A ESIP (European Seafood Investments Portugal, Lda), de capitais tailandeses, tem 780 trabalhadores e é a maior empregadora de Peniche. Mas vai reduzir pessoal e está em risco de se deslocalizar. A Câmara local está a tentar não a deixar fugir e tem soluções para lhe reduzir os custos de produção.
A maior fábrica conserveira de Peniche produz diariamente 60 toneladas de conserva e das suas instalações saem entre seis a 12 camiões por dia carregados de latas de sardinha e cavala destinados à exportação. Em Portugal fica apenas uma pequeníssima parte da produção, que é vendida nos supermercados Lidl e Dia.
Detida pela empresa tailandesa Union Frozen Products (a maior conserveira do mundo), a ESIP conta com centenas de trabalhadores, maioritariamente mulheres e metade das quais com contratos a prazo, que exercem um trabalho pouco especializado no qual basta cortar e enlatar postas de pescado.
À custa disso, e ao facto de beneficiar da rede de distribuição mundial típica de uma multinacional, a fábrica penichense factura entre 50 a 60 milhões de euros. Números que não são precisos porque o seu administrador, Ricardo Luzio, não aceitou falar sobre a sua empresa.














