e equipamentos, bem como o imóvel onde está a sede da empresa e que constitui a sua parte mais valiosa pois é composto por um edifício de três andares, armazéns, zona de escritório e parque, tudo isto num sítio privilegiado, junto ao nó da A8 que constitui o principal acesso à cidade.
A assembleia de credores ditou, assim, o fim desta firma, cujo empresário, Luís Saraiva, ainda tentou salvar através da diversificação do negócio, mas a tentativa de ali constituir uma espécie de centro comercial vocacionado para o sector agrícola não obteve o apoio da banca.
C.C.

A Semana do Zé Povinho

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Zé Povinho está satisfeito com o retorno do artista Albuquerque Mendes, hoje já consagrado nacional e internacionalmente, às Caldas da Rainha. E ainda ficou mais contente com o facto deste criador – um dos jovens participantes nos Encontros Internacionais de Arte que se realizaram na cidade no Verão de 1977 -, ter considerado que aquele evento foi um importante marco na história da arte contemporânea em Portugal e que inclusive teve repercussões na arte europeia.
Referiu que a artista francesa Orlan, à luz da experiência caldense em que ela participou, criou no ano seguinte em Lyon os Simpósios internacionais da performance, que tiveram grande impacto no mundo da arte de intervenção.
Por isso aplaude, não só esta visita de Albuquerque Mendes às Caldas da Rainha, como também faz uma vénia ao grupo Panaceia, constituído por alunos da ESAD que pretendem trazer artistas contemporâneos à cidade e com isso induzir um novo dinamismo também aos seus museus.
E porque aprecia trabalhos em parceria, Zé Povinho espera que esta aliança entre a escola de artes e a Câmara Municipal, através do Centros de Artes, não esmoreça e continue o bom trabalho em nome do dinamismo artístico que se quer cultivar na cidade.

Do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) sucedem-se as más notícias, umas atrás das outras.
Já não é só o Hospital Termal (que o CHO quer atirar fora como se se tratasse de lastro em excesso num navio) nem das confusões das bactérias e das obras, da gestão do Parque e da Mata e das transferências de valências das Caldas da Rainha para Torres Vedras.
Agora são as dúvidas trazidas a público sobre o ar condicionado do bloco operatório, que levaram os cirurgiões a recusarem nele fazer cirurgias programadas porque, segundo dizem, está transformado numa verdadeira sauna (e provavelmente fonte de infecções).
Zé Povinho pergunta-se que Diabo se passa com o Hospital das Caldas que nem já consegue assegurar uma das actividades mais importantes de um estabelecimento hospitalar. Como é possível que uma tecnologia perfeitamente dominada no século XXI – o ar condicionado, mesmo com as especificidades próprias de um bloco operatório – não esteja a trabalhar normalmente?
Afinal, se se fazem cortes naquilo que se considera desnecessário e que não tem directamente a ver com a prestação de cuidados de saúde, como se explica que um bloco operatório, onde se deveriam fazer operações, não funcione cabal e normalmente?
Como se explica que operações cirúrgicas não urgentes tenham de ser encaminhadas para Alcobaça?
Zé Povinho compreende cada vez mais a indignação dos caldenses em relação ao CHO e à sua administração.

Empossada Comissão de Acompanhamento para o Hospital Termal na sessão de 15 de Maio

Publicado a 20 de Maio de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A Comissão de Acompanhamento do Hospital Termal, que irá analisar quais as obras que deverão ser feitas para a sua reabertura, tomou posse formalmente no dia 15 de Maio e irá começar a trabalhar na próxima semana.

A equipa, essencialmente técnica, é constituída pelo vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, a directora clínica do Hospital Termal, Conceição Camacho, e o geólogo José Martins Carvalho. Foram também convidados para integrar o grupo Henrique Graça, director técnico do Hospital Termal, Jorge Nunes, Delegado de Saúde das Caldas, o Delegado dos Serviços de Geologia e Minas e o ex-administrador do Hospital Distrital, Vasco Trancoso. A comissão ainda não está fechada e é “sobretudo uma questão técnica para analisar o problema das águas”, explicou o presidente da Câmara, Fernando Costa.

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