Crónica do Québec (Canadá) – Este Inverno que não quer partir

Publicado a 29 de Abril de 2011 . Na categoria: Opinião Rubricas Semanais . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Normalmente com a mudança da hora no último fim de semana de Março e com a chegada do mês de Abril começamo-nos a preparar para temperaturas mais agradáveis. Alguns vizinhos aproveitam todos os momentos livres para, armados de pesadas pás de metal, partir os restos de blocos de gelo que teimosamente resistem às temperaturas finalmente positivas, conseguindo com esta  actividade antecipar a visão da relva do jardim, escondida desde finais de Novembro, e ganhar alguns dias àqueles que, como nós, entendem que o melhor é esperar calmamente, que a natureza faça o seu trabalho.
É a ilusão de que a Primavera, como acontece noutras latitudes começa a 21 de Março de cada ano. Mas quando no fim da segunda semana de Abril olhamos para as árvores totalmente despidas de verdura, realizamos, ano após ano afinal, que por aqui Primavera é uma estação que praticamente não chegamos a conhecer. Regularmente, apenas após os meados de Maio e numa explosão de cores e odores fechamos os aquecimentos das nossas residências, e dois ou três dias depois são já os sistemas de ar condicionado que entram em funcionamento. Hoje, dia 16 de Abril, enquanto lá fora o termómetro se balança entre o positivo e o negativo, todas as televisões repetiam até à exaustão, que se a região metropolitana de Montreal escapou a mais uma tempestade de neve, algures, a cerca de uma hora de viagem estão a cair mais trinta centímetros dum tipo de brancura que muitos portugueses conhecem de visitar a Serra da Estrela em Janeiro. Neve pesada, húmida e fria que não tem nada a ver com os graciosos, leves e frágeis farrapos de  algodão dos nosssos Invernos.
Será eventualmente o último sobressalto de mais um longo e duro período invernal que teima em ditar as suas leis, e para o qual, nunca a maioria dos quebequenses está preparada. Ano após ano, Inverno após Inverno, ouvimos as mesmas recriminações contra o nosso clima. Os nativos ainda reagem com mais raiva e vigor, e é da boca deles que ouvimos as maiores imprecações. Os outros, que como nós andam por cá, porque escolheram este local de motu proprio, dir-se-ia que aceitamos com maior resignação as agruras e inclemências das nossas condições climatéricas.
Por isso já em anteriores crónicas mencionámos que, abandonar a terra onde se nasce, muitas vezes dotada de climas temperados, com muitas e belas praias, é uma decisão fácil de tomar, mas de difícil realização. Se a isto juntarmos o facto de que a maioria dos expatriados, domina mal ou pura e simplesmente não domina, a língua dos países de acolhimento, é sempre com um misto de respeito e admiração que, sempre que vemos chegar ao nosso escritório um jovem de qualquer nacionalidade que nos menciona ter deixado recentemente o seu país, que pode dar pelo nome de Portugal, França, Marrocos, ou outro qualquer, nunca o deixamos partir sem lhe endereçarmos uma palavra de encorajamento, dizendo-lhe que escolheu um dos melhores locais da terra para viver, mas que a empresa não será fácil. Antes de partirem,  ainda os relembramos de que como a todos acontece, salvo raríssimas execpções, os primeiros vinte anos de adaptação são os mais difíceis. E como nos repetem constantemente os nossos amigos cubanos depois de ouvirem as nossas sempiternas queixas sobre o Inverno canadiano. No si puede tener todo,  amigo.  Eles lá em Varadero ou num dos muitos pueblos dispersos pelos vários cayos, têm o clima e as praias que nós não temos. Mas como costumam dizer, não têm mais nada, e depois de terem visto na televisão da sala comunal a neve das nossas montanhas, esperam ansiosamente pela liberalização do sistema político do país, para poderem como nós, partir para outros destinos, libertando-se definitivamente do medo e da repressão que fazem parte do seu dia a dia.
Com os problemas que observamos hoje um pouco por todo o lado, ampliados pelas comunicações instantâneas de que dispomos, consideramo-nos privilegiados por sermos membros de pleno direito dum país chamado Canadá. E se, como quando há algumas horas apenas, um dos nossos amigos do Chão da Parada, nos lembrava da terrível crise que Portugal atravessa, com FMI s e outros interessados, e o país á beirinha da bancarrota, onde os mais ricos são cada vez mais ricos e os pobres estão cada vez mais na mesma. Replicamos que o nosso velho país do Ocidente da Europa, está apenas a enfrentar mais uma situação que ciclicamente tem de viver e para a qual há-de encontrar soluções. A única diferença é que esta crise de 2010/2011, é do conhecimento de todos, e os malditos mercados, como alguns gostam de os apelidar, amplificam-na ao máximo em beneficio próprio, fazendo uso de  meios de comunicação disponíveis para todos,  mas dos quais, apenas uma ínfima parte tem capacidade para tirar proveito.
Nos finais do nossos estudos de Contabilidade em 1973, em que, duma forma puramente académica e com um outro colega finalista nos começámos a interessar por estas coisas, quando saía uma notícia com algum impacto económico, apenas os insiders dela podiam beneficiar, e com o tempo todo à sua disposição. Esta situação manteve-se até finais do século XX. Hoje, costumamos dizer, que quando a notícia sai já é tarde para agir.  Os verdadeiros líderes em qualquer actividade que seja, política ou outra, definem-se pela capacidade de prever as situações e os problemas, para atempadamente  encontrarem as respectivas soluções, versus, os que vivem em permanente situação de reacção perante factos consumados.

J.L. Reboleira Alexandre
jose.alexandre@videotron.ca

Praça de Touros das Caldas vai ter zona comercial

Publicado a . Na categoria: Destaque Economia Painel . há 2 respostas a este artigo.

A Praça de Touros das Caldas da Rainha deverá ser vendida à empresa SCAI – Sociedade de Construções do Atlântico e Índico, que ali pretende realizar um projecto comercial que inclui lojas, restaurante e galerias de exposições. A Praça vai manter a sua vocação tauromática, com o empresário Paulo Pessoa de Carvalho a realizar as corridas de toiros previstas, mas no futuro deverá ser coberta e ser utilizada também para espectáculos, sobretudo concertos musicais.
O investimento previsto, que será faseado ao longo de vários anos ronda os 3 milhões de euros, mas para já há apenas um contrato de compra e venda no valor de 500 mil euros entre o empresário Nuno Alves e os descendentes de Manuel dos Santos (antigo proprietário da Praça) que vigorará por dois anos.

Os descendentes do antigo toureiro e empresário Manuel dos Santos venderam à empresa SCAI a Praça de Touros das Caldas por cerca de 500 mil euros, devendo aquele equipamento ser agora alvo de um investimento aproximado de três milhões de euros que visa a sua requalificação e transformação num pequeno centro comercial com restaurante, lojas e galeria de exposições.
Nuno Alves, proprietário da SCAI, disse à Gazeta das Caldas que numa primeira fase serão ali aplicados entre 600 mil a 2,5 milhões de euros e que o projecto dará entrada brevemente na Câmara Municipal.
Para mais tarde fica a ideia mais ambiciosa de dotar as bancadas da Praça com cadeiras (em vez dos actuais bancos de cimento) e dotá-la com uma cobertura, tal como foi feito no Campo Pequeno, em Lisboa.
Nessa altura a Praça de Touros terá condições óptimas para a realização de espectáculos e outros eventos. As corridas de touros, garante aquele empresário, serão para manter.
O mesmo responsável disse que tem tido boa colaboração da Câmara Municipal neste projecto e que esta é uma oportunidade para requalificar aquela zona da cidade pois “onde há lojas, há pessoas a circular e mais alegria”.
Instado sobre os motivos de investir em tempo de crise, disse que “de alguma forma vou esperar um milagre”, mas mostrou-se optimista com a capacidade de Portugal sair da recessão, simbolizando este investimento “um sinal de combate aos tempos de crise”.
Se tudo correr como previsto, este projecto contemplará a criação de 25 a 30 postos de trabalho directos e 175 indirectos.
Nuno Alves disse que tem a trabalhar consigo o empresário caldense Paulo Pessoa de Carvalho e a sua equipa.
A SCAI – Sociedade de Construções do Atlântico e Índico tem sede em Angra do Heroísmo e desenvolve projectos imobiliários em Portugal, Angola e Moçambique. Nuno Alves diz que as suas empresas estão todas sedeadas nos Açores porque “é uma zona do nosso país que gosto muito e cuja visita recomendo”.
A Praça de Touros das Caldas foi construída em 1883 e viveu tempos áureos quando a tauromaquia tinha imensos aficcionados. Até há alguns anos só ali se realizava a corrida do 15 de Agosto, mas desde que Paulo Pessoa de Carvalho pegou na sua gestão, têm-se feito entre quatro a cinco corridos por ano.

Carlos Cipriano
cc@gazetacaldas.com

Praça 5 de Outubro encheu-se para ouvir a banda tocar no dia 25 de Abril

Publicado a . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A Praça 5 de Outubro encheu-se de gente para celebrar a Revolução dos Cravos

Decorreu em festa a tarde de 25 de Abril na Praça 5 de Outubro (ex-praça do Peixe) que se encheu de gente para assistir à actuação do grupo Reinadio, da Fanadia, e da Banda Comércio e Indústria.
O primeiro grupo trouxe canções tradicionais à celebração da revolução dos cravos que é tradicionalmente organizada pelas juntas de freguesia urbanas, N. Sra. do Pópulo e Sto. Onofre.
O Reinadio integra elementos dos grupos Típicos e Cavaquinhos das Caldas. “Vamo-nos revezando nas actuações”, disse Sérgio Pereira, um dos responsáveis.  Este colectivo está ligado à Associação da Fanadia e vai actuar no próximo dia 8 de Maio às Tasquinhas do Dagorda (Peral) e também animará uma semana cultural em Coimbra.
Para este músico, é preciso continuar a celebrar Abril. Apesar dos tempos de crise “evoluímos muitos nas áreas do alfabetismo e na baixa da mortalidade infantil”. E mesmo tendo em conta o presente desequilíbrio financeiro, “há 37 anos tínhamos 30 quilómetros de auto-estrada e hoje temos o país coberto”, continuou Sérgio Pereira. A preocupação deste responsável prende-se sobretudo com o divórcio das pessoas da participação cívica, da cidadania e da solidariedade “e com isso é que o 25 de Abril não contava”.
O Reinadio incluiu de propósito no seu repertório alguns temas ligados a Abril, para celebrar convenientemente este dia. “Foi a Revolução que nos deu a possibilidade de vir a público cantar algo que antes também não se podia fazer. A larga maioria dos grupos reactivaram-se e renasceram com o 25 de Abril”, rematou.
A Banda Comercio e Industria está em grande forma. Nesta actuação participaram quatro novos elementos que participaram num concerto especial com três obras em estreia. Uma delas foi o famoso tema de Zeca Afonso, “Venham Mais Cinco”, que foi interpretado pelo cantor caldense Paulo Seixas.
O vento prejudicou um pouco a actuação da formação, que não parou de surpreender o público até ao fim do concerto. Entre outros temas mais habituais para estas formações, trouxe um arranjo de vários temas de António Variações, tendo colocado a plateia a dar ao pé e a trautear os refrões das principiais canções daquele artista.
“Como vivemos no século XXI, temos o dever de nos actualizar”, dizia o maestro Adelino Mota enquanto dava sinal para os primeiros ritmos de um medley que incluiu os prinicipais temas de diva da pop internacional Lady Gaga. E como se não bastasse a Banda Comercio e Indústria saber interpretar as melodias populares da moda, ainda houve duas jovens da banda que saíram de palco para dançar uma coreografia enquanto o restante agrupamento dava a conhecer o instrumental dos mega-êxitos da cantora norte-americana.
O agrupamento caldense tem vários convites para participar em intercâmbios com outras bandas e ainda um convite para ir a Espanha no próximo Verão.
O presidente da Junta de Freguesia de Sto. Onofre, Abílio Camacho agradeceu ao público em nome das duas juntas de freguesia por assistir a este espectáculo de celebração da revolução dos Cravos. Lamentou que não estivesse mais gente pois “os nossos democratas esquecem-se que o 25 de Abril deveria ser comemorado todos os dias e que é simbolicamente assinalado pelas duas juntas. Até podermos vamos preservar esta celebração”, rematou.
A Câmara das Caldas esteve representada pelo seu vice-presidente Tinta Ferreira. Para o autarca “não há melhor maneira para comemorar o 25 de Abril do que na rua com desporto e cultura e é isso que tem acontecido hoje, contando com a participação das várias colectividades do concelho”.

Natacha Narciso
nnarciso@gazetacaldas.com

Movimento Viver o Concelho celebrou Abril com testemunhos de quem fez a revolução

Publicado a . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A Associação Cultural e Recreativa do Campo acolheu a 21 de Abril a iniciativa “21 às 21” do Movimento Viver o Concelho e que se destinou a celebrar a revolução dos Cravos.
O evento, que reuniu 70 pessoas, contou com um jantar volante seguido de debate, onde foi feita uma resenha histórica sobre a Revolução dos Cravos. Houve ainda lugar a animação musical com canções de Abril.

Aires Rodrigues, Henrique Pinto, Conceição Couvaneiro (moderadora) e Carlos Barata deram o seu testemunho sobre a Revolução

O coronel Carlos Barata estava colocado em Mafra em Abril de 1974. Era tenente e comandou um dos seis pelotões que foi ocupar o aeroporto no dia da Revolução. Só que “fizemos o reconhecimento em Camarate durante o dia e não nos passou pela cabeça que teríamos as estradas obstruídas pelas pessoas que à noite estacionam os carros um pouco por todo o lado”, revelou o convidado durante o debate. O estacionamento “à portuguesa” fez com que a coluna militar “se atrasasse uma hora e meia pois tivemos que ir dar uma volta muito maior”. No entanto, a tomada do aeroporto era um dos pontos que era necessário tomar para poder sair o primeiro comunicado das Forças Armadas. Isto porque só depois de interditado o espaço aéreo é que as operações poderiam seguir a sua marcha.
Este militar recordou também como foi à sede da Pide no dia 26 de Abril. O Posto de Comando disse que estava difícil a tomada daquele objectivo por uma unidade de fuzileiros e então dois pelotões de Mafra “foram dar uma mãozinha”. Quando lá chegaram já os fuzileiros tinham entrado, mas houve algo que o incomodou. Carlos Barata tinha o estereotipo dos agentes da Pide como os homens cinzentos, de gabardine e chapéu na cabeça e afinal o que encontrou foram pessoas de várias classes sociais, “desde jovens estudantes, funcionários públicos e até outros com ar de chulos. Afinal não eram só os senhores do chapéu…”.
Carlos Barata preside a Associação 25 de Abril e conta que são sempre muito solicitados nesta altura do ano para participar em sessões de esclarecimento. “O problema é que somos cada vez menos os que participámos”, disse o coronel, de 65 anos, que é dos mais novos que fez a Revolução. “É cada vez mais difícil contar com alguém que tenha participado activamente e os que ainda podem não chegam para tantos os pedidos”, disse o convidado.

UMA FUGA PARA FRANÇA

Aires Rodrigues contou a sua experiência ligada às lutas estudantis que nos anos 60 decorreram em Lisboa e em Coimbra. Contou em pormenor o sucedido na capital no ano de 1964 com a ocupação da cantina por algumas centenas de estudantes, “o que deu direito a intervenção da polícia de choque e de cães polícias”.
A cantina foi encerrada e “nós fomos todos presos”. Como tinha a Pide no seu encalço, em 1966 fugiu a salto para França numa viagem de 23 dias pelos circuitos da emigração clandestina. Chegaram a ser interceptados pela Guarda Civil que estranhamente “nos deixou prosseguir caminho dando-nos uma espécie de salvo conduto para prosseguir viagem”. Só quando chegou a França é que Aires Rodrigues percebeu porquê. O general Humberto Delgado tinha sido entretanto assassinado em território espanhol e a descoberta do seu cadáver levou a que as autoridades franquistas se quisessem distanciar do sucedido.
“Por isso, a Guardia Civil deixou passar quem queria chegar a França, ao contrário da postura habitual que era a de entregar os fugitivos às autoridades portuguesas”, explicou.
“Quando fomos apanhados o meu primeiro pensamento foi como é que vou saltar do camião?’ pois se fosse entregue à polícia “iria concerteza ser enviado para a guerra colonial”.

“A Democracia deveria  ser cada vez mais participada pelos cidadãos”

Para o médico Henrique Pinto, o 25 de Abril foi algo muito singular que marcou os anos 70 na Europa e que só encontra comparação no Maio de 1968. O convidado parafraseou Maria Filomena Mónica ao afirmar que o 25 de Abril permitiu ao país “passar do feudalismo à pós-modernidade” e que foi vivido “com grande alegria pela maioria dos portugueses”.
Nenhum dos oradores escondeu as preocupações com a actual crise, mas todos sublinharam o desenvolvimento do país e a extinção de grande parte da pobreza que então minava a sociedade portuguesa.
Os convidados sublinharam ainda que a lei eleitoral é algo que precisa de ser revisto, até porque o método de Hondt não é o único a estabelecer a proporcionalidade democrática. Quase todos os países já têm outros modelos, sendo este usado apenas por Portugal e Espanha.
Carlos Barata considera que passados 37 anos “a democracia deveria  ser cada vez mais participada pelos cidadãos” e queixou-se de uma geração que fez da política carreira e que nunca passou pelo trabalho.
Já para Aires Rodrigues é necessária a modificação da lei eleitoral para outros método que não o de Hondt e salientou que as manifestações da Geração à Rasca são a expressão de um descontentamento profundo de pessoas que têm acesso à informação e que conhecem o que se passa internacionalmente. “Temos que acreditar que há uma solução para isto pois as batalhas não estão ganhas apesar de termos feito um percurso positivo desde o Salazar até hoje”, disse.

Natacha Narciso
nnarciso@gazetacaldas.com

Automóveis eléctricos, o futuro já começou nas Caldas…

Publicado a . Na categoria: Desporto Painel Sociedade . há uma resposta a este artigo.

O Nissan Leaf já pode ser visto na Auto Júlio, em S. Cristóvão

Estão aí os automóveis eléctricos. A Nissan está preparada para entregar as primeiras unidades do Leaf, o primeiro automóvel eléctrico produzido em larga escala que vai começar a marcar a diferença nas estradas e nas ruas também das nossas cidades e da região.
A entrega dos automóveis tem sido atrasada por aspectos burocráticos, ligados ao apoio que o Governo de José Sócrates atribuiu para os eléctricos – 5 mil euros -, mas os concessionários aguardam a qualquer altura luz verde para iniciar entrega dos primeiros automóveis a clientes.
Só nas Caldas da Rainha o concessionário Nissan, a Auto Júlio, já vendeu oito unidades, tendo o Leaf levantado grande curiosidade entre os visitantes da concessão, “tem superado as expectativas”, disse à Gazeta das Caldas o Director Comercial da concessão, José António Varelas.
O nosso jornal contactou um dos primeiros clientes do Leaf, José Oliveira, formado em Engenharia Mecânica e professor na mesma área, que explicou as razões pela escolha. “O petróleo está em vias de extinção, não vai acabar nos próximos anos, mas não vai voltar a ficar barato, por isso os motores térmicos vão ficar cada vez mais caros na sua utilização e esta é uma solução que me parece viável”, disse.
José Oliveira aponta o facto de as baterias poderem ser carregadas durante a noite, “aproveitando a energia eólica e hídrica que de outra maneira é desperdiçada”, como uma vantagem, rentabilizando assim as energias alternativas e renováveis sem sobrecarregar a rede eléctrica nas horas de ponta.
Apesar de ainda não ter recebido o seu Leaf, José Oliveira já experimentou o modelo em Lisboa, nas Caldas da Rainha e em Genebra (onde foi ao Salão Internacional do Automóvel à apresentação dos novos automóveis), contacto que não lhe permitiu ainda aprofundar o conhecimento, mas foi suficiente para ficar com uma ideia.
Para lá do conforto do automóvel, aponta que não será fácil para a população em geral habituar-se rapidamente a este tipo de carro, que exige “uma grande auto disciplina”. Auto disciplina na condução e na gestão das baterias, uma vez que não se pode sair de casa sem certeza que a carga é suficiente pelo menos para chegar a um ponto de carga.
José Oliveira, que já montou na sua residência uma ligação para carga do seu automóvel eléctrico, planeia usar o seu Leaf com frequência no dia-a-dia, nas viagens para Lisboa, onde já existem bastantes pontos de carga, “mas para ir a outros destinos onde não haja é preciso cautela, porque não vamos pedir electricidade emprestada ao vizinho”, graceja.
O mesmo acontece nas deslocações ao Algarve, onde tem um filho. “Essas viagens ainda tenho que estudar, pelo menos enquanto a rede MOBI.E [ver texto à parte] não estiver desenvolvida”, acrescenta.

O Nissan Leaf

O Leaf é como um automóvel convencional, uma berlina compacta com cinco lugares espaçosos e capacidade de 330 litros na bagageira, próximo de modelos de combustão de referência no mesmo segmento.
Tem um motor eléctrico capaz de produzir 80kW de potência máxima, o equivalente a 107 cavalos, e um binário de 280 Nm, com a vantagem de todo o binário estar disponível em todo o regime de rotações. A velocidade máximo é limitada a 145 km/h, demorando cerca de 10 segundos a atingir os 100 km/h.
As baterias de iões de lítio completamente carregadas podem percorrer 160 quilómetros e ser recarregadas totalmente em oito horas, sendo que 80 por cento da carga é atingida na primeira meia hora. O carregamento pode ser feito em qualquer tomada de 220 volts em casa.
Mesmo anunciando um comportamento bastante ágil, graças a um excelente coeficiente aerodinâmico e baixo centro de gravidade, o desempenho não será o principal atractivo do Leaf, que representa uma forma totalmente diferente de olhar para o automóvel.
No interior, comandos tradicionais como embraiagem, travão de mão ou alavanca da caixa de velocidades não existem. O que existe é muita tecnologia e um visual bastante futurista.
Pelos 37 mil euros (dos quais se retira o incentivo de 5 mil euros do Estado e pode beneficiar ainda de 1.500 euros de incentivo ao abate) todo o equipamento é disponível de série e é de fazer inveja a modelos de gama superior. O único opcional é um spoiler traseiro com painel fotovoltaico que recarrega a bateria de 12V dos sistemas auxiliares e custa 300 euros.

Programe tudo antes de sair de casa
Não é só no sistema motriz que difere o Leaf dos automóveis que conhecemos. Todo o conceito se altera a partir do momento em que se pode ligar o nosso automóvel a uma tomada eléctrica. Quantas vezes não acontece entrar no carro no Inverno e desesperar com o frio até que o ar quente saia? Ou o inverso no Verão?
Enquanto o Leaf carrega, pode-se programar a climatização para que o carro esteja à temperatura desejada quando sair. Para além da comodidade, conseguem-se quilómetros extra que se perdiam se a climatização fosse apenas ligada em marcha.
O mesmo se pode fazer com o planeamento das viagens, dado que o sistema de navegação pode ser sincronizado com um computador pessoal ou com determinados smartphones.
Depois, tudo no Leaf aponta para viagens num ambiente de relaxamento. Não existem passagens de caixa de velocidades, as luzes e o limpa pára-brisas têm comandos por sensor, a velocidade pode ser determinada pelo cruise control.
Para além disto, existe na consola central uma verdadeira central de informação com um ecrã de sete polegadas onde se comanda o rádio, o sistema de navegação ou se pode ainda monitorizar de forma precisa o estado de carga da bateria. O sistema de navegação incluiu informação dos postos de recarga, para que não hajam surpresas…

Joel Ribeiro
jribeiro@gazetacaldas.com

Vantagens e desvantagens dos eléctricos

As vantagens dos automóveis eléctricos são diversas. Desde logo os custos de funcionamento e emissões. Enquanto o custo de funcionamento de um automóvel a gasolina que consuma em média 5 litros por cada 100 quilómetros anda próximo dos 8 euros, carregar um eléctrico para os mesmos 100 quilómetros custa cerca de dois euros. Depois existem custos de manutenção nos automóveis de combustão que pura e simplesmente desaparecem nos eléctricos, praticamente desprovidos de elementos mecânicos. Não existem trocas de óleos nem de velas, por exemplo, com ganhos não só financeiros como para o meio ambiente.
O facto de os elementos mecânicos serem praticamente nulos – não há embraiagens, caixas de velocidades e afins – cingindo-se apenas à ligação praticamente directa entre o motor e as rodas de tracção, as probabilidades de avaria são bastante menores neste campo.
O meio ambiente também beneficia da ausência de gases de escape. Embora neste momento não se possa garantir que a energia que move os eléctricos seja limpa, decorrem estudos para que a energia produzida para as recargas das baterias seja na sua maioria proveniente de energias renováveis, com maior probabilidade de isso acontecer caso as recargas sejam realizadas durante a noite.
Outra vantagem prende-se com a poluição sonora. O motor eléctrico é completamente silencioso – os eléctricos emitem um ligeiro silvo artificial a velocidades até 30 km/h por razões de segurança no tráfego urbano – o resto do ruído emitido é causado pelo atrito do contacto dos pneus com o solo.
Ao contrário dos automóveis convencionais mais comuns em que o peso está concentrado à frente, onde se encontram os dois elementos mecânicos mais pesados – motor e caixa de velocidades – no eléctrico o motor pesa menos que uma pessoa e as baterias, o elemento mais pesado, encontram-se mais distribuídas, normalmente na traseira e no veio central, baixando o centro de gravidade e permitindo melhor comportamento em curva.
No que a desvantagens diz respeito, é justamente nas baterias que ainda se encontram as principais. Por ser uma tecnologia ainda relativamente pouco desenvolvida as baterias de iões de lítio, mesmo conseguindo um grau de eficiência bastante superior às tecnologias anteriores, ainda estão longe do que é desejável.
Actualmente tudo se resume ao melhor compromisso possível entre peso e desempenho. A maioria dos eléctricos que estão à venda, ou prestes a estar, anunciam autonomia a rondar os 150 quilómetros com uma carga completa. Com mais baterias teriam maior alcance e poderiam atingir velocidades mais elevadas, mas o tempo de carga seria maior assim como o peso do veículo, comprometendo o comportamento.
Outra desvantagem é o preço, que coloca por enquanto os eléctricos fora do alcance da maioria das famílias portuguesas.

J.R.

Muitas novidades a caminho

O Leaf marca oficialmente a corrida dos grandes construtores mundiais ao mercado dos automóveis eléctricos, mas no encalço seguem já bastantes marcas, estando já anunciados novos modelos, alguns dos quais estão já em fase de reserva.
A começar pelo triunvirato composto pelos ‘gémeos’ Mitsubishi I-Miev, Citröen C-Zero e Peugeot Ion, que já se encontram em fase de reserva com preços a rondar os 36 mil euros e a circular em regime de test drive, mas ainda em 2011 chegam mais alguns modelos.
A Renault, que também está associada à Nissan, tem dois em fase de reserva. O Kangoo ZE (de zero emisson), um modelo versátil que assenta num comercial, mas que pode ser equipado com cinco lugares, e o Fluence ZE, um sedan de três volumes que deriva do Mégane.
O Kangoo tem preço base de 24.600 euros, enquanto o Fluence parte dos 26.600 euros, valores aos quais se deve retirar os 5 mil euros de incentivo fiscal do Estado. Os preços são inferiores aos concorrentes devido a uma diferente política da marca francesa, que opta por preços mais baixos, mas não inclui as baterias, que são alugadas por 79 euros mensais por um período de 36 meses ou 100 mil quilómetros.
Para o final deste ano a Renault conta também poder entregar as primeiras unidades do Twizy, um conceito totalmente diferente. Trata-se de um quadriciclo de dois lugares, que pode ser aberto ou fechado e se pode conduzir com a categoria B da carta de condução. Os preços são mais apelativos, a partir de 6.990 euros mais o aluguer das baterias, que deverá ser inferior a 50 euros mensais. A estes dois junta-se o Zoe, um pequeno utilitário com as dimensões do Clio, que deverá chegar ao mercado só em 2012.
Dos Estados Unidos chegam propostas alternativas para quem pretende maior autonomia sem ter que ligar o carro à corrente a meio de uma viagem que ultrapasse os 150 quilómetros.
Os modelos são o Opel Ampera e Chevrolet Volt, que assentam em princípios semelhantes às outras marcas, mas com uma diferença fulcral. As baterias garantem cerca de 80 quilómetros de autonomia, capazes de satisfazer as necessidades diárias da maioria das pessoas na deslocação casa-emprego-casa. Quando a carga da bateria desce de um determinado nível entra em funcionamento um gerador, um pequeno motor a gasolina abastece de energia os motores eléctricos por mais 500 quilómetros. As propostas da GM são mais caras que o Leaf, estando o preço previsto para 42.900 euros.
No próximo ano esperam-se novidades em maior quantidade, estando previstos lançamentos de várias marcas, entre as quais o Audi A3 E-Tron, o Smart ED, o Ford Focus EV, o Fiat 500 EV e o Toyota IQ EV, modelos para vários gostos, dimensões e tipos de utilização.
J.R.

Câmara em negociações com a EDP para ter o MOBI.E nas Caldas

Um dos principais problemas apontados aos eléctricos é a autonomia. Se os cerca de 150 quilómetros conseguidos pelos modelos actualmente em produção são suficientes para um uso em curtas distâncias, para quem faz viagens um pouco mais extensas, como por exemplo uma ida das Caldas a Lisboa a autonomia é demasiado ‘à justa’. E ir de férias, por exemplo, para o Algarve, pode tornar-se uma dor de cabeça.
Enquanto a tecnologia das baterias não se desenvolver para os níveis conseguidos por um depósito de gasolina ou diesel, a rondar os 800 quilómetros (a Volkswagen previu recentemente que isso pode acontecer dentro de 10 anos), a única forma deste tipo de automóvel ser utilizável como o principal automóvel de uma família é uma alargada rede de carregamento.
É aqui que entra o programa MOBI.E, onde Portugal volta a inovar no que a novas tecnologias diz respeito. Tratam-se de postos de carregamento para veículos eléctricos, sejam eles automóveis ou motociclos, que na fase de projecto-piloto pretende implementar 1.300 postos de carregamento normais e 50 postos de carregamento rápido por todo o país.
No final de concluído o projecto, deverá haver um posto nos principais parques de estacionamento, centros comerciais e postos de abastecimento de combustíveis.
O sistema funciona com um cartão pré-pago que desbloqueia o sistema, depois basta ligar o cabo eléctrico à ficha do veículo e esperar o tempo necessário à carga desejada.
Actualmente estão a funcionar 71 postos de carregamento, a maioria em Lisboa, Porto e Aveiro. Na nossa região existem neste momento postos em três cidades: Torres Vedras, Santarém e Leiria, que já possui quatro postos e pretende chegar aos 27 para ser a segunda cidade com mais postos.
Nas Caldas da Rainha ainda não existem postos de recarga do Programa de Mobilidade Urbana, existindo actualmente contactos entre a autarquia e a EDP para que no futuro tal possa vir a acontecer.

J.R.

Híbridos podem ser alternativa

Para quem tem já a mente aberta à substituição dos automóveis puramente de combustão, mas não confia totalmente nos carros eléctricos, existe sempre a hipótese dos híbridos, uma tecnologia que, desde o primeiro Toyota Prius, tem dado passos cada vez mais sólidos.
Hoje em dia os híbridos, tanto da Toyota, como da Honda (as duas marcas que mais investiram nesta tecnologia até à data) são cada vez mais avançados, embora sigam caminhos diversos.
A tecnologia Hybrid Sinergy Drive da Toyota comporta motores eléctricos independentes do motor a combustão e têm maior capacidade para mover sozinhos o automóvel que o sistema IMA da Honda, mas também é mais cara.
Ambos os sistemas têm como principal vantagem face aos eléctricos puros a autonomia, que chega a ultrapassar os 1000 quilómetros com um depósito. E no tráfego em cidade, como têm capacidade para entrar em andamento apenas no modo eléctrico, ambos os sistemas representam uma grande poupança de combustível e redução de gases de efeito estufa face aos automóveis que apenas utilizam motores de combustão.
A Toyota tem também em circulação, em fase de testes, cinco Prius Plug In, que têm um motor eléctrico e baterias com maior capacidade. São capazes de circular 20 quilómetros como um eléctrico puro (o Prius ‘normal’ faz dois quilómetros no modo exclusivo eléctrico mas com velocidade limitada a 50 km/h), quando a energia das baterias fica fraca funciona como um híbrido normal.
Vantagem dos híbridos são os preços. Actualmente é possível adquirir um híbrido por pouco mais que 20 mil euros e o Prius, que em termos de tecnologia e equipamento se esgrime de igual com o Leaf custa entre 27.800 e 31.500 euros.
J.R.

A melhor sardinha das Festas de Lisboa foi criada por um caldense

Publicado a . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O caldense Bruno Reis Santos participou no concurso das Festas de Lisboa para criar uma sardinha – um dos símbolos desta celebração – e a sua proposta sagrou-se vencedora. O jovem, de 23 anos, que vive no Nadadouro, concorreu com dois trabalhos, ainda longe de imaginar que iria obter o primeiro lugar.
“A Imaculada Sardinha Portuguesa” é como se designa a proposta escolhida, que tal como era pedido, reflecte sobre “a portugalidade e Lisboa”. O autor fez a sua sardinha a tinta da china e pincel e depois pintou-a em computador com as cores de Portugal. A sua criação representa “a típica moça portuguesa que sonha com o casamento e que se diz imaculada”, disse Bruno Santos.
O autor caldense ainda fez uma outra proposta, de tons mais escuros, e enviou as duas no último dia do concurso.
Para Bruno Santos foi importante ter feitos as suas sardinhas na casa de um amigo no centro da cidade, pois “a casa do José Lino é um local iluminado de onde saem trabalhos fantásticos”.
Bruno Santos frequenta o curso de Design Gráfico Multimédia na ESAD, mas já foi serralheiro, desenhador técnico e frequentou um curso CET de Ilustração na escola de artes caldense, antes de ingressar no seu curso de Design.
O caldense sente-se um ilustrador e também diz que é um rapaz do campo. Vai mais longe porque considera-se uma espécie de “Zé Povinho do século XXI pois deixo-me acomodar um pouco ao mesmo tempo que sou contraditório”, disse o autor, que sente que é vários numa só pessoa.
A selecção foi feita por um júri e agora o jovem vai receber um prémio de 400 euros que, em principio, será gasto em material ou servirá para pagar propinas. Mais do que o dinheiro, o prémio é para Bruno Santos o reconhecimento do seu trabalho, serve sobretudo para valorizar o seu curriculum e para dar a conhecer as suas criações.
“Sinto que as pessoas olham agora para a minha ilustração de maneira diferente”, contou o jovem, que também é colaborador da Gazeta das Caldas.
Bruno Santos diz que vai concorrer a outros concursos  a nível nacional e é com todo o gosto que vai conhecer os autores de outras propostas das sardinhas no próximo dia 17 de Maio, durante o decorrer das festas populares de Lisboa, promovidas pela EGEAC (a empresa municipal encarregue pela animação cultural). “Há outros trabalhos também muito bons e terei todo o gosto em trocar ideias com os restantes concorrentes”, rematou.
Este autor participa nas fanzines “Nas Fraldas da Rainha” e “Bezerro de Sinae”. Bruno Santos – que  é admirador dos trabalhos de Bordalo Pinheiro, Winsor McCay, Nuno Saraiva, João Maio Pinto, João Catarino e de Pedro Zhamith – tem um blogue onde podem ser apreciados os seus trabalhos de ilustração em http://lordmantraste.blogspot.com

Natacha Narciso
nnarciso@gazetacaldas.com

ESAD acolhe 8ª edição do Comunicar Design

Publicado a . Na categoria: Actuais Cultura . Seja o primeiro a comentar este artigo.

“Behind the Scenes” dá este ano o mote ao Comunicar Design 2011, evento organizado por alunos e docentes do curso de Design Gráfico e Multimédia, que terá lugar entre os dias 10 e 12 de Maio na ESAD.
A iniciativa pretende colocar em contacto designers, sociedade e mercado através de conferências, masterclasses, workshops, exposições e um mercado de objectos de autor.
O programa da oitava edição pretende estimular a criatividade e a partilha de experiências entre alunos, profissionais e docentes.
Entre os convidados do Comunicar Design, estão Diogo Potes e Ricardo Matos (Alva Design), Helder Pombinho (Brandia Central), João Martino e Alexandra Jaña (Atelier Martino & Jana), Joaquin Urbina (No Domain), Adrien Cuingnet, Fanny Desbordes e Romain Riousse (Plastac), João Carrilho (Dub Video Connection) e Fernando Cruz (Forward).
Mais informações no site http://comunicardesign8.pt.to/

N.N.

Nova mediadora de seguros em Alfeizerão

Publicado a . Na categoria: Economia Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Luís Miguel Fonseca (o segundo a partir da esquerda) com Maria José Lourenço e responsáveis da Tranquilidade

A MC Seguros, com sede nas Caldas da Rainha, descentralizou a sua actividade para Alfeizerão, passando a ter disponíveis os seus serviços no escritório de documentação de Maria José Lourenço, na rua 25 de Abril.
Através da parceria entre a mediadora, a companhia de seguros Tranquilidade e o escritório, vai ser possível em Alfeizerão tratar de todos os assuntos relacionados com a comercialização de seguros dos ramos automóvel, casa, saúde, acidentes de trabalho, acidentes pessoais e vida, entre outros.
Outra parceria com o BES permite também abrir contas naquele banco neste escritório e também fazer créditos à habitação ou pessoais.
“Desta forma os clientes da Tranquilidade deixam de ter de ir a Caldas da Rainha ou Alcobaça e podem agora fazê-lo em Alfeizerão”, explicou Luís Miguel Fonseca, sócio-gerente da MC Seguros.
O empresário, licenciado em Gestão de Empresas, trabalhou durante sete anos na companhia de seguros Tranquilidade, em Lisboa, tendo regressado às Caldas da Rainha em 2006.
Começou por trabalhar em nome individual e em 2009 criou a MC Seguros, com sede na rua José Malhoa. Ainda nesse ano abriu um escritório em Alcoentre, na rua Conselheiro Arouca, e agora “com base numa política de crescimento sustentando” decidiu ampliar o seu negócio para Alfeizerão.

P.A.

Grupo de amigos criou associação para promover os produtos do Oeste

Publicado a . Na categoria: Economia Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Uma prova de vinhos na praça 5 de Outubro para comemorar o 37º aniversário do 25 de Abril

Constituída há dois anos por um grupo de amigos, a Associação de Lazer e Gastronomia do Oeste (ALGO) promoveu na tarde de 25 de Abril a sua primeira actividade pública, com a oferta de vinho da região na Praça 5 de Outubro.
David Moniz, vice-presidente da ALGO, explicou que este grupo de amigos que criou a associação começou por se juntar mensalmente para jantar. “Um dia tivémos a ideia de criar algo para promover os nossos produtos, porque fala-se muito do que é feito no Oeste, mas não se promovem esses produtos”, explicou.
Criaram a associação, registaram-na e aprovaram os estatutos, mas continuaram apenas a realizar jantares particulares com os cerca de 14 associados em restaurantes da região.
Recentemente tiveram a ideia de se dar a conhecer ao público através de uma prova de vinhos, à mesma hora que decorriam os concertos de comemoração do 25 de Abril na Praça 5 de Outubro. “Quisémos aproveitar termos mais pessoas aqui hoje”, adiantou David Moniz.
Com o apoio da Adega Cooperativa da Vermelha, a associação festejou o aniversário da Democracia em Portugal oferecendo copos de vinho e de espumante.
Proprietário do bar Daiquiri, David Moniz aproveitou para mostrar uma forma diferente de beber o vinho leve Mundus, adicionando-lhe um licor de groselha francês. “Em França bebem muito um cocktail com Creme de Cassis e um vinho leve que pode ser servido como aperitivo”, referiu o barman.
A próxima actividade da ALGO deverá ser a 15 de Maio, sendo intenção do grupo fazer uma iniciativa mais abrangente, com vários produtos da região. No Verão querem trazer às Caldas da Rainha alguns chefes de cozinha para preparem produtos baseados na pêra rocha.
A associação está sempre dependente da boa vontade das empresas e das instituições que queiram dar o seu apoio. No futuro querem pedir uma sede à Câmara das das Caldas para que possam preparar melhor as suas acções. “Estamos abertos a mais pessoas para serem sócias, mas têm que trabalhar também pois não nos interessa que venham só para pagar quotas”, adiantou o vice-presidente da ALGO.
Da associação fazem parte outros membros como Pedro Marques, Adelino Mota (presidente da Assembleia), Mário Araújo (presidente da direcção), Paulo Simão (tesoureiro) e Gustavo Fernandes.
Para começar estão a preparar actividades mais direccionadas para os caldenses e oestinos conhecerem o que de melhor se fazer na região, mas ponderam começar também a estar presentes em feiras de turismo para levar os produtos do Oeste

Pedro Antunes
pantunes@gazetacaldas.com

EDITORIAL – Um novo paradigma da mobilidade

Publicado a . Na categoria: Actualidade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Está a iniciar-se na região (depois de ter chegado ao país já há algum tempo) uma nova revolução tecnológica e societal, com o lançamento dos novos automóveis e outros veículos movidos a electricidade.
Coube à marca Nissan este lançamento precursor, mas espera-se que várias outras marcas se associem a este movimento inovador no transporte terrestre, que poderá vir a ser – como aconteceu com a introdução da internet ou da fotografia digital – o início de um novo paradigma na mobilidade das pessoas.
Antes haviam chegado as bicicletas ou lambretas eléctricas e veículos de duas rodas que também já circulam na cidade movidos a electricidade.
Provavelmente nos próximos cinco anos o visual das nossas estradas e das nossas cidades vai-se alterar profundamente com a introdução destes veículos silenciosos e que não emitem gases de combustão da energia fóssil.
Sendo ainda controversa a utilização desta nova forma energética, dada o modo como é produzida a energia eléctrica, o avanço seguinte poderá ser dado quando for introduzida a produção generalizada de energia através do hidrogénio com as células de combustível.
Gazeta das Caldas apresenta nesta edição os modelos que chegaram às Caldas na passada semana e explica as vantagens e dificuldades destes novos veículos, sabendo que as Caldas ainda está a navegar na burocracia com a EDP para a instalação de locais de abastecimento. Outras cidades vão já mais à frente.
Com a crescente crise no mercado internacional dos produtos petrolíferos, a opção por formas alternativas e mais baratas de utilização dos meios de transporte e de aquecimento poderá ser uma nova oportunidade para levar o nosso país no bom sentido.


Breves
Poesia em S. Bernardino (Peniche)

“Amor e alegria = poesia!” Este o mote do projecto “A poesia anda por aí…” [...]

Teatro na escola

Uma parceria entre a Escola Secundária Raul Proença e as bibliotecas do Agrupamento de Escolas [...]

PSD defende autarcas e diz saber que mudanças não serão tão más como se apregoa

É em comunicado que a Comissão Política do PSD das Caldas da Rainha reage às [...]

Instalação de Fernando Pinheiro na galeria do Mosteiro de Alcobaça

A Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça acolhe até 4 de Março a [...]

Óbidos continua com sessões de Câmara descentralizadas

A Câmara de Óbidos vai continuar a realizar em 2012 as reuniões públicas mensais fora [...]

Qual dos sinais é o verdadeiro?

O meu nome é Jorge de Abreu Nunes, assinante da Gazeta e a viver em [...]

Como uma alemã e um finlandês vêem o Carnaval da Nazaré

Gisela Barg e Antti Särkolahti, naturais da Alemanha e da Finlândia, respectivamente, são dois reformados [...]

Mais uma vítima mortal com tractor agrícola nas Caldas

Um agricultor de 73 anos faleceu na passada segunda-feira, 13 de Fevereiro, depois do tractor [...]


Actuais
Edição impressa
capa da edição4900Capa da Edição #4900capa da edição4900Download Adobe PDF Reader
Crónicas
 
 
 

2010 Gazeta das Caldas | Desenvolvido por Janela Digital