Festas

Publicado a 27 de Setembro de 2010 . Na categoria: Diversos . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Cortém (Vidais)
Realiza-se nos dias 2 e 3 de Outubro, o II Arraial do Povo de Cortém – Vidais, com a seguinte programação:
Dia 2 de Outubro
15 horas – Convívio de carrinhos de rolamentos
17h30 – Missa
19 horas – Lanche/jantar convívio
22 horas – Baile com o conjunto musical “Delta Ritmo”
Dia 3 de Outubro
10 horas – Passeio Pedestre “Na Rota dos Javalis”
13 horas – Almoço convívio
16 horas – “Brincadeira de Jipes TT”
22 horas – Baile com o agrupamento musical ““Big Jovem“

Guisado (Salir de Matos)
Vai realizar-se entre os dias 1 e 5 de Outubro, a Festa das Vindimas em honra de Nossa Senhora do Rosário, no Guisado – Salir de Matos.
Do programa consta o seguinte:
Dia 1 de Outubro – 22 horas – Baile com o conjunto musical “Som Jovem”
Dia 2 de Outubro – 15 horas – Jogos tradicionais
22 horas – Baile com o grupo “Os Lords”
Dia 3 de Outubro – 14h30 – Missa campal seguida de procissão
16 horas – Vacada
22 horas – Baile com “Chaparral Band”
Dia 4 de Outubro – 15h30 – Jogos tradicionais
22 horas – Baile com o conjunto musical “Som Jovem”
Dia 5 de Outubro – 13 horas – Sardinhada
16 horas – Actuação do Rancho Folclórico “Flores da Primavera”
22 horas – 22 horas – Baile com o agrupamento “Top Som”
24 horas – Fogo de artifício

São Gregório
O grupo amador de teatro de revista de São Gregório  vai organizar uma noite de fados no dia 2 de Outubro (sábado), pelas 22 horas. O custo por pessoa é de 12,50 euros, e inclui espectáculo e ceia.
As inscrições poderão ser feitas até ao dia 26 de Setembro, através do telemóvel 967727442.
Bombarral
O Sport Clube Escolar Bombarralense vai festejar o seu 99º aniversário, no dia 4 de Outubro, com um jantar e uma noite de fados de Coimbra, a partir das 20 horas.
Os fadistas são António Roque, António Vieira, Augusto Santos, Luís Goes e Carlos Carranca, que serão acompanhados à guitarra por Alexandre Bateiras, António Agostinho e à viola por Carlos Lima e João Gomes.
Para mais informações e marcações de mesas podem ser feitas através dos números 262604002 ou 919050931.

Serra d’El-Rei (Peniche)
Domingo, 3 de Outubro, realiza-se o 14º Festival de Bandas Filarmónicas da Serra d’El-Rei, com a Banda Filarmónica “A Serrana”, a Filarmónica Recreativa de Aveiras de Cima, o Centro Recreativo de Outeiro Grande e a Sociedade Filarmónica de Santo Estevao,  na Associação “A Serrana”.
Pelas 11 horas, haverá um desfile pelas ruas da localidade e actuação de todas as bandas da “Marcha”. Da parte da tarde, às 15 horas, terá lugar uma cerimónia de entrega de fitas e lembranças e meia hora depois, terão inícios os concertos pelas referidas bandas.

Para inserir eventos populares da região enviar a informação, uma semana antes do acontecimento, por correio ou para: susanagoncalves@gazetacaldas.com

S. G.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 24 de Setembro de 2010 . Na categoria: Actualidade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Zé Povinho tem uma infinita ternura pelas crianças que sofrem de doenças difíceis, nomeadamente do cancro, bem como todas as outras a quem lhes falta os meios de subsistência que hoje em dia é exigido pela nossa sociedade.
Por isso, sente uma admiração enorme pelos voluntários que se disponibilizam por realizar actividades, visitas e outras iniciativas, com vista a encantar e fazer esquecer por uns momentos as vidas difíceis que estas crianças têm.
Tão importantes como muitos outros apoios solidários que estas crianças recebem nas instituições que as acompanham, proporcionar-lhes momentos de lazer, utilizando meios de entretenimento que dificilmente encontrarão na sua vida, dão-lhes uma alegria imensa e ajudam-nas a sentir-se mais queridas da sociedade tão agressiva e ausente que as rodeia.
Em muitos países estas acções são muito mais frequentes e o número de voluntários que se disponibilizam para dar apoio a estes grupos é em muito maior número.
Assim, estas pessoas, empresas e instituições caldenses, que juntaram os seus esforços à Associação Inês Botelho, merecem o nosso mais vivo testemunho de admiração e de reconhecimento, pelos momentos inolvidáveis que proporcionaram a estas crianças e que nunca mais serão esquecidos.

O tempo de espera para se ser atendido nas instalações da Segurança Social nas Caldas da Rainha é indigno e constitui uma ofensa aos cidadãos que são obrigados a aceder aquele serviço público.
Zé Povinho pasma ao constar que há pessoas que tiram uma senha às 10 horas da manhã e que só são atendidas à hora de almoço. Que a maioria das pessoas perde literalmente uma manhã inteira ou uma tarde inteira para poder tratar de assuntos que, por vezes, demoram apenas alguns minutos. Não deixa de ser um paradoxo que o governo propagandeie o Simplex que permite criar empresas na hora, e depois seja preciso meio dia para se tratar de um simples papel.
É insuportável que o Estado trate assim os seus cidadãos, para mais quando isto acontece agora com maior acuidade devido a uma Lei – obviamente do próprio Estado – que obriga as pessoas a apresentarem-se para fazer prova do seu património.
Se há pessoas doentes no Serviço da Segurança Social caldense, é obrigação das estruturas distritais substituí-las a fim de manter um atendimento mínimo de qualidade aos utentes.
A soma das horas de trabalho perdidas por muitas pessoas que ali têm de ficar à espera é certamente superior à que o Estado despenderia para reforçar com mais recursos humanos aquele serviço.
Se a Segurança Social de Leiria (que superintende Caldas da Rainha) tem autonomia para recrutar mais dois funcionários substitutos, é sua obrigação exercê-la e resolver este problema. Se não dispõe dessa autonomia, deverá pressionar a tutela para tomar decisões.
Afinal, se há pessoas desempregadas por que não recrutá-las para estas necessidades pontuais? Assim, assiste-se a pessoas desempregadas a receber subsídio de desemprego a par de trabalhadores que não trabalham para estarem na fila de espera.
Não sendo o responsável directo pela forma como os utentes caldenses são maltratados, o Dr. Pedro Marques é o secretário de Estado da Segurança Social e a quem Zé Povinho imputa em última instância a responsabilidade politica por esta situação.

O Incógnito – um chefe francês com produtos locais

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O Incógnito, com a sua cozinha francesa de autor baseada nos produtos portugueses e locais, é indiscutivelmente um dos restaurantes gastronomicamente mais sofisticados de toda a região Oeste – e, se não hesitássemos em ser absolutos, diríamos o mais sofisticado. Está acima das preferências do caldense típico, que prefere a comida caseira e conhecida, às surpresas de uma experiência gourmet. Por alguma razão, quando os seus proprietários estiveram instalados na zona mais cosmopolita de Óbidos, onde conseguiram um Bib Gourmand (a distinção do Guia Michelin para os grandes restaurantes que não vivem no campeonato de luxo e dispendioso das estrelas), entre 1999 e 2004, tinham sistematicamente a casa esgotada, e era dificílimo conseguir uma mesa
Walter Blazevic, 41 anos, francês (Mulhouse, Alsácia) de origem croata, chefia a cozinha. E a sua companheira, Mariana Monte, aqui da região, encarrega-se da sala. Conheceram-se na Suíça, e decidiram instalar-se na zona durante uma viagem que aqui fizeram em 1998. As Caldas da Rainha, com o seu mercado de frutas e legumes, são a tentação natural de qualquer grande chef. Para não falar no peixe que chega da lota de Peniche, e da carne que por aí ainda se vai arranjando.
Blazevic concluiu há 24 anos um curso profissional de cozinha numa escola de hotelaria da sua terra, Mulhouse. Trabalhou depois em grandes hotéis do Sul de França e da Suíça, incluindo o Carlton de Cannes, o Lausanne Palace e o Euler de Basileia.
Em Portugal, e aqui na cidade, talvez pela pouca adesão da clientela local, é possível experimentar-se uma excelente refeição gourmet da sua autoria por preços únicos, que rondarão os 25€.
É uma cozinha de produtos, muito autêntica, avessa a modas e a tecno-emoções pour épater le bourgeois. O que pode reflectir-se no tempo de serviço. Mas ir comer ao Incógnito é um programa suficientemente atraente para não se ter pressas.
O restaurante fica perto do Quartel, do outro lado da rua, num prédio recente, onde já funcionou um conhecido tailandês, o Suputra. Decoração moderna, em que umas intervenções metálicas quebram vagamente o minimalismo, chemins de pano nas mesas, copos de água e pratos de designe. Ambiente agradável.
O chef trabalha aqui os produtos frescos da região com toques subtis de especiarias, que nos lembram reminiscências orientais, numa cozinha de fusão. Estas especiarias não são normalmente, no entanto, orientais: vêm do Norte de África, de antigas colónias francesas (Argélia, Marrocos) – tudo sabores mediterrânicos –, e são usadas num perfeito qb. Constatámo-lo em entradas como vieiras salteadas sobre puré de cenoura com gengibre e cominho marroquino (ultimamente, as vieiras têm vindo antes com mousse de abóbora e boletos, numa emulsão de cogumelos), ou tarte fina com caviar de beringelas, camarões, legumes da época e um misto de especiarias, ou até nos escalopes de foie gras salteados, chutney de peras rochas e amêndoas com redução de moscatel (o foie grãs aparece agora com maçã e figos confitados em Porto branco), ou ainda no folhado de salmão e cogumelos com espinafres em molho de curcuma (açafrão, este sim, indiano), mais a deliciosa salada de polvo e camarões com vinagreta de tomate e chouriço. Mas há também as muito penichenses sopas de peixe ou de sapateira (esta, num creme com legumes).
E os pratos principais, desde o caril de peixes do dia com chutney exótico e arroz basmati, à corvina com camarões e molho de champagne, passando pelo tamboril com azeitonas e alecrim e pelo peito de pato com molho de mel, laranja e pimenta perfumada, ou a pluma de porco preto com molho de soja e sésamo, até ao famoso duo de borrego (alcatra e sela) com molho de alecrim e gratinado de abóbora em parmesão, são sempre irresistivelmente surpreendentes. E, enfim, já não me sobra espaço para descrever as sobremesas feitas em redor de produtos regionais, como a ginja de Alcobaça ou a pêra rocha.
A lista de vinhos vai-se alargando, com atenção à zona do Oeste.
Obrigatório. Começando, de preferência, com um copito de espumante. Seria uma perda irreparável para a qualidade da gastronomia da região (e até uma vergonha para o perfil gourmet dos habitantes) se este casa viesse a soçobrar por falta de clientela.

Pedro d´Anunciação

Incógnito
R. General Amílcar Mota, Caldas da Rainha
Telef. 262841258
Fecha domingo e segunda-feira
Não fumadores

A eurodeputada comunista (ao centro) ladeada pelos dois dirigentes locais do PCP, António Barros e Vítor Fernandes

“Nos registos existem entre 2500 a 2800, mas provavelmente serão cerca de 3000 os desempregados aqui nas Caldas da Rainha”. As contas são feitas pela eurodeputada comunista Ilda Figueiredo, reportando-se aos casos de pessoas que estão sem emprego há vários anos e não recebem subsídio de desemprego, tendo desistido de ali ir procurar trabalho.

Mais sobre Ilda Figueiredo defende (…)

Ainda a entrevista do presidente da CP à Gazeta das Caldas

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Como morador nas Caldas, acérrimo defensor do caminho de ferro, e cidadão,  achei por bem deixar aqui, e na sequência da entrevista dada pelo Sr. Administrador da CP, apenas algumas das muitas reflexões que já fiz sobre a matéria e sobre as questões que se prendem com a Linha do Oeste e com o transporte ferroviário no nosso país.
A primeira questão prende-se, no meu ver, com o ratio Kms percorridos/passageiros. Nunca vi, por parte da CP uma atitude “comercial”/competitiva nesse sentido. Tomemos por exemplo o que acontece em alguns países do mundo onde existe algo que se chama bilhetes familiares que se destinam a fomentar a utilização do transporte público. Estou a lembrar-me das linhas de suburbanos em redor de Perth onde por apenas 9 dólares australianos aos fins de semana uma família até quatro pessoas pode viajar  numa coroa de cerca de 35 Km de diâmetro durante 24 horas em qualquer meio de transporte.
Na Bélgica, desde  o fim de tarde de sextia-feira até Domingo inclusive, os bilhetes dos comboios regionais têm uma redução de 50%. Estamos a falar de distâncias que vão até cerca de 100 Km. É mais do que óbvio que se um bilhete das Caldas para Lisboa varia, desde os 7,65 euros nos Regionais até os 9,40 nos Inter-Regionais poucas famílias irão utilizar essa opção, para já não falar no tempo de percurso exagerado de 1 hora e 59 minutos para o percurso mais rápido, por comparação com – pasme-se! – as 1 hora e 38 minutos que levava a composição nº 4013 em 1954.
Nesta perspectiva, e em tempo de crise, o transporte rodoviário particular será muito mais económico Se estas questões fossem tidas em consideração, muito menos veículos circulariam nas nossas estradas, com todas as vantagens que em termos ambientais daí adviriam. Esta ideia foi ligeiramente aflorada pela antiga secretária de Estado dos Transporte, Ana Vitorino, mas única e exclusivamente em relação aos Intercidades e Alfas, mas, como tantas outras ideias, foi deixada na gaveta durante esta legislatura.
Se se conseguisse duplicar a lotação das actuais composições, haveria uma poupança ao nível ambiental, assim como reforçaria a chamada de  atenção para tudo o que o comboio representa.
A segunda questão terá a ver com o princípio de que em qualquer país civilizado da Europa Ocidental existe uma ligação directa entre a capital e a periferia. No nosso caso, quem estiver a residir em Leiria ou Figueira da Foz tem de fazer pelo menos um transbordo. Por teórica que esta interrupção seja, há sempre um impasse/paragem mais demorada que aumenta o tempo da viagem. (…)
A terceira questão terá a ver com a filosofia de utilização da  linha do Oeste. Desde há muito que esta deveria ter sido considerada como uma variante à linha do Norte. Se se constroem auto-estradas paralelas (nomeadamente a A29 e a A1), tendo sido aprovada recentemente a terceira auto-estrada Lisboa-Porto (auto-estrada do Pinhal Interior), por que não utilizar a mesma política para com a Linha do Oeste, à semelhança do que se faz na Alemanha como as circulações nas duas margens do Reno?
Se esse princípio tivesse sido posto em prática, ter-se-iam já retirado da Linha do Norte muitas das composições de mercadorias, particularmente no percurso onde entronca com a Linha da Beira Alta -  diminuindo a amálgama de circulações numa só linha – Mercadorias, Regionais, Intercidades, Alfas Pendulares etc. com todas as vantagens que dai se extrairiam.
Como última questão, o comentário do Sr. Administrador da CP relativamente ao não ser necessária a renovação do material circulante. Em parte concordo que, por força dos inúmeros cruzamentos, a melhoria no material circulante traria poucos benefícios. No entanto, se se funcionasse em CTC (Comando de Tráfego Centralizado) e não por cantonamento telefónico, talvez se conseguisse que os tempos de espera nos cruzamentos fossem menores.
Por outro lado, as composições que aqui circulam (série 450) são obsoletas. Provêm das antigas 400, construídas em 1968 pela saudosa Sorefame e apenas lhes foi instalado o ar condicionado e um novo sistema de travagem. Os motores são os mesmos, já cansados,  o que no pino do Verão, com o ar condicionado ligado, se traduz numa redução significativa na aceleração. Circulações eléctricas resolveriam este problema ou quiçá algumas automotora Camelo recentemente alugadas à Espanha.
Numa última palavra urge, no âmbito das promessas feitas com o intuito de indemnizar esta região pela não construção do aeroporto da Ota, no mínimo duplicar e electrificar a linha do Oeste, criar a dita variante Malveira-Lisboa, para que se reduza significativamente o tempo de percurso para Lisboa e se consiga competir com a rodovia. Só assim conseguirá esta região desenvolver-se economicamente e reforçar a notoriedade que a história desde há muito já lhe conferiu.

António Cabrita

Carta aberta ao director da Gazeta das Caldas

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Vai agora fazer um ano desde que fomos eleitos como vereadores da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Durante este tempo, visitámos e conhecemos os problemas que afectam todo o concelho. Pudemos conhecer com alguma precisão os constrangimentos e as oportunidades que se colocam às pessoas que aqui vivem. Já lhes sofremos os seus lutos e exultámos com os seus êxitos. Por seu turno, a cidade das Caldas da Rainha não é uma cidade grande. E esta, se quer que lhe diga, consideramo-la mesmo uma das suas maiores excelências. Contudo, em meios pequenos, tudo se sabe. A indiscrição galopeia veloz. Nenhum de nós nasceu no dia em que fomos eleitos. Conhecemos bastante bem as teias recatadas que ligam este àquele e por que razão este diz isto e aquele faz aquilo. Ossos do ofício.  Muita coisa nos opõe politicamente a outros autarcas, mas orgulhamo-nos de manter as melhores relações com rigorosamente todos quantos fazem oposição ao partido socialista. Sabemos e participamos daquilo que é a veemência da política, mas não acusamos uma única pessoa de falta de polidez e respeito no seu trato connosco. Bem pelo contrário. Espanta, por isso, ver como o seu jornal, em edição anterior, se refere à actuação dos vereadores do partido socialista no decurso deste mandato com inédita grosseria e o mais absoluto desconhecimento de causa.
É mesmo desconcertante que o seu jornal, em peças sempre anónimas, se preste à ufania de apelidar os vereadores do PS de “doutorais e sobranceiros”, apenas por, afinal, defenderem exactamente o mesmo que o seu jornal defende, quando uns e outros não acham graça nenhuma a estas “festas brancas” que a autarquia teima em pagar com dinheiro de todos, mas sobretudo quando ambos, você e nós, nos empenhamos em não admitir que se distingam os cidadãos caldenses em vips ou não vips.
Uma vez que deseja aparentar desconhecer a acção dos vereadores do PS desde Outubro de 2009, saiba que, desde então, denunciámos pavimentações de ruas feitas com fins gritantemente eleitoralistas, portais de informação pública essencial que não são actualizados, atentados ambientais dentro da cidade que se resolveram, ruas que não possuíam segurança nem iluminação, favoritismos medíocres, obras caríssimas em estado de absoluto abandono, compromissos de permutas de terrenos que este executivo não honrou, desperdícios perdulários de verbas públicas que permanecem por explicar, almoçaradas pagas pela Câmara em eventos que se revelam, afinal, privados, impedimos que um hospital pudesse vir a ser instalado onde achamos que deve estar um novo parque urbano para as famílias, denunciámos a irregularidade clamorosa que rodeia o pagamento das obras do túnel da passagem de nível, chocou-nos a total ausência de apoio administrativo que é proporcionado aos vereadores apenas por serem da oposição, denunciámos a incrível morosidade com que a Câmara responde aos seus munícipes, denunciámos a prática indiscriminada de ajustes directos mesmo com empresas com quem a Câmara tem litígios em tribunal, estivemos na primeira linha da luta, numa posição partidariamente difícil, pelo salvamento da Lagoa da Foz do Arelho para o que apresentámos soluções concretas que acabaram por ser integralmente seguidas e executadas, denunciámos a absoluta insensibilidade deste executivo para que as pessoas possam fazer um orçamento participado, como se faz nas melhores autarquias do país, visitámos as estações de tratamento de águas e denunciámos a completa ausência de um plano de formação de funcionários e actualização de equipamentos num sector crítico que a todos afecta, denunciámos a ausência de uma política de acessibilidades que mantém muitos edifícios públicos inexpugnáveis aos cidadãos portadores de deficiência, chamámos a atenção pública para o problema dos transportes para doentes, apresentámos aos agricultores da A-dos-Francos um conjunto detalhado de oportunidades de investimento nas suas explorações, condenámos sem hesitação as condutas histriónicas de um presidente de Câmara que se regalou a enxovalhar os eleitores das Caldas, denunciámos e denunciamos o avançado estado de ruína e queda iminente em que se encontram os pavilhões do parque, condenámos o chauvinismo machista de uma certa imprensa regional que insultou todas as mulheres políticas, denunciámos a tentativa de calar a população tanto em eventos públicos onde a sua voz deveria ter-se feito escutar, bem como na exorbitante lei da rolha que se acometeu sobre a Assembleia Municipal, denunciámos um plano de reabilitação urbana por deixar completamente de fora a freguesia de Sto Onofre, denunciámos uma compra da Câmara que gastou 150 mil euros em peças que nunca inventariou nem conhecia, denunciámos o caso de uma família que vivia num contentor da câmara há quatro anos e que agora tem casa, graças à acção conjugada entre executivo e oposição, denunciámos o risco de um recreio escolar que colocava as crianças em perigo e que já não coloca, denunciámos a inércia de uma comissão para o relançamento do termalismo nas Caldas da Rainha que nunca produziu coisa nenhuma, denunciámos a desorientação editorial do projecto tvCaldas por privilegiar pessoas, eventos e acções ligados ao partido da câmara, denunciámos a absoluta desfaçatez de um executivo que inaugura obras que não são suas e se dá à ufania de prometer para o mês seguinte a abertura de um hotel que não abre, apresentámos soluções para uma nova lógica na atribuição das medalhas de mérito municipal, denunciámos à IGAL uma evidência clamorosa que demonstra o nível de promiscuidade que existe entre Câmara e o Partido do Sr. Presidente, como se entre uma coisa e outra não existisse qualquer diferença, denunciámos a tentativa frustrada por parte do Sr. Presidente em adulterar actas da câmara e não o fizemos opinativamente, antes assegurámos a  apresentação de documentos que comprovaram esta impropriedade, denunciámos a irresponsável morosidade que levou a que fosse aprovada uma candidatura ao POPC, ferida de inúmeras contrariedades e cuja execução, por tão improvisada,  não vai, nem pode responder aos anseios da população, denunciámos a falta de iluminação e pintura da estrada do Vale Serrão e da primeira circular das Caldas, denunciámos a inaceitável demora em repor o trânsito aquando do formidável aluimento de terras do Landal e que nenhum jornal noticiou, denunciámos a inutilidade de uma ETAR caldense que não faz qualquer tratamento de águas residuais, devolvemos à luz do dia a atenção quanto a atentados ao património que tendem a ficar no esquecimento como a célebre questão dos gradeamentos ilegalmente vandalizados e destruídos durante a noite de um edifício assinado, explicámos com todas as letras por que razão é indispensável a criação de uma agência municipal de educação, recusámo-nos a participar em reuniões de Câmara onde assuntos que nada têm a ver com os munícipes teimam em ser discutidos, denunciámos artimanhas de desinformação a que os jornais regionais cederam com espantosa ingenuidade como a que dava por certa a gravação áudio das reuniões da Câmara, denunciámos, não apenas agora mas ainda em campanha eleitoral, o absurdo parolo e ilegítimo que consiste em ver uma Câmara envolvida na organização de uma festa branca que separa caldenses de caldenses, denunciámos a incompreensível indemnização que a Câmara se prepara para atribuir a um fornecedor sem que nada o justifique e recentemente propusemos a abertura de uma loja da reabilitação urbana.
Todas estas acções, que o Senhor considerou, ao longo de todo este ano, irrelevantes e imerecedoras de publicação, estão expostas aos olhos de todos num blog chamado consigocaldasconsegue.blogspot.com onde, com naturalíssima transparência, ao contrário dos demais, prestamos conta aos nossos eleitores de tudo quanto fazemos. Estudamos neste momento um tema que envolve a apresentação de soluções concretas para acabar de vez com essa resignação a que os caldenses sucumbiram há anos de fazer reservas de vagas para bebés em creches, ainda antes de as suas mães estarem grávidas. E muito há por fazer. Tome atenção ao ano que aí vem, que promete. Comece já hoje, como exemplo, por dar alguma atenção ao mais recente relatório da IGAL à Câmara das Caldas, que temos agora em mãos.
Como se disse, num meio pequeno, a indiscrição galopeia veloz.
Pretender, como demoradamente o seu jornal pretendeu dar a entender, que os vereadores do partido socialista apenas se preocupam, doutoral e sobranceiramente, com assuntos ínfimos, só pode justificar-se por um preconceito estafado, motivado por questões sabidas, irrisórias e pessoais, ao serviço de conveniências conhecidas, acalentando e apaparicando interesses instalados que o seu jornal não se atreve a importunar. Tudo o mais é Jornalismo.

Rui Correia e Delfim Azevedo
Vereadores

NR – Parece que os partidos caldenses da esquerda se dão mal como a ironia. Nunca duas palavras irónicas do Zé Povinho tinham dado lugar a um arrazoado de 1378 palavras (um texto de 8780 caracteres). Os Gato Fedorento não têm direito a estas coisas…

A videovigilância em Óbidos

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Tive conhecimento através da imprensa regional da intenção do nosso presidente, Telmo Faria, instalar um sistema de videovigilância nesta vila de Óbidos. É de louvar tal intenção, só que esta peca por tardia pois este sistema já devia ter sido implantado há dez anos e em locais estratégicos desta vila. Talvez se tivessem evitado enormes roubos que nela foram praticados. Se a minha memória não me atraiçoa, este sistema já em tempos foi implantado e acho que o mesmo gerou alguma controvérsia devido à sua localização e teve de ser retirado.
Oh senhor presidente: o senhor é homem de grandes feitos e festas nesta terra e de grandes avanços técnicos, tais como o sistema de controlo de entradas de viaturas nesta vila, que nunca funcionou. Espero que este sistema agora venha a funcionar e seja feita a sua manutenção para não acontecer o que acontece no sistema televisivo de Óbidos, sistematicamente avariado devido à falta de manutenção.

Otília Rodrigues Félix Filipe

Espaço Legal

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É possível responder, neste espaço, a questões colocadas pelos leitores da Gazeta das Caldas, devendo estes enviar as questões e dúvidas para o endereço de e-mail que consta no final dos artigos, não dispensando, porém, a consulta a um profissional.

A minha irmã como cabeça-de-casal pode vender a herança da minha mãe?

O meu pai faleceu há dois anos e a minha mãe no início deste ano. A minha irmã, porque acompanhava a minha mãe todos os dias, diz que por lei é cabeça-de-casal. Quer vender umas casas que a minha mãe deixou em Mirandela e diz que pode. Pode mesmo?

Luís M.  – Bombarral

O cabeça-de-casal, não havendo cônjuge sobrevivo – como parece ser o caso – será o filho que vivia com a falecida há mais de um ano. Note-se que a lei exige a vivência em comum e não o “apoio”, como refere. Não vivendo nenhum herdeiro (legal ou por testamento) deverá ser  o filho mais velho o cabeça-de-casal da herança.
Ora, ao cabeça-de-casal cabe a administração da herança, até à sua liquidação e partilha.
Tal significa gerir os bens da herança, só podendo vender-se aqueles que tenham que ser, necessariamente, vendidos sob pena de perecerem, como por exemplo, legumes proveniente de terras para cultivo que façam parte da herança. Porém, o produto dessa venda terá que entrar como activo da herança.
Por outro lado, o cabeça-de-casal deve, obrigatoriamente, zelar com prudência pela herança e prestar contas aos demais herdeiros, podendo até ser removido se se provar que não está a fazê-lo. Pode ainda ser removido, por exemplo, se ocultar bens da herança ou doações feitas pelo falecido, bem como se denunciar doações e encargos da herança inexistentes.
Mas gerir não implica ceder ou alienar os bens, bem como não poderá onerá-los, como por exemplo hipotecá-los.
Pelo que, nenhum dos herdeiros, ainda que seja cabeça de casal, pode vender os bens da herança, a não ser que haja acordo dos outros herdeiros ou estes o autorizam a tal, mediante procuração.

Rui Manuel Tibério
Advogado
ruitiberio@hotmail.com

«Cópula e outros poemas notáveis» de Luís Filipe João

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Luís Filipe João (n. 1949) publicou em 1981 a primeira edição deste livro que surge agora numa segunda edição aumentada com mais 23 páginas de texto e ilustração.
Entretanto publicou em 1994, 1996 e 1999 mais três títulos: «Chocolate em repouso», «Os revólveres de Schopenhauer» e «Poemas práticos».
Da primeira parte do livro lemos de novo o início do poema «Cópula»:
«Ejaculante seda / encrespada esfíngica pele rutilante de ébano / violando sólido aflito clítoris / o pagem corpo endereçando ionizante / de aragem insuspeita abrupta ruptopénis lento / intumescido afagar de pétalas denteando o seráfico dédalo / alvinescente no deleite escorrendo carícia (…)»
Há na segunda parte do novo livro um outro ritmo, mais sincopado e breve:
«Amanhã mil nervos. / Um cavalo branco ou negro de vento / Me levará para o / Mosteiro do silêncio. / A espada repousará no esquecimento».
Os novos poemas prolongam esse anterior encontro do Homem e da Mulher:
«Somos puros / chove granizo / nos teus dentes. / Os joelhos aceleram / a luz sem regras. / A oração começa nos olhos / da libelinha».
Pode ser uma oração mas esse lugar pode ser o novo nome do poema: «A poesia é o segredo / guardado na estrela / prestes a explodir.»
(Edições MIC, Colecção Salamandra, Desenhos: H. Mourato e Fernando Grade)

José do Carmo Francisco

De Braços Abertos

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Simplicidade

Porque complicamos aquilo que, por natureza, é simples? Porque não simplificamos aquilo que, sendo complexo, ganharia em ser tratado de forma simples? Porque é que, noutros casos, julgamos simples aquilo que realmente é complexo e, por isso, devia ser tratado como tal? A noção exacta do que as coisas são, ou deveriam ser, não é fácil. Ter consciência disso e fazer por compreender a realidade tal como ela é, ou deve ser vista, é atributo dos bons profissionais. Os cientistas, por exemplo, usam (com vantagem) modelos para representar, de forma simples e compreensível, realidades que são complexas, mas não perdem a noção das limitações inerentes ao instrumento de análise.
Albert Einstein afirmava que “se não pudermos explicar algo de forma simples, é porque não o entendemos suficientemente bem”. Contudo, alertava para o perigo do simplismo, ao dizer que “tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples do que isso”. Ou seja, existe um grau óptimo de simplicidade, difícil de definir mas importante de identificar, o qual se infere da máxima “nada é tão simples, nem tão difícil, quanto parece”. A complicação, além de apanágio de mentes confusas, é fonte de poder para quem pretende que os outros dependam de si, da sua benevolência, dos seus favores. Ela torna a vida mais custosa e difícil, logo mais inacessível e injusta para as pessoas menos favorecidas.
Por outro lado, a complicação afasta-nos da essência da vida, distraindo-nos daquilo que verdadeiramente interessa e nos faz felizes. Foi também Einstein que declarou que “Deus prefere sempre a maneira mais simples” e que “quando a solução é simples, é Deus que está a dar a resposta”. Compreende-se, neste contexto, porque é que os comportamentos de privação nos aproximam do sentido da existência. Mas, noutra perspectiva, a complexidade pode ser fonte de prazer, sobretudo para as pessoas com elevada necessidade de cognição, levando o escritor Henry James a afirmar: “Detesto a simplicidade e rejubilo com todo o tipo de complicações. Se pudesse, pronunciava o meu nome James das maneiras mais diferentes e elaboradas que pudesse.”

José Rafael Nascimento
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Breves
Poesia em S. Bernardino (Peniche)

“Amor e alegria = poesia!” Este o mote do projecto “A poesia anda por aí…” [...]

Teatro na escola

Uma parceria entre a Escola Secundária Raul Proença e as bibliotecas do Agrupamento de Escolas [...]

PSD defende autarcas e diz saber que mudanças não serão tão más como se apregoa

É em comunicado que a Comissão Política do PSD das Caldas da Rainha reage às [...]

Instalação de Fernando Pinheiro na galeria do Mosteiro de Alcobaça

A Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça acolhe até 4 de Março a [...]

Óbidos continua com sessões de Câmara descentralizadas

A Câmara de Óbidos vai continuar a realizar em 2012 as reuniões públicas mensais fora [...]

Qual dos sinais é o verdadeiro?

O meu nome é Jorge de Abreu Nunes, assinante da Gazeta e a viver em [...]

Como uma alemã e um finlandês vêem o Carnaval da Nazaré

Gisela Barg e Antti Särkolahti, naturais da Alemanha e da Finlândia, respectivamente, são dois reformados [...]

Mais uma vítima mortal com tractor agrícola nas Caldas

Um agricultor de 73 anos faleceu na passada segunda-feira, 13 de Fevereiro, depois do tractor [...]


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