Pesquisa     Sexta-feira, 9 Maio de 2008  · ANO LXXXII · Nº 4703 

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GESTÃO & FACTOS
O ORÇAMENTO FAMILIAR
Nos tempos que correm, com aumento dos preços dos vários bens de consumo de primeira necessidade, nomeadamente bens alimentícios, vestuário, o pagamento das várias contas à(s) instituição(ões) financeira(s) como a prestação da casa, do carro, do cartão de crédito e de outros empréstimos ao consumo, o aumento desenfreado dos combustíveis, das portagens leva as pessoas a ponderarem as prioridades em matéria de gastos do seu orçamento familiar. Para isso, salvo melhor opinião, propõe-se a feitura de um mapa de gastos, de modo que o agregado familiar possa dentro do possível, saber quais as suas despesas...

Este consumo que nos consome
Decálogo para a educação das crianças e adolescentes acerca do uso racional dos medicamentos
Estes princípios visam fomentar algumas actividades que poderão contribuir para que as crianças e os adolescentes participem da forma mais activa possível no uso adequado dos medicamentos. 1. Os jovens, enquanto utilizadores de medicamentos, devem receber informação adaptada ao seu nível de desenvolvimento cognitivo e, simultaneamente, adequada ao seu estado de saúde, capacidades físicas e ao contexto cultural em que se inserem. 2. As crianças têm a curiosidade que lhes é própria e os profissionais de saúde devem saber dirigir-se-lhes directamente seja para os esclarecer acerca dos medicamentos...

MODOS DE VER
Tomar parte
A palavra participação, que vem do latim participem, palavra formada de pars (parte) e de capere (tomar, agarrar), parece que se está a gastar e a esvaziar pelos meandros da democracia. No entanto, é uma daquelas palavras boas que merecem ser repetidas. Outra forma de dizer, mais próxima do latim, seria “tomar parte”. Por mais estranho que pareça, a palavra participação adquiriu contornos tão políticos que pesa nos cidadãos. É como se, por um encantamento secreto e subtil, a palavra carregasse consigo umas algemas engrinaldadas de um conjunto de pesos, sabiamente dispostos, que afastaram simples...

Um livro por semana
«Lisboa na rua» de Júlio César Machado
Além do clássico «Lisboa na rua» este volume inclui um divertido apêndice intitulado «O que havia de poetas por aquela época, é coisa incalculável» que conclui deste modo: «O destempero, a pieguice, a lamúria, produziram um efeito tão agradável que a chochice rimada tomou o lugar ao juízo, à arte e à moral.» «Lisboa na rua» é, como o título indica, uma radiografia feita de modo certeiro pelo nosso querido Machado: «Os rapazes finos de hoje passam dias sem ver o pai nem a mãe; ao princípio habituam as irmãs a ajudá-los a mentir, mais tarde nem isso. Os irmãos emprestam-se mutuamente dinheiro a juros;...


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