A praia da Lagoa vai hastear este ano pela primeira vez a Bandeira Azul, juntando-se à praia Mar, na Foz do Arelho. O símbolo de qualidade atribuído anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa tem em conta um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental.
“As pessoas estão cada vez mais conscientes dos problemas ambientais quando tiverem que optar irão fazê-lo por uma praia com certificado de qualidade, como é o caso da bandeira azul”, afirma o vereador Hugo Oliveira, que acredita que o galardão permitirá a vinda de mais turistas aquela estância balnear.
O autarca salienta que há alguns anos que os indicadores das águas mostravam alguma estabilidade, mas a Câmara e Junta de Freguesia da Foz do Arelho entenderam por bem garantir esses bons resultados para propor a candidatura. “Havia sempre algum receio de que durante um Inverno mais rigoroso se levantassem alguns sedimentos depositados nos fundos e o pior que nos podia acontecer era obter a bandeira e a seguir perdê-la”, explicou.
O Inatel da Foz do Arelho foi o local escolhido para acolher o XIV Congresso do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização (do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) que decorreu a 20 e 21 de Abril, e onde foram feitas algumas exigências, tendo sido decidido que poderiam vir a recorrer à greve no caso de não serem ouvidos.
Num documento aprovado no final dos trabalhos, foi exigido o início imediato das negociações entre o sindicado e o governo “Se houver mais adiamentos, com graves problemas para a segurança dos cidadãos portugueses e para o respeito pelos direitos humanos de cidadãos estrangeiros, o sindicato reforçará as medidas de luta”, refere a deliberação aprovada por unanimidade em assembleia.
No início dos trabalhos, o presidente do sindicato, Acácio Pereira, tinha alertado para a falta de pessoal e de condições, num país que tem uma das fronteiras mais extensas da Europa “de Viana do Castelo a Vila Real de Santo António, passando pelos Açores e pela Madeira”.
Amanha dia 31 de Março, pelas 21h00 terá lugar na Foz do Arelho uma Via Sacra ao vivo durante a qual será feita uma encenação dos últimos momentos da vida de Cristo.
O ponto inicial da dramatização será no Largo da Igreja da Foz, e esta irá contar com 30 figurantes que vão percorrer várias ruas da vila, que culminará com a crucifixação de Cristo, de novo no Largo da Igreja.
N.N.
O jantar com fados, organizado pela Comissão da Igreja da Foz do Arelho, que estava previsto para o dia 10 de Março e que iria realizar-se no Centro Social e Recreativo da vila, foi cancelado. A organização irá anunciar nova data quando decidir retomar o evento.
N.N.
Uma estância termal no Olho Marinho, tendo por base as nascentes que brotam naquela aldeia, foi uma das propostas apresentadas para aquela freguesia. A última apresentação dos projectos desenvolvidos pelos alunos de Arquitectura para o concelho de Óbidos foi feita em finais de Janeiro e incluiu ainda propostas para a Amoreira e Usseira.
“Tratam-se de propostas muito criativas, inovadoras e arrojadas”, disse o presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, que pretende continuar a desenvolver esta parceria com a Universidade Técnica de Lisboa
As nascentes do Olho Marinho podem ser aproveitadas e rentabilizadas. Pelo menos, essa é a visão dos alunos do quarto ano de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa que projectaram para aquela localidade uma estância termal, anexada a uma pousada turística, que além de possuir uma componente terapêutica, irá contar com actividades culturais e de lazer.
A aparência do edifício assemelha-se a um rochedo, em que os espaços e percursos se desenvolvem “de forma orgânica”.
Realizam-se entre 1 e 3 de Março as III Jornadas Técnicas da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, este ano dedicadas ao tema “Contextos”. As crianças e jovens, os idosos e as organizações dão mote a três dias de conferências e oficinas no Inatel da Foz do Arelho. Uma iniciativa que tem inscrições abertas até 24 de Fevereiro.
Mais uma vez, as jornadas da Misericórdia vão contar com um extenso painel de oradores, representantes de entidades de âmbito local e regional, que se juntam para debater questões cada vez mais prementes na área das respostas sociais, do acompanhamento de crianças e idosos e do dia-a-dia das instituições. O programa das intervenções ainda não se encontra fechado, mas já estão confirmadas as presenças de representantes do CADin – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, da Fundação “O Século”, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, da Associação Portuguesa de Gerontologia e da Associação para o Desenvolvimento das Novas Iniciativas para a Vida, entre muitas outras entidades.
Se se repetir a adesão dos dois anos anteriores, dezenas de psicólogos, sociólogos, técnicos de instituições, educadores e professores deverão participar nesta iniciativa, que tem organização conjunta da Misericórdia e do Ponto de Ajuda, o Contrato Local de Desenvolvimento Social das Caldas da Rainha.
O primeiro dia de actividades é dedicado às crianças e jovens. Em cima da mesa vão estar os comportamentos problemáticos na infância, os problemas emocionais e de comportamento e a importância da terapia. A vida no seio de uma instituição, a hiperactividade e défice de atenção, são outros temas a debater neste dia.
Já a 2 de Março as actividades vão incidir sobre os idosos e o arranque do dia conta com a presença de Maria Barroso Soares, presidente da Fundação “Pro Dignitate”. O crime e violência sobre os mais velhos, a intervenção em gerontologia, o envelhecimento activo, os apoios aos cuidadores, a demência e a animação de idosos dão tema aos painéis de debate e oficinas do dia.
O último dia das jornadas técnicas é dedicado às organizações, com as actividades a incidirem sobre a motivação, a gestão de equipas e de conflitos, a liderança e a importância do trabalho em rede. Neste dia realiza-se também um encontro que junta diversos Contratos Locais de Desenvolvimento Social. Durante as jornadas o Inatel acolhe ainda uma mostra de livros e materiais sobre as temáticas abordadas no encontro, numa parceria com a Livraria Bertrand.
A participação nos painéis de debate, marcados para as manhãs, é gratuita. Já as oficinas, que decorrem à tarde, têm um custo de cinco euros e as actividades “Café com…” que decorrem todos os dias às 20h30 custam três euros. Haverá entrega de certificado aos participantes que devem efectuar a inscrição nas jornadas até à próxima sexta-feira, dia 24, no site www.pontodeajuda-scmcr.pt, onde além da ficha de inscrição está também disponível o programa das jornadas.
Joana Fialho
jfialho@gazetacaldas.com
Alvo de uma intervenção de emergência, para centrar o canal da aberta que a liga ao mar e para desassoreamento de parte do seu corpo, a Lagoa de Óbidos tem originado muita curiosidade durante o decorrer das obras.
No passado dia 16 de Janeiro foram as crianças que frequentam a escola do primeiro ciclo da Foz do Arelho, acompanhadas pelo professor António Vieira, que foram conhecer “in loco” o que ali está a ser feito, contando com as explicações dos técnicos do INAG e da empresa Irmãos Cavaco, que a está a realizar.
Ana Seixas, vice-presidente do INAG, deixou por horas o papel de engenheira para assumir o de professora e explicar, numa linguagem simples e acessível, que a Lagoa de Óbidos “está a ficar velhota” e que, por isso, de tempos a tempos, necessita de uma intervenção.
Curiosas, as crianças quiseram saber como funcionam as dragas e tiveram mesmo oportunidade de, junto delas, registar a remoção das areias do fundo da lagoa. Actualmente encontram-se três dragas a operar (duas na margem norte e uma na margem sul) que removem, em média por hora, 90 metros cúbicos de areia, juntamente com 200 metros cúbicos de água.
D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, presidiu à celebração que assinalou, a 11 de Dezembro, a reabertura da igreja da Foz do Arelho, alvo de ampliação desde o Verão passado, numa intervenção que custou 260 mil euros.
A população encheu o novo templo, que agora triplicou o seu espaço e na cerimónia também participou todo o executivo da Câmara das Caldas, assim como antigos e actual párocos da Foz do Arelho.
“A solução encontrada foi a mais feliz dentro das possibilidades actuais”, disse D. José Policarpo já na festa convívio que se realizou no Centro Recreativo da Foz do Arelho e que juntou centenas de pessoas logo após a missa que celebrou a reabertura da igreja local. O cardeal deu os parabéns ao arquitecto Fernando Fonseca pois o seu projecto de ampliação “foi uma solução bela e útil”, deixou ainda o recado de que a renovação do templo é apenas o início “de uma longa caminhada que agora começa”.
O Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho vai promover uma festa de passagem de ano com uma ementa que inclui caldo verde, lombinhos de cherne, bacalhau à Festa Brava, lombo de porco com castanhas e ensopado de cordeiro.
As sobremesas incluem bolo rei, tartes, bolo de bolacha, brigadeiros, pudim caseiro, molotof, trouxas de ovos e arroz doce. Haverá uma mesa de queijos, presunto na tábua, salgados e camarão. A ementa inclui as bebidas.
Os preços variam entre os 25 (sócios da colectividade) e os 30 euros (não sócios) e as crianças – com idades entre os oito aos 14 anos – pagam 10 euros.
O pagamento e a inscrição deve ser feita na sede do Centro Recreativo da Foz até ao dia 26 de Dezembro. Depois da meia-noite as entradas na colectividade custam cinco euros.
N.N.

Os destroços causados pelo incêndio, que ainda se mantinham intactos no passado fim-de-semana, deverão ser limpos nos próximos dias
Foram precisos mais de quatro meses, mas as seguradoras autorizaram finalmente a remoção os escombros resultantes do incêndio que a 1 de Agosto destruiu totalmente os sete bares das ‘mini-docas’ da Foz do Arelho. A Administração Regional Hidrográfica (ARH) do Tejo já deu orientações aos proprietários para que o espaço seja limpo, o que deverá acontecer por estes dias.
A autarquia caldense continua a trabalhar no projecto de requalificação daquela zona, mas a sua execução vai depender do financiamento de fundos comunitários. Por isso, não se sabe quando o espaço ganhará nova vida.
De acordo com Carlos Castro, chefe de divisão do Gabinete Sub-Regional do Oeste da ARH Tejo, os ofícios que notificam os proprietários dos bares para que procedam à limpeza dos destroços foram enviados na passada sexta-feira, dia 9 de Dezembro, e definem um prazo de 15 dias úteis para que os trabalhos sejam feitos. Uma autorização que para Fernando Horta, presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, “demorou muito” a chegar.









