Cencal aposta na especialização e formação de designers e artistas na área do vidro

Publicado a 11 de Maio de 2012 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . há uma resposta a este artigo.

Célia Gomes explicou que o laboratório do Cencal Marinha Grande trabalha directamente com empresas que lhes pedem análises das matérias que compõem o vidro

Foi com uma acção para vidreiros que o Cencal – Marinha Grande finalizou a campanha do forno de fusão. Esta iniciativa decorreu nos meses de Fevereiro e Março e permitiu que fossem feitas cinco acções de formação com um total de 75 formandos. Ao todo, 200 visitantes tiveram oportunidade de ver funcionar um  forno de fusão – que permite as altas temperaturas necessárias paro o trabalho no vidro – e de assistir a sessões de trabalho de vidro manual.
Além dos formandos da ESAD e da FBAUP (Faculdade das Belas Artes da Universidade do Porto), houve também um grupo de formandos da acção de Técnicas de Produção pelo Método de Encalmo e Cane composto por vidreiros no activo, com quem a Gazeta das Caldas conversou.
O forno de fusão foi encerrado a 30 de Março e só voltará a funcionar no próximo ano.

O Cencal está na Marinha  Grande desde Maio de 2011, na sequência da decisão oficial de extinção do Crisform e do convite do IEFP para que o centro da formação das Caldas ficasse com a área oficinal do vidro “por forma a não deixar morrer todo este  trabalho”, disse Pedro Paramos, director dos serviços de formação do Cencal. Este responsável explicou que está a ser dada continuidade às actividades que ali se realizavam, respondendo assim às necessidades de qualificações das empresas daquele sector.

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CENCAL promove cursos de Cerâmica Criativa e de Vidro

Publicado a 6 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Actuais Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O Plano de Actividades do Cencal para 2012 para os próximos meses inclui várias acções de formação que privilegiam o saber tradicional, sobretudo nas áreas da cerâmica e do vidro. Está prevista a reabertura de um curso de Iniciação à Olaria  – para ceramistas, artesãos, artistas plásticos, designers, professores e outros criativos – que será coordenado pelo ceramista e escultor Paulo Óscar. Esta formação  terá lugar em regime pós-laboral (às segundas, quartas e quintas-feiras, das 19 às 23 horas), entre os meses de Março e de Maio de 2012.
Vai também realizar-se um curso especial sobre “O Figurado e o Fantástico na Cerâmica Caldense” a decorrer no final de Fevereiro e que faz parte do Ciclo dos Grandes Mestres Barristas Portugueses. Este teve início no ano passado com a vinda de ceramistas de Barcelos e S. Pedro do Corval.
Este ano, a iniciativa contará com a participação do ceramista caldense Fernando Miguel, que para além da sua conhecida obra é filho de outro importante ceramista caldense já falecido, Alberto Miguel e neto do Mestre Artur Caldeira.
Esta acção ainda engloba a modelação de figuras em cerâmica, como a preparação de ferramentas e materiais, procura apelar para a criatividade e o imaginário popular, religioso e profano, que tem a cidade das Caldas como berço. Haverá ainda um momento para a modelação de flores em barro com o apoio da ceramista Milena Miguel.
Decorrerá, também no início de 2012, um curso de Controlo Laboratorial de Pastas Cerâmicas para técnicos da cerâmica e outros interessados.
Nas instalações do Cencal na Marinha Grande, será lançado neste início de ano um percurso modular de Produção de Vidro, em regime laboral para desempregados, interessados em  integrar o sector ou criar o seu posto de trabalho. Ainda na capital do vidro, vão ser repetidos os cursos de Técnico de Produção de Vidro Soprado sem Molde e de Técnicas de Fusão do Vidro. Estes estão direccionados aos alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, no quadro das parcerias já existentes com aquelas instituições do ensino superior.

N.N.

Há novos “Gatos” de Ferreira da Silva no Cencal

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Estes são os novos felinos da colecção de Ferreira da Silva

O Cencal lançou, neste início de ano, uma nova edição de placas em cerâmica de autoria de Mestre Ferreira da Silva sob o tema “Os Gatos”. Em 2010 foi lançada uma primeira colecção, que teve êxito, tendo Ferreira da Silva criado uma nova linha de três placas sob este tema, que é grato a muitos mestres ceramistas.
Para os coleccionadores, estas peças podem ser adquiridas no Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica das Caldas.
Mestre Ferreira da Silva tem 83 anos e continua a trabalhar intensivamente na matéria que mais privilegiou ao longa da sua carreira: a cerâmica.  Este artista plástico que escolheu a região Oeste para morar desde os anos 50 tem trabalhado igualmente noutros materiais como vidro e o metal. Além das peças em cerâmica que tanto trabalha em mural de arte pública como nas peças tridimensionais, também usa como meios de expressão o desenho e a pintura.
No final do ano de 2011 foi anunciado pelo presidente da Câmara das Caldas da Rainha um projecto de criação, junto ao Cencal, de uma espaço intitulado “Escola Museu Ferreira da Silva” para reunir, salvaguardar e homenagear a sua obra. Não será esquecida uma área de atelier para que este artista possa continuar a trabalhar.

N.N.

Director do Cencal faz o balanço na partida para o IEFP

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Numa das primeira apresentações da Festa da Cerâmica, onde o Cencal foi parceiro com outras entidades caldenses como o Museu de Cerâmica, a Câmara ou o PH (arquivo)

Dirigiu os destinos do Cencal nos últimos seis anos mas foi agora convidado pelo actual governo para dirigir o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tendo tomado posse nesse cargo no final do passado mês de Dezembro.
Foi durante a sua direcção que o Cencal foi convidado a instalar-se também em Alcobaça e na Marinha Grande para dar formação em várias áreas apostando na formação com dupla certificação.
Octávio Oliveira considera que é possível que o centro de formação caldense se torne  numa Escola de Verão de Cerâmica, apostando na vinda de especialistas estrangeiros que poderiam trazer know how aos autores lusos.
O dirigente gostou de trabalhar nas Caldas mas diz que as entidades locais vêem o Cencal como uma entidade “a quem se pode pedir muito e dar pouco”.
Octávio Oliveira que há vários anos pertence aos quadros do IEFP, regressa agora para dirigir os destinos daquela entidade pública.

Gazeta das Caldas (GC):  Quem é que compõe o Conselho de Administração do Cencal e qual é o orçamento desta instituição para o seu pleno funcionamento actualmente ?
Octávio Oliveira (OO):
O Cencal foi criado há cerca de 30 anos por um protocolo entre o IEFP com o Associação Portuguesa das Indústrias da Cerâmica (Apicer) e AIRO e são estas entidades que compõem a administração do Cencal. Este órgão é presidido pelo IEFP e há mais um vogal representante de cada uma destas organizações.
Em 2011 o Cencal teve um orçamento de 3 milhões e 150 mil euros, que é sensivelmente o mesmo dos anos anteriores.

GC: Em 2011 o Cencal cresceu para Alcobaça e para a Marinha Grande, tendo agora unidades nessas localidades. Com o foi esse processo e como encara esse crescimento geográfico?
OO:
Foram desafios que foram colocados ao Cencal  pelo IEFP e que o centro de formação caldense não podia dizer que não. Na Marinha Grande surgiu em sequência da extinção do Crisform, que era um centro de formação equivalente ao Cencal, consignado aos sectores do vidro e da cristalaria.

Octávio Oliveira deixa o Cencal para dirigir o Instituto de Emprego e Formação Profissional

Na sequência dessa extinção, o Cencal foi convidado a abrir um pólo naquela localidade de modo a assegurar a formação na área do vidro.
O Centro de Formação Profissional de Leiria ficou encarregue da formação transversal e teórica enquanto o Cencal ficou com a área prática e tecnológica da formação do vidro.
Vimos nisso uma oportunidade de crescer geograficamente visto que deixamos de estar circunscritos às Caldas da Rainha. O reconhecimento de algumas similitudes entre a cerâmica e o vidro, logo a possibilidade de obter sinergias e ganhos para um e outro sector.
Por força de um outro convite também instalámos um Centro de Novas Oportunidades (CNO) em Alcobaça e assim crescemos geograficamente no mesmo eixo.

GC: Como foi iniciar as acções de formação na área do vidro?
OO:
O grande desafio do Cencal em 2011 foi mostrar a capacidade de realizar acções na área do vidro e ultrapassámos as metas que tínhamos assumido perante o IEFP, relativamente ao número de acções e de formandos a frequentarem acções relacionadas com aquele material.
Portanto caminharemos em 2012 para outros desafios como, por exemplo, uma integração entre cerâmica e vidro pois primeiro estávamos preocupados em corresponder aquele desafio numa perspectiva meramente quantitativa.
Admitimos que possamos vir a fazer formação de cerâmica na Marinha Grande e de vidro nas Caldas da Rainha e até acções de formação conjunta. São porém pistas que não estiveram nos objectivos imediatos mas que se poderão vir a ser colocadas no futuro. Há similitudes entre a cerâmica e o vidro logo a possibilidade de obter sinergias e ganhos para um e outro sector.

GC: O Cencal mudou a forma de dar formação nesta área?
OO:
Sim, o que o Cencal tem feito nos últimos anos é de apostar numa formação de actualização e de aperfeiçoamento, orientada para os activos.
Temos apenas mantido uma única acção de formação de longa duração para quem queria fazer a sua vida no sector da cerâmica, numa lógica não industrial, como criadores e autores independentes.
Numa primeira fase este curso era muito frequentado por ex-alunos do ensino superior mas, por força de alterações normativas, destina-se agora a desempregados com o objectivo de poderem resolver o seu problema de desemprego.
Anualmente fazemos uma exposição no Museu de Cerâmica mostrando os resultados deste curso, de Cerâmica Criativa, mais voltado para a cerâmica de autor.

Este responsável, que esteve na direcção durante os últimos seis anos, deu a conhecer as instalações caldense à então Superintendente da Zona Franca de Manaus (Brasil)

Todas as actividades de formação profissional devem ser feita para o mercado para ter utilidade social – dar competências às pessoas para lhe dar utilidade ou obtendo empregabilidade.
O Cencal tem tido o cuidado de ajustar a sua oferta formativa às necessidade e oportunidades do mercado e portanto dessa maneira faz previamente um ajustamento para que a sua formação tenham uma utilidade social.
Nos últimos anos as orientações políticas deram prioridade às acções de formação que têm dupla certificação – a escolaridade ganhou um acrescido interesse e neste domínio têm sido feitas acções noutras áreas.
Temos até agora dado formação em diferentes áreas como o Comércio, o Secretariado e Trabalho Administrativos, Ciências Informáticas, Tecnologias de Informação Multimédia, a par da Cerâmica Criativa e de Aperfeiçoamento de Competências na cerâmica e ainda damos igualmente atenção à componente das Línguas. Também temos um curso na área das madeiras e que, ao longo dos anos, tem tido algum realce a nível nacional com formandos a ganhar e a participar em concursos nacionais e internacionais. Os alunos que  saem dessa área têm elevados índices de empregabilidade na região.

GC: Quantas pessoas tem formado o Cencal, nas três localidades onde tem Centros Novas Oportunidades?
OO:
O Cencal tem hoje três centros de formação de Novas Oportunidades e tem uma componente associada ao reconhecimento, validação e certificação de competências dando-lhes know how que lhes permita obter a certificação escolar. Temos tentado que para além da certificação haja um reforço efectivo das competências das pessoas que nos procuram – que possam aumentar o perfil de empregabilidade em línguas e tecnologias da informação.
Em finais de Novembro de 2011, o centro de formação caldense tinha desenvolvido 259 acções de formação para 3570 formandos. E desenvolvemos 15 700 horas de formação nos três pólos. Nas Caldas desenvolvemos 77% da formação, em Alcobaça 20% e na Marinha Grande, 3%”.
NO CNO das Caldas em 2011, 140 pessoas certificaram-se com o 9º ano enquanto que 123 com o 12º ano.
Em Alcobaça 228 com 9 º ano e 73 com o 12 º ano. Na Marinha Grande desde Junho de 2011 32 pessoas certificaram-se com o 9º ano e 51 com o 12 º ano.

GC: Como foi o seu contacto com o sector da cerâmica? E como foi lidar com entidades caldenses?
OO:
Hoje vivemos num mundo onde as pessoas devem ser flexíveis e adaptáveis. Tenho hoje em relação à cerâmica alguns conhecimentos, mais do que quando cheguei.
Foi com gosto que aprendi e contactei com estas realidades, criativas, culturais e que considero que me enriqueceram.
Os relacionamentos institucionais com as várias entidades foram normais, estabeleceram-se laços de cooperação e de parceria nalgumas situações. Eventualmente admito que nesses relacionamento encontrei uma cultura onde as entidades olhavam o Cencal como sendo algo a quem se pode pedir muito e ao qual se podia dar pouco.

GC: Na sua opinião acha que mudou o paradigma da cerâmica?
OO:
Sim, mudou. É o que se tem verificado nos últimos anos é a diminuição de empresas cerâmicas, assim como o volume do emprego relacionado com este sector.
Há seis anos ainda desenvolvíamos acções de formação inicial para o sector da cerâmica, para formar técnicos de modelação e técnicos cerâmicos, isto é, preparávamos pessoas para laborar neste  sector. Fazíamos acções de formação de longa duração e que hoje não fazem sentido sobretudo porque não há procura. Não há empresas que procurem esses perfis e os jovens e os desempregados têm uma representação social  negativa em relação à área e não querem formação nesta área.
Fazemos antes acções de formação de aperfeiçoamento e de actualização de competências que possam ajudar as empresas e os trabalhadores a melhorar as suas competências, tentando assim melhorar produtividades e assim contribuir para que as empresas possam ter mais competitividade.

GC: Considera válida a que a aposta no âmbito internacional, atraindo especialistas de cerâmica ao Cencal para trocar experiências com ceramistas portugueses?
OO:
Sim, tem sido uma aposta estratégica do Cencal. Achamos que temos excelentes condições para desenvolver um conjunto de actividades ligadas à formação cerâmica, mas que podem extravasar o âmbito da mesma e que têm que ser equilibradas nos resultados económico-financeiros. O IEFP financia o programa de formação, mas restantes actividades têm que se equilibrar.
O Cencal tem uma história e uma cultura e grandes vultos da cerâmica internacional já passaram por cá. Temos condições técnicas e tecnológicas e de recursos humanos ímpares para o desenvolvimento das actividades de formação e de lazer em relação à cerâmica. Há ainda a possibilidade de realizar um casamento ou ligação com actividades de natureza turística, cultural e patrimonial.
Nas nossas instalações temos bar, refeitório e uma área residencial que podem ser utilizado em períodos de férias e por isso considero que o Cencal poderia ser uma escola de Verão de Cerâmica, tirando partido das suas infra-estruturas.
Este é um projecto que já marcou alguns passos importantes pois nos últimos anos temos recebido grupos de ceramistas galegos para terem formação em modelação de cerâmica, de autores brasileiros em cooperação com a Fundação Ricardo Espírito Santo e também estudantes da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Recebemos pontualmente estudantes de Erasmus da Escola de Manises, de Valência, de uma outra escola de cerâmica polaca e isso são expressões reduzidas daquilo que o Cencal poderia desenvolver e dar à sociedade e à região.
Penso que temos todas as condições para transformar o centro de formação numa Escola de Verão de Cerâmica. Creio que seria possível e já há algumas iniciativas que indicam esse caminho mas em muito pouca escala em relação ao que o Cencal podia fazer e oferecer à sociedade.
Nesta senda temos feito várias candidaturas ao Programa Europeu Leonardo que não mereceram acolhimento, quanto a nós injustamente. Com algum apoio comunitário poderíamos mais facilmente avançar nessa linha.

GC: E isso beneficiaria os ceramistas da região?
OO:
Sim, claro, o Cencal pode  desenvolver mais workshops de Verão e pode desenvolver actividades em que participem cidadãos estrangeiros ou nacionais que podem vir às instalações do Cencal  desenvolver competências na área da cerâmica.
Procuraríamos desta forma  trazer de outros países, até nós, um conjunto de ideias, de saberes, formas de ver a vida e a cerâmica que sejam processos inovadores para os nossos ceramistas.

GC: O Cencal tem apostado noutras áreas, a nível internacional?
OO:
Sim, temos tido alguma experiência muito baseada nas competências e conhecimentos de José Luís Almeida Silva na área da consultadoria estratégica e criámos uma relação com o Estado do Amazonas, trabalhando no desenvolvimento do pólo cerâmica de Iranduba, do outro lado do rio de Manaus.
Temos avaliado  as condições para o desenvolvimento dessa actividade que pode e deve dar sequência que já não é estratégica mas sim operacional. Creio que iremos  ajudar a instalar indústria cerâmica no Amazonas e dar formação sobre como se qualificam os recursos humanos para trabalhar nessa indústria.
Eu ficaria muito satisfeito se o que ainda é uma consultadoria estratégica resultasse numa consultadoria técnica, operacional e de recursos humanos, por exemplo, com a instalação de uma escola-oficina de Cerâmica Criativa no Brasil. O Cencal poderá ser útil na área a consultadoria técnica sobre os equipamentos e acções de formação para formar os recursos humanos.

GC: Além da formação, o Cencal presta outros serviços às empresas desta região?
OO:
Hoje, o Cencal, apesar da tal mudança de paradigma da redução da importância do sector cerâmico, procura diariamente saber quais são as necessidades das empresas de cerâmica e a dar-lhes resposta. Desenvolvemos hoje, para além da formação dos activos, consultadoria técnica para algumas empresas até fora das Caldas, desenvolvemos ensaios de laboratório para o sector cerâmico.
Naturalmente à medida que diminuiu a importância da cerâmica, o Cencal procurou outras actividades pois é preciso não esquecer que a AIRO também pertence ao Cencal, logo temos uma obrigação e responsabilidade social vai para além da cerâmica e abrange toda a indústria da Região Oeste.
A acção do Cencal tem uma forte ligação às empresas, e procura perceber as necessidades, os perfis dos postos de trabalho e as competências que são mais necessárias. Fazemos visitas às empresas numa leitura permanente.

Natacha Narciso
nnarciso@gazetacaldas.co

Museu associado à obra de Ferreira da Silva poderá instalar-se junto ao Cencal

Publicado a 23 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Cultura Destaque Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A Escola-Museu que albergará as obras do autor poderá ser construído em terreno do Cencal. Esta ideia agrada ao autor que está ligado ao centro de formação desde o seu início, nos anos 80.

O Conselho de Administração do Cencal – que reuniu a 9 de Dezembro  – está a analisar a proposta da autarquia de instalar a Casa Museu Ferreira da Silva junto às instalações do centro de formação caldense.
Segundo o ainda director, Octávio Oliveira, este órgão “mostra alguma disponibilidade de princípio para desenvolver as ideias expressas”.
Este responsável acrescentou que haverá sempre necessidade de detalhar algumas situações mas diz que “a porta ficou entreaberta para o desenvolvimento do projecto”.
A Escola Museu Ferreira da Silva implicará uma zona de exposição a criar e esta obriga ao estabelecimento de um programa, segundo o director do Cencal. À componente expositiva poderá unir-se  a espaços de trabalho onde o artista poderia desenvolver os seus projectos.
Nas oficinas do Cencal, onde há equipamentos específicos para o efeito, poderia ser o local onde este artista plástico, desenvolveria preferencialmente a sua produção artística em cerâmica, sem prejuízo para os projectos que realize noutros locais.

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Octávio Oliveira deixa Cencal para presidir ao IEFP

Publicado a 9 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O ainda director do Cencal (à direita) durante uma visita de uma delegação brasileira

Octávio Oliveira, actual director do Cencal, vai substituir Francisco Madelino (entretanto exonerado) na presidência do Conselho Directivo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). A notícia foi avançada pela TSF na passada segunda-feira e confirmada nesse mesmo dia junto do Ministério da Economia.

Segundo notícia do Dário Económico, a informação sobre os nomes escolhidos pelo governo para integrar o novo Conselho Directivo do IEFP já tinha seguido para o Conselho Económico e Social e os parceiros tinham então dez dias para se pronunciar.

Octávio Oliveira já integra os quadros do IEFP há vários anos, do qual foi vice-presidente do Conselho Directivo em 2004 e 2005.

Natural do Tramagal (Abrantes), o ainda director do Cencal foi também vereador do PSD na Câmara de Torres Novas em 2003 e delegado regional do IEFP de Lisboa e Vale do Tejo.

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Helder Silva inspira-se na tradição para produzir azulejaria contemporânea

Publicado a 28 de Outubro de 2011 . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

“À minha janela….” é como se designa a exposição de azulejaria contemporânea de Helder Silva, que abriu a 21 de Outubro no Museu de Cerâmica.
A mostra reúne nove painéis onde há vários padrões que se misturam com linhas do corpo feminino.
A mostra foi organizada em parceria entre o museu e o Cencal e pretende chamar a atenção para a área da azulejaria actual.
O pintor Hélder Silva, formado nas Belas Artes de Lisboa, seguiu o ensino, mas a azulejaria acompanhou-o desde sempre e tem agora imenso gosto em ensinar e explicar ao pormenor aos formandos do Cencal que técnicas utilizou para fazer os seus painéis.

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Cencal apresenta estudo sobre pólo de cerâmica de Iranduba na Amazónia

Publicado a 21 de Outubro de 2011 . Na categoria: Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Na próxima quinta-feira, dia 27 de Outubro, José Luiz de Almeida Silva, técnico e investigador do Cencal vai estar presente VI Feira Internacional da Amazónia (FIAM 2011) para participar no seminário internacional desta iniciativa, designado “Desenvolvimento da Indústria da Mineração e Petrolífera no Amazonas: Desafios e Oportunidades”.
José Luiz de Almeida Silva, que também é director da GC, vai apresentar as conclusões de um estudo para a dinamização do Pólo de Cerâmica de Iranduba. Durante o seminário serão discutidos os cenários para o investimento do sector mineral no Estado do Amazonas, bem como vão ser analisadas as oportunidades de desenvolvimento da indústria de transformação mineral. Serão abordadas as dimensões da cerâmica e do caulino, bem como de outros projectos minero-industriais tendo como origem o estanho e o potássio.

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Azulejaria contemporânea no Museu de Cerâmica

Publicado a 14 de Outubro de 2011 . Na categoria: Cultura . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O Museu da Cerâmica, em parceria com o Cencal, vai inaugurar no próximo dia 21 de Outubro de 2011, pelas 16h30, a exposição de azulejaria contemporânea designada “À minha janela….”.

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Terceira Festa da Cerâmica adiada para 2012

Publicado a 30 de Setembro de 2011 . Na categoria: Cultura Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A terceira edição Festa da Cerâmica, evento que deveria ter decorrido a meio do ano, será adiada para 2012. Quem o diz é a vereadora da Cultura, Maria da Conceição Pereira que convocou uma reunião para amanhã, 1 de Outubro, com várias entidades locais para discutir as linhas gerais da iniciativa. “Há eventos como as suas exposições que têm timings próprios e seria muito em cima da hora marcar eventos até ao final deste ano”, disse a autarca que é também deputada na Assembleia da República.
Maria da Conceição Pereira diz que se mantém o comissário João Serra, que agora preside à Fundação Guimarães Cidade Capital Europeia da Cultura e que por causa “da sobrecarga de trabalho deste responsável durante os últimos meses, decidimos adiar o evento para o ano seguinte”.

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