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	<title>Gazeta Das Caldas</title>
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	<description>Semanário regional - Edição online</description>
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		<title>Foz do Arelho vai hastear duas bandeiras azuis este ano</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/PraiaLagoaInteriores.jpg"><img class="size-full wp-image-22291" title="PraiaLagoaInteriores" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/PraiaLagoaInteriores.jpg" alt="" width="283" height="139" /></a>A praia da Lagoa vai hastear este ano pela primeira vez  a Bandeira Azul, juntando-se à praia Mar, na Foz do Arelho. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22291" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/PraiaLagoaInteriores.jpg"><img class="size-full wp-image-22291" title="PraiaLagoaInteriores" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/PraiaLagoaInteriores.jpg" alt="" width="283" height="139" /></a><p class="wp-caption-text">  A praia da Lagoa ostentará este ano, pela primeira vez, o galardão da qualidade ambiental</p></div>
<p>A praia da Lagoa vai hastear este ano pela primeira vez  a Bandeira Azul, juntando-se à praia Mar, na Foz do Arelho. O símbolo de qualidade atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa tem em conta um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental.<br />
<strong>“As pessoas estão cada vez mais conscientes dos problemas ambientais quando tiverem que optar irão fazê-lo por uma praia com certificado de qualidade, como é o caso da bandeira azul”</strong>, afirma o vereador Hugo Oliveira, que acredita que o galardão permitirá a vinda de mais turistas aquela estância balnear.<br />
O autarca salienta que há alguns anos que os indicadores das águas mostravam alguma estabilidade, mas a Câmara e Junta de Freguesia da Foz do Arelho entenderam por bem garantir esses bons resultados para propor a candidatura. <strong>“Havia sempre algum receio de que durante um Inverno mais rigoroso se levantassem alguns sedimentos depositados nos fundos e o pior que nos podia acontecer era obter a bandeira e a seguir perdê-la”</strong>, explicou.<span id="more-22290"></span>Hugo Oliveira acrescentou ainda que esta distinção poderá fazer desvanecer uma imagem que se foi criando, nos últimos tempos, de que a praia da Foz tinha problemas e quase não possuía areal.<br />
<strong>“Numa altura de crise, em que se torna mais difícil as pessoas fazerem grandes deslocações em termos de viagens, a Foz do Arelho é um paraíso para as pessoas virem passar férias”</strong>, afirma o autarca, acrescentando que lagoa de Óbidos é um ecossistema único no país.<strong> “Quem vem do norte e ia até ao Algarve pode ficar a meio caminho, na Foz do Arelho”</strong>, informou.<br />
Também o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho mostra o seu contentamento com a distinção da praia da Lagoa que diz ter<strong> “condições óptimas”</strong>. O autarca acrescentou ainda que para uma freguesia que vive essencialmente do turismo e da praia<strong> “ter duas bandeiras azuis é um motivo de orgulho”.</strong><br />
Na opinião de Fernando Horta, a intervenção que está a ser feita na Lagoa, apesar de não ter contribuído para a entrega do galardão, vem potenciar o seu aproveitamento em termos turísticos. Apesar da conclusão das dragagens estarem previstas para meados do mês passado, as máquinas continuam a trabalhar, uma vez que ainda não extraíram toda a areia prevista para esta intervenção.<strong> “Como agora estão a trabalhar junto ao mar não podem dragar 24 horas por dia por causa das marés</strong>”, explicou o presidente da Junta de Freguesia.</p>
<p><strong>Oeste tem 22 praias galardoadas</strong></p>
<p>As praias caldenses são duas das 22 praias do Oeste que este ano vão hastear o galardão europeu de qualidade ambiental. Um número superior ao de 2011, em que 20 praias da região mereceram a Bandeira Azul.<br />
O grande destaque deste ano vai para o concelho de Torres Vedras, que hasteia nove Bandeiras Azuis, nas praias Azul (outra novidade deste ano) Centro-Santa Cruz, Formosa, Mirante-Santa Cruz, Navio, Pisão-Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita Norte e Santa Rita Sul. Segue-se o concelho de Peniche com seis praias galardoadas: Baleal Norte, Baleal Sul, Consolação, Cova da Alfarroba, Gambôa e Medão-Supertubos.<br />
No concelho de Alcobaça, que após vários anos de ausência voltou em 2011 a integrar a lista de praias galardoadas, a Bandeira Azul volta a ser hasteada em S. Martinho do Porto e Paredes de Vitória. Também o concelho de Peniche recebe dois galardões, nas praias da Areia Branca e Porto Dinheiro.<br />
A praia da Nazaré fecha a lista das bandeiras azuis da região Oeste e recebe, amanhã, a iniciativa<strong> “Maré Humana”,</strong> promovida pela Associação Bandeira Azul da Europa em diversas zonas balneares. Destinada à comunidade escolar e ao público em geral, esta é uma iniciativa dedicada à Qualidade da Água, Resíduos, Biodiversidade, Radiação Solar e Pesca Sustentável.<br />
Na Nazaré, as acções têm início marcado para as 9h00 e vão reunir representantes autárquicos, alunos das escolas locais, escuteiros e surfistas no areal até às 13h00. No final, há <strong>“um momento solene e simbólico, em que todos os participantes darão as mãos pela proteção do litoral”</strong>, explica a organização.<br />
Este ano registou-se um número recorde de praias com a Bandeira Azul. Ao todo, são 275 as zonas balneares distinguidas, mais cinco que no ano passado.<br />
<strong><br />
Fátima Ferreira</strong><br />
<a href="mailto:fferreira@gazetacaldas.com">fferreira@gazetacaldas.com</a></p>
<p><strong>Joana Fialho</strong><br />
<a href="mailto:jfialho@gazetacaldas.com">jfialho@gazetacaldas.com</a></p>
<p><em><strong>Supertubos na corrida a Praia Maravilha</strong></em><br />
Supertubos é a única praia oestina que se mantém a concurso na eleição das 7 Maravilhas – Praias de Portugal. A praia penicheira, conhecida pelas boas condições para a prática de surf e bodyboard, é uma das 21 finalistas na eleição, competindo na Categoria de Praias de Uso Desportivo.<br />
Na primeira fase do concurso foi apresentada candidatura de outras 13 praias da região, nos concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha, Nazaré e Peniche. À fase das 70 pré-finalistas passaram, além da Supertubos, as praias da Nazaré e Baleal (na categoria de praias urbanas), Berlenga (praias de arribas) e Almagreira (praias selvagens). Mas apenas a Supertubos foi selecionada por um painel de 21 notáveis para a lista de 21 finalistas da eleição, nas quais os portugueses podem votar até 7 de Setembro.<br />
Na categoria de Praias de Usos Desportivo, Supertubos concorre com as praias de Ribeira d’Ilhas (Ericeira) e Guincho (Cascais). A praia de Peniche é apadrinhada pelo actor Pedro Lima, que frequentamente pratica surf naquela praia. Recentemente participou na prova<strong> “Capítulo Perfeito”</strong>, que ali decorreu.<br />
Para votar na praia Supertubos basta clicar em <a href="http://www.7maravilhas.pt">www.7maravilhas.pt</a>, aceder à página do concurso no Facebook ou ligar para 760207721.<br />
As praias Maravilha de Portugal são conhecidas a 8 de Setembro. O troféu da eleição vai, à semelhança do que aconteceu com as eleições anteriores, ser produzido pela Spal.<br />
<strong><br />
J.F.</strong></p>
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		<title>Editorial</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[EDITORIAL]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-1.jpg"><img class="size-full wp-image-22483" title="Untitled-1" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-1.jpg" alt="" width="340" height="649" /></a>Caldas da Rainha, assim como a maioria das localidades do país, está a sofrer a maior crise que cada um de nós já conheceu desde sempre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Caldas da Rainha e a Europa<br />
</strong></em></p>
<div id="attachment_22483" class="wp-caption alignright" style="width: 350px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-1.jpg"><img class="size-full wp-image-22483" title="Untitled-1" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Untitled-1.jpg" alt="" width="340" height="649" /></a><p class="wp-caption-text">Caldas da Rainha não consta deste mapa distribuído numa feira de turismo em Madrid</p></div>
<p>Caldas da Rainha, assim como a maioria das localidades do país, está a sofrer a maior crise que cada um de nós já conheceu desde sempre. Isto não significa que hoje se viva pior do que há 30, 40, 50 ou 60 anos (só para nos recordarmos dos tempos que foram vividos pela maioria das actuais gerações), mas sim que é uma evidência que descemos bruscamente de um nível de vida superior ao que agora temos.<br />
O 15 de Maio que vamos comemorar na próxima semana seria um momento ideal para fazermos algumas reflexões sobre o que têm sido as últimas décadas no nosso país e nas Caldas da Rainha, bem como os momentos vividos mais recentemente desde a grande crise que emergiu nos EUA em 2008 e que, paulatinamente se estendeu a todo o mundo, fazendo os portugueses, como muitos outros povos, viveram momentos que nunca sonharam.<br />
É evidente que há causas nacionais, que se juntaram e potenciaram às externas, que os portugueses não fizeram o trabalho de casa e que se inebriaram com os frutos de uma prosperidade ilusória e momentânea, que lhe foi facilitada pelos juros baixos e por um excesso de oferta fácil de bens e serviços que muitos não sonhavam antes.<br />
Contudo, muito deste exagero e excesso foi proporcionado e incentivado, tanto por responsáveis e financiadores internos, como e principalmente por externos, que na busca do lucro fácil,  ignoraram a miséria e problemas que iriam acarretar aos outros a prazo, nunca se tendo preocupado com a situação que estavam conscientemente a gerar.<br />
Infelizmente, apesar de se terem aproveitado muitos oportunidades que melhoraram substancialmente as nossas vidas com os fundos redistribuídos por Bruxelas, à mistura fizeram-se investimentos ou gastos de pouca viabilidade económica e de fraca sustentabilidade, que se transformaram em custos que oneram no futuro a todos.<br />
E esta acusação vai desde os submarinos às auto-estradas sem custos para o utilizador (vulgo SCUT´s), que foram lançadas depois da guerra das portagens para a auto-estrada do Oeste,  em que fomos dos poucos a defender o sistema do utilizador pagador, contra todos os partidos do espectro partidário (localmente o PS também era contra as portagens), como várias outras obras que se sabia que alguém teria de pagar a prazo.<br />
Também por incompetência, desmazelo ou falta de visão, outras oportunidades foram perdidas. Oportunidades que outros em idênticas condições beneficiaram, como foi o caso dos fundos do POLIS para a modernização das cidade, e de que Caldas da Rainha só agora está a ver algumas migalhas.<br />
Mas como nesta edição testemunhamos, há ainda mais desmazelo na forma displicente como a cidade olha para factores “tão insignificantes” e básicos, como a limpeza, arranjo e promoção da cidade e concelho, que faz com que Caldas da Rainha nem já apareça nalguns guias oficiais do turismo português, distribuídos nas feiras internacionais, tal como quase desapareceu qualquer informação nos guias estrangeiros.  <span id="more-22482"></span>Diariamente visitam Lisboa milhares de turistas de todas as partes do mundo, que não são seduzidos por nenhum evento ou atracção caldense, razão pela qual é mínimo o número daqueles que passam pelas Caldas da Rainha, ao contrário do que se passa com Óbidos, Alcobaça, Nazaré, ou mesmo Peniche. Até há 20 ou 30 anos isto não era assim, uma vez que muitas das excursões que se deslocavam a Óbidos e Nazaré atravessavam a cidade das Caldas, fazendo em alguns casos paragens no mercado da Praça de Fruta, que era um momento inusitado para fazer algumas fotografias e comprarem (a exemplo do que é feito noutros países). Até isso se perdeu.<br />
Nos últimos tempos as notícias para Portugal não têm sido boas, e por arrasto a região Oeste tem sido penalizada aos mais variados níveis, sem que haja uma esperança, uma luz ao fundo do túnel em qualquer sentido. Tanto nas questões básicas da saúde, justiça e transportes, como nas áreas estratégicas de desenvolvimento da agricultura, à indústria, turismo, comércio, etc., as notícias não têm sido boas nem há qualquer vislumbre de uma inversão de tendência.<br />
Como escrevíamos há alguns meses, talvez que as notícias que vêm de França, em que se quebra o tandem Sarkozy e Merkhel, seja a alavanca que faltava na Europa para inverter a obsessão pelo défice e para dar vida ao processo de recuperação pelo investimento e pelo crescimento económico.<br />
Nunca antes, numas eleições na Europa, Portugal e muitos dos restantes países europeus torceram tanto pelo afastamento de um candidato que nada havia trazido de interessante para a Europa nos últimos anos. Provavelmente Hollande não fará milagres, mas só a tentativa de travar o radicalismo da chanceler alemã já pode ser positivo para o nosso país.<br />
E Caldas da Rainha e o Oeste estão dependentes fortemente desta mudança, uma vez que vemos a economia local e regional definhar, sem se ver no horizonte alguma sinal positivo.<br />
Cabe-nos a todos, dentro das possibilidade de cada um, criar as condições para contribuir para inverter o actual estado de coisas e criar as alavancas necessárias para captar novos clientes e visitantes que possam beneficiar dos recursos que dispomos.<br />
Agora temos de acordar desta sonolência para a qual fomos atirados, quer pela conversa melancólica e arrastada do ministro das Finanças, quer pela inevitabilidade do discurso de Passos Coelho.<br />
Esperemos que em breve a Europa possa dar o primeiro pontapé e que o país queira e saiba seguir esse impulso. Estamos mais confiantes hoje do que estávamos há uma semana e achamos que este 15 de Maio devia servir de ocasião para mobilizar os caldenses nas missões que se lhes impõem.</p>
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		<title>O 15 de Maio nas Caldas da Rainha</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/dgf.jpg"><img class="size-full wp-image-22409" title="dgf" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/dgf.jpg" alt="" width="283" height="183" /></a>“Nascido das águas, o nome dos banhos e do lugar – as caldas -, elas próprias emergem do mundo romano e a sua fama curativa perde-se em tempos imemoriais”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong> </strong></em></p>
<div id="attachment_22409" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><em><strong><em><strong><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/dgf.jpg"><img class="size-full wp-image-22409" title="dgf" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/dgf.jpg" alt="" width="283" height="183" /></a></strong></em></strong></em><p class="wp-caption-text">  O Parque D. Carlos I e o Largo do Hospital no início do século XX</p></div>
<p><em><strong>“Nascido das águas, o nome dos banhos e do lugar – as caldas -, elas próprias emergem do mundo romano e a sua fama curativa perde-se em tempos imemoriais”.<br />
</strong></em><br />
<em>in Terras de Águas<br />
Caldas da Rainha História e Cultura</em></p>
<p>É no dia 15 de Maio que se comemora o feriado municipal e é ainda nesta data que abre todos os anos, simbolicamente, o Hospital Termal e se homenageia a Rainha D. Leonor, que fundou a localidade nos finais do século XV.<br />
Até há alguns anos este era um dia comemorado com pompa e circunstância, venerado e respeitado pela maioria dos caldenses. A inauguração da nova época balnear, que consistia nas aberturas do Hospital Termal e do Balneário das Águas Santas (entretanto encerrado e que está abandonado há várias décadas), trazia às Caldas centenas de pessoas.<br />
Eram os pontos altos do dia, fora a animação que havia espalhada pela cidade: Parque D. Carlos I, Museu José Malhoa, Teatro Pinheiro Chagas e casino, os principais lugares de destaque.<br />
Num artigo de primeira página, publicado na<em><strong> Gazeta das Calda</strong></em>s em 1933, pode ler-se que<strong> “nenhum caldense de corpo e alma é capaz nesse dia de faltar”</strong> a este evento.<span id="more-22408"></span><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/hj.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-22410" title="hj" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/hj.jpg" alt="" width="283" height="186" /></a>E este clima de festa e de afluência à cidade só terminava no final do Verão, pois, Caldas da Rainha, mantinha um clima de festividade que apelava à visita de forasteiros e aquistas.<br />
E foi através deste legado deixado pela benemérita Rainha D. Leonor, que Caldas da Rainha conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais (século XIX), passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas, que aqui vinham todos os anos banharem-se nestas águas para a cura dos seus males.<br />
Contudo, de há uns anos para cá, esta tradição tem vindo a decair e a esvanecer-se da memória dos caldenses e de aqueles que aqui vinham passar este dia.<br />
Actualmente, as comemorações ficam-se muito aquém daquilo que eram. Agora as festividades começam, geralmente, um dia antes com um concerto, na praça 25 de Abril e fogo de artifício. Na manhã do 15 de Maio, há a habitual sessão das medalhas, onde a Câmara Municipal homenageia pessoas e entidades do concelho que se destacaram em várias áreas. Da parte da tarde, é feita a abertura simbólica do Hospital Termal e a homenagem à Rainha D. Leonor.<br />
Não obstante, o programa das festas deste ano oferece um leque variado de eventos para todos os gostos, passando por actividades desportivas, exposições, concertos, folclore, uma corrida de toiros, teatro e animação infantil.<br />
<strong><br />
Susana Gonçalves</strong><br />
<a href="mailto:susanagoncalves@gazetacaldas.com">susanagoncalves@gazetacaldas.com</a><br />
<em><strong><br />
PROGRAMA</strong></em><br />
<strong>14 de Maio</strong><br />
22h00 – Concerto com Rebeca, antecedido pelo conjunto musical “Costa Verde” na praça 25 de Abril. Na primeira parte actuam uma banda caldense e dois deejays.<br />
24 horas – Fogo de artifício</p>
<p><strong>15 de Maio </strong><br />
10h00 – Missa na Igreja de Nossa Senhora do Pópulo<br />
11h00 – Inauguração da exposição de José Pires no CCC<br />
11h30 – Sessão solene e entrega de medalhas de mérito municipal no CCC<br />
15h00 – Homenagem à Rainha D. Leonor<br />
16h30 – Obras da Regeneração Urbana<br />
18h15 – Condecoração e atribuição do crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (ver programa em caixa)<br />
Incluídos ainda no programa da Festas da Cidade das Caldas da Rainha, ficam aqui os restantes eventos que se estendem pelo mês de Maio e início do mês de Junho.</p>
<p><strong>11 de Maio</strong><br />
21h30 – Bonecos de Santo Aleixo, no palco do grande auditório do CCC</p>
<p><strong>12 de Maio</strong><br />
14º Tropeções na Arte, na Papelaria Vogal<br />
(até 15 de Maio)<br />
21h30 – Momentos em V séculos, no Parque D. Carlos I<br />
21h30 – AP Quinteto, no pequeno auditório</p>
<p>13 de Maio<br />
10h00 – Cavalo Lusitano, desfile de charrete pelas ruas da cidade<br />
16h30 – Corrida de Toiros com os cavaleiros Rui Salvador, Francisco Cortes e Salgueiro da Costa. Forcados Amadores de Montemor e das Caldas da Rainha.</p>
<p><strong>18 Maio</strong><br />
21h30 – Sétima Legião, no grande auditório do CCC</p>
<p><strong>19 de Maio</strong><br />
21h30 – In Tenebris/Troika City – Poemas e histórias de Bertolt Brecht, na sala estúdio do Teatro da Rainha<br />
22h00 – Espectáculo Magia Equestre, na Praça de Touros</p>
<p><strong>20 Maio </strong><br />
15h30 – Festival de Folclore &#8211; 32º Aniversário do Rancho Folclórico “Danças do Arnóia”, na Sociedade de Instrução Musical Cultura e Recreio de A-dos-Francos<br />
17h00 – Banda Comércio e Indústria das Caldas da Rainha, no grande auditório no CCC</p>
<p><strong>22 de Maio</strong><br />
Festa dos Produtos da Região, no Centro Comercial Vivaci</p>
<p><strong>26 de Maio</strong><br />
16h00 – Inauguração da exposição colectiva da Cultartis – 1º Encontro das Associações RAN Federação/4º Encontro Alla Prima<br />
21h30 – Sociedade Filarmónica de Alvorninha, no grande auditório no CCC<br />
21h30 – In Tenebris/Troika City – Poemas e histórias de Bertolt Brecht, na sala estúdio do Teatro da Rainha<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>27 de Maio</strong><br />
17h00– Orquestra Académica Metropolitana, no grande auditório no CCC<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>28 Maio</strong><br />
Semana da Animação Infantil, na Expoeste<br />
(até 2 de Junho)<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>29 de Maio</strong><br />
14h30 – Concerto didáctico para alunos do 1º Ciclo, no CCC<br />
21h30 – Concerto da Banda Sinfónica do Exército, no CCC</p>
<p><em><strong>Os bombeiros das Caldas e o 15 de Maio</strong></em><br />
No âmbito das comemorações do Dia da Cidade, os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha vão associar-se a esta efeméride com um programa que inclui, às 17h00, uma recepção às entidades e convidados no seu quartel, seguindo, 15 minutos depois, de uma apresentação pública e bênção de viaturas da corporação.<br />
Pelas 17h30, terá início a sessão solene, seguida das cerimónias de juramento de bandeira e de promoção de carreira. Por fim, ocorrerá a tomada de posse dos novos elementos de comando.<br />
Pelas 18h15, realiza-se a condecoração e atribuição do crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Voluntários.</p>
<p><strong>S.G.</strong></p>
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		<item>
		<title>Música, homenagens e apoio social a carenciados nas Festas da Cidade</title>
		<link>http://www.gazetacaldas.com/22412/musica-homenagens-e-apoio-social-a-carenciados-nas-festas-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD-artistas.jpg"><img class="size-full wp-image-22413" title="FD-artistas" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD-artistas.jpg" alt="" width="283" height="188" /></a>A Câmara das Caldas vai distribuir, pela primeira vez nas comemorações do Dia da Cidade, 5.000 euros em alimentos para  famílias em situação de carência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22413" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD-artistas.jpg"><img class="size-full wp-image-22413" title="FD-artistas" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD-artistas.jpg" alt="" width="283" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">  Os artistas DJ Kokab, Rebeca e JC vão actuar no espectáculo de 14 de Maio</p></div>
<p>A Câmara das Caldas vai distribuir, pela primeira vez nas comemorações do Dia da Cidade, 5.000 euros em alimentos para  famílias em situação de carência.<br />
<strong>“As festas da cidade não podem ser só música e foguetes, temos que nos lembrar que há gente que passa por dificuldades e tentar chegar às famílias mais carenciadas”</strong>, disse o presidente da Câmara, Fernando Costa, na apresentação do programa comemorativo do 15 de Maio.<br />
O valor dos cabazes varia entre os 25 e os 40 euros, consoante as famílias sejam mais reduzidas ou numerosas, explicou o autarca, acrescentando ainda que, em função do número de inscrições poderá haver uma segunda fase de distribuição, no valor de 5.000 euros.<br />
Fernando Costa reconhece que o número de pedidos de apoio tem vindo a crescer junto das diversas entidades,<strong> “daí que o cariz social esteja também presente nestas festas”</strong>.<br />
Mas as comemorações são também de festa. Na noite de 14 de Maio a praça 25 de Abril volta a ser recinto para um espectáculo de música e cor. Uma banda caldense dará início à animação, seguindo-se a actuação de JC que irá apresentar, em primeira mão, o tema que está a compor para a selecção portuguesa de futebol. Produtor, DJ e cantor, João Carlos (JC) já conhece a cidade, pois o ano passado foi o artista do Carnaval caldense.<span id="more-22412"></span>A seguir subirá ao palco o DJ KoKab (nome artístico de Sérgio Silva) um dos poucos músicos que trabalha com um reactable (sintetizador computorizado) que permite fazer musica ao vivo. Natural de Alvorninha, o DJ e produtor considera que esta é uma <strong>“inovação para as festas das Caldas”</strong> e destaca que a  receptividade a este tipo de musica tem sido boa.<strong> “As pessoas também acabam por ficar “hipnotizadas” pela beleza da máquina”</strong>, acrescentou.<br />
O grupo Costa Verde também irá actuar trazendo à cidade um espectáculo com uma forte vertente de entretenimento, com vários estilos musicais.<br />
A noite termina com a música de Rebeca, a cantora caldense que comemora 15 anos de carreira no próximo dia 15 de Maio.<br />
<strong>“Será um espectáculo muito diferente, estarei em palco com a minha banda e muito feliz”</strong>, disse a cantora, acrescentando que embora esteja habituada a fazer este tipo de concertos, o facto de ser na sua terra a deixará mais emocionada.<br />
A Câmara irá gastar cerca de 10 mil euros (6.500 euros no espectáculo e 4.000 euros em fogo de artifício) na noite de 14 de Maio, e Fernando Costa acredita que <strong>“será um dos melhores espectáculos de sempre, pois mais importante que os custos é o significado da data”</strong>. Referindo-se à actuação da Rebeca, disse ser uma<strong> “honra”</strong> tê-la nestas festas, associando-se aos seus 15 anos de carreira.<br />
O autarca destacou que tentam apoiar todos os artistas, mas reconhece que a Rebeca também tem estado muito próxima da Câmara, com a sua disponibilidade em contribuir, muitas vezes gratuitamente, nos seus espectáculos.<br />
No Dia da Cidade será inaugurada uma exposição de pintura, no CCC, da autoria de José Pires. <strong>“São mais de 30 anos de actividade artística na pintura e na cerâmica”</strong>, disse Fernando Costa, acrescentando que se sente particularmente feliz com esta homenagem tendo em conta que esta é <strong>“uma cidade de cultura</strong>”.<br />
Esta mostra surgiu da vontade de um grupo de amigos e compreende um conjunto de trabalhos que o artista caldense realizou nos últimos tempos.<br />
<strong>“Espero que esta exposição seja uma forma de muita gente descobrir, ou redescobrir, José Pires que é, de facto, um pintor com valor”</strong>, disse, acrescentando que a vida cultural da cidade passa pela criação de  equipamentos, mas também muito pelo reconhecimento aos seus artistas, nas várias áreas.<br />
Ainda no CCC terá lugar a cerimónia da entrega das medalhas a diversas pessoas e instituições que se distinguiram no concelho.<br />
Um dos momentos altos do Dia da Cidade é a homenagem à Rainha, que este ano será presidida por um ministro, embora o presidente da Câmara ainda não tenha a confirmação de quem é. Além do Hospital Termal, serão visitadas as obras que estão a decorrer naquela zona.<br />
Os festejos incluem ainda um vasto programa desportivo, que decorre durante todo o mês de Maio.<br />
<strong><br />
Fátima Ferreira</strong><br />
<a href="mailto:fferreira@gazetacaldas.com">fferreira@gazetacaldas.com</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Banco Alimentar recebe medalha de honra da cidade</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Painel]]></category>
		<category><![CDATA[Banco alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/BancoAlimentar.jpg"><img class="size-full wp-image-22418" title="BancoAlimentar" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/BancoAlimentar.jpg" alt="" width="283" height="190" /></a>Na tradicional cerimónia de atribuições de medalhas do município das Caldas da Rainha, é ao Banco Alimentar Contra a Fome que cabe a distinção maior deste Dia da Cidade. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22418" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/BancoAlimentar.jpg"><img class="size-full wp-image-22418" title="BancoAlimentar" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/BancoAlimentar.jpg" alt="" width="283" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">  Fundado em 2006, o Banco Alimentar do Oeste distribuiu no ano passado 688 toneladas de alimentos em oito concelhos</p></div>
<p>Na tradicional cerimónia de atribuições de medalhas do município das Caldas da Rainha, é ao Banco Alimentar Contra a Fome que cabe a distinção maior deste Dia da Cidade. Ao atribuir-lhe a Medalha de Honra, a Câmara pretende homenagear o trabalho levado a cabo, quer localmente, quer a nível nacional, por esta federação solidária.<br />
Para José Sequeira de Carvalho, que em finais de 2011 assumiu a presidência da direcção do Banco Alimentar do Oeste, esta distinção é o<strong> “reconhecimento daquilo que os Bancos Alimentares fazem em prol de quem precisa, substituindo muitas vezes os organismos oficiais. É, por isso, recebida com “grande honra”.</strong><br />
O Banco Alimentar do Oeste abrange oito concelhos (Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos e Peniche), sendo os alimentos angariados encaminhados para 56 instituições de solidariedade social que trabalham no terreno. São estas que fazem chegar os alimentos às famílias mais carenciadas dos oito concelhos.<br />
Em 2011 foram distribuídas 688 toneladas de alimentos que chegaram a cerca de 5.500 pessoas.<br />
A nível nacional, o Banco Alimentar Contra a Fome apoia actualmente, através dos 19 bancos alimentares regionais, cerca de 300 mil pessoas.<span id="more-22417"></span><strong>“Temos cada vez mais instituições a trabalhar connosco e chegam cada vez mais pedidos”</strong>, diz José Siqueira de Carvalho, lamentando apenas que<strong> “a angariação de alimentos não aumente na mesma proporção”</strong>.<br />
Ao fim de cinco anos de funcionamento, o Banco Alimentar do Oeste vê distinguido um trabalho que José Siqueira de Carvalho garante ser<strong> “meritório”</strong> e fruto de uma actividade levada a cabo por todos quantos ali passaram desde a sua fundação. O actual responsável pelo instrumento de combate à fome deixa uma palavra de especial apreço à anterior direcção, presidida por Ana Bessa, e garante que os actuais dirigentes estão empenhados em<strong> “prosseguir o mesmo rumo, com a mesma convicção”</strong> que têm permitido ajudar tantas famílias carenciadas.<br />
A Medalha de Honra do município é atribuída numa altura em que se apontam agulhas para a próxima grande campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar, marcada para os dias 26 e 27 de Maio. Uma campanha que José Siqueira de Carvalho acredita que vai manter os bons resultados obtidos em anteriores iniciativas, apesar dos tempos de crise. O responsável deixa, por isso, um apelo: <strong>“que todos os que possam contribuam, ainda que com menos alimentos. Para nós, o importante é que todos se envolvam porque este é um projecto para todos”.</strong></p>
<p><strong>Joana Fialho</strong><br />
<a href="mailto:jfialho@gazetacaldas.com">jfialho@gazetacaldas.com</a><br />
<em><strong><br />
Condecorações Municipais</strong></em><br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Medalha de Honra do Município</strong><br />
Banco Alimentar do Oeste<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Medalhas de Mérito</strong><br />
Adelaide Ferreira<br />
António Augusto Marques Alexandre<br />
António Maria Leão<br />
Coronel Rocha Neves<br />
Frigosto – Indústria de Transformação e Preparação de Carne Congelada, Lda.<br />
Frutalvor – Central Fruteira, CRL<br />
Jaime Duarte da Costa<br />
Joaquim Chaleira Damas<br />
José Eduardo Nuno dos Santos<br />
José Pires<br />
Luís Pacheco<br />
Pedro Bernardo<br />
Tiago Évora<br />
Silvino Roque<br />
Valentim Teodoro Alves<br />
<strong><br />
Medalhas Municipais de Dedicação Pública</strong><br />
Associação de Barrantes, Cultural e Desportiva<br />
Rancho Folclórico “Os Oleiros” da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa “Arneirense”</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>“A cultura não é um parente pobre da vida social e económica”, defende João Bonifácio Serra</title>
		<link>http://www.gazetacaldas.com/22313/%e2%80%9ca-cultura-nao-e-um-parente-pobre-da-vida-social-e-economica%e2%80%9d-defende-joao-bonifacio-serra/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Painel]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[João Bonifácio Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/JoaoSerra2.jpg"><img class="size-full wp-image-22314" title="JoaoSerra2" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/JoaoSerra2.jpg" alt="" width="283" height="423" /></a>Nascido no Carvalhal Benfeito em 1949, João Bonifácio Serra é actualmente um dos caldenses de maior prestígio no panorama cultural do país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<div id="attachment_22314" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><em><em><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/JoaoSerra2.jpg"><img class="size-full wp-image-22314" title="JoaoSerra2" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/JoaoSerra2.jpg" alt="" width="283" height="423" /></a></em></em><p class="wp-caption-text">  Para o historiador, a relação das artes e da cultura com a economia está num processo de mudança “irreversível”</p></div>
<p><em>Nascido no Carvalhal Benfeito em 1949, João Bonifácio Serra é actualmente um dos caldenses de maior prestígio no panorama cultural do país. E para isso muito contribui a sua escolha para a presidência da Fundação Cidade de Guimarães, entidade responsável pela Capital Europeia da Cultura que decorre este ano naquela cidade, assumida em Agosto do ano passado. Um projecto onde participam ainda outras pessoas ligadas às Caldas, sobretudo professores e alunos da ESAD.CR.<br />
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Nova de Lisboa, o caldense esteve ao longo da sua vida ligado a diversos projectos nas áreas da cultura, da investigação e do ensino, tendo participado activamente na criação da Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha, onde se mantém como professor coordenador. Entre os cargos de maior visibilidade que assumiu, destaque para a chefia da Casa Civil da Presidência da República de Jorge Sampaio, entre 2004 e 2006, e para a integração da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.<br />
O historiador recebeu já diversas condecorações, entre as quais a Ordem de Cristo, Grã Cruz e a Ordem da Liberdade, Grande Oficial. Em 2002, João Bonifácio Serra recebeu a Medalha de Mérito Grau Ouro do Município das Caldas da Rainha, na tradicional cerimónia de distinção de personalidade e entidades que se realiza no Dia da Cidade.<br />
A proximidade de mais um Feriado Municipal foi o pretexto para uma entrevista ao caldense, onde além do balanço na Capital Europeia da Cultura se deita um olhar crítico à vida cultural das Caldas da Rainha.</em><br />
<strong><em><br />
GAZETA DAS CALDAS</em> – Qual é o balanço que faz destes primeiros meses da Capital Europeia da Cultura, enquanto presidente da Fundação Cidade de Guimarães?<br />
JOÃO SERRA –</strong> A Capital Europeia da Cultura abriu a 21 de Janeiro e cumprimos já a primeira fase do nosso programa. Estamos na segunda fase, que vai até 24 de Junho, e todos os indicadores que temos são muito positivos e, sobretudo, muito estimulantes para o futuro deste projecto – desde as audiências, até aos indicadores económicos muito virados para os aspectos relacionados com o turismo, o cumprimento dos prazos de realização e de empenho dos conteúdos artísticos e a participação dos artistas.<span id="more-22313"></span>Todos esses indicadores são muito positivos. Mas também o são os indicadores menos visíveis, dizendo respeito à mobilização de pessoas, artistas, voluntários, membros do sistema cultural local, regional e nacional que estão directamente ou indirectamente implicados na Capital Europeia da Cultura.<br />
De todos os lados temos recebido um aplauso, que não é naturalmente isento de crítica. Mas nos aspectos qualitativos da crítica todos têm posto em destaque a alta qualidade e a pertinência da programação, a novidade de muitas propostas e, sobretudo, o impacto que elas têm em termos de revigoramento do sistema cultural nacional em contexto internacional.</p>
<p><strong>GC – E quais as perspectivas para os restantes meses do projecto?<br />
JS –</strong> As perspectivas não podem ser desligadas deste balanço. Queremos manter este nível e esta exigência. A</p>
<div id="attachment_22315" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/SerraGuimaraes.jpg"><img class="size-full wp-image-22315" title="SerraGuimaraes" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/SerraGuimaraes.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a><p class="wp-caption-text">  Nos últimos meses, João Bonifácio Serra divide-se entre Caldas da Rainha e Guimarães, onde preside à entidade responsável pela Capital Europeia da Cultura</p></div>
<p>programação que vem a seguir tem, naturalmente, ritmos diferentes da programação que já fizemos, mas mantém no essencial o critério e, portanto, hoje podemos dizer que também os indicadores de confiança, de apreço pelo projecto, pelo profissionalismo e pela qualidade do trabalho, estão garantidos. Não vemos nenhuma razão para não continuarmos a manter esses objectivos em cima da mesa.</p>
<p><strong>GC – Quais foram as grandes apostas deste projecto? Passou pela diversidade da programação, por agradar a públicos distintos?<br />
JS –</strong> Só isso não faria uma Capital Europeia da Cultura. Ela tem um critério que vem das instituições europeias, ao qual acrescentámos uma reflexão própria sobre a forma de interpretar uma Capital Europeia da Cultura em Portugal, em 2012 e numa cidade de pequena dimensão na Europa e de média dimensão em termos portugueses.<br />
Às exigências europeias, que estão sempre presentes neste projecto, acrescentámos uma preocupação própria. Por um lado reforçar o papel de Guimarães no quadro das cidades com uma forte aposta na cultura como meio de desenvolvimento das pessoas e do território, uma forte preocupação com a apropriação dos conteúdos e dos projectos, por parte da comunidade. Por outro, uma muito vincada preocupação com o futuro, com o legado e, sobretudo, com as plataformas de produção artística que neste ano excepcional devem ser desenhadas tendo em conta a possibilidade de jovens e instituições locais e regionais delas poderem beneficiar no futuro. Essas são as grandes apostas.<br />
Não nos limitámos a pôr de pé um festival, esse seria um encargo mínimo. Procurámos interpretá-lo em termos de uma valorização do território e das pessoas.<br />
Estamos agora a avaliar esse primeiro impacto, de modo que em Junho possamos fazer um primeiro balanço. Mas nós cremos que no domínio da música, do cinema e das artes performativas é já claro que novas valências foram postas de pé e estão a ser usufruídas e usadas pelos criadores portugueses e estrangeiros. Esse é provavelmente o que de mais importante ficará de Guimarães 2012 para 2013, 2014 e anos sucessivos.</p>
<p><strong>GC- É uma Capital Europeia que não se vai esgotar quando este ano chegar ao fim?<br />
JS – </strong>Não se esgota em 2012, deixa um serviço educativo muito mais treinado, mais ampliado e mais capacitado, que deixa uma plataforma de produção artística e cultural com novos meios, tecnológicos e humanos e, sobretudo, com experiência para enfrentar o futuro.<br />
Este tipo de eventos, representando sempre uma grande concentração de meios num determinado período de tempo, corre certamente o risco de se esgotar nesse ano. Daí que tenhamos desde o princípio tentado combater e evitar esse risco, criando uma filosofia de investimento que se baseia menos no projecto concluído e mais no processo. Mais importante do que o festival é o processo de construir uma Capital Europeia da Cultura. Esse é que evolve mais talentos, mais criadores e mais jovens, porque é sobretudo para eles que estamos a trabalhar.</p>
<p><strong>GC – Essa filosofia de investimento foi também uma forma de dar a volta aos tempos de contenção que se vivem? O projecto foi afectado?<br />
JS – </strong>Sim. Quando se pensou em 2012 não se tinha a noção nem se podia adivinhar o que se ia passar realmente. Mas esta aposta nas nossas capacidades de fazer, e fazer bem, em contexto internacional, é uma aposta que não tem apenas em conta as dificuldades financeiras, mas tem em conta o problema que é hoje mais perceptível – embora seja um problema permanente – que é a sustentabilidade dos equipamentos e projectos que pomos de pé.<br />
A sociedade está a mudar, a economia também, mas nós cremos que a cultura não é um parente pobre da vida social e económica. É um factor positivo tanto para o desenvolvimento, como para a criação de valor. É isso que tentamos demonstrar, que a cultura e a criatividade em geral têm um papel cada vez mais forte e mais sólido na criação de competências nas sociedades de hoje, que são sociedades que têm de apostar em formas de economia e formas de vida em que a inovação tem um papel motor fundamental.<br />
<strong><br />
“O Estado não pode deixar de ter políticas de estímulo, de apoio à actividade criadora e à internacionalização da cultura portuguesa”</strong></p>
<p><strong>GC – O actual Governo acabou com o Ministério da Cultura e muitas vozes alertam para o risco de grande parte da actividade cultural acabar no país. Na sua opinião, a Cultura está de boa saúde em Portugal?<br />
JS – </strong>A Cultura, do ponto de vista da política pública atravessa um momento difícil, de redefinição. O problema não é tanto institucional, embora existam condições que impelem no sentido de reformas das estruturas públicas. O problema também está em saber quais são os pontos nevrálgicos de actuação pública e de que forma essa actuação pode associar a si a iniciativa dos criadores independentes, dos múltiplos actores do sistema cultural, e potenciar essas capacidades.<br />
Acho que isso hoje está, de uma forma geral, em equação, uma vez que é evidente que o Estado tem que ter políticas culturais para o património, mas não pode deixar também de ter políticas de estímulo, de apoio à actividade criadora e à internacionalização da cultura portuguesa, que é um activo adquirido há muitas décadas, para não dizer há séculos, e que se não pode em caso algum deixar ao sabor do que cada um, por si, consegue fazer.</p>
<p><strong>GC – Guimarães 2012 pode ajudar à boa saúde da cultura portuguesa?<br />
JS –</strong> Eu julgo que sim. A Capital da Cultura é uma experiência que merece ser acompanhada com atenção por todos os decisores políticos e cujos efeitos não perdurarão só no sistema cultural nacional. Neste ano particularmente complicado, sem a Capital Europeia da Cultura e o esforço que ela está a fazer, maiores dificuldades se abateriam, sobretudo sobre os novos criadores.<br />
A Capital Europeia da Cultura trouxe um lote muito significativo de encomendas nos vários campos de actividade criativa, e esse aspecto significou uma oportunidade renovada num ano difícil, em que o Estado e as autarquias contraem as suas encomendas e em que este projecto surgiu para muitos como uma possibilidade de encontrar um mercado digno para a criatividade e o trabalho de muitos criadores e artistas portugueses.</p>
<p><strong>GC – Este foi um processo com alguma controvérsia, nomeadamente aquando da demissão da anterior presidente da Fundação Cidade de Guimarães. Esta controvérsia prejudicou, de alguma forma, o projecto?<br />
JS – </strong>A controvérsia está hoje a uma distância muito grande da Capital Europeia da Cultura. O que eu posso dizer é que tomei esta responsabilidade em Agosto de 2011, renovei substancialmente a equipa, quer a dirigente, quer a técnica, e com isso foi possível fazer uma reorganização estratégica. Os índices de confiança e de participação que hoje a Capital da Cultura tem não são resultado de um acaso, são resultado de muito trabalho, muito esforço, e sobretudo de uma enorme seriedade e aplicação desta equipa que tomou posse a partir de Agosto.</p>
<p><strong>GC – O resultado final seria o mesmo se tivesse liderado este projecto desde o início?<br />
JS –</strong> Não faço ideia, só posso fundamentar sobre o que aconteceu a partir do momento em que tive responsabilidades directas na gestão da Capital Europeia da Cultura. Mas devo dizer, em abono da verdade, que de Setembro de 2009 a Agosto de 2011 fui administrador com o sector da Programação a meu cargo e que esse sector não sofreu, como é evidente, alterações. Eu respondo pela área da programação, de forma continuada, desde que tomei posse.</p>
<p><strong>GC – O que aprendeu com esta experiência?<br />
JS –</strong> Esta experiência é única na minha vida e de alguma forma inesperada.<br />
Na fase em que aceitei este convite tinha assumido a minha condição de professor da ESAD e era para essa área que tinha dirigido os meus esforços. A Capital Europeia da Cultura colocou-me perante uma exigência completamente nova na minha vida, que é uma exigência não apenas de continuar a reflectir sobre o papel da cultura e da criação artística nas cidades contemporâneas, mas agora também ajudar a construir esse caminho, sobre o qual apresentei no passado propostas, investigações e reflexões.<br />
Agora trata-se fundamentalmente de as pôr de pé e o que é particularmente interessante neste desafio é verificar que grande parte das reflexões que nos últimos anos apresentei, inclusive nas Caldas da Rainha, são pertinentes, fazem sentido, são aplicáveis, têm público e são apropriáveis pelas pessoas. E é esse o ponto que, também do ponto de vista pessoal, me enriquece.</p>
<p><strong>“Caldas da Rainha tem estruturas culturais bastantes, interessantes e diversificadas, mas tem pouca Gestão Cultural”</strong><br />
<strong><br />
GC – E depois de Guimarães 2012, conta trazer essa experiência para as Caldas? Tem convites para novos desafios na cidade?<br />
JS –</strong> Não, não tenho convites para lado nenhum. Eu e os meus colaboradores costumamos dizer que quando acabarmos esta experiência saberemos fazer a melhor Capital Europeia da Cultura de sempre, até porque aprendemos com as próprias dúvidas, incertezas e com as realizações. A verdade é que essa oportunidade em Portugal só ocorrerá daqui a 12 ou 13 anos e certamente serão outros os protagonistas.<br />
Eu tenciono, a partir de Fevereiro de 2013, regressar ao meu lugar de professor coordenador da ESAD e continuar a contribuir para o enriquecimento e consolidação desta escola a que também estou ligado desde a origem, onde fiz carreira, onde atingi estas funções e onde quero naturalmente regressar.</p>
<p><strong>GC – É precisamente nesta escola que coordena o Mestrado em Gestão Cultural, cuja primeira edição termina este ano. Os resultados deste Mestrado poderão ser uma ajuda para o desenvolvimento cultural das Caldas da Rainha?<br />
JS –</strong> O Mestrado em Gestão Cultural é uma aposta muito exigente e certamente difícil, porque no sistema de ensino português os mestrados tendem hoje a funcionar como uma espécie de complementos da Licenciaturas de Bolonha. E a vocação deste não é essa.<br />
Não há nenhuma licenciatura em Gestão Cultural. Há licenciaturas em diversas áreas das ciências sociais e humanas e outras inclusivamente que podem drenar para o Mestrado, que visa sobretudo qualificar profissionais que estão no terreno e precisam de voltar à escola para adquirir mais competências. A dependência do Mestrado do mercado de profissionais de Gestão Cultural dá-lhe uma flutuação muito grande, sobretudo em momentos em que os equipamentos culturais estão a atravessar mais dificuldades. Admito que este Mestrado tenha nos próximos anos alguma dificuldade de recrutamento, o que significa que teremos que fazer um esforço maior para o dignificar e sobretudo para o internacionalizar.<br />
Penso que a partir de agora, a principal preocupação dos responsáveis por este Mestrado vai ser o de criar sinergias com outras instituições de Ensino Superior em Portugal que estão a operar na mesma área, e inseri-lo numa rede de instituições internacionais que o torne não apenas mais interessante, mas sobretudo mais sólido no seu papel na sociedade portuguesa.</p>
<p><strong>GC – Nas Caldas urge, à semelhança do que foi feito em Guimarães, envolver a comunidade nos projectos? Pode passar por aí o impulso que a vida cultural da cidade necessita?<br />
JS – </strong>O caso de Guimarães é um caso excepcional porque houve a possibilidade de concentrar recursos para intervir no plano dos conteúdos e dos equipamentos em simultâneo, e nem todas as cidades dispõem destas oportunidades. Mas cada uma à sua maneira tem que pensar que uma cidade com um bom projecto no plano da cultura está mais preparada para enfrentar desafios de futuro do que outras que o não tenham.<br />
O caso das Caldas é um caso que tem um conjunto de equipamentos, mas tem um déficit de rede. Precisa de reforçar a rede de equipamentos, ou seja, precisa de reforçar os instrumentos de gestão integrada dos seus equipamentos. Esse é provavelmente o desafio maior.<br />
Caldas da Rainha tem estruturas culturais bastantes, interessantes e diversificadas, mas tem pouca Gestão Cultural. Precisa de mais Gestão Cultural, mais integração e mais internacionalização e sobretudo de fixar uma narrativa surpreendente e atractiva que consolide o papel de cada um dos equipamentos culturais, desde os clássicos como os museus, aos novos, como centros culturais. Uma narrativa que envolva as associações, que integre tanto a cultura popular como a cultura mais erudita e que trate tanto do património como da nova criação e que, sobretudo, atraia e fixe talento e diga<strong> “as Caldas é uma cidade onde é inevitável os criadores culturais passarem, viverem, residirem e trabalharem”.</strong></p>
<p><strong>GC – Os equipamentos culturais caldenses estão mal aproveitados?<br />
JS –</strong> Não digo que estão mal aproveitados. O que precisam é de passar a uma forma superior de gestão e essa tem que ser integrada. Nas Caldas da Rainha os vários museus, as várias associações, públicas e privadas, instituições do Estado e instituições da Câmara têm que ter cada vez mais uma actuação em rede local, regional e nacional, que é o que potencia a internacionalização.</p>
<p><strong>GC – Vai continuar ligado à Festa da Cerâmica?<br />
JS – </strong>Vou, enquanto a Câmara manifestar interesse nisso.<br />
Por razões de agenda minha, e também com certeza da própria autarquia, não foi possível este ano realizar, até à data, a Festa da Cerâmica. Mas esta foi uma oportunidade para repensar o modelo da Festa da Cerâmica, que teve já duas edições, e que deve evoluir no sentido de responder não só aos desafios de animação da cidade, mas também aos desafios novos que a cerâmica, tanto a industrial como a artística, enfrenta.<br />
Essa reflexão está a ser feita. Eu penso que daqui sairá, em acordo com a Câmara Municipal, um modelo mais adequado para prosseguir com a experiência da Festa da Cerâmica. Quanto a quem o protagonizará, poderei ser eu ou outra pessoa qualquer. Até à data a Câmara tem depositado em mim confiança, mas o futuro o dirá.</p>
<p><strong>GC – E há condições para fazer essa Festa da Cerâmica mais evoluída que defende ainda este ano?<br />
JS –</strong> Este ano parece-me difícil, mas vamos tentar que seja possível.</p>
<p><strong>GC – Acredita que nos próximos anos as teorias que destacam as economias e indústrias criativas vão ser uma mola fundamental do desenvolvimento económico das sociedades?<br />
JS –</strong> Acredito. Independentemente de essa teoria poder ser objecto de discussão, valorização maior ou menor, não tenho a menor dúvida de que está no terreno uma transformação do papel das artes e da cultura na sua relação com a economia e que essa mudança é irreversível.<br />
<strong><br />
Joana Fialho</strong><br />
<a href="mailto:jfialho@gazetacaldas.com">jfialho@gazetacaldas.com</a></p>
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		<title>Floróbidos – 15 mil metros quadrados nas Caldas dedicados à jardinagem e promoção do prazer pelo verde</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jardinagem]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD1-geral.jpg"><img class="size-full wp-image-22307" title="FD1-geral" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD1-geral.jpg" alt="" width="283" height="212" /></a>A Primavera é a estação das flores. Com a melhoria do tempo é frequente ver as pessoas cheias de vontade de fazer os jardins e a procurar os gardens centres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<div id="attachment_22307" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><em><em><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD1-geral.jpg"><img class="size-full wp-image-22307" title="FD1-geral" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD1-geral.jpg" alt="" width="283" height="212" /></a></em></em><p class="wp-caption-text">  Situada nas Águas Santas, a empresa dedica-se à venda de plantas e produtos para jardinagem</p></div>
<p><em>A Primavera é a estação das flores. Com a melhoria do tempo é frequente ver as pessoas cheias de vontade de fazer os jardins e a procurar os gardens centres. A Floróbidos é um dos casos de sucesso na área, com uma vasta oferta de plantas e comercialização de tudo o que está relacionado com a jardinagem, como as terras, substratos, inertes, ferramentas, cestos, floreiras.<br />
No centro de jardinagem, situado nas Águas Santas, no Concelho das Caldas, a empresa familiar oferece ainda um conjunto de espaços de lazer, outros dedicados às crianças e jardins temáticos. O ano passado, as flores foram também cenário para uma exposição de cerâmica e aulas de ioga.</em></p>
<p>Foi há 21 anos, num Dia da Árvore (21 de Março) que nasceu a Floróbidos, que tem como essência as plantas, mas comercializa tudo o que está relacionado com a jardinagem, como as terras, substratos, inertes, ferramentas, cestos e floreiras.<br />
Instalada inicialmente na Salgueirinha (Óbidos), a necessidade de alargar o espaço, permitindo oferecer melhores condições aos clientes, levou a empresa a mudar-se para as Águas Santas (Caldas da Rainha), onde permanecem há uma década, com uma área de 15 mil metros quadrados. <span id="more-22306"></span></p>
<div id="attachment_22308" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD2-lago.jpg"><img class="size-full wp-image-22308" title="FD2-lago" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD2-lago.jpg" alt="" width="283" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">  Um jardim com um grande lago construído em Óbidos pela empresa em Julho de 2011</p></div>
<p>As petúnias, verbenas ou sardinheiras são as flores mais procuradas nesta altura do ano para encher de cor e vida os canteiros, floreiras e varandas. A par destas plantas da época também as plantas aromáticas e os pequenos frutos silvestres, como as framboesas, morangos e groselhas, são muito procurados.<strong> “É moda, ouve-se falar e nos muitos programas de culinária que actualmente existem os chefes apelam a pratos diferentes onde aparecem estes frutos, que são antioxidantes e benéficos para a saúde”</strong>, explica Alexandra Baptista, responsável da Floróbidos.<br />
Neste momento são os particulares da região Oeste os principais clientes ao nível da construção de jardins, mas já têm trabalhado para outros pontos do país. Alexandra Baptista destaca que procuram estabelecer sempre com o cliente uma relação de confiança, até porque a prestação de serviços é duradoura.</p>
<div id="attachment_22309" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Fd3-biotrituracao.jpg"><img class="size-full wp-image-22309" title="Fd3-biotrituracao" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/Fd3-biotrituracao.jpg" alt="" width="283" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">  Um jardim com um grande lago construído em Óbidos pela empresa em Julho de 2011</p></div>
<p>Trabalham com arquitectos paisagistas que fazem o projecto se o cliente o desejar, mas, numa situação mais rápida, em que o cliente já tem uma ideia do que quer, são os próprios elementos da empresa tratam da construção do jardim.<br />
<strong>“Vamos sempre ao local porque precisamos ver que tipo de localização tem, o solo, a pressão da água e também perceber o que o cliente pretende”</strong>, explica a responsável, acrescentando que depois dessa visita é feito um esboço das ideias para o jardim e seu orçamento.<br />
De acordo com Alexandra Baptista, que já trabalha há mais de uma década na empresa formada pela mãe, os clientes relacionados com a área da jardinagem sempre foram curiosos e exigentes, porque sabem o que querem.<br />
<strong>“Hoje em dia, com a diversidade de informação que as pessoas têm ainda mais exigentes são, mas isso é bom porque nos obriga a estar sempre actualizados”</strong>, disse a responsável.</p>
<div id="attachment_22310" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD4-exposicao.jpg"><img class="size-full wp-image-22310" title="FD4-exposicao" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD4-exposicao.jpg" alt="" width="283" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">  No último ano  a Florobidos foi cenário para uma exposição de cerâmica e aulas de ioga</p></div>
<p>Na Floróbidos procuram ter as plantas que se adaptam melhor ao clima e solo da região.<strong> “Tentamos sempre saber para onde é a planta, pois esta pode dar-se lindamente numa casa em Óbidos, mas junto à Lagoa pode não ter o mesmo desenvolvimento, por isso é que nos obriga a um atendimento muito personalizado”</strong>, explica a responsável.<br />
Recentemente a empresa apostou na aquisição de uma máquina e faz o serviço de biotrituração do lixo verde que recolhem da limpeza dos jardins, transformando-o em estilha, um produto reutilizável para ornamentar jardins.<br />
<strong>“É um serviço que ainda não está muito divulgado, mas que tem um potencial extraordinário”</strong>, afirma Alexandra Baptista, referindo-se à reutilização do lixo dos jardins e da poupança de espaço que se obtém.<br />
Os trabalhos de limpeza são feitos essencialmente no Inverno e o <a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD5-iogaflorobidos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-22311" title="FD5-iogaflorobidos" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/FD5-iogaflorobidos.jpg" alt="" width="283" height="132" /></a>material é depois vendido para ser utilizado nos jardins. Por exemplo, a Marinha Grande já utiliza a estilha para ornamentar os seus espaços verdes públicos.<br />
A empresa conta actualmente com 15 colaboradores, e produz essencialmente arbustos de exterior e plantas. Grande parte das plantas são compradas a produtores do Algarve, mas também recebem outras variedades da Holanda, Itália e Espanha.</p>
<p><strong>Oferta de fruteiras no Dia da Árvore</strong></p>
<p>A Floróbidos tem 21 anos e nasceu de um projecto de três amigas. Algum tempo depois, duas das sócias, como tinham outros compromissos profissionais acabaram por sair, ficando Libânia Fernandes com a empresa, que agora também conta com a colaboração das filhas, Alexandra Baptista, formada em Biologia Vegetal, e Catarina Baptista, engenheira agrónoma.<br />
A abertura ocorreu, intencionalmente, a 21 de Março, Dia da Árvore, porque a empresa sempre teve a preocupação dos espaços verdes e do prazer pelo verde, com a criação de locais dedicados às crianças, jardins temáticos e espaços de lazer e contemplação.<br />
Já há muitos anos que a empresa comemora o Dia da Árvore com a oferta de árvores a todos os visitantes.<strong> “Apostámos em oferecer fruteiras porque achamos que o jardim, além de bonito, pode funcionar como um espaço de produção de alimento”,</strong> explica Alexandra Baptista, acrescentando que as fruteiras também têm florações lindíssimas.<br />
Este ano foram oferecidas mais de 200 árvores, entre macieiras, pessegueiros, ameixieiras, romãzeiras, cerejeiras, diospireiros e aveleiras. Há muitos clientes que conhecem esta iniciativa e alguns já escolhem a árvore que ainda não têm.<br />
<strong>“As pessoas já têm um pomar em casa feito com as árvores da Floróbidos”</strong>, remata a responsável, que garante que esta é uma tradição para manter.<br />
Durante o ano passado a Floróbidos abriu as portas à realização de várias iniciativas, como aulas de ioga ou exposições de escultura na estufa. Também são muito visitados por escolas e têm muitas actividades com crianças.<br />
Situada na Rua Casais de Baixo, nas Águas Santas, a Floróbidos está aberta diariamente das 9h00 às 19h00.<br />
<strong><br />
Fátima Ferreira</strong><br />
<a href="mailto:fferreira@gazetacaldas.com">fferreira@gazetacaldas.com</a><br />
<em><strong><br />
Como fazer um pequeno jardim em casa</strong></em><br />
Até o mais pequeno espaço pode ser utilizado como jardim e a Primavera é a altura ideal para o fazer. Uma varanda ou um pequeno recanto na cozinha, desde que tenha luz, pode servir para criar um espaço atractivo e de contacto directo com a natureza.<br />
Há os chamados mini gardens, que são estruturas estreitas que se encostam à parede e que têm pequenos orifícios onde é introduzida a terra e posteriormente a planta.<strong> “Ali podemos plantar amores-perfeitos, petúnias, verbenas ou sardinheiras, que nos dão cor, mas também colocar hortícolas como alfaces, brócolos ou tomate, que depois usamos na cozinha”</strong>, exemplifica Alexandra Baptista. A responsável aconselha ainda a utilização de plantas aromáticas, <strong>“excepcionais pelo cheiro e beleza”</strong>, como o tomilho ou o manjericão, ou ainda os frutos vermelhos.<br />
<strong>“Não há desculpa para não termos em casa um bocadinho de verde”</strong>, diz Alexandra Baptista, que faz notar que não sai muito dispendioso fazer um pequeno jardim.<br />
Para além disso, para muita gente passar algum tempo a jardinar e a cuidar das plantas é uma forma de escape e é saudável, conclui.</p>
<p><strong>F.F.</strong></p>
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		<title>Paula Teixeira da Cruz hoje no CCC</title>
		<link>http://www.gazetacaldas.com/22485/paula-teixeira-da-cruz-hoje-no-ccc/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actuais]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[CCC]]></category>
		<category><![CDATA[Paula teixeira da Cruz]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A  ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz está hoje, 11 de Maio, nas Caldas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A  ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz está hoje, 11 de Maio, nas Caldas da Rainha para participar na sessão de abertura do III Encontro Nacional de Juízes que se realiza no CCC.<br />
A sessão terá lugar às 14h30 e, além da governante, também vão participar Cristina Esteves, presidente da Associação Cívica dos Juízes Portugueses, que organiza o evento, Bravo Serra, vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura e Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas.<br />
Esta iniciativa decorre até amanhã, 12 de Maio e é subordinado ao tema <strong>“Perspectivas para a magistratura na próxima década – Estatuto dos Juízes e Agilização, eficácia e celeridade processual”</strong>.<br />
<strong><br />
N.N.</strong></p>
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		<title>Residência artística de Uiu nas Caldas termina com exposição</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Painel]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[UIU]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/uiu1.jpg"><img class="size-full wp-image-22387" title="uiu1" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/uiu1.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a>Termina este sábado, 12 de Maio, a exposição do artista plástico Uiu na Casa Bernardo, que resulta de uma residência artística que teve início em Setembro de 2011 e que conta com mais de cem peças criadas nos últimos meses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22387" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/uiu1.jpg"><img class="size-full wp-image-22387" title="uiu1" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/uiu1.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a><p class="wp-caption-text">  Uma das peças do artista incógnito que se dá pelo nome de Uiu e que pode ser vista na Casa Bernardo</p></div>
<p>Termina este sábado, 12 de Maio, a exposição do artista plástico Uiu na Casa Bernardo, que resulta de uma residência artística que teve início em Setembro de 2011 e que conta com mais de cem peças criadas nos últimos meses.<br />
Algumas destas peças fazem parte de composições mais complexas, onde o artista quis experimentar relações entre objectos. <strong>“Foi um período de muita experimentação”</strong>, revelou à<em><strong> Gazeta das Caldas</strong></em>.<br />
Todos os trabalhos expostos foram realizados durante a residência artística que Uiu esteve a fazer no Museu Bernardo. <strong>“A nível de produção artística foi muito bom. Foi a primeira vez na minha vida que tive um atelier”</strong>, comentou.<br />
O artista português está há alguns anos em Barcelona, mas durante estes meses esteve a morar no edifício onde funciona o Museu Bernardo. Aqui tinha o seu atelier, mas pôde trabalhar também na Casa Bernardo, onde está a expor.<br />
<strong>“A própria exposição fez parte da residência artística, que termina com o final desta mostra”</strong>, referiu Uiu. Mesmo depois da inauguração, a 17 de Março, o artista continuou a trabalhar naquele local e a colocar novas peças, que foi produzindo.<br />
<strong>“Houve peças que foram feitas especificamente para determinados locais da Casa Bernardo, mas outras desenvolvi num conceito mais abrangente”</strong>, disse.<br />
Embora já tenha apresentado os seus trabalhos em Portugal e em Espanha (Barcelona), Uiu disse que<strong> “esta é aquela que considero a minha primeira grande exposição, para ao qual tive tempo”.</strong><span id="more-22386"></span><strong><br />
“Há muita falta de critério em Portugal e é em tudo, não  só na arte”.</strong></p>
<p>Uiu salientou a importância de um projecto como o de Pedro Bernardo que lhe permitiu ter tempo e espaço para trabalhar<strong>. “Eu gostava que algumas das pessoas que conheço em Barcelona também viessem para aqui fazer residências artísticas”</strong>, disse.<br />
O artista acha que Caldas da Rainha tem a vários projectos independentes muito importantes para a vida cultural e artística nacional e até internacional.<strong> “O que se passa aqui nas Caldas é muito bom em qualquer parte do mundo. Só não é bom em Portugal</strong>”, lamentou.<br />
Isto porque acha que este nicho artístico, embora seja forte, não tem repercussão nos meios de comunicação social nacional. <strong>“Qualquer porcaria que se faça com cinco coisas em Lisboa, mesmo num sítio escondido, tem mais repercussão que uma exposição grande aqui na Casa Bernardo”</strong>, considera.<br />
Uiu acha triste que seja preciso ir para Lisboa ou para o estrangeiro para que se consiga algum reconhecimento, porque em Portugal está tudo centralizado na capital.<br />
Para o artista há<strong> “muita falta de critério em Portugal e é em tudo, não só na arte”. Sem haver critérios, tudo é feito por “amizades ou por interesses, não sei”</strong>.<br />
Só com a definição de critérios é que se poderiam tomar determinadas decisões, nem que fosse para dar mais ou menos atenção a uma exposição.<br />
<strong>“Tentam fazer parecer que é igual lá fora, mas no estrangeiro há critérios e há mais rigor. As pessoas não vão pela nossa cara ou se temos tatuagens e piercings, mas pela nossa capacidade”</strong>, disse.<br />
Depois de alguns anos a viver em Espanha, este autor regressou ao seu país e acha que<strong> “Portugal está completamente de rastos”</strong>.<br />
Embora não se queira envolver em questões políticas, salientou que não é com austeridade que se consegue dar a volta à crise.<strong> “Eu sinto que aqui há poucas alternativas para arranjar emprego, enquanto em Barcelona há mais oportunidades”</strong>, afirmou.<br />
No seu trabalho, Uiu tenta demonstrar como o mundo em que vivemos<strong> “está de alguma maneira em escombros, por causa do sistema do capitalismo”.</strong></p>
<p><strong>Pedro Antunes</strong><br />
<a href="mailto:pantunes@gazetacaldas.com">pantunes@gazetacaldas.com</a></p>
<p><em><strong>Quem é Uiu?</strong></em><br />
Uiu é o nome artístico de um homem que aparenta ter mais de 30 anos e que não quis dizer o seu nome, nem idade, nem naturalidade, assumindo-se apenas como artista. À <em><strong>Gazeta das Caldas</strong></em>, com quem falou no local da exposição, limitou-se a dizer que quer ser apenas conhecido por Uiu, tendo também recusado ser fotografado.</p>
<p><strong>C.C.</strong></p>
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		<title>Musical “Feiticeiro das Caldas” colocou 50 pessoas em palco nos Pimpões</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redactor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Painel]]></category>
		<category><![CDATA[O Feiticeiro das Caldas]]></category>
		<category><![CDATA[pimpões]]></category>

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		<description><![CDATA[<a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/ass.jpg"><img class="size-full wp-image-22383" title="ass" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/ass.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a>“O Feiticeiro das Caldas da Rainha”, assim se designou o musical que foi apresentado nos dias 21 e 22 de Abril nos Pimpões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_22383" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><strong><strong><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/ass.jpg"><img class="size-full wp-image-22383" title="ass" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/ass.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text"> Um dos momentos do musical que teve as Caldas da Rainha como pano de fundo</p></div>
<p><strong>“O Feiticeiro das Caldas da Rainha”</strong>, assim se designou o musical que foi apresentado nos dias 21 e 22 de Abril nos Pimpões. A peça é da autoria de Fiona Spreadborough, a partir da obra<strong> “O Feiticeiro de Oz”</strong>, de Andrew Lloyd-Webber.<br />
Ao todo estiveram em palco 50 crianças e jovens com idades entre os cinco e os 19 anos que deram vida às diferentes personagens da história <strong>“O Feiticeiro das Caldas”</strong>. A história passa-se nas Caldas, que está sob influência de uma bruxa má que consegue paralisar tudo e todos. Há, no entanto, um grupo de crianças que vai ter que quebrar este feitiço, que deixa a cidade completamente parada.<br />
O musical é composto por vários números de dança, de canto e de interpretação, áreas que são leccionadas na Escola de Artes e Representação das Caldas.<br />
<strong>“O Feiticeiro das Caldas da Rainha” arrancou fortes aplausos ao público que encheu a plateia da colectividade no sábado à noite e também no domingo à tarde. Em vários números foi notório o talento dos jovens nas áreas de canto, representação e dança.<br />
O espectáculo foi encenado por Tânia Leonardo, teve música de Paulo Seixas &amp; Jacky Manning e foi coreografado por Bruno Fonseca. A actuação contou com os convidados especiais Elizabeth Silva e os BBalance Dancers”</strong>, Sofia Castanhinha e a Escola Vocacional de Dança das Caldas.<br />
<strong>“Excedeu por completo as nossas melhores expectativas”</strong>, disse Fiona Spreadborough, directora da escola, que é também a autora deste musical. <span id="more-22382"></span></p>
<div id="attachment_22384" class="wp-caption alignright" style="width: 293px"><a class="highslide" href="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/51.jpg"><img class="size-full wp-image-22384" title="5" src="http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/05/51.jpg" alt="" width="283" height="189" /></a><p class="wp-caption-text"> Nos bastidores do espectáculo vivia-se um ambiente de um autêntico grupo profissional </p></div>
<p>Segundo a responsável, parte do musical<strong> “O Feiticeiro das Caldas” </strong>votará a ser representado em Maio na cidade, em eventos relacionados com a associação comercial.<br />
Contente estava também Tânia Leonardo, actriz e docente na escola. <strong>“Foi um óptimo desafio, mas agora é altura de regressar às aulas regulares”</strong>, disse.<br />
A peça acabou por ser uma mega-produção, que exigiu quatro meses de ensaios e que na opinião da professora<strong> “deveria ser algo a apresentar no final do ano lectivo”</strong>.<br />
Os figurinos contaram com a ajuda de Mafalda Santos e Ana Raposeira enquanto que a caracterização das dezenas de personagens esteve a cargo de Daniel Pereira. Os cenários foram da responsabilidade de Cris Neves.<br />
A Escola de Artes e Representação das Caldas oferece a primeira aula a quem quiser experimentar o tipo de formação que oferece nas aulas de canto, interpretação e dança. Estas decorrem entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h30 às 17h30.</p>
<p><strong>Natacha Narciso</strong><br />
<a href="mailto:nnarciso@gazetacaldas.com">nnarciso@gazetacaldas.com</a></p>
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