Maior indústria conserveira de Peniche tem patrão tailandês e vai reduzir pessoal

Publicado a 4 de Maio de 2012 . Na categoria: Destaque Economia Painel . há uma resposta a este artigo.

A entrada da ESIP, a fábrica que é a maior empregadora de Peniche.

A ESIP (European Seafood Investments Portugal, Lda), de capitais tailandeses, tem 780 trabalhadores e é a maior empregadora de Peniche. Mas vai reduzir pessoal e está em risco de se deslocalizar. A Câmara local está a tentar não a deixar fugir e tem soluções para lhe reduzir os custos de produção.

A maior fábrica conserveira de Peniche produz diariamente 60 toneladas de conserva e das suas instalações saem entre seis a 12 camiões por dia carregados de latas de sardinha e cavala destinados à exportação. Em Portugal fica apenas uma pequeníssima parte da produção, que é vendida nos supermercados Lidl e Dia.
Detida pela empresa tailandesa Union Frozen Products (a maior conserveira do mundo), a ESIP conta com centenas de trabalhadores, maioritariamente mulheres e metade das quais com contratos a prazo, que exercem um trabalho pouco especializado no qual basta cortar e enlatar postas de pescado.
À custa disso, e ao facto de beneficiar da rede de distribuição mundial típica de uma multinacional, a fábrica penichense factura entre 50 a 60 milhões de euros. Números que não são precisos porque o seu administrador, Ricardo Luzio, não aceitou falar sobre a sua empresa.

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Caldas da Rainha tem um “enfermeiro de serviço” 24 horas por dia

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Bárbara Cardoso dá resposta a uma população cada vez mais envelhecida e dependente de terceiros

A enfermeira Bárbara Cardoso está disponível para oferecer uma vasta gama de cuidados de enfermagem, a qualquer hora, dia da semana ou local, na região das Caldas. Desde 1 de Março que a caldense é a representante do projecto “Enfermeiro de Serviço” nesta região e presta serviços de enfermagem, como a administração de injecções, substituição de pensos e sondas, ou mesmo medição da tensão arterial. Também retira pontos ou agrafos a pessoas que regressam de uma cirurgia e tenham dificuldade de mobilidade.
“Podemos fazer todos os serviços na comodidade do domicílio 24 horas por dia, o telefone está sempre ligado e eu estou disponível”, conta Barbara Cardoso.
Na sua opinião, este é um serviço cada vez mais preciso pela população, que “está cada vez mais envelhecida, dependente de terceiros e que por vezes não tem facilidade em deslocar-se”, justifica.
Esta enfermeira começou a trabalhar a 1 de Março e neste primeiro mês e meio de actividade, tem “havido alguma procura”, conta a profissional que tem sido mais contactada por pessoas que estão com dores e que precisam de levar injecções.

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Abriu na Rua da Liberdade a Conserveira da Rainha

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António Pego e Margarida Clérigo são os responsáveis pelo novo espaço

Abriu nas Caldas, a 19 de Abril, a Conserveira da Rainha, que fica na Rua da Liberdade (que liga a Praça ao Parque). Como o nome indica, o estabelecimento dá primazia às conservas de marca portuguesa, sobretudo de peixe e com uma forte aposta no atum dos Açores.
“Há cerca de quatro anos tive um sonho que iria abrir uma conserveira e desde então tenho vindo a amadurecer a ideia”. Palavras de Margarida Clérigo que, com o apoio do marido António Pego, decidiu levar a sua ideia a avante. Há um ano e meio que se encontrava sem emprego, o que fez acelerar o processo de abertura da conserveira.
A responsável descobriu este conceito em Lisboa, onde conhece um espaço que se dedica à venda de conservas e um outro que se especializou em degustações. “Decidimos juntar as duas vertentes”, explicou o casal. Assim, na própria loja pode degustar-se atum dos Açores, patés vários ou sardinhas, “produtos de qualidade superior que não se encontram nos supermercados”, explicaram António e Margarida Clérigo. Além do mais, “muitas das dietas incluem o ómega 3, nutriente presente no peixe que aqui vendemos em conserva”, acrescentaram.

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Cerâmicas São Bernardo procuram investidor

Publicado a 27 de Abril de 2012 . Na categoria: Destaque Economia Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Algumas das peças produzidas na fábrica alcobacense

O administrador de insolvência da empresa alcobacense Cerâmicas de São Bernardo, Carlos Maia Pinto, viu o seu pedido de mais tempo para procurar um investidor ser aprovado pelos credores da empresa. O pedido tinha sido feito em tribunal, depois de a empresa ter funcionado nos dois últimos anos de acordo com um plano de reestruturação, sem criar mais dívida e sem quaisquer apoios.
Em declarações ao Jornal de Leiria, Carlos Maia Pinto diz que apesar do bom desempenho dos dois últimos anos a empresa “não conseguiu libertar meios para pagar aos credores”, como tinha sido acordado, o que se justifica pelo aumento dos custos de energia e o agravamento da conjuntura económica internacional. Daí o pedido de mais tempo para procurar capitalizar a empresa, comprometendo-se a “fazer todo o possível para encontrar quem compre a empresa com garantia de continuidade da laboração e dos postos de trabalho”.
Ao jornal leiriense o administrador de insolvência diz-se convicto de que a empresa tem viabilidade, acreditando sobretudo no potencial de produtos “de alto valor criativo, que podem ser vendidos a clientes dispostos a pagar”.

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Peugeot lançou o novo 208

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O Peugeot 208 foi apresentado no Bowling Caldas

A Peugeot lançou na noite de 20 de Abril o novo Peugeot 208, que tal como o antecessor 206 marca um novo estilo da marca do leão.
O 208 é um marco importante para a marca francesa numa altura de crise acentuada no sector automóvel.
Com o 208 a Peugeot voltou à fórmula de sucesso do 206. Apesar de mais curto 7 cm que o 207, o 208 tem mais espaço interior, graças a uma frente mais compacta. Os cerca de 70 kg a menos permitem também o regresso de motorizações mais convidativas para o mercado nacional, não só pelo preço, como pela própria carga fiscal aplicada pelas emissões, nomeadamente duas motorizações a gasolina de três cilindros, com emissões de CO2 de 99gr/km e consumos em circuito misto de 4,3 litros.
“É o lançamento de maior peso este ano, é grande aposta da marca”, disse à Gazeta das Caldas o administrador do Grupo Lena Automóveis, Jorge Filipe.
O lançamento deste modelo acaba por ser estratégico para as vendas em ano de crise, apesar de se inserir no segmento mais afectado, mas Jorge Filipe acredita que o modelo tem argumentos de peso para reconquistar a liderança perdida com o 207. “O exterior rompe com as referências estilísticas da marca, o interior é fantástico, não aparenta o que é, e passamos a ter motorizações mais pequenas, com menores emissões e preço reduzido em função da carga fiscal”.

Joel Ribeiro
jribeiro@gazetacaldas.com

Honda melhorou conforto e qualidade do Civic

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A Honda não mudou muito o desenho, mas melhorou o comportamento do Civic

A Gazeta das Caldas testou o novo Honda Civic com o motor diesel 2.2 i-DTEC, cortesia do concessionário Flores Auto. O novo modelo revelou-se bastante confortável e fácil de utilizar, uma boa aposta no segmento dos familiares compactos que pode ganhar muito quando surgir a versão 1.6 diesel, prevista para o início de 2013.
Mas quem puder chegar a esta motorização mais musculada tem neste Honda Civic uma excelente alternativa aos modelos referência do segmento C, liderado pelo Volkswagen Golf.
O Civic é uma lufada de ar fresco no segmento, marcando claramente a diferença entre os hatchback pelo estilo futurista. O exterior é tão diferente que a Honda pouco mudou na concepção desta nova geração. Na frente pouco mais mudou que o desenho dos faróis, do pára-choques e da grelha frontal. Na traseira houve um grande trabalho para aperfeiçoar o desenho em termos aerodinâmicos, um trabalho tal que incluiu uma pequena aplicação na vertical nas versões diesel para diminuir o atrito.

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Câmara de Alcobaça dá luz verde a prospecções de gás na cidade

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A autarquia de Alcobaça deu o “sim” que faltava para que os trabalhos de porspecção de gás natural que a Mohave Oil and Gas Corporation quer fazer na cidade, junto à VCI (na zona da Quinta do Telheiro), pudessem avançar.
A luz verde, aprovada por unanimidade na reunião do executivo camarário do passado dia 16 de Abril, surge três semanas depois de a empresa norte-americana ter garantido, numa sessão de esclarecimento pública, que os trabalhos não comprometiam a segurança de pessoas e bens.
A Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) já tinha autorizado os trabalhos e até o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) se tinha mostrado descansado quanto ao facto de o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça distar apenas 750 metros do local escolhido para a perfuração.
Mas a autarquia quis mas explicações e decidiu consultar a Administração Regional Hidrográfica de Lisboa e Vale do Tejo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e o Instituto da Água. Na ausência de pareceres desfavoráveis, o executivo finalmente aprovou os trabalhos.
A Mohave Oil and Gas Corporation deve agora contactar todos os residentes na área onde vão decorrer as prospecções e iniciar a instalação da plataforma necessária à perfuração que vai superar os três mil metros de profundidade e deverá decorrer 24 horas por dia, ao longo de quatro meses. A perfuração vai confirmar, ou afastar, a expectativa de encontrar no subsolo da cidade de Alcobaça “reservatórios com áreas da ordem de 1.100 hectares com volumes potenciais de 5 a 6 mil milhões de metros cúbicos de gás”, decorrente do trabalho de prospecção realizado no perímetro urbano em 2011, conforme explicou a 26 de Março o geólogo da empresa, Rui Vieira.
Estes valores, a confirmarem-se, podem “representar uma produção de dois milhões de metros cúbicos por dia ao longo de oito a dez anos”, acredita Rui Vieira.
Em comunicado, a Câmara de Alcobaça diz que “todos os trabalhos com impacto no subsolo decorrentes da instalação da plataforma temporária deverão ser acompanhados arqueologicamente por um profissional à designação do IGESPAR”. Uma cautela que se justifica dada a proximidade do mosteiro que é Património da Humanidade.
A autarquia acrescenta ainda que “durante todo o processo, caberá à Direção-Geral de Energia e Geologia o acompanhamento e fiscalização” das actividades da Mohave, assegurando o cumprimento “das obrigações legais e contratuais decorrentes da concessão que lhe foi atribuída”.

Joana Fialho
jfialho@gazetacaldas.com

Desemprego no Oeste Norte ultrapassa os 10 mil mas a taxa está abaixo da média nacional

Publicado a 20 de Abril de 2012 . Na categoria: Destaque Economia Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Como antecipávamos há algumas semanas, o desemprego nos concelhos do Oeste Norte, formado por Caldas da Rainha, Peniche, Bombarral, Óbidos, Alcobaça e Nazaré, ultrapassaram em Março os dez mil inscritos, chegando aos 10.048, mais 2,9% do que em Fevereiro. Comparando estes valores com o mesmo mês dos anos anteriores, o número de desempregados aumentou mais de 50% em relação a 2008 e mais 11,6% que ao ano passado.
A taxa de desemprego no Oeste Norte situa-se na média dos 11,7%, abaixo da média nacional situada nos 14%.
Se analisarmos cada concelho de per si, verificamos que no mês de Março deste ano os inscritos nos centros de emprego aumentaram em todos os concelhos verificando-se o maior crescimento em Peniche, com mais 6% de inscritos.
Calculando as taxas de desemprego segundo os dados da população activa de 2001, há uma variação entre 13,79% na Nazaré, seguida das Caldas da Rainha com 13,05% e 10,4% em Peniche e 10,92% em Alcobaça, sendo a média da região Oeste Norte de 11,74%.
Segundo o IEFP, no seu boletim mensal, “no final do mês de Março de 2012, estavam inscritos, nos Centros de Emprego 661 403 desempregados, número que corresponde a 84,6% de um total de 782 237 pedidos de emprego.
O número de desempregados inscritos aumentou 19,8% relativamente ao mês homólogo de 2011 e 2,1% face ao mês anterior. Estas percentagens mostram, em números absolutos, acréscimos de, respectivamente, 109 542 e 13 385 desempregados.
O aumento do desemprego, comparativamente a março de 2011, afectou os dois géneros, penalizando mais os homens (+25,3%) do que as mulheres (+15,0%).
Por grupo etário, os jovens foram os que mais se ressentiram com o aumento do desemprego, +25,4% face ao mesmo mês do ano anterior, correspondendo aos adultos um acréscimo de 19,1%.”

Como combater o desemprego?

Para tentar inverter esta situação foi lançado uma medida activa de emprego  intitulada Estímulo 2012, com o “objectivo de apoiar a contratação de desempregados e promover e aumentar a sua empregabilidade, através de formação profissional. Esta medida está expressamente direccionada para os desempregos mais vulneráveis, nomeadamente os inscritos nos Centros de Emprego há pelo menos seis meses.

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Loja da Maria ajuda a criar hortas em casa sem recurso a terra

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Plantas aromáticas, alfaces, cenouras, rabanetes, cebolas, tomates… De tudo se pode cultivar com recurso à hidroponia

Sabia que é possível cultivar alimentos sem solo, mas apenas com recurso a uma reduzida quantidade de água onde são colocados todos os nutrientes necessários? A isso chama-se hidroponia, uma técnica de cultivo que embora não seja recente começa a ganhar cada vez mais adeptos, seja em produções industriais, seja em produções de escala reduzida, para consumo doméstico.
Há nas Caldas da Rainha uma loja que há cerca de oito anos se dedica à agricultura biológica e onde se encontram todos os materiais necessários para que possa fazer da sua varanda, ou de um pequeno espaço numa das divisões de sua casa, uma “horta” com alfaces, tubérculos ou plantas aromáticas, entre muitas outras opções.
E ainda que a growshop Loja da Maria, no número 5 da Rua Heróis da Grande Guerra, possa passar despercebida aos mais distraídos que passam, muitos são os que reparam no verde dos alimentos ali cultivados.
Para cultivar com recurso à hidroponia não é preciso muito. O equipamento necessário depende dos alimentos pretendidos, e existe para todos os gostos. Desde um conjunto de pequenos vasos ideal para plantas aromáticas, com preços a partir dos 50 euros, a uma tenda onde se podem, por exemplo, produzir mais de 30 alfaces, cujo sistema completo já ultrapassa os 400 euros.

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Restaurante Manjar da Cidade com take-away e refeições em conta

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Inês Ventura é designer e professora de Artes, mas decidiu abrir o seu próprio restaurante

O ambiente depressivo que se vive no país por causa da crise financeira não desmotivou Inês Ventura, uma jovem designer e professora de Artes, que decidiu apostar na abertura de um restaurante na urbanização Cidade Nova.
O restaurante Manjar da Cidade, no número um da rua Cambo Les Bains, abriu as suas portas em Dezembro do ano passado. O estabelecimento tem capacidade para 28 lugares sentado, mas servem também refeições para fora (take-away).
A comida (quatro variedades de pratos em cada dia) está exposta numa vitrina e sempre quente para que quem quiser levar para casa.
“Os meus clientes têm saído satisfeitos e voltam sempre, porque gostam da qualidade da comida e acham que os preços são baixos”, garante Inês Ventura. No caso da refeição ser tomada no próprio restaurante o prato do dia fica em cerca de cinco euros, mas as doses para levar para casa ficam ainda mais baratas porque são vendidas ao peso.
O restaurante funciona todos os dias (excepto aos domingos), das nove da manhã às dez da noite, servindo refeições ao almoço e jantar. Para além da proprietária, trabalham no estabelecimento três pessoas (duas a tempo inteiro e outra em part-time).

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