Duas visões sobre o futuro do Hospital Termal discutidas no CCC

Publicado a 12 de Maio de 2013 . Na categoria: Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Por onde passa o futuro do Hospital Termal das Caldas da Rainha? O que devem os caldenses fazer para que não se perca o património com mais de cinco séculos de história? É nas mãos de entidades públicas ou de entidades privadas que o Hospital tem melhores e maiores hipóteses de vingar no futuro?

Estas algumas das perguntas que estiveram em cima da mesa na sessão organizada pelo PS das Caldas da Rainha e que na tarde do passado sábado, 4 de Maio, juntou cerca de 30 pessoas no CCC. Num encontro onde não foram encontradas soluções espontâneas nem fórmulas mágicas para resolver um problema que se arrasta há décadas, apontaram-se caminhos que podem dar um novo fôlego ao legado de D. Leonor.

José Luiz de Almeida e Silva, economista e director da Gazeta das Caldas, e Vasco Trancoso, médico e antigo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, foram os dois oradores convidados. E se as leituras de ambos sobre o que se passa com o Hospital Termal são bem diferentes, numa coisa os dois convidados parecem estar de acordo: é preciso relançar o mais antigo hospital do mundo de olhos postos no potencial do Turismo de Saúde e Bem-Estar.

Alargar a oferta e captar novos públicos

Para José Luiz de Almeida e Silva, “a tradição termal das Caldas da Rainha corre o risco de morrer se não se conseguir adaptar às mudanças”. E é aí que, na sua opinião, reside um dos maiores problemas do Hospital Termal: o tempo passou e não se apostou em serviços capazes de atrair mais clientes, onde a oferta não passa apenas pelo tratamento de diversas maleitas, mas também pela prevenção, num tratamento que aos cuidados com o corpo junta ainda os cuidados com a mente e o espírito. “Pessoas sem grandes maleitas muito dificilmente repetem a experiência de fazerem termas aqui nas Caldas”, disse.

Recorrendo a um estudo global dedicado ao mercado do bem-estar, o economista salientou que esta é uma área com um potencial de “milhares de milhões de dólares”, grande parte dos quais associados a uma postura de saúde e bem-estar pró-activa. “O investimento nesta área num país como o nosso poderia criar emprego e riqueza”, defendeu.

Citando um trabalho de 2006 sobre o Hospital Termal, realçou que já então se dizia que “mantendo-se o que existia, dificilmente caminharíamos noutro sentido que não a decadência”.

O que fazer, então, para contrair o declínio? Para já, há que estudar, compreender, trabalhar o sector. Transformar o conhecimento científico sobre as virtudes e especificidades das águas termais em conhecimento acessível e atraente para futuros clientes.

Depois, formar massa crítica, captar investidores, trabalhar em rede e procurar novos mercados. Neste contexto, José Luiz de Almeida e Silva acredita que a criação de um centro de talassoterapia na Foz do Arelho seria também uma mais-valia para a projecção do Hospital Termal.

Por outro lado, “o que as termas não precisam é de pavões”. Há, por isso, que deixar os egos de lado, perceber que “na imensidão dos problemas que a Administração Central tem que resolver no país, o Hospital Termal é uma ninharia”, e não esperar que a solução venha do governo.

A importância histórica e o cuidado aos pobres

Para Vasco Trancoso, o grande culpado da situação que se verifica actualmente no Hospital Termal é o Ministério da Saúde e a sua “postura cega e surda perante as potencialidades do termalismo caldense”.

Em tempos de crise, o médico gastroenterologista diz que há que fazer contas “tendo em atenção a importância identitária de espírito de lugar e todas as restantes mais-valias inerentes à estância termal das Caldas da Rainha, bem como a importância para o desenvolvimento económico e social na estratégia concelhia”.

Para o especialista, é preciso apostar na antiguidade das águas termais, na sua mais-valia em relação às águas sem propriedades terapêuticas que são utilizadas em diversas estâncias e centros de bem-estar, na origem do hospital, vocacionado para os pobres. E uma vez que o Ministério da Saúde “há tempos que se quer ver livre o mais depressa possível do Hospital Termal” e “não foi sensível à importância de investir num recurso singular a nível mundial com possibilidades de ajudar a diminuir os gastos em saúde e em alavancar a economia”, o que o antigo administrador hospitalar propõe é “que os caldenses assumam com as próprias mãos o relançamento do seu termalismo”.

Vasco Trancoso exorta ao consenso entre todas as entidades e forças vivas da cidade, bem como de individualidades com conhecimento sobre a matéria, “de modo a se construir uma base, o mais alargada possível, acerca dos valores essenciais sobre os quais se deverá reerguer o termalismo e respectivo património”.

Depois de composta uma nova Carta de Compromisso que definisse as linhas orientadoras do termalismo local, deverá ser feito um estudo de mercado e de viabilidade económica, para reduzir os riscos de falhanço da solução que vier a ser adoptada. “Se todos os que sentem as Caldas e o Hospital Termal no coração, puserem de lado preconceitos individuais ou colectivos e divergências face à actual situação, bem como maniqueísmos partidários, e se ganhássemos no âmbito do termalismo um sentido de colectivo, então a estância termal das Caldas da Rainha poderá voar, como entidade autónoma, com as suas próprias asas, no futuro”, disse.

Críticas à administração e à autarquia

Na sessão promovida pelo PS ouviram-se ainda duras críticas à actual administração hospitalar com a líder da concelhia do partido, Catarina Paramos, a reclamar mais uma vez a demissão do presidente do Conselho de Administração do CHO, Carlos Sá. “Tão grave como termos o Hospital Termal fechado é termos uma administração que não faz o que é preciso para manter o hospital aberto”, acusou.

Manuel Isaac, deputado eleito à Assembleia da República pelo CDS-PP, defendeu que “pedir a cabeça dos outros é branquear a culpa da Câmara” na situação. O deputado centrista voltou a defender que o Hospital Termal se mantenha no Serviço Nacional de Saúde, mas com gestão privada.

O Hospital Termal volta a ser debatido numa iniciativa do PS marcada para o próximo dia 18. Confirmada está já a presença do historiador João Bonifácio Serra na sessão.

Joana Fialho

jfialho@gazetacaldas.com

Carlos Sá desmente presença em debate

O presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, desmentiu que a sua presença estava confirmada no debate que irá ter lugar esta noite, 10 de Maio, nos Pimpões, ao contrário do que tinha sido anunciado pela organização.

Esta, constituída pelos promotores do abaixo-assinado contra a privatização do Hospital Termal (que em 2008 reuniu cerca de 4.000 assinaturas), disse à Gazeta das Caldas ter ficado surpreendida por este desmentido.

Vítor Dinis afirmou que até ao início do debate vai continuar com a expectativa de que Carlos Sá “terá o bom senso de comparecer” e só irá reagir se este não estiver presente. “O senhor presidente recebeu-nos numa reunião onde se predispôs a colaborar no debate, tendo indicado até mais duas pessoas, que foram a Dra. Conceição Camacho e o Dr. Luís Pisco”, revelou, acrescentando que acabou por convidar ambas para poder garantir a presença de Carlos Sá.

Num comunicado enviado à nossa redacção, Carlos Sá afirmou que nunca confirmou a sua participação neste debate.

O administrador entende que a colocação do seu nome nos cartazes de divulgação do evento é “abusiva e lamentável”, tendo pedido à organização que rectificasse o material de promoção do debate.

Contactado pela Gazeta das Caldas, Carlos Sá não quis prestar mais declarações sobre o sucedido.

Mas não é só o administrador do CHO que vai faltar ao anunciado debate pois também Conceição Camacho, (directora clínica do Hospital Termal) e Luís Pisco (vice-presidente do Conselho Directivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo) acabaram por não aceitar.

Noutro comunicado enviado pelo CHO, a responsável pelo Serviço de Hidrologia do Hospital Termal, Conceição Camacho, explicou que declinou o convite por estar ausente neste dia por motivos de assistência de saúde a um familiar. Terá dito à organização que só poderia participar se fosse alterada a data da intervenção médica ao seu familiar, o que não veio a acontecer.

Até à data continua confirmada a presença do ex-vereador Jorge Mangorrinha, do ex-administrador termal João Almeida Dias e do arquitecto paisagístico João Caldeira Cabral.

Segundo Vítor Dinis, da organização, o objectivo de mais um debate sobre o Hospital Termal é abordar as questões técnicas e políticas, para que as pessoas fiquem mais esclarecidas. “Houve muitas pessoas que nos contactaram para tentar perceber o porquê do encerramento das termas, as razões para o aparecimento da bactéria e quais as suas consequências para a saúde humana, entre outras questões”, explicou.

Pedro Antunes

pantunes@gazetacaldas.com

Conferência “O Hospital Termal um projecto de futuro e com futuro” amanhã no CCC

Publicado a 5 de Maio de 2013 . Na categoria: Destaque Política . Seja o primeiro a comentar este artigo.

No próximo dia 4 de Maio, pelas 17h00, irá realizar-se café-concerto do CCC, uma conferência destinada a debater o problema relacionado com o Hospital Termal das Caldas da Rainha. O evento, organizado pelo PS das Caldas da Rainha, terá como oradores José Luís Almeida e Silva (economista e director do jornal Gazeta das Caldas) e Vasco Trancoso (gastroenterologista e ex. presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha). De acordo com Catarina Paramos, presidente da concelhia caldense do PS, o objectivo da conferência passa pela abordagem da questão da sustentabilidade económica relacionada com o Hospital Termal e a sua ligação com as Caldas da Rainha e o país, assim como dar a vertente clínica. “O Partido Socialista aproveita a oportunidade para reafirmar que a actual administração do Centro Hospitalar do Oeste deve ser demitida pelos graves prejuízos causados às Caldas da Rainha”, refere a responsável, que espera um “rápido entendimento” nos passos a seguir para que o Hospital Termal seja reaberto, desde que garantidas as condições de segurança para os seus utentes. F.F.

Carlos Querido lança “A Redenção das Águas” no CCC

Publicado a . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.
No próximo dia 12 de Maio, pelas 16h30, será lançado no CCC, o livro “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”, da autoria de Carlos Querido, juiz desembargador e colaborador da Gazeta das Caldas.
O autor já tinha feito uma apresentação sobre esta obra em 2012 no centro cultural e prometeu dá-la à estampa no prazo de um ano. Redenção das Águas está agora pronto e dará a conhecer a estadia do rei D. João V nas Caldas, a partir de 1742, altura em que foi vítima de “um mal” que o faz procurar a cura nas águas caldenses, mesmo contra o conselho de vários médicos.
Por ter acreditado cegamente no poder curativo das águas termais, o soberano arrastou consigo toda a corte e assim acabou por transformar a então vila pacata na capital do reino. E não foi apenas nas casas da cidade que se instalaram. Foram necessárias 62 habitações e várias quintas nos arredores para alojar o séquito real.
Nas páginas deste romance histórico pode-se constatar a pompa e circunstância com que nos idos de setecentos se organizava o cortejo entre aquela que é hoje a Praça da Fruta (Rossio de então) e o Hospital Termal para acompanhar o monarca aos banhos.
Na obra o leitor é guidado por Pedro Fontes, criado do Infante D. Manuel, que viveu na Foz do Arelho e que acompanhou o irmão do rei em périplos militares bem sucedidos pela Europa. Outra personagem central é Sara, a filha ilegítima do rei, que Carlos Querido coloca no seu romance a viver na vila das Caldas, mas que na realidade histórica viveu e morreu num convento em Lisboa.

“A Estalajadeira” amanhã no CCC

Publicado a 22 de Abril de 2013 . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

DR

Amanhã, sábado, 20 de Abril, os Artistas Unidos estão de regresso ao CCC com uma nova proposta teatral: “A Estalajadeira”. Trata-se de uma comédia de Carlo Goldoni, encenada por Jorge Silva Melo e que conta com Catarina Wallenstein e Elmano Sancho nos papéis principais.
Porque motivo uma peça que subiu ao palco pela primeira vez em 1753, chega ao século XXI e mantém a actualidade? “Porque é uma peça que fala sobre o Amor”. Foi o que disse à Gazeta das Caldas, Elmano Sancho, o principal protagonista masculino que vai contracenar muitas vezes com Catarina Wallenstein que vai dar vida a Mirandolina, a Estalajadeira.
“Ela é uma mulher muito independente que tem a seu cargo a estalagem e que está habituada a que todos os homens se encantem por ela”, contou o actor. Elmano Sancho vai dar corpo e alma ao Cavaleiro, personagem que inicialmente afirma ter aversão a mulheres e que, ao contrário de todos os outros, não se rende aos encantos da Estalajadeira.
Habituada a lidar com as pessoas, Mirandolina vive intrigada sobre o porquê do Cavaleiro não se interessar por ela. E logo começa a criar jogos de sedução, onde não vão faltar intrigas e peripécias.
Para o actor, “A Estalajadeira” “é uma comédia que apesar da aparente leveza, tem alguma profundidade”. E porquê? “Porque fala sobre os temas amorosos e da dificuldade em se dizer ao outro que se está apaixonado”, rematou Elmano Sancho, que não quer revelar mais para que ninguém deixe de ir assistir ao que se passará entre o Cavaleiro e a Estalajadeira.
“Temos grande cumplicidade pois conhecemo-nos bem”, disse o actor em relação ao trabalho com a protagonista Catarina Wallenstein. Esta dupla já contracenou no palco do CCC em 2012 na peça “Brincando com Amor”, também através dos Artistas Unidos.
“A Estalajadeira” estreou em Fevereiro no Teatro Nacional de S. João no Porto e já passou por Leiria, Castelo Branco, Almada e Coimbra. Antes das Caldas, a peça foi apresentada em Vila Real e terminará em Lisboa, com espectáculos entre os dias 26 de Abril e 4 de Maio. Segundo Elmano Sancho, a tournée “está a correr muito bem e já tivemos várias salas esgotadas”.

Gazeta das Caldas oferece bilhetes-duplos

Gazeta das Caldas tem 20 bilhetes-duplos para oferecer para este espectáculo que sobe ao palco do grande auditório amanhã. Os interessados devem dirigir-se à bilheteira do CCC e trocar o jornal pelo bilhete-duplo.

Natacha Narciso

nnarciso@gazetacaldas.com

Caldas Drink Jazz marcará presença mensal no CCC

Publicado a 30 de Março de 2013 . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Arrancou no passado domingo, 17 de Março, o primeiro concerto
Caldas Drink Jazz com a actuação do SMaLL TRIO, um grupo portuense que veio às Caldas apresentar o seu disco de estreia “Road Trip”.
Cerca de meia centena pessoas assistiram ao concerto inaugural desta iniciativa dedicada a este género musical específico e que está associado à Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste que ali desloca os seus chefes que dão a conhecer cocktails alusivos ao a cada grupo jazzístico. No dia da actuação dos SMaLL TRIO os formadores da EHTO deram a conhecer o cocktail Scat. Antes da actuação, os formadores Rui Filipe e Jorge Guilherme explicaram aos presentes como é feito esta bebida.
O Caldas Drink Jazz regressará ao centro cultural das Caldas no dia 14 de Abril com um concerto dos Lama Trio. Será dado a conhecer o cocktail After Beat.
N.N.

Musical “Broadway Baby” amanhã no palco do CCC

Publicado a 8 de Março de 2013 . Na categoria: Cultura Destaque . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Amanhã, 9 de Março, pelas 21h30, sobe ao palco do CCC o musical Broadway Baby de Henrique Feist.
No espectáculo será contado porque é que os teatros se instalaram na zona da Broadway, em Nova Iorque, e quem são os primeiros autores e compositores das peças.
No espectáculo, o encenador e autor Henrique Feist conta com o seu irmão, Nuno Feist, ao piano. Ambos estão a comemorar 30 anos de carreira
Os bilhetes para assistir ao musical custam 10 euros, mas jovens com menos de 24 anos e seniores com mais de 65 só pagam 7,50 euros.
Está patente desde ontem, 7 de Março, a exposição, que integra uma peça de teatro, “Era uma vez Teatro de Marionetas”. Vão estar presentes 20 anos de espectáculos, de retábulos, barracas e teatrinhos.
Nos dias 9 e 10 de Março, a mostra destina-se ao público em geral e nos dias 7, 8,11,12,13 e 14 de Março haverá quatro sessões destinadas às escolas.
O bilhete para assistir à peça e à exposição custa cinco euros (adultos) e 2,50 euros para as crianças. Quem quiser só ver a exposição paga 1,50 euros. O bilhete pack família até quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) custa 10 euros.
A dramaturgia e direcção está a cargo de José Carlos Alegria e os marionetistas são Ana Margarida Meira Alegria, José Carlos Alegria e Carlos Miguel Meira Alegria. A exposição poderá ser vista até 14 de Março.
N.N.


OFERTA DE BILHETES

Gazeta das Caldas, em parceria com o CCC, tem três bilhetes individuais para oferecer aos seus leitores para assistir ao musical Broadway Baby. Há ainda três bilhetes familiares (dois adultos e duas crianças) para o espectáculo Era Uma Vez Teatro de Marionetas que se realiza entre o hoje e 14 de Março.
Os interessados devem dirigir-se à bilheteira do CCC e trocar esta edição da Gazeta por um bilhete.
N.N.

Culturcaldas divulga contas e programação do CCC

Publicado a 4 de Março de 2013 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O CCC tem uma nova direcção, liderada por João Frade, presidente da ACCCRO, e pelos presidentes das juntas de freguesia urbanas, Vasco de Oliveira e Abílio Camacho. Na apresentação dos novos responsáveis foi dado a conhecer que o centro cultural já tem a sua programação fechada até ao próximo mês de Agosto e continua a contar com 220 mil euros de orçamento por parte da Câmara, o mesmo valor do ano passado. Segundo o director Carlos Mota, é igualmente importante o que o CCC consegue angariar com a organização de colóquios e conferências, que diz ser o equivalente ao que recebe da autarquia, permitindo assim uma programação regular naquele equipamento.
A nova direcção vai manter as directrizes da anterior, liderada pela vereadora Maria da Conceição Pereira está de saída, mas garante que as dívidas do CCC ficarão todas saldadas até meados de 2013.

Por força da nova legislação, as autarquias tiveram que deixar as direcções das entidades que financiavam e, por isso, o município das Caldas convidou a ACCCRO e as juntas de freguesia de Nossa Senhora do Pópulo e de Sto. Onofre para passar a liderar a direcção da Culturcaldas, entidade que agora gere o CCC.  João Frade, Vasco de Oliveira e Abílio Camacho são agora os responsáveis do Centro.

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João Serra apresentou reedição de “Memórias das Caldas” no CCC

Publicado a 28 de Outubro de 2012 . Na categoria: Cultura Destaque Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

“Memórias das Caldas da Rainha (1484 – 1884) de Augusto Silva Carvalho foi publicado nos anos 30 do século passado

Decorreu no sábado, 20 de Outubro, a apresentação do livro “Memórias das Caldas da Rainha (1484 – 1884)” de Augusto Silva Carvalho, um fac-símile da edição de 1932, que contou com cerca de uma centena de pessoas na assistência.
A reedição, feita pela Textiverso e com o apoio do PH-Grupo de Estudos, foi patrocinada por Ricardo Charters d’Azevedo, um mecenas de Leiria que tem apoiado várias edições relacionadas com a história local no distrito de Leiria.


“Esta obra é uma das referências documentais mais influentes para o conhecimento do hospital termal até à década de 80 do século passado”
, disse Isabel Xavier, a presidente do PH, durante a sessão de apresentação da reedição de “Memórias das Caldas da Rainha”. Depois dessa época, foram vários os estudos, coordenados por João Serra, que deitaram nova luz.
Segundo aquela responsável a obra encontrava-se esgotada há vários anos e agradeceu a Charters d’Azevedo por ter patrocinado a reedição “num gesto  de abnegação cultural merecedor do nosso apoio e cumplicidade”.
Porque é que este mecenas financiou este livro? “As pessoas devem conhecer melhor a história da sua terra para gostar mais do futuro que os espera”, disse Ricardo Charters d’Azevedo, autor e investigador de vários temas relacionados com o distrito de Leiria.”Não sou das Caldas mas esta sempre foi a segunda cidade do distrito”, disse o agente cultural que vinha com o seu pai à Zaira há muitas décadas e  que ainda hoje adora as visitas à  Praça da Fruta. “É algo extraordinário, que se mantém o que eu conheci quando tinha apenas 10 anos”, disse.

Mais sobre João Serra apresentou (…)

Festa do Jazz no recomeço da actividade do CCC

Publicado a 14 de Setembro de 2012 . Na categoria: Cultura Destaque Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Pela cidade há mupies que anunciaram a interrupção dos espectáculos no centro cultural

O Centro Cultural e de Congressos vai reiniciar as actividades em Outubro, com uma Festa dedicada ao Jazz. Serão cinco concertos com nomes sonantes do jazz nacional e alguns internacionais que vão estar nas Caldas entre os dias 31 de Outubro e 4 de Novembro.
Esta iniciativa vai contar com as actuações do Tchekhov Trio, do Tubab, um dos muitos projectos do tubista Sérgio Carolino, de Maurizio Minardi que é um pianista, acordeonista e saxofonista italiano e ainda o Quinteto de Maria João Fura e o Filiep Melo Trio que irá encerrar o evento.
Os concertos terão lugar no foyer, decorrerão em ambiente de clube e o bar vai estar a funcionar durante as actuações. Segundo Carlos Mota, a iniciativa irá custar 10 mil euros.
A grande novidade desta Festa do Jazz está no preço dos bilhetes. O custo para os cinco concertos será de 15 euros apenas. O bilhete para assistir a cada actuação vai cifrar-se nos 7,50 euros.
Questionada em relação ao encerramento das salas de espectáculo do CCC nesta altura – em que ainda há tempo quente e turistas na região – Maria da Conceição Pereira, vereadora da Cultura e responsável pelo CCC, explicou que Setembro é um mês difícil, comprovado pela experiência e números relativos a eventos realizados em anos anteriores. “Esta é uma época em que as pessoas estão a chegar de férias, há o início do ano lectivo e a compra dos livros escolares” e por isso “as estão menos disponíveis para os espectáculos”, disse.

Mais sobre Festa do Jazz (…)

Placard electrónico está apagado há um mês nas Caldas

Publicado a 7 de Setembro de 2012 . Na categoria: Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O placard electrónico de informação colocado em frente ao Centro Cultural e de Congressos está desactivado há cerca de um mês por causa de uma avaria.

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