No último trimestre de 2011 encerraram 26 estabelecimentos comerciais nas Caldas da Rainha, de acordo com os dados da ACCCRO. Desde o início deste ano já encerraram 12 estabelecimentos, mas desde Dezembro já abriram 17 novas “casas” de comércio.
O presidente da Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos, João Frade, não considera, no entanto, que a situação seja pior do que no resto do país, pelo contrário.
“Nas Caldas da Rainha não estamos imunes à grave crise que atravessa o país e o mundo. Segundo dados do INE, nos últimos três meses em Portugal têm encerrado mais de 100 estabelecimentos comerciais por dia”, salientou.
Segundo João Frade, os encerramentos registados têm sido de vários ramos, embora sejam mais os de restauração a fechar, porque é também onde existe maior oferta.
Por outro lado, o dirigente sublinha que já em 2007, quando tomaram posse na direcção da ACCCRO, foi feito um levantamento sobre os estabelecimentos comerciais encerrados no centro da cidade e descobriram que existiam 200 lojas por arrendar.

O desfile infantil decorre hoje a partir das 10h30 nas avenidas do centro da cidade (Foto de arquivo)
Amanhã a partir das 20h00 terá início o desfile nocturno que percorre pela primeira vez a Praça 25 de Abril e a Avenida 1º de Maio, substituindo o corso que tradicionalmente decorria na terça-feira.
Os foliões e trapalhões voltam a desfilar no dia seguinte, domingo, pelas 15h00. Os temas para o corso são livres, cabendo a cada uma das 19 colectividades inscritas dar largas à imaginação e surpreender o público com o mote escolhido para os carros e figurantes.
O corso integra ainda quatro grupos musicais e de dança que irão apresentar coreografias.
Este ano os reis do Carnaval serão os jovens caldenses Walter Moraes, estudante participante do programa “Portugal tem Talento” e professor de hiphop no Centro de Juventude, e Vanessa Henriques, modelo e irmã da cantora caldense Rebeca.
No sábado e domingo haverá animação após o desfile.
Os cortes no orçamento (menos 5% do que em 2011) e a não tolerância de ponto na terça-feira decretada pelo Governo “não beliscaram a motivação da organização ou das colectividades que prometem um Carnaval muito crítico e divertido”, garante a autarquia caldense, que este ano vai gastar cerca de 65 mil euros com a animação do carnaval. São esperados entre 10 a 15 mil visitantes na cidade.
O vereador com o pelouro do comércio, Hugo Oliveira, diz estar preocupado com o fecho de muitas lojas na cidade, mas considera que esta situação é um reflexo da crise que assola todo o país. Defende que, mesmo nesta altura, o comércio deve ser diferenciador, apostando na sustentabilidade.
Entre os projectos que a autarquia possui, em parceria com a ACCCRO para apoiar o comércio na cidade, o vereador Hugo Oliveira destaca o Green Inova Comércio que foi desenhado pelo Gabinete de Regeneração Urbana da autarquia e submetido pela ACCCRO ao Inov Centro, numa candidatura com um valor superior a 300 mil euros e financiada a 70% de fundos comunitários, que já foi aprovada.
A Câmara compromete-se a contribuir com 15%, cabendo o restante à associação comercial. “Este é um projecto muito importante para o comércio das Caldas”, refere o autarca, destacando que o Green Inova Comércio permite transformar o comércio da cidade num comércio verde e com boas práticas ambientais.

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, milhares de pessoas são esperadas nos corsos da Nazaré (foto de arquivo)
É com o tema “Carnaval 2012 ca crise é pu pescôce” que saem às ruas no domingo e na terça-feira os tradicionais corsos carnavalescos da Nazaré. É a recta final de uma temporada de festejos que teve início oficial no dia 3 de Fevereiro, com a Festa de São Brás, na qual participaram milhares de pessoas. Desde então, as gentes da Nazaré andam num verdadeiro reboliço de bailes, saídas dos grupos à rua e muita brincadeira, sempre ao ritmo das marchas que todos os anos são compostas para as festas.
Hoje é a vez das crianças darem a conhecer os seus disfarces, feitos com material reciclado. Caso o tempo ajude, 814 crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo vão desfilar na marginal nazarena, a partir das 15h00. Se o São Pedro não se juntar à festa, é no Pavilhão Gimnodesportivo que as crianças brincam ao Carnaval.
No domingo não há descanso para os foliões, que habitualmente se divertem nos diversos bailes que se realizam na vila pela madrugada fora. Às 11h00 decorre a passagem de testemunho aos reis do Carnaval 2012 – Ascenção Codinha e Eduardo Hespanhol. A cerimónia decorre no terreiro, em frente ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, no Sítio.
À tarde, a partir das 15h00, a marginal é palco do corso que habitualmente é visto por milhares de pessoas. Este é também o dia em que saem à rua as bandas infernais, munidos de todo e qualquer objecto que possa fazer barulho, e as brincadeiras, grupos de mascarados caracterizados pelo seu cariz satírico.
O facto de o governo não ter dado tolerância de ponto na terça-feira gorda – decisão que a autarquia nazarena contestou, mas não se atreveu a deixar de cumprir – não deve esmorecer o desfile desse dia. Pela marginal vão passar os carros alegóricos e centenas de foliões de vários grupos de ranchos de fantasia, com máscaras e disfarces subordinados a diversos temas. Este ano são 23 os carros que estão a ser construídos na oficina do Carnaval, na Bonarte (Sítio).
A festa termina na quarta-feira de cinzas com a cerimónia do Enterro do Entrudo, marcado para as 17h30.
Bares abertos e autocarros a circular durante a madrugada
Até ao próximo dia 22, os bares da Nazaré vão estar a funcionar em horário alargado, permitindo que os foliões se divirtam pela noite dentro. Uma permissão dada pela autarquia nos últimos anos a pensar não só na população local, mas também nos milhares de visitantes que a vila recebe por estes dias.
“A animação estimula e favorece o tecido económico da vila, que dela retira benefícios económicos”, explica Jorge Barroso na proposta aprovada em reunião de executivo camarário. Mas para que os bares possam usufruir deste alargamento de horário extraordinário, têm que se comprometer a seguir uma série de regras, como o uso de copos e garrafas de plástico e o respeito pela Lei do Ruído.
É também a pensar nos que gostam de se divertir à noite que os Serviços Municipalizados têm em curso um serviço especial de transportes. A partir de amanhã, dia 18, e até quarta-feira de cinzas, os autocarros urbanos vão circular entre a 1h00 e as 06h00, num percurso que vai da Praça Dr. Manuel de Arriaga, Pederneira, Rio Novo, Nova Nazaré, Calhau e Sítio, regressando depois ao centro da vila.
Joana Fialho
jfialho@gazetacaldas.com
A construtora FDO, que detém o Vivaci, pediu a insolvência, mas o administrador responsável pelos centros comerciais do grupo (que também tem shoppings na Maia e na Guarda) diz que não há razão para temer pelo futuro destes espaços.
A FDO, que tem sede em Braga, está esmagada com dívidas de centenas de milhares de euros e o seu administrador, Paulo Vaz Ferreira, reconheceu à Gazeta das Caldas que falharam as negociações com a banca para injectar dinheiro na empresa. Os trabalhadores têm salários em atraso.
“A insolvência da FDO não tem forçosamente que assustar as pessoas ligadas ao Vivaci”, disse o administrador. “Estes processos são lentos e quem pediu a insolvência foi a FDO Construções, que é uma das empresas do grupo”, prosseguiu.
No entanto, sendo o centro comercial detido pela empresa que vai à falência, ficará também nas mãos dos credores pois constitui um dos activos da massa falida.
Paulo Vaz Ferreira admite que “ninguém sabe o que vai acontecer” porque haverá ondas de choque em todas as empresas do grupo FDO.
Ainda assim, para os credores é preferível ter os centros comerciais a funcionar do que edifícios vazios sem qualquer utilidade. O mesmo responsável diz que os centros comerciais são sustentáveis e que o das Caldas da Rainha teve até taxas de crescimento em 2011, mas que tudo depende também da evolução do consumo que, como é público, está em retracção e isso tem consequências na facturação de estabelecimentos deste tipo.
C.C.
Em Alcobaça não haverá tolerância de ponto para os funcionários camarários, mas há festejos carnavalescos espalhados por diversas localidades do concelho. Seja à tarde, seja à noite, a palavra de ordem é para deixar as amarguras para trás e deixar que a diversão marque o ritmo dos próximos dias.
Folia & Algazarra na cidade
Na cidade de Alcobaça a Câmara Municipal volta a promover mais uma edição do Folia & Algazarra. Pelo terceiro ano, a envolvente do Mosteiro de Santa Maria acolhe uma tenda por onde se faz o Carnaval de miúdos e graúdos.
Para ontem, dia 16, estava prevista a realização do Carnaval Sénior, que todos os anos junta os munícipes mais velhos em alegre convívio. Hoje, sexta-feira, a manhã é dedicada aos alunos das escolas e jardins-de-infância e da parte da tarde saem à rua os utentes do Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (CEERIA).

Antigos autarcas da Câmara de Alcobaça apontam o dedo à forma como Paulo Inácio reagiu às buscas policiais na autarquia
Quando se soube que a Polícia Judiciária tinha realizado buscas na Câmara de Alcobaça no âmbito de uma investigação aos negócios relacionados com a Parceria Público-Privada para a construção dos centros escolares do concelho, o presidente da autarquia, Paulo Inácio, apressou-se a esclarecer que as investigações diziam respeito ao anterior mandato. Uma reacção que não agradou a alguns dos membros do anterior executivo, liderado pelo já falecido Gonçalves Sapinho, que não hesitaram em tomar uma posição pública sobre as notícias. As declarações do actual presidente da Câmara levaram mesmo a que Eduardo Nogueira, que até 2009 foi adjunto de Gonçalves Sapinho, se demitisse do cargo de deputado municipal eleito pelo PSD.
A 19 de Janeiro a PJ entrava na Câmara de Alcobaça para investigar a empresa municipal Terra de Paixão e o concurso lançado por esta para a constituição de uma Parceria Público-Privada destinado à construção dos centros escolares no concelho. Uma parceria da qual fazia parte a empresa MRG-Engenharia e Construção, Lda, responsável pela construção dos Centros Escolares de Alcobaça e Benedita e do pavilhão gimnodesportivo de Évora de Alcobaça, e sobre a qual recaem suspeitas relativamente a “obras que nunca foram realizadas ou casos onde foi detectada sobrefacturação ou mesmo facturas falsas”, anunciava na altura o Correio da Manhã.
Depois das transformações ocorridas na agricultura no último meio século e das mais recentes alterações no tecido industrial, estamos no presente momento a ver as consequências de dois fenómenos simultâneos para o comércio, mas não com a mesma origem.
Quem percorrer a cidade das Caldas da Rainha vai confrontar-se com uma situação que, pela sua dimensão, nunca foi antes vivida entre nós. Trata-se do encerramento em escala impressionante de numerosos espaços comerciais em todas as ruas e mesmo nos centros comerciais (em maior escala nos de pequena dimensão).
Os dois fenómenos que terão contribuído para esta ocorrência, terão sido, por um lado, mas em muito pequena escala por ora, a abertura dos grandes centros comerciais (apesar de nas Caldas a abertura do Vivaci não ter causado – ainda – grande mossa no comércio tradicional local, até pelo contrário talvez) e, outro em muito maior escala, que é decorrente da actual crise económica e financeira que vive o país e os portugueses.
Nos últimos cem anos talvez nunca tenha ocorrido um choque salarial tão grande e de tanto impacto na vida económica da região, como a actual crise, que teve a primeira emergência com o impacto no sector industrial (que levou ao encerramento nos últimos anos de várias unidades industriais locais), mas que agora está a tocar profundamente o sector comercial, verdadeiro coração económico e social da vida caldense.

O fundador da Ok Estudante garante que estudar lá fora aumenta “drasticamente” as probabilidades de sucesso
Fundada em 2008, a Ok Estudante é uma empresa que trata de todo o processo relacionado com a ida de estudantes para diversas universidades no Reino Unido. No passado dia 2 de Fevereiro, o director e fundador do projecto, André Rosendo, esteve na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro para dar a conhecer a dezenas de jovens do ensino secundário o seu trabalho e a sua própria experiência enquanto estudante em “terras de Sua Majestade”.
São sobejamente conhecidas as fragilidades do ensino superior português, o elevado número de jovens licenciados sem emprego e a dificuldade que muitos estudantes têm em pagar as propinas dos cursos. A OK Estudante acredita que “o nosso Portugal precisa de mais e de melhor, assim como os jovens portugueses”. E a solução, defende o projecto, “não está na bela terra de Camões, encontramo-la um pouco mais longe”. Onde? No Reino Unido.
De acordo com André Rosendo, são inúmeras as vantagens em estudar nas universidades inglesas: as propinas dos estudantes europeus são 100% subsidiadas pelo estado inglês durante os três anos de licenciatura, a grande flexibilidade do horário das aulas permite que o estudante trabalhe em simultâneo, o que lhe dá grande autonomia e experiência profissional. Além disso, há uma grande variedade de cursos (cerca de 30 mil licenciaturas em mais de 300 universidades) e uma aposta forte no ensino de línguas, sendo que as universidades disponibilizam ainda um grande número de conselheiros capazes de ajudar os estudantes a ultrapassarem problemas com o estudo, as finanças e até psicológicos.

Para evitar que o Oeste seja diluído na região de Lisboa, existe a proposta de o integrar com a Lezíria e o Médio Tejo
O presidente do Turismo do Oeste quer reunir unanimidade na defesa de uma região de turismo para o Oeste, Lezíria e Médio Tejo. Na missiva que terá chegado ainda esta semana aos autarcas, António Carneiro fala da necessidade de separação “clara” da área metropolitana de Lisboa.
A região defendida pelo responsável do Turismo do Oeste corresponde ao PROT Oeste e Vale do Tejo, que compreende mais de 800 mil habitantes distribuídos por 8792 quilómetros quadrados e 33 municípios dos distritos de Leiria, Santarém e Lisboa.
“O Oeste “perde” autonomia e ganha poder e outra capacidade financeira”, afirma António Carneiro, destacando a importância de poderem fazer promoção externa, o que até agora era impossível aos pólos turísticos. O responsável reconhece que o Oeste não tem forma de ficar como pólo autónomo e que este agrupamento seria a forma de não ficarem incluídos na região de turismo de Lisboa.
António Carneiro participou na passada segunda-feira num conselho empresarial de Leiria, promovido pela NERLEI, onde se pretendia fazer lobby por Leiria-Fátima e o Oeste. Na reunião esteve presente o chefe de gabinete da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, que reafirmou a intenção do governo em criar cinco regiões de turismo que irão concentrar as competências antes atribuídas aos pólos de desenvolvimento e às entidades e agências regionais.
José Pedro Amaral informou também que ainda durante o mês de Fevereiro a secretária de Estado quer falar com os responsáveis do Turismo sobre o novo projecto-lei. António Carneiro acredita que tal deverá acontecer durante a BTL, altura em que estarão todos reunidos em Lisboa.
Torres Vedras repudia extinção do Turismo do Oeste
À semelhança do que já aconteceu com outras autarquias, a de Torres Vedras manifesta publicamente o seu “repúdio” à pretensão do governo em extinguir a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Oeste.
Os autarcas torrienses, reunidos a 31 de Janeiro, aprovaram uma moção onde apelam ao primeiro ministro para que seja revista a intenção reformista do seu governo e que permaneça em funções esta entidade, a “única forma eficaz de garantir e promover as características e especificidades da região Oeste, bem como dos investimentos em curso e planeados para este território”.
Em comunicado, a autarquia de Torres Vedras refere ainda que extinguir a ERT do Oeste é “decepar um dos traços caracterizadores” desta região, e põe fim a uma “história de sucesso, com mais de vinte anos de trabalho na criação de um destino e na afirmação do Oeste, enquanto região com especificidades e características que nada têm em comum com metrópoles como Lisboa”.
Integrar o Oeste na Região de Turismo de Lisboa é votar esta região, as suas gentes e empresários, ao “abandono, à descaracterização e à falência de muitos”, concluem os autarcas torrienses.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com







