As “Caldas” da Rainha numa encruzilhada trágica

Publicado a 12 de Maio de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O 15 de Maio de 2013 marca um momento crucial das termas caldenses, 525 anos depois das mesmas terem sido inauguradas pela Rainha D. Leonor e 502 anos depois da povoação ter sido elevada a vila pelo rei D. Afonso V.

Fruto de vários anos de decadência e da incerteza em relação ao que a tutela ministerial queria fazer com elas, as águas termais pentacentenárias vivem um momento que pode constituir um desafio irreversível para a sua existência sustentada no futuro.

Tal como já aconteceu noutros locais, no país e no estrangeiro (e mesmo nas Caldas com as termas das Águas Santas), as hesitações, as questiúnculas, o desinteresse e ignorância em relação ao real mérito das termas, podem levar ao seu desaparecimento.

Dificilmente se pode justificar localmente o empenho e interesse em resolver problemas que atingiram as termas no último quarto de século, a que a um desvio progressivo dos seus utentes por alteração nos hábitos de procura, se juntou um repetido aparecimento de contaminações, que levaram a periódicos encerramentos.

Nada de pior poderia atingir aquela instituição emblemática, que foi o primeiro hospital termal a nível mundial e que durante tantos anos reuniu a gratidão e o jus de tantos doentes, que com as suas características se sentiam aliviados das suas dores.

Contudo, os desenvolvimentos da medicina, a alteração dos hábitos das populações, o encarecimento deste tipo de deslocações, principalmente para os mais modestos (que foram durante muitos anos os principais aquistas das termas caldenses), não foram compensados pela vinda de novos utentes, não tanto doentes dos foros reumatismais, mas antes cidadãos no perfeito domínio das suas capacidades físicas que previnem, antecipam e utilizas as termas também como lazer.

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Hospital das Caldas tem finalmente um TAC

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A partir da próxima semana os doentes do Hospital das Caldas poderão finalmente realizar exames de Imagiologia sem terem que ser transferidos para entidades privadas ou para Lisboa. A entrada em funcionamento do equipamento Tomografia Axial Computadorizada (TAC) vai permitir que estes exames sejam feitos nas Caldas da Rainha, cujo serviço de Imagiologia conta agora com dois novos ecógrafos e um mamógrafo digital.

O presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, estima que esta unidade de saúde irá poupar meio milhão de euros por ano, tendo em conta que em 2012 foram gastos 740 mil euros em TACs e ecografias subcontratados no exterior, para além dos 200 mil euros em transporte dos doentes.

O investimento, de 1,2 milhões de euros, foi comparticipado pelo Quadro de Referência Nacional em 85%. A maior parte desse montante foi gasta na aquisição dos equipamentos, mas foram ainda necessárias obras de adaptação do hospital no valor de 160 mil euros. Todo o circuito entre as urgências e o serviço de Imagiologia foi alterado de forma a facilitar o seu acesso aos doentes.

Os novos equipamentos vão agora começar a ser utilizados “de uma forma gradual” até ao máximo da capacidade de resposta. Primeiro vão dar resposta às necessidades internas, das urgências e consultas no hospital, mas no futuro está a ser ponderada a possibilidade de outros doentes terem acesso a esses exames, nomeadamente oriundos dos centros de saúde. “Estamos a negociar isso com a ARS e o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte”, revelou o presidente do CHO.

A tecnologia de ponta destes equipamentos permitirá que os exames, digitais, estejam integrados num sistema de arquivo e partilha de imagens (PACS) disponível em todas as unidades do CHO. Na prática um exame realizado nas Caldas poderá ser observado em Torres Vedras, por exemplo.

Antes da nomeação de Carlos Sá para a presidência do então Centro Hospitalar Oeste Norte nenhuma administração tinha avançado com um processo de aquisição de um TAC. Durante o dia, o Hospital das Caldas recorria aos serviços da Cedima, empresa privada que actualmente funciona no interior do Montepio, e à noite os doentes que necessitavam desses exames eram transferidos para Lisboa.

Os equipamentos foram adquiridos no início de 2012, mas devido a um atraso na autorização por parte do Ministério da Saúde para as obras necessárias à sua instalação, só agora serão postos ao serviço dos utentes. Segundo Carlos Paixão, técnico coordenador do Serviço de Imagiologia, o TAC foi fabricado há menos de um mês e veio directamente para o Hospital das Caldas.

Gazeta das Caldas soube que quando a empresa instalou o TAC detectou uma avaria, mas segundo Carlos Sá isso é “normal” acontecer e o problema terá sido logo resolvido.

Carlos Sá também negou que o ar condicionado instalado de propósito na sala do TAC tenha a ver com os problemas com o sistema geral do Hospital, que será substituído ainda em Maio.

Pedro Antunes

pantunes@gazetacaldas.com

Equivalenza, a marca branca de perfumes já chegou às Caldas

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Abriu recentemente na Rua Miguel Bombarda nº 20, a loja Equivalenza, que se dedica a vender perfumes de marca branca. Andreia Serra, responsável pela loja, iniciou este negócio de franchising daquela cadeia espanhola depois de já ter tido uma papelaria em S. Martinho do Porto e após uma passagem pelo desemprego.

“Nas Caldas da Rainha há mais dinamismo durante todo o ano”, disse a empresária, que se mostrou satisfeita por ter conseguido implantar o seu negócio na Rua Miguel Bombarda por considerar que é “uma zona muito movimentada”. Para abrir a loja investiu 40 mil euros e para já não tem empregados, embora não exclua vir a admitir uma ou duas pessoas.

Armindo Martins, representa nte da marca Equivalenza em Portugal, diz que a sua prioridade “é ter produto de qualidade e servir bem o cliente”.

Esta marca pretende oferecer uma nova forma de comprar perfumes convidando os clientes a comprar os produtos pelas suas própria características e não pela prestígio da marca.

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Imaginary Friend venceram o Caldas Dá-te Música

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Os Imaginary Friend foram os vencedores da terceira edição do concurso “Caldas Dá-te Música” que decorreu a 3 de Maio no Centro da Juventude. Este evento anual, que visa promover a música e os músicos locais, é uma organização do Centro da Juventude e possibilita aos vencedores, para além de um prémio pecuniário e da gravação, a produção e edição de um EP e ainda ser o grupo de abertura do concerto de 14 de Maio (Festas da Cidade).

Dos Imaginary Friend fazem parte três músicos de 17 anos: Diogo Almeida (guitarra e voz), João “Frango” Santos (bateria) e Raquel Pimpão (baixo).

N.N.

Há nas Caldas quem faça os recados por si

Publicado a 5 de Maio de 2013 . Na categoria: Destaque Economia . Seja o primeiro a comentar este artigo.
“Deixe Recado” é como se designa um projecto que tem sede nas Caldas da Rainha e que consiste em realizar tarefas a quem não tem tempo para os fazer. O responsável pela ideia é Cláudio Correia, de 30 anos, natural de Alcobaça e residente nas Caldas há cinco anos.
“Como fiquei recentemente desempregado, tentei criar um projecto que fosse útil e fizesse mesmo falta às pessoas”, disse o mentor do Deixe Recado.

Caldas também desfilou contra a troika

Publicado a 11 de Março de 2013 . Na categoria: Destaque Painel Política . há 3 respostas a este artigo.

Caldas da Rainha, à semelhança de cerca de 40 cidades portugueses, voltou a manifestar-se no passado dia 2 de Março contra as políticas de austeridade. De acordo com a plataforma local “Que se lixe a Troika”, participaram no protesto três mil cidadãos. Os números da polícia situam-se sensivelmente em metade.
O colectivo que organiza a manifestação diz que não vai parar e vai realizar uma concentração em defesa dos hospitais caldenses e da saúde no Oeste.

Às 18h00, em uníssono com todas as outras cidades do país onde decorreram manifestações, ouviu-se entoar nas Caldas a canção, transformada em hino, Grândola Vila Morena, junto à escadaria da Câmara Municipal.
Mas o protesto começou muito antes, logo ao início da tarde. A principio tímido, apenas com algumas centenas de pessoas junto a um palco improvisado na escadaria com cartazes do Zé Povinho a dizer que “O povo é quem mais ordena” e outros a dar conta de que existem mais de 1,5 milhões de desempregados, dos quais 57% não têm qualquer tipo de apoio.
Entre os manifestantes, muitos empenhavam cartazes onde denunciam que a “saúde está doente”, “basta de roubos”, “Portugal não vive, sobrevive”, o “Estado é um ladrão, parasitas que só roubam o povo”, ou “Coelho volta para a toca”. As cantigas da moda, convertidas em grito de revolta, iam atraindo pessoas ao local, para se juntar a estudantes, reformados, militares e professores da escola pública, que reivindicavam os seus direitos.
Maria Fernanda Aguiar foi a primeira cidadã a usar da palavra para denunciar o “neoliberalismo” do governo, que está a “ser responsável pelo suicídio de muita gente”. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi alvo de muitas criticas, assim como o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que “mandou os jovens emigrar”. Também o cantautor Manuel Freire partilhou o seu descontentamento com a situação do país. “Coisas feias é desemprego, a fome, a austeridade e o roubo das pensões”, disse, antes de ler um poema de Francisco Braga, que denuncia esta mesma situação.
Margarida Mauperrin criticou o pagamento de uma dívida “que não nos pertence, mas que foi feita pelos governos que abusaram da nossa confiança”. E se é o povo que mais ordena, “vamos acabar com os paraísos fiscais e investir na criação de empresas e no desenvolvimento das que existem”, defendeu, pedindo também o aumento do ordenado mínimo e a fixação de um ordenado máximo nacional.
Aos idosos, a cidadã deixou um desafio: “temos menos tempo para perder, inclusivamente o medo de falar”, apelando a que todos falem alto aos eleitos locais reivindicando os direitos e deveres cívicos. Também é preciso o poder local prestar contas relativamente à educação pública. “Está a promover os colégios, que são propriedade privada, mas que nós, os contribuintes, estamos a pagar”, denunciou, acrescentando que “se o povo é quem mais ordena, vamos ordenar justiça para o povo”.
Ao contrário da manifestação de 15 de Setembro, desta vez houve menos jovens a fazer ouvir os seus protestos, mas Patrícia Pataco foi uma das excepções. A estudante disse que as pessoas não têm dinheiro para se tratarem  e que os jovens querem trabalhar no seu país não conseguem.
Licenciada, e a trabalhar a recibos verdes, Filipa Soares partilhou a sua emoção por ver tantas pessoas nas Caldas a lutar pelos seus direitos.
O protesto seguiu pelas ruas da cidade, num percurso que compreendeu a Rua Heróis da Grande Guerra, Rainha, Rua General Queirós e Rua das Montras, num compasso marcado pelo grupo de bombos do Monte Olivetti, e a adesão de mais pessoas à luta.
No final Carlos Fernandes, da organização, lembrou que a saúde nas Caldas e na zona Oeste “não está bem” e o Hospital termal tem estado esquecido pelas entidades responsáveis, deixando um apelo para se agendar uma concentração junto do hospital caldense.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com

CDS-PP disponível para fazer coligação com PSD nas Caldas

Publicado a 16 de Fevereiro de 2013 . Na categoria: Política . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O CDS-PP deverá fazer uma coligação com o PSD para as próximas eleições autárquicas nas Caldas da Rainha. Em entrevista ao Jornal de Leiria, o caldense Manuel Isaac, presidente da distrital do CDS-PP confirmou a disponibilidade do seu partido, mas a decisão final estava ainda dependente de quem for o candidato à Câmara.
Manuel Isaac disse identificar-se com Tinta Ferreira, que entretanto foi confirmado como o candidato, mas a inclusão de Hugo Oliveira na lista à Câmara poderá causar entraves à coligação.

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Estragos do temporal ainda são visíveis nas Caldas

Publicado a 1 de Fevereiro de 2013 . Na categoria: Destaque Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Mais de uma semana depois do temporal de 19 de Janeiro, ainda são visíveis alguns dos estragos. Várias placas de informação da Câmara das Caldas continuavam caídas ao longo da circular da cidade.
Segundo o presidente da Câmara, Fernando Costa, os funcionários camarários tem estado a “trabalhar em força a limpar caminhos e árvores caídas, mas ainda há muito por fazer em todo o concelho”. Uma das prioridades da autarquia terá sido na limpeza das árvores caídas no Parque e na Mata, a pedido da administração do Centro Hospitalar do Oeste.
No cemitério velho caíram também cinco árvores que foram já retiradas. Falta agora reparar os estragos causados, principalmente em algumas campas e na vedação do lado das antigas instalações da Secla (onde caíram dois eucaliptos).

P.A.

PS das Caldas quer inquérito interno para averiguar responsabilidades

Publicado a 11 de Novembro de 2012 . Na categoria: Painel Política . há 2 respostas a este artigo.
Os socialistas querem que o empresário vá à sessão de Câmara prestar esclarecimentos sobre os abastecimentos feitos pela Mais Produções nas bombas da autarquia

Os socialistas querem que o empresário vá à sessão de Câmara prestar esclarecimentos sobre os abastecimentos feitos pela Mais Produções nas bombas da autarquia

O PS quer que o caso que envolve a empresa Mais Produções e a Câmara das Caldas seja “rigorosamente” investigado pelas autoridades competentes. Numa conferência de imprensa promovida na passada segunda-feira, os vereadores Delfim Azevedo e Rui Correia, informaram que vão pedir a realização de um inquérito interno na Câmara para se averiguar as responsabilidades em relação ao abastecimento de gasóleo, por parte de um empresário, como pagamento dos serviços prestados à Câmara e durante a campanha do PSD.
Os vereadores da oposição consideram “grave” esta situação e querem a presença  do empresário Alberto Pinheiro numa sessão de Câmara para dar explicações sobre o que aconteceu. Querem ainda ver a factura que foi passada ao PSD pelos serviços prestados durante a campanha das autárquicas de 2009.
Os autarcas dizem que apenas tiveram conhecimento do sucedido – abastecimento de 8500 litros de gasóleo aquele empresário -, na reunião de Câmara de 29 de Outubro através do presidente da Câmara, Fernando Costa.

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MVC promoveu homenagem ao fado na Associação do Campo

Publicado a 30 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A caldense Fernanda Paula foi uma das fadistas da noite

A Associação MVC – Movimento Viver o Concelho, realizou no passado dia 21 de Dezembro, na Associação do Campo, mais um encontro mensal, associando-se à consagração do Fado como Património Imaterial da Humanidade.
A sessão designada “Homenagem ao Fado”, teve início com uma breve alusão ao nascimento do fado, tendo sido feita uma breve retrospectiva histórica do que é conhecido acerca do aparecimento deste género musical.
A sala encheu-se de gente para assistir à noite de fados que contou com a colaboração da Associação do Campo, do guitarrista Vargas Inês, do fadista António de Sta. Maria e de João Amaral.
A iniciativa ainda teve a participação especial da cantora caldense Fernanda Paulo, que apesar do grande esforço de trabalho desta época (no teatro em Lisboa), se juntou à homenagem ao fado promovida pelo movimento de cidadania das Caldas.

N.N.


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