A praia da Lagoa vai hastear este ano pela primeira vez a Bandeira Azul, juntando-se à praia Mar, na Foz do Arelho. O símbolo de qualidade atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa tem em conta um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental.
“As pessoas estão cada vez mais conscientes dos problemas ambientais quando tiverem que optar irão fazê-lo por uma praia com certificado de qualidade, como é o caso da bandeira azul”, afirma o vereador Hugo Oliveira, que acredita que o galardão permitirá a vinda de mais turistas aquela estância balnear.
O autarca salienta que há alguns anos que os indicadores das águas mostravam alguma estabilidade, mas a Câmara e Junta de Freguesia da Foz do Arelho entenderam por bem garantir esses bons resultados para propor a candidatura. “Havia sempre algum receio de que durante um Inverno mais rigoroso se levantassem alguns sedimentos depositados nos fundos e o pior que nos podia acontecer era obter a bandeira e a seguir perdê-la”, explicou.
Caldas da Rainha e a Europa
Caldas da Rainha, assim como a maioria das localidades do país, está a sofrer a maior crise que cada um de nós já conheceu desde sempre. Isto não significa que hoje se viva pior do que há 30, 40, 50 ou 60 anos (só para nos recordarmos dos tempos que foram vividos pela maioria das actuais gerações), mas sim que é uma evidência que descemos bruscamente de um nível de vida superior ao que agora temos.
O 15 de Maio que vamos comemorar na próxima semana seria um momento ideal para fazermos algumas reflexões sobre o que têm sido as últimas décadas no nosso país e nas Caldas da Rainha, bem como os momentos vividos mais recentemente desde a grande crise que emergiu nos EUA em 2008 e que, paulatinamente se estendeu a todo o mundo, fazendo os portugueses, como muitos outros povos, viveram momentos que nunca sonharam.
É evidente que há causas nacionais, que se juntaram e potenciaram às externas, que os portugueses não fizeram o trabalho de casa e que se inebriaram com os frutos de uma prosperidade ilusória e momentânea, que lhe foi facilitada pelos juros baixos e por um excesso de oferta fácil de bens e serviços que muitos não sonhavam antes.
Contudo, muito deste exagero e excesso foi proporcionado e incentivado, tanto por responsáveis e financiadores internos, como e principalmente por externos, que na busca do lucro fácil, ignoraram a miséria e problemas que iriam acarretar aos outros a prazo, nunca se tendo preocupado com a situação que estavam conscientemente a gerar.
Infelizmente, apesar de se terem aproveitado muitos oportunidades que melhoraram substancialmente as nossas vidas com os fundos redistribuídos por Bruxelas, à mistura fizeram-se investimentos ou gastos de pouca viabilidade económica e de fraca sustentabilidade, que se transformaram em custos que oneram no futuro a todos.
E esta acusação vai desde os submarinos às auto-estradas sem custos para o utilizador (vulgo SCUT´s), que foram lançadas depois da guerra das portagens para a auto-estrada do Oeste, em que fomos dos poucos a defender o sistema do utilizador pagador, contra todos os partidos do espectro partidário (localmente o PS também era contra as portagens), como várias outras obras que se sabia que alguém teria de pagar a prazo.
Também por incompetência, desmazelo ou falta de visão, outras oportunidades foram perdidas. Oportunidades que outros em idênticas condições beneficiaram, como foi o caso dos fundos do POLIS para a modernização das cidade, e de que Caldas da Rainha só agora está a ver algumas migalhas.
Mas como nesta edição testemunhamos, há ainda mais desmazelo na forma displicente como a cidade olha para factores “tão insignificantes” e básicos, como a limpeza, arranjo e promoção da cidade e concelho, que faz com que Caldas da Rainha nem já apareça nalguns guias oficiais do turismo português, distribuídos nas feiras internacionais, tal como quase desapareceu qualquer informação nos guias estrangeiros.

Para o historiador, a relação das artes e da cultura com a economia está num processo de mudança “irreversível”
Nascido no Carvalhal Benfeito em 1949, João Bonifácio Serra é actualmente um dos caldenses de maior prestígio no panorama cultural do país. E para isso muito contribui a sua escolha para a presidência da Fundação Cidade de Guimarães, entidade responsável pela Capital Europeia da Cultura que decorre este ano naquela cidade, assumida em Agosto do ano passado. Um projecto onde participam ainda outras pessoas ligadas às Caldas, sobretudo professores e alunos da ESAD.CR.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Nova de Lisboa, o caldense esteve ao longo da sua vida ligado a diversos projectos nas áreas da cultura, da investigação e do ensino, tendo participado activamente na criação da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, onde se mantém como professor coordenador. Entre os cargos de maior visibilidade que assumiu, destaque para a chefia da Casa Civil da Presidência da República de Jorge Sampaio, entre 2004 e 2006, e para a integração da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
O historiador recebeu já diversas condecorações, entre as quais a Ordem de Cristo, Grã Cruz e a Ordem da Liberdade, Grande Oficial. Em 2002, João Bonifácio Serra recebeu a Medalha de Mérito Grau Ouro do Município das Caldas da Rainha, na tradicional cerimónia de distinção de personalidade e entidades que se realiza no Dia da Cidade.
A proximidade de mais um Feriado Municipal foi o pretexto para uma entrevista ao caldense, onde além do balanço na Capital Europeia da Cultura se deita um olhar crítico à vida cultural das Caldas da Rainha.
GAZETA DAS CALDAS – Qual é o balanço que faz destes primeiros meses da Capital Europeia da Cultura, enquanto presidente da Fundação Cidade de Guimarães?
JOÃO SERRA – A Capital Europeia da Cultura abriu a 21 de Janeiro e cumprimos já a primeira fase do nosso programa. Estamos na segunda fase, que vai até 24 de Junho, e todos os indicadores que temos são muito positivos e, sobretudo, muito estimulantes para o futuro deste projecto – desde as audiências, até aos indicadores económicos muito virados para os aspectos relacionados com o turismo, o cumprimento dos prazos de realização e de empenho dos conteúdos artísticos e a participação dos artistas.
A Primavera é a estação das flores. Com a melhoria do tempo é frequente ver as pessoas cheias de vontade de fazer os jardins e a procurar os gardens centres. A Floróbidos é um dos casos de sucesso na área, com uma vasta oferta de plantas e comercialização de tudo o que está relacionado com a jardinagem, como as terras, substratos, inertes, ferramentas, cestos, floreiras.
No centro de jardinagem, situado nas Águas Santas, no Concelho das Caldas, a empresa familiar oferece ainda um conjunto de espaços de lazer, outros dedicados às crianças e jardins temáticos. O ano passado, as flores foram também cenário para uma exposição de cerâmica e aulas de ioga.
Foi há 21 anos, num Dia da Árvore (21 de Março) que nasceu a Floróbidos, que tem como essência as plantas, mas comercializa tudo o que está relacionado com a jardinagem, como as terras, substratos, inertes, ferramentas, cestos e floreiras.
Instalada inicialmente na Salgueirinha (Óbidos), a necessidade de alargar o espaço, permitindo oferecer melhores condições aos clientes, levou a empresa a mudar-se para as Águas Santas (Caldas da Rainha), onde permanecem há uma década, com uma área de 15 mil metros quadrados.
A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz está hoje, 11 de Maio, nas Caldas da Rainha para participar na sessão de abertura do III Encontro Nacional de Juízes que se realiza no CCC.
A sessão terá lugar às 14h30 e, além da governante, também vão participar Cristina Esteves, presidente da Associação Cívica dos Juízes Portugueses, que organiza o evento, Bravo Serra, vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura e Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas.
Esta iniciativa decorre até amanhã, 12 de Maio e é subordinado ao tema “Perspectivas para a magistratura na próxima década – Estatuto dos Juízes e Agilização, eficácia e celeridade processual”.
N.N.

Família, amigos e companheiros nas diversas actividades de Gonçalves Sapinho juntaram-se para recordar o antigo director do Externato
Numa entrevista realizada há dois anos, onde falou das suas memórias enquanto director do Externato Cooperativo da Benedita, José Gonçalves Sapinho fez “uma homenagem à Benedita, que tornou tudo isto possível”. Oito meses depois do falecimento do antigo director do externato, foi a vez de a Benedita o homenagear.
Na tarde do passado domingo, dia 6 de Maio, cerca de 300 pessoas estiveram reunidas no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, para lembrar “Um homem, uma escola, a realização de uma vida”, conforme anunciava o filme realizado para a ocasião pelo Instituto Nossa Senhora da Encarnação (INSE).
Ao som de uma banda sonora escolhida a dedo, com temas de Rodrigo Leão, desfilaram pelo ecrã do auditório fotografias antigas, e outras mais actuais, memórias de mais de três décadas a dirigir uma escola por onde passaram milhares de alunos e que foi visitada por dezenas de governantes e outras personalidades públicas. Um projecto abraçado desde o início por Gonçalves Sapinho e cuja direcção pedagógica deixou quando foi eleito presidente da Câmara de Alcobaça, em 1998. Manteve-se, ainda assim, nos corpos sociais do INSE.
Hoje, 11 de Maio, pelas 18h00, a empresa Bebé Vida promove uma sessão de esclarecimento sobre criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical. A sessão, que terá lugar no CCC e se destina a futuros papás e mamãs da região, abordará ainda os temas “Sexualidade na Gravidez” e “Cuidados com a Pele da Grávida e do Recém-Nascido”.
A participação será gratuita mediante inscrição prévia, através do e-mail mamas.sem.duvidas@bebevida.com ou dos tel. 212744021 e918258113, indicando nome, contacto, localidade e data prevista para o parto.
A Bebé Vida é um banco português de tecidos e células, licenciado pelo Ministério da Saúde e eleito PME Líder 2010/2011, que disponibiliza o serviço de criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical de recém-nascidos.
N.N.

Célia Gomes explicou que o laboratório do Cencal Marinha Grande trabalha directamente com empresas que lhes pedem análises das matérias que compõem o vidro
Foi com uma acção para vidreiros que o Cencal – Marinha Grande finalizou a campanha do forno de fusão. Esta iniciativa decorreu nos meses de Fevereiro e Março e permitiu que fossem feitas cinco acções de formação com um total de 75 formandos. Ao todo, 200 visitantes tiveram oportunidade de ver funcionar um forno de fusão – que permite as altas temperaturas necessárias paro o trabalho no vidro – e de assistir a sessões de trabalho de vidro manual.
Além dos formandos da ESAD e da FBAUP (Faculdade das Belas Artes da Universidade do Porto), houve também um grupo de formandos da acção de Técnicas de Produção pelo Método de Encalmo e Cane composto por vidreiros no activo, com quem a Gazeta das Caldas conversou.
O forno de fusão foi encerrado a 30 de Março e só voltará a funcionar no próximo ano.
O Cencal está na Marinha Grande desde Maio de 2011, na sequência da decisão oficial de extinção do Crisform e do convite do IEFP para que o centro da formação das Caldas ficasse com a área oficinal do vidro “por forma a não deixar morrer todo este trabalho”, disse Pedro Paramos, director dos serviços de formação do Cencal. Este responsável explicou que está a ser dada continuidade às actividades que ali se realizavam, respondendo assim às necessidades de qualificações das empresas daquele sector.

Uma nova estrada sem portagens que pode ser uma alternativa para viajar das Caldas da Rainha para o Centro, Norte e Cova da Beira.
Foi sem pompa nem circunstância que abriu ao trânsito no passado dia 2 de Maio o troço do IC9 que liga a Estrada Nacional 1 a Fátima e Ourém, numa extensão de 40 quilómetros. Ficou assim concluída uma das mais importantes vias da Subconcessão Litoral Oeste, ligando-se a Nazaré a Tomar.
A nova estrada, que não tem portagens, garante novas acessibilidades entre os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Batalha, Porto de Mós, Leiria, Ourém e Tomar. Em comunicado, a Estradas de Portugal garante que esta traz “evidentes ganhos para os utentes pela redução da extensão do percurso em cerca de 34 quilómetros e em cerca de 20 minutos, conjugado com o aumento substancial das condições de conforto e segurança rodoviária”.
A segurança rodoviária, e a redução da sinistralidade em 46% foi de um dos objectivos traçados para a Subconcessão Litoral Oeste, cuja rede de 110 quilómetros fica agora concluída.
Amanhã, entre as 12h00 e as 18h00, a Rua das Montras transforma-se numa mostra de produtos desenvolvidos por alunos do segundo e terceiro ciclo que frequentam escolas da zona centro do pais, no âmbito do projecto EMPRE – Empresários na Escola, coordenado pelo Tagus Valley – Tecnopolo do Vale do Tejo e pelo Parkurbis (Parque da Ciência e Tecnologia da Covilhã).
Com produtos artesanais, na sua maioria ligados à gastronomia, a feira vai permitir a comercialização dos artigos concebidos e desenvolvidos por jovens dos 13 aos 18 anos, assim como permitir uma melhor conhecimento dos seus parceiros comerciais e partilharem experiências.
F.F.








