O papel que o Dr. Luís Pisco desempenhou até 2010 à frente da Unidade de Missão para os Cuidados de Saúde Primários, acaba de ser reconhecido pela nova maioria governamental, ao nomeá-lo para vice-presidente do Conselho Directivo da Direcção Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com o pelouro dos cuidados de saúde primários.
O médico de família caldense, que desde há vários anos se tem dedicado ao estudo da problemática dos cuidados primários, nomeadamente dos médicos de família, e foi um dos grandes responsáveis pelo lançamento das Unidades de Saúde Familiar (USF), vê uma vez mais distinguida a sua acção e conhecimentos, com o convite que lhe foi dirigido pelo novo presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo.
Nos tempos difíceis da carência de recursos humanos e financeiros, vai ter uma vez mais que tentar fazer a quadratura do círculo, para permitir consolidar a reforma dos centros de saúde, agora como elemento executivo de uma equipa.
Zé Povinho saúda-o e deseja-lhe as maiores felicidades, esperando que possa ajudar a concluir o projecto da criação das USF da região Oeste.
A Dra. Assunção Cristas é ministra de uma “casa” muito grande que se chama Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. É muita valência para uma só ministra, mas isso não justifica o atraso no despacho de alguns assuntos urgentes, como é o caso das dragagens na Lagoa de Óbidos, um dossier que, ainda por cima, a governante conhece muito bem porque foi eleita deputada pelo círculo de Leiria.
Mas tão ou mais lamentável que este atraso (já havia dinheiro cabimentado pelo governo anterior para a execução da intervenção na lagoa) é a forma como este ministério gere a informação pois, contactados os seus assessores de imprensa, estes nada sabem sobre a Lagoa de Óbidos.
E no entanto, tal como no governo PS as informações sobre as dragagens chegavam, através da estrutura do partido, ao adjunto do então governador civil de Leiria, agora, com o governo PSD/CDS-PP, é o deputado centrista Duarte Nuno que obtém informação privilegiada (e até a transmite, e muito bem, na Assembleia Municipal).
Quanto à informação oficial que um governo transparente deveria fornecer através dos seus gabinetes de imprensa aos jornalistas, essa, continua a ser gerida como se até os assuntos mais simples fossem segredos de Estado.
A diferença, para já, é que no governo anterior, o assessor de imprensa do Ministério do Ambiente era de uma insuportável arrogância, o que levou o ministério a ser condenado pela Entidade Reguladora Para a Comunicação Social (ERC) após queixa da Gazeta das Caldas.
Já os actuais assessores, pelo menos, ainda vão respondendo educadamente. Só que não dizem nada. A senhora ministra deveria estar mais atenta.