Oeste representado no “Peixe em Lisboa”

Publicado a 20 de Abril de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O Oeste possui seis representações no certame Peixe em Lisboa, que decorre até dia 22 de Abril no Pátio da Galé (Terreiro do Paço) e reúne os melhores chefes e restaurantes, que oferecem degustações criativas.
A ginja de Óbidos e de Alcobaça, mel e produtos da serra da LeaderOeste, a doçaria conventual da Pastelaria Alcoa, os espumantes e aguardentes da Quinta do Rol da Lourinhã e os vinhos da Companhia Agricola do Sanguinhal, são as propostas oestinas para os visitantes.
No mercado gourmet dezenas de expositores apostam nos produtos biológicos, vinhos, mel, licores, queijos, doçaria conventual, bolos tradicionais, enquanto que no auditório chefes dão aulas e apresentações de cozinha com provas comentadas, do melhor que se faz a nível do peixe e marisco.
Reconhecidos restaurantes como “100 Maneiras”, “A Peixaria da Esquina”, “Eleven”, “G Spot” e “José Avilez”, estão entre a dezena de participações, que integra também o restaurante de Peniche “Tasca do Joel”.
O Turismo do Oeste tem acompanhado e colaborado na presença das empresas do Oeste, não só na inscrição e organização da participação, como também apoiando financeiramente as empresas em 50 % dos custos.
A entrada no certame é de 15 euros por pessoa, com direito a provas. A Organização é do Turismo de Lisboa e o programa pode ser visto em www.peixemlisboa.com
O jornalista americano John Resek, do jornal The Rotarian, esteve recentemente na região para conhecer a oferta turística do Oeste, de forma a preparar as visitas dos congressistas rotários que estarão em Lisboa em Maio de 2013. Trata-se de um evento que reunirá cerca de 30 mil pessoas e o Oeste “não quer ficar de fora da oferta global aos congressistas, tanto nas visitas turísticas como na captação de algumas dormidas nos hotéis da região”, explica Luís Garcia, do Turismo do Oeste.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com

“Este é o Oeste que vamos manter!” afirmaram os autarcas na Bolsa de Turismo de Lisboa

Publicado a 8 de Março de 2012 . Na categoria: Destaque Economia Painel . há 5 respostas a este artigo.

O stand do Oeste, com cerca de 180 metros quadrados, juntou num mesmo espaço o Turismo do Oeste, OesteCIM e os municípios

O Oeste marcou presença na Bolsa de Turismo do Oeste (BTL), que se realizou na FIL entre os dias 29 de Fevereiro e 4 de Março. Tratou-se de uma participação conjunta entre Turismo do Oeste, OesteCIM e empresários, com o objectivo de promover este destino e mostrar a coesão politica em torno da defesa do Oeste fora da zona metropolitana de Lisboa.
A esmagadora maioria dos presidente de Câmara marcaram presença na inauguração (a excepção foi o autarca de Óbidos), que contou com a presença do ministro da Economia, Álvaro Pereira, e da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles.

Os autarcas apelaram à manutenção do Turismo do Oeste fora da área metropolitana de Lisboa, juntando-se à Lezíria e Médio Tejo. Num tapete negro à entrada do stand podia ler-se “Este é o Oeste que vamos manter!”, um recado que não caiu bem a Cecília Meireles, cuja reacção acabaria por marcar o dia da inauguração.
De acordo com alguns dos responsáveis locais a governante terá reagido, com desdém ao apelo, exclamando “isso era o que vocês  queriam”. António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, considerou o comentário “profundamente lamentável, vindo de um membro do governo”, até porque, na sua opinião, a frase não era agressiva.

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Oeste com mais impacto na edição 2012 da Bolsa de Turismo de Lisboa

Publicado a 24 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A Turismo do Oeste vai apoiar financeiramente a presença de 15 empresas do sector da hotelaria e turismo na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que se vai realizar na FIL, em Lisboa, entre os dias 29 de Fevereiro e 4 de Março.

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Lógica dos distritos na Justiça elimina a comarca do Oeste

Publicado a 3 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

A comarca das Caldas mantém as secções Cível, Criminal, de Família, de Menores e de Trabalho. Apenas a do Comércio passa para Alcobaça.

A promulgada comarca do Oeste (criada pelo governo de Sócrates e promulgado por Cavaco Silva) que corresponde à NUT III, não passou do papel. O novo governo foi desenterrar a lógica dos distritos (apesar de ter extinto os governos civis) e prevê a criação de 20 comarcas no país, correspondentes aos distritos no continente e às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
O Oeste judicial ficará, assim, cortado ao meio, com alguns tribunais a pertencerem ao distrito de Leiria e outros ao congestionado distrito de Lisboa. Bombarral e Cadaval perdem mesmo os seus tribunais.

O Tribunal do Bombarral, criado em 1999 no governo de António Guterres, deverá deixar se funcionar caso se concretize a proposta da ministra da Justiça de reorganização da estrutura judiciária. Esta alteração do mapa prevê ainda, no distrito de Leiria, a extinção dos tribunais de Alvaiázare, criado em 1973, e de Ansião anterior a 1944. No distrito de Lisboa está prevista a extinção do tribunal do Cadaval, criado em 1988 no governo de Cavaco Silva.
Com esta proposta cai também o círculo judicial da anterior reforma, promulgada por Cavaco Silva em Agosto de 2008, que tinha sido criado no Oeste para servir os concelhos de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
A proposta que se encontra em debate público, prevê a criação de apenas 20 comarcas no país, correspondentes aos distritos no continente e às regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A organização assenta na estrutura de um único tribunal por distrito com secções a funcionar em diversos pontos, embora não como tribunais autónomos. Assim, o Oeste passa a ser repartido entre a comarca de Lisboa e a comarca de Leiria.
De acordo com um documento elaborado pela Direcção Geral da Administração da Justiça, esta alteração terá reflexos “na organização judicial quer nas estruturas de suporte (secretarias e secções de processos), e orienta-se para uma maior mobilidade de recursos, humanos e materiais, e de processos ou, pelo menos, da prática de actos processuais”.
Os critérios para o encerramento têm em conta o número de processos entrados, a distância entre o tribunal a encerrar e o que passará a receber os processos e o facto de as instalações serem propriedade do Ministério da Justiça ou arrendadas. Também é tido em conta a evolução da população da zona, a oferta existente em meios alternativos de resolução de litígios e os serviços públicos centrais existentes na zona, assim como de postos de atendimento ao cidadão.
No caso concreto do Bombarral, o estudo refere que esta comarca apresenta valores, tanto de movimento processual como de população, inferiores relativamente à comarca das Caldas. No que respeita à evolução demográfica o Bombarral apresenta uma diminuição da população de 1,32%, enquanto que a das Caldas regista um aumento de 5,73%. Para além disso, o edifício onde o tribunal do Bombarral funciona é propriedade da autarquia, enquanto que o das Caldas é do Estado e possui “melhores instalações, com condições mais adequadas ao funcionamento do tribunal”.
O tribunal das Caldas vai manter as competências cível e criminal nas quais abrange os municípios do Bombarral, Caldas da Rainha e Óbidos. Nas questões relativas ao Trabalho, Caldas da Rainha terá como área de abrangência os municípios de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche. O mesmo acontece com a secção de Família e Menores, que neste caso abrange também o município da Nazaré.
Já no que diz respeito às Execuções e Comércio, será o tribunal de Alcobaça a abranger os municípios de Alcobaça, Batalha, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche e Porto de Mós.
O volume processual reduzido da comarca do Cadaval dita a sua extinção, transitando os processos para Torres Vedras.

Câmara bombarralense contesta proposta do governo

A Câmara do Bombarral já tornou pública a sua “profunda discordância” com a Proposta de Reorganização da Estrutura Judiciária e exige a “manutenção dos actuais serviços de justiça, cuja organização deve privilegiar a maior proximidade e garantir as necessidades e os direitos constitucionais dos cidadãos”. Nesse sentido apela ao Presidente da República, à Assembleia da República e ao governo a manutenção do referido tribunal.
O executivo, reunido a 30 de Janeiro, aprovou uma moção onde considera que a extinção deste organismo porá em causa os direitos dos cidadãos no acesso à justiça, em especial para aqueles que residem no meio rural como é o caso do Bombarral.
Referem ainda que é posto em causa o direito ao acesso à justiça devido à distância a que ficam os serviços.
A autarquia contradiz ainda um dos critérios tido em conta pelo estudo – o volume processual expectável após a reorganização (inferior a 250 processos entrados) – tornando público que o Tribunal do Bombarral tem, neste momento, “mais de 1.800 processos pendentes, perfeitamente inseridos na estatística oficial”.
Além disso, denunciam o “transtorno e despesa causados com a deslocação” dos cidadãos para as Caldas da Rainha, para onde serão transferidos os processos e que tal transferência acarretaria enormes prejuízos na celeridade da resolução dos mesmos. Por outro lado, o Tribunal Judicial de Caldas da Rainha “encontra-se actualmente numa situação caótica de funcionamento, que só por si exige a ampliação do mesmo, por forma a ser dotado de mais dois Juízos de competência genérica para além dos três que tem actualmente”, concluem.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com

A Oeste todos contra extinção do pólo de turismo da região

Publicado a 20 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . há uma resposta a este artigo.

Deixará o Oeste de estar na crista da onda? (Foto de arquivo)

O governo anunciou na passada segunda-feira (16 de Janeiro) uma reorganização do sector do turismo, com a criação de cinco novas regiões com base nas NUT II, desaparecendo as entidades regionais e pólos de desenvolvimento turístico, entre eles o do Oeste, criados no governo de José Sócrates.
A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, anunciou ainda, em conferência de imprensa em Lisboa, que cada uma das cinco novas entidades de turismo (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve) terão mais competências, ao adquirirem as estruturas de oferta e promoção interna e externa, antes distribuídas pelas entidades regionais, pólos de turismo e agencias promocionais.
O presidente do Turismo do Oeste, António Carneiro, afirma que não conhece nenhum projecto de decreto-lei nesse sentido, e que apenas tem conhecimento desta situação pelo que viu escrito nos órgãos de comunicação social. “Foi-nos dito a 4 de Dezembro que tudo seria feito em diálogo com as entidades de turismo”, disse, lamentando que a governante tenha feito saber a sua intenção pela comunicação social.
O responsável pretende convocar na próxima semana os órgãos do Turismo do Oeste para tomarem uma posição sobre a possibilidade de não participarem na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), como forma de protesto sobre esta situação.
Os cerca de 30 empresários que na semana passada se reuniram com o presidente do Turismo do Oeste para tratar da participação naquela feira de turismo, ao saberem da intenção do governo em reestruturar estas entidades emitiram um comunicado onde mostram o seu descontentamento.
Os empresários não entendem que, apenas três anos volvidos sobre uma reorganização, que se justifique uma nova, nem aceitam que um novo figurino passe pela extinção deste órgão regional de turismo. Em comunicado, justificam a sua autonomia com a dinâmica empresarial gerada, a criação de eventos e permanente fixação de novos e estruturantes investimentos nesta região e deixam o seu “incondicional apoio” à manutenção da ERTOeste.
Também a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) já emitiu dois comunicados onde solicita ao Governo uma audiência, com carácter de urgência e antes da tomada de qualquer decisão, onde possam salvaguardar a especificidade reconhecida ao Oeste.
Os autarcas dos 12 municípios integrantes da OesteCIM opõem-se “à perda da identidade que foram criando ao longo de mais duas décadas, diluindo-se, eventualmente, num espaço territorial que não salvaguardará a sua iniciativa empresarial e pública, constituindo tal decisão uma discriminação negativa”.
Também os deputados PSD eleitos pelo círculo de Leiria, Paulo Batista Santos e Maria da Conceição Pereira, defendem o reconhecimento da especificidade da região do Oeste. No passado dia 3 de Janeiro questionaram o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, sobre a anunciada reorganização da orgânica regional do turismo no território nacional continental,  dando nota da importância da actual entidade regional de turismo do Oeste na promoção da região como destino turístico com características ímpares a nível nacional e internacional.
Os deputados social-democratas questionam o Governo sobre as condições da anunciada redefinição das entidades regionais de turismo, e se nesse novo modelo será considerado as especificidades da região turística do Oeste.
Os deputados do PS por Leiria enviaram já uma carta aos seus colegas do PSD para uma reunião urgente onde se disponibilizam a ajudar a fazer tudo o que for necessário para evitar que esta medida se concretize.
Num comunicado enviado pela Federação do PS Leiria, este partido exorta a sociedade civil do distrito, os autarcas e a todos os operadores deste sector para que sensibilizem o governo para o “erro” que estará a cometer com o desmantelamento dos pólos turísticos da região, Oeste e Leiria/Fátima. E apela aos sete deputados da maioria PSD/CDS que apoiam o governo para que não permitam que este erro se concretize. “Não basta dizer que se questionou o governo sobre o assunto, é preciso que façam valer o facto de serem um dos maiores grupos de deputados distritais de um só partido”, defende João Paulo Pedrosa, presidente da federação socialista de Leiria.
Os socialistas consideram ainda que a crise que o país vive não se resolve concentrando tudo em Lisboa e Porto, abandonando as regiões e os distritos, como é o caso de Leiria. Na sua opinião, a dinâmica empresarial do distrito, “ficará irremediavelmente afectada se esta política cega de centralização se mantiver”.

Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com

Política de solo no Oeste em debate em Óbidos

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Nos dias 27 e 28 de Janeiro realiza-se em Óbidos a primeira Conferência Oeste Evolui (COE), subordinada ao tema Política de Solo: novos desafios para a região Oeste.
A COE 2012 incide sobre a reflexão e o debate de questões que surgem no âmbito da revisão da lei de solo, a qual se propõe repensar “os princípios e normas fundamentais sobre a política de solos”, assente na preocupação de dotar a administração de instrumentos de gestão eficazes, refere a empresa Plio, que organiza a conferência. A Plio está sediada em Óbidos e opera nas áreas da tecnologia, informática e telecomunicações e do ordenamento do território e urbanismo.
O evento tem como público-alvo decisores políticos, técnicos e profissionais, dirigentes associativos e comunidade científica, interessados em matérias de ordenamento, planeamento e gestão do território.
Com este encontro a Plio pretende lançar a reflexão e debate sobre o assunto, assim como descentralizar estes encontros técnicos relacionados com o planeamento no Oeste.
As informações e inscrições poderão ser efectuadas em http://coe.plio.pt/.

F.F.

OesteCIM exige continuidade do Turismo do Oeste

Publicado a 6 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Actuais Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Os 12 presidentes de Câmara da OesteCIM (Comunidade Intermunicipal do Oeste) exigem a continuidade da existência de uma Entidade Regional de Turismo (ERT) própria para o território do Oeste, não aceitando a “anulação de todo um património sedimentado com muito trabalho e estratégia sustentada, na unidade de autarquias, empresas de turismo e hotelaria”.
Esta posição, tomada em conselho executivo desta entidade, a 22 de Dezembro, vem no seguimento da vontade do governo em proceder a uma nova reorganização das actuais ERT, passando pela sua redução.
Os autarcas defendem também o reforço das competências da ERT Oeste, em matéria da promoção externa, apoio ao investidor e qualificação da oferta, assim como em matérias de planeamento e desenvolvimento regional.
No documento enviado ao ministro da Economia e Emprego e à secretária de Estado do Turismo, pedem ainda que seja desenvolvido todo um conjunto de iniciativas em defesa da coesão territorial e do seu órgão regional de turismo.
Os autarcas justificam esta posição com o facto  do Oeste ser um “território único” construído por razões de ordem cultural e antropológicas e, mais recentemente, reforçado pela ERT e OesteCIM na consolidação de um “destino turístico com características impares a nível nacional”.
Tal o justificava a qualidade e dimensão do seu património construído ou intangível, a “inigualável ruralidade moderna, a sua própria escala humana e densidade urbana, a excepcional localização geográfica e amenidade climática e, certamente, a oferta turística e hoteleira”.
Na missiva, os presidentes de Câmara sustentam ainda que centenas de organizações associativas ou empresariais, públicas ou privadas, e mesmo produtos se “colaram” a uma marca territorial, no entendimento do valor que aí obtinham e do contributo que também transmitiam na alavancagem de uma marca e destino em “permanente crescimento”.
António Carneiro, do Turismo do Oeste, afirma que o entendimento do governo de que Portugal tem organismos a mais é uma “fobia transversal”, chamando a atenção para o facto do turismo não ter as mesmas especificidades que os organismos burocráticos.
O responsável lembra que a última estruturação decorreu há apenas três anos e reclama que “não podemos viver ao sabor do pensamento do governo que, a cada altura, está no poder”.
A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, reuniu com os 11 presidentes das ERT nos dias 4 e 5 de Dezembro, onde lhes pediu a colaboração para a sugestão do mapa organizativo. António Carneiro escusou-se a dar sugestões nesse sentido, justificando que se trata de uma decisão do governo.
“Entendo que o Oeste é uma marca poderosa e qualquer solução que venha a ser tomada tem que ter isso presente”, afirma o responsável, adiantando que actualmente estão “numa grande expectativa”.
As regiões de turismo têm vindo a dialogar no sentido de apresentar propostas ao governo que passam pelo reforço das suas competências  e por uma nova lei de financiamento para estas entidades.
António Carneiro diz ainda que no final de 2012 todos os órgãos das ERT terminam os seus mandatos pelo que “mandaria o bom senso” que alguma decisão a ser tomada deveria ser nessa altura, depois de dialogar ao longo do anos com as entidades.
Em Novembro, na Convenção Anual da Entidade Regional de Turismo do Oeste, a secretária de Estado do Turismo disse querer ouvir as propostas regionais, mas sublinhou que a reestruturação das 11 estruturas regionais do sector é uma reforma que tem que estar finalizada em 2012.

Deputados do PSD defendem o reconhecimento da especificidade da região do Oeste
Além dos autarcas do Oeste, a maioria social-democrata, também os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Leiria, Paulo Batista Santos e Maria da Conceição Pereira, defendem o reconhecimento da especificidade da região do Oeste.
No passado dia 3 de Janeiro questionaram o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, sobre a anunciada reorganização da orgânica regional do turismo no território nacional continental,  dando nota da importância da actual entidade regional de turismo do Oeste na promoção da região como destino turístico com características ímpares a nível nacional e internacional.
Os deputados do PSD afirmam que “passados apenas três anos de vigência é um facto que este modelo apresenta fortes debilidades, sobretudo no capítulo do financiamento das entidades regionais de turismo, factor essencial para o desenvolvimento dos seus objectivos de valorização turística e promoção dos recursos turísticos nacionais”. Reconhecem que há entidades e pólos turísticos com graves dificuldades financeiras, mas sublinham que existem “excepções que valorizam as actuais marcas turísticas regionais”, dando como exemplo o pólo de desenvolvimento turístico do Oeste.
Os deputados social-democratas questionam o Governo sobre as condições da anunciada redefinição das entidades regionais de turismo, e se nesse novo modelo será considerado as especificidades da região turística do Oeste.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com

Almadesign escolhe Óbidos para instalar escritório na região Oeste

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“Estamos com grandes expectativas com esta vinda para Óbidos”, diz o director da Almadesign, Rui Marcelino

A empresa Almadesign, especializada em serviços de projecto e consultadoria para todas as fases do design, com sede em Oeiras, está também instalada no ABC – Apoio de Base à Criatividade, a incubadora do Parque Tecnológico de Óbidos (PTO), desde Novembro.
A localização do escritório em Óbidos nasce, segundo Rui Marcelino, director da empresa, do facto da empresa ter negócios nesta região, nomeadamente na Marinha Grande e em Óbidos, onde está a desenvolver um projecto na área da Energia e Defesa, juntamente com as empresas Tekever, EPI e INEGI.
Em paralelo, a Almadesign, que conta já com 14 anos de existência,  continua a desenvolver projectos nas suas áreas de actuação: design de transportes (aeronáutica, ferroviária, rodoviária e náutica), produtos (mobiliário, máquinas industriais e puericultura) e interiores (retail e stands).
Sobre a escolha de Óbidos, Rui Marcelino adianta que ficou bem impressionado com as explicações dadas quer pelo presidente da Câmara, quer pelo director do PTO, e que o local está dentro do enquadramento que lhes interessava. “Para uma empresa de design é importante ter uma espécie de retiro onde nos podemos encontrar e fazer algumas explorações mais profundas de projectos, e alguns deles também exigem um bocadinho de resguardo”, explicou.
Rui Marcelino diz mesmo que pensa trazer alguns dos seus clientes internacionais a conhecer a região, à semelhança do que fez quando estava no Tagus Park, levando para lá a Associação da Indústria Aeronáutica Internacional e promoveu reuniões com especialistas da Embraer (empresa brasileira de aeronáutica) e Lockheed Martin (empresa de equipamentos militares), entre outras.
O director da Almadesign destaca também o apoio prestado pelo PTO às empresas que ali estão sediadas. “Das duas ou três vezes que viemos cá percebemos que o pessoal do PTO é gente que se mexe muito e faz o que acho que um parque tecnológico deve fazer, que é dinamizar os contactos entre as empresas”, refere, acrescentando que achou mais intensa a relação de dois ou três meses em Óbidos do que a década em que estiveram instalados no Tagus Park.
“Aqui [Convento de Miguel] já fizemos alguns contactos que ainda não resultaram em trabalho, mas estão a caminho disso”, disse, dando nota da entreajuda das empresas desta região, que “já não acontece em Lisboa”. A instalação da empresa não é também alheia ao facto desta região ter direito a fundos comunitários da região Mais Centro.

A empresa especializada em design, e sediada em Oeiras, conta actualmente com 11 colaboradores

Neste momento trabalham na Almadesign 11 pessoas e no escritório do Convento das Gaeiras está um colaborador da empresa. “Temos dois ou três projectos “secretos” à espera de aprovação que têm ligações muito grandes à Marinha Grande e que passam, provavelmente, por ter mais pessoas aqui”, adiantou à Gazeta das Caldas. E se esses projectos singrarem também “é provável” que venham a ter mais colaboradores.
“Estamos com grandes expectativas com esta vinda para Óbidos e esperamos que para além desta aproximação ao Oeste, possa haver uma aproximação da região à nossa empresa, de modo a que possamos encontrar aqui projectos”, concluiu o empresário.

“A partir do momento em que suspenderem a Linha do Oeste é meio caminho para ela ser enterrada”
Responsável por uma empresa especializada em projectos ligados à mobilidade e um grande utilizador do comboio, Rui Marcelino considera que este é um dos melhores transportes que existe à face da terra. “Há praticamente nove anos que todas as semanas vou ao Porto de comboio, perde-se pouquíssimo tempo e durante o percurso vou sempre a trabalhar”, conta.
Apesar de não conhecer a realidade do Oeste, o responsável considera que faz todo o sentido a região ser abrangida por uma linha que parta de Lisboa e faça paragens em Torres Vedras, entre Óbidos e Caldas e depois em Leiria. “Parar nas capelinhas todas é que não faz sentido”, alerta.
Referindo-se à Linha do Oeste, Rui Marcelino antevê que “a partir do momento em que a suspenderem é meio caminho para ela ser enterrada”, o que lamenta.
Rui Marcelino é da opinião que actualmente os empresários, e as empresas, estão muito mais alerta para as vantagens do transporte ferroviário, pelo que o seu futuro faz todo o sentido.
“Não imagino 45 minutos a segurar num volante. Se for para me divertir admito que sim, senão é uma perda de tempo”, afirma o empresário que considera que a mobilidade regular devia ser assegurada por um transporte como o comboio, como acontece no resto da Europa.

Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com

CP e Refer não fornecem elementos para o estudo sobre a linha do Oeste

Publicado a 2 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Destaque Economia Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Apesar do mau serviço, a linha do Oeste tem tido um aumento de passageiros desde 2005

O responsável pelo estudo de sustentabilidade da linha do Oeste ainda não recebeu um conjunto de elementos que foram pedidos à CP e à Refer através da Câmara das Caldas da Rainha, entidade que lhe adjudicou aquele trabalho, destinado a demonstrar que é possível reduzir custos e aumentar receitas sem fechar o serviço de passageiros.

Nelson Oliveira, especialista em engenharia ferroviária, tem o seu trabalho quase concluído, mas lamenta não ter tido acesso a informações muito importantes que lhe permitiriam melhor fundamentar as suas propostas.

Os elementos para este estudo foram também pedidos, sem sucesso até este momento, ao secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, (que tutela a CP e a Refer) pelos deputados do PSD do distrito de Leiria.

Presidente da Câmara no Prós e Contras

Na passada segunda-feira, no programa da RTP, Prós e Contras, o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, fez uma intervenção acutilante em defesa da linha do Oeste e teceu fortes críticas ao mau funcionamento da CP, apontando desperdícios na sua organização. São, aliás, os excessivos custos centrais da CP que se repercutem depois nas contas dos serviços que a empresa presta aumentando, assim, os prejuízos de exploração.

Fernando Costa disse também na televisão que o número de passageiros na linha do Oeste a norte das Caldas tinha crescido desde 2005, mas meteu os pés pelas mãos quando anunciou que a administração da CP tinha dez secretárias por administrador e que cada uma ganhava 50 mil euros por ano, o que de forma alguma, corresponde à verdade.

No mesmo programa também falou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, que defendeu também a linha do Oeste e disse aceitar que o destino dos comboios vindos das Caldas da Rainha fosse Coimbra e não a sua cidade porque seria sempre possível fazer um transbordo.

 Martingança organiza viagem de comboio na linha do Oeste

“Tivemos que fechar as inscrições porque senão isto nunca mais parava”. O desabafo é de Fernando Vitorino, residente em Martingança Gare (concelho de Alcobaça), que decidiu organizar uma viagem de comboio para o dia 1 de Dezembro, desde a sua terra à Figueira da Foz e conseguiu reunir logo 205 pessoas em poucos dias.

Satisfeito com a adesão, lamenta não ter podido aceitar mais gente, mas como o programa inclui almoço na Figueira da Foz, teve que arranjar um segundo restaurante com capacidade para 100 pessoas para poder acomodar todos os excursionista.

“Será a última viagem de comboio?” assim reza o folheto com o programa que, ao preço de 20 euros, inclui viagem de ida e volta entre Martingança e Figueira da Foz com almoço incluído.

Fernando Vitorino vive a dez metros da estação ferroviária e foi presidente de Junta de Freguesia local, eleito pelo PSD, durante vários anos. Esta viagem é uma forma de protesto pelo encerramento anunciado no fim do serviço de passageiros na linha do Oeste a norte das Caldas da Rainha.

A estação de Martingança é um importante pólo gerador de tráfego de mercadorias devido à fábrica de cimentos da Maceira, à qual está ligado por um ramal ferroviário. A presença da estação levou ao crescimento em seu redor de uma localidade designada Martingança Gare. Não muito longe fica a sede da freguesia de Martingança. A estação serve também as localidades de Maceira, Moita, Cerca, A-dos-Barbas e Burinhosa. 

Carlos Cipriano

cc@gazetacaldas.com

A Linha do Oeste e a macrocefalia do umbigo

Publicado a . Na categoria: Breves Correio Leitores Opinião . Seja o primeiro a comentar este artigo.

As administrações das nossas ferrovias, uma só chegava, custaram-nos no ano de 2010 a quantia de 1.323.607,00 euros. Feitas bem as continhas, em média, cada um, dos dez elementos, levou para casa, naquele ano, 26.536 contos. Obviamente que aqui não estão incluídas todas as mordomias que usufruem, como o custo de oito Mercedes E220CDI, um Volvo S80, um BMW 5250, embora ali conste o valor da renda/prestação anual da viatura de serviço. Acrescente-se que são administradores que não possuem acções da empresa nem tão pouco, qualquer um deles investiu ali um cêntimo que seja. A sua nomeação deveu-se à tutela, sem concurso, ao contrário do que pretende agora o actual primeiro-ministro que os lugares da Administração Pública sejam preenchidos segundo uma escolha “que seja muito para além da questão de confiança política e que envolva o mérito, independentemente da área partidária” dos candidatos. Achamos muito bem! Até que enfim… mas que os concursos não sejam só documentais. Podem aparecer diplomas passados no dia anterior…

Efectivamente precisamos de novos gestores públicos. Gestores com novas mentalidades, com novas ideias, com novas promessas de compromisso. Gestores que, não abusem das pessoas, não se sirvam dos bens de outrem por tributo ou usurpação, não se comportem como certos poderosos deste mundo que não têm respeito por ninguém fora do seu séquito. Que no exercício do dever que lhes foi confiado, nunca esqueçam que nas empresas públicas, sem lucro, quem os sustenta é o povo tributário, de quem eles se servem e escravizam a seu belo prazer, sem qualquer contemplação pelo seu bem-estar no futuro.

Mas como alguma coisa tem de fazer e para justificar que estão vivos e que zelam pelos seus próprios interesses acaba-se com a linha do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz, porque se diz só tem, em média, 57 passageiros por comboio. Privam-se, assim, as localidades, entre outras, de Louriçal/jMarinha das Ondas, Monte Real, Leiria, Marinha Grande, Martingança, Valado/Alcobaça/Nazaré, S. Martinho do Porto e Caldas, como restantes a Sul, para os passageiros que querem viajar no sentido ascendente.

Na situação de pobreza em que vivemos e na consequência de maior agravamento, (em que por razões sobejamente conhecidas, cada vez mais as populações tem de recorrer ao comboio a fim satisfazer as suas necessidades mais prementes), considerar apenas a rendibilidade local e não se fazer uma análise da exploração circunstanciada e equitativa a todas as vertentes, é atirar para o degredo da marginalização as pessoas do mundo rural, que ainda podiam ter alguma qualidade de vida. Se os pioneiros do caminho-de-ferro em Portugal assim pensassem e não tivessem em consideração o desenvolvimento e a consequente prosperidade das populações não se tinha construído um único quilómetro de ferrovia.

Quando se queixam da saturação das linhas suburbanas de Lisboa, onde muitas das vezes os passageiros têm de viajar de pé por falta de lugar, por conhecimento próprio podemos testemunhar da linha de Sintra e de Cascais. Será que têm de ser sempre os provincianos a pagar o bem-estar dos outros?

Melhor exemplo não podem ter e por serem tão funestos, como os custos agora suportados, e o empobrecimento, e consequente perda de qualidade de vida, tão amargamente sofrido pelas gentes que a linha da Lousã servia. Cometer o mesmo erro duas vezes para pessoas que se dizem de bem é demais! Mas como somos excepcionais dramaturgos e todos gostamos de participar na criação e no aprofundamento dos factos reais da desgraça, e deixar as nossas marcas nos palcos desta vida onde, outros, como angustiantes, sentidamente e penosamente interpretam o papel de vencidos nesta sinistra tragédia portuguesa. 

Fernando Perpétua


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