A Semana do Zé Povinho

Publicado a 20 de Abril de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Uma vez mais são as juntas de freguesia  da cidade que assumem a realização das comemorações do 25 de Abril no concelho das Caldas da Rainha, certamente pelo facto da própria autarquia se sentir pouco motivada para comemorar a data.
Para além das tradicionais realizações desportivas e musicais, a junta de Nossa Senhora do Pópulo traz à cidade a exposição dedicada a José Afonso que foi um grande amigo das Caldas e de muitos caldenses.
Zé Povinho recorda-se que Zeca tinha na cidade caldense vários poisos onde podia descansar e retemperar forças, tanto no período da ditadura como, posteriormente, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Também foi nas Termas Caldenses que ele procurou aliviar algumas das suas maleitas físicas, sendo um incondicional dos tratamentos termais que frequentava periodicamente e em que se deleitava com o convívio com os restantes banhistas, muitos que eram uma amostra do verdadeiro povo ligado à terra.
Tragicamente seria tolhido por doença que irremediavelmente o levou de junto dos portugueses, tendo Caldas da Rainha e os caldenses, se solidarizado com a sua precária situação de saúde e financeira e organizado uma jornada de apoio em que participaram todas as figuras mais importantes da cultura musical portuguesa, numa jornada memorável no Pavilhão da Mata.
Por tudo isto, Zé Povinho saúda a iniciativa das Juntas de Freguesia de Nª Sª do Pópulo e de Sto. Onofre, ao relembrarem e homenagearem um dos mais  genuínos e corajosos cantautor português – Zeca Afonso – que esteve ligado em vida à cidade.

As obras em curso de recuperação urbana, financiadas por fundos europeus, parecem não estar a correr da forma mais organizada e programada.
A intervenção no Largo João de Deus mostrou toda uma acção desgarrada e vagarosa, nunca tendo parecido obedecer a uma idéia global para colocar aquele espaço como um futuro fulcro da actividade cultural e turística da cidade, para mais pelo facto de o merecer por tratar-se do berço do burgo caldense.
Agora que arrancou a segunda fase, o que aconteceu com o desenrolar da obra no Largo do Hospital, parece demonstrar que os responsáveis queriam escapar-se à negociação com o outro parceiro que tem a responsabilidade pela gestão do Hospital Termal, mostrando assim uma má prática que é incompatível com o facto de estarem a intervir numa zona fulcral da história da cidade com mais de cinco séculos de existencia.
Tudo isto leva Zé Povinho a temer pelo que irá passar quando pegarem na Praça da República, o principal ex-libris das Caldas da Rainha.
Nessa altura, depois de arrancarem as novas obras a situação não se compadecerá com novas intervenções de última hora, como agora ocorreu junto do Hospital Termal, depois de chamado o “Rei Salomão”, que veio impor a sua decisão, contra argumentos estafados dos seus pupilos.
Zé Povinho hesita em escolher a quem dever ser assacada a responsabilidade do sucedido e que vai incorrer novos custos por obras não previstas, mas acha que devia ser o vereador Hugo de Oliveira, que devia ter um pouco mais de bom senso e de maturidade para não pactuar com voluntarismos e idealismos dos seus jovens técnicos, e necessitar de um puxão de orelhas do seu Presidente.
Zé Povinho, não sendo conservador, contudo acha que numa obra destas devia existir o conselho ajuizado de um especialista de alta craveira, que tivesse experiência na intervenção em espaços históricos sensíveis, para evitar situações que, no futuro, serão consideradas como “oportunidades perdidas” e recursos desperdiçados.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 8 de Março de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . há 2 respostas a este artigo.

Zé Povinho, cavalheirescamente, cedeu este espaço no Dia da Mulher à sua cara metade, Maria Paciência, que também quer dizer da sua justiça em relação ao que se está a passar em Portugal no presente momento.
Olhando para o país neste dia é tempo de olhar para Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota, figura mítica da região Oeste que deu mostras da sua valentia em relação a uns quantos invasores a quem tratou da saúde no seu forno onde fazia o pão.
Ora era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país.
Por tudo isso, é com alguma nostalgia e recordação que Maria da Paciência evoca o papel desempenhado por esta heroína épica nacional, que devia desafiar todas as portuguesas e portugueses para fazer o trabalho em favor do país de forma autónoma e vencedora.

Maria Paciência não gosta de “bater no ceguinho” como diz o povo, mas a senhora secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, merece-o. Não é que durante a visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, perante os autarcas que apelavam à manutenção do Turismo do Oeste fora da área metropolitana de Lisboa, e perante um tapete negro junto stand que dizia “Este é o Oeste que vamos manter!”, a dita senhora governante comentou – para todos os que estavam perto ouvirem – “isso era o que vocês  queriam!”?
Há estratégias e estratégias e nisto do turismo juntar mega-regiões, como a área Metropolitana de Lisboa, com uma pequena região que se tem afirmado fortemente nos últimos anos, mas que não deixa de ser pequena e muito especial, não tem lógica.
Dizem com alguma razão de ser, que muitas vezes Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Ora, caso o Oeste caia, sem autonomia nem liderança na Grande Região de Lisboa, perderá a palavra e nem a paisagem lhe vale.
Como se demonstra por esta reincidência, que Maria Paciência também assume como o fez Zé Povinho que não vai muito de amores com a Dra. Cecília Meireles, cuja escolha para o governo parece um erro de casting dos democratas cristãos para um sector tão importante no desenvolvimento do país.
A sua insensibilidade pela verdadeira dimensão da indústria turística – que é talvez a mais importante actividade económica e social (porque também é fortemente criadora de emprego) do séc. XXI – pode fazer duvidar da importância que o actual Ministério da Economia lhe dá para a recuperação de Portugal.
Maria Paciência também pensa que isso é mau e pode ser uma coisa trágica nos próximos tempos, a não ser que o primeiro-ministro Passos Coelho esteja a preparar-se para fazer a limpeza naquela pasta do governo.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 2 de Março de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O vereador Dr. Tinta Ferreira, responsável pelos mercados, teve um assomo de sensatez ao propor o adiamento das obras de requalificação da Praça da República onde se realiza diariamente o mercado da fruta, como é conhecido.
Zé Povinho, em certos momentos prefere ser conservador e não arriscar no desconhecido, pelo que achava que iniciar as obras no empedrado da Praça no mês de Março ou Abril, podia ser de uma ousadia trágica para a vida económica da cidade neste ano da tragédia greco-portuguesa de 2012.
Mas, tendo quase dez meses para preparar a solução provisória, seria de todo o interesse estudar conscientemente as soluções alternativas para instalar a praça nesse período, sendo que o espaço nas traseiras  do Chafariz das 5 Bicas e certas ruas nas imediações, nomeadamente a Rua Provedor Frei Jorge de S. Paulo e Conselheiro José Filipe, desde que devidamente preparadas, podem reunir boas condições para o efeito. Era ainda uma forma de aproveitar o pequeno auditório ali existente para acções de animação do mercado.
Está por isso de parabéns o Dr. Tinta Ferreira, sabendo desde já que no próximo ano, se o prazo das obras falhar, coincidirá com as eleições para a Câmara, que penalizarão duramente os futuros candidatos que forem responsáveis pelo (mau) andamento dos trabalhos.

A Associação Desportiva de Machico já teve duas faltas de comparência no campeonato da I Divisão Nacional de voleibol por não ter recursos financeiros para se deslocar ao continente. Ao que parece, diz o regulamento que ao fim de duas faltas a equipa prevaricadora é excluída da prova, mas a Federação Portuguesa de Voleibol não só não fez cumprir a regra, aceitando integrar a formação madeirense no sorteio da segunda fase, como também nada faz para ajudar os clubes nas suas deslocações entre as ilhas e o continente, por forma a viabilizar o seu principal campeonato.
O problema do Machico não é único, já que o Marítimo, também da Madeira, já faltou a um jogo no continente pelas mesmas razões, aparentemente por dificuldade do Estado em desbloquear as subvenções destinadas às deslocações dos clubes insulares ao continente e entre ilhas.
Esta é uma questão que devia ser resolvida, ou pelo menos clarificada rapidamente pela federação, já que é a própria credibilidade do campeonato que está em jogo. A fase mais decisiva começa já este fim-de-semana e a aplicação, ou não, de um regime de excepção a esta regra terá consequências directas no resto da prova para as outras equipas que procuram evitar a descida, entre elas o Sporting Clube das Caldas.
Por outro lado, esta questão chamou a atenção de Zé Povinho porque pode vir a ter um efeito de bola de cristal sobre o que se poderá vir a verificar num futuro próximo com muitas outras colectividades um pouco por todo o país. É que as dificuldades financeiras dos clubes e de quem os apoia poderáo significar perda de quantidade e qualidade dos serviços de prática desportiva e de lazer que as colectividades oferecem e que são de extrema importância para a formação dos nossos jovens.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 17 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O que têm em comum os presidentes de Câmara das Caldas da Rainha, Peniche, Cadaval, Lourinhã, Marinha Grande e Torres Vedras?
Todos mandaram às malvas a atitude déspota, insensível e cinzenta do primeiro ministro e decretaram tolerância de ponto dos serviços municipais para a terça-feira de Carnaval, mantendo aquilo que é uma tradição com muitas décadas e que movimenta milhares de pessoas em actividades que têm forte impacto nas economias locais.
Em contrapartida, os presidentes da Nazaré, Alcobaça, Óbidos e Bombarral (todos do PSD) decidiram acatar obedientemente a decisão do governo, pondo os funcionários camarários a trabalhar, como se isso tivesse algum impacto na competitividade do país. Aliás, foi provado que nestas condições, com metade do país a meio gás, os serviços públicos abertos produzem mais despesa do que proveito social pois serão milhares de funcionários à espera de um número ínfimo de utentes.
Pior ainda foi a atitude do executivo da Nazaré que aprova uma moção verborreando a decisão do governo, mas mostrando-se incapaz de a contrariar.
Zé Povinho, que tem na sua génese uma faceta de folião e sempre entendeu o Carnaval como um momento de catarse e de envolvimento social na crítica mordaz, alegra-se, por isso, pelas decisões dos senhores presidentes, Fernando Costa, António José Correia, Aristides Sécio, José Dias Custódio, Álvaro Pereira e Carlos Miguel. E deseja-lhes um feliz e divertido Entrudo.

Zé Povinho tem pena quando vê gente que ocupa lugares e depois não exerce as suas faculdades ou poder, nem que seja de interrogar, questionar ou discutir as decisões de outros órgãos que vão pôr em causa os direitos daqueles que representam.
O Oeste está a ser alvo da maior operação de sempre de transformação da organização administrativa pelo Estado Central, que está a atingir nesta fase a arquitectura dos sistemas de saúde, turismo, transportes e judicial. Por enquanto.
Mas o que parece mais impressionante é que tudo se está a fazer nas costas das órgãos regionais criados há várias décadas, os mesmos que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, dizia há poucos dias a um jornal que devem ser reforçados nas competências.
O presidente da CIMOeste, Carlos Lourenço não é visto nem achado para discutir as alterações que se preparam centralmente na Praça do Comércio e são os dirigentes distritais dos partidos que estão no poder que têm algum protagonismo, especialmente o autarca das Caldas, Dr. Fernando Costa.
Isto demonstra a fraca solidez e importância que estes organismos proto-regionais têm para o poder central nesta fase do campeonato da crise gerida pela troika, em que se pretende fazer todo o mal ao mesmo tempo para depois haver tempo para recuperar a imagem e os estragos.
Daí que Zé Povinho se indigne perante a passividade do também presidente da Câmara da Arruda dos Vinhos, Carlos Lourenço, que politicamente é desde há vários anos o líder da região Oeste. Uma região que, com líderes destes, não terá grande futuro.

Zé Povinho

Publicado a 3 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Um jovem caldense cidadão do mundo. Ou,  pelo menos, da Europa. Assim se pode definir o Dr. António Vieira, nascido nas Caldas da Rainha há 26 anos e a residir actualmente em Basileia (Suíça) depois de ter já vivido na Bélgica e na Eslovénia.
O contacto com vários culturas e o cruzamentos de visões díspares sobre a União Europeia deu-lhe a motivação e o conhecimento para se lançar numa tese de mestrado sobre o eurocepticismo suíço, que lhe valeu na Universidade Nova de Lisboa a brilhante nota de 19 valores.
No seu trabalho, este investigador estudou a correlação entre o sentimento de nacionalidade dos suíços e o seu eurocepticismo, chegando à conclusão que não é pelo facto de serem ricos que os suíços não querem pertencer à União Europeia, mas sim para preservarem muito a sua identidade.
Esta incursão pela “alma suíça” levou-o ainda a descortinar no seu sistema político algumas virtudes que deveriam servir de exemplo à pesada burocracia com que se move o processo de decisão na UE. Enquanto na Confederação Helvética os cidadãos têm uma voz activa e uma participação democrática intensa e próxima do poder, os europeus dos 27 assistem a tomadas de decisão realizadas por elites políticas que lhes são distantes e com os quais nem sempre se identificam.
Zé Povinho confessa-se grato por esta aprendizagem das idiossincrasias suíças que o Dr. António Vieira tão bem explanou nas páginas da Gazeta. E, por isso, só pode felicitá-lo e desejar-lhe que prossiga em mais amplos voos.

O Oeste não tem tido grandes protagonistas no poder central que lhe dêem alguma atenção, ou atenção idêntica à que outras regiões têm quando essa oportunidade lhes calha.
Não é que Zé Povinho seja muito apreciador destas predilecções com base na proximidade dos responsáveis, mas entende que as outras regiões mais mexidas e influentes têm tido os benefícios correspondentes, enquanto que o Oeste e as Caldas da Rainha vêem desde há quase um século outras regiões e cidades passarem à frente, às vezes com menos condições e mérito.
Mas também é certo que o desempenho local ou regional não tem sido, com coerência e argumentação condizente, merecedora muitas vezes de tal distinção ou apenas de alguma atenção.
No entanto, o que se está a passar neste momento mostra à evidência que este é um dos períodos mais obscuros para a região, porque maltratada pelo poder central. São as acessibilidades ferroviárias, as estruturas de dinamização turística, a organização judiciária e provavelmente a prazo a estruturação do sistema de saúde (para não falar das sempre esquecidas termas), em que as decisões dos diferentes ministérios penalizam duramente o Oeste.
Um episódio é sintomático. Enquanto o ministro adjunto vem defender a organização territorial baseada nas NUT´s III, em que o Oeste já tem um papel importante, outros membros do governo, nomeadamente a ministra da Justiça, volta à organização do território do século passado.
Parece mesmo que no governo cada um dita a lei para seu lado, apenas tendo como objectivo querer mostrar serviço ao chefe máximo das Finanças, Dr. Vítor Gaspar, não contando o primeiro ministro Passos Coelho nada para pôr os pontos nos iis. Provavelmente o Dr. Passos Coelho é mais sensível aos problemas e aos desafios de Trás-os-Montes, onde ele tinha algum protagonismo autárquico. Mas o Oeste, pelos vistos, é região que parece ignorar.
Zé Povinho lamenta que o primeiro-ministro não queira manter disciplina e coerência entre os seus ministros sobre a organização do território.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 27 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O jovem caldense David Leal deu um exemplo de cidadania ao “chegar-se à frente” com um estudo técnico sobre a geo-grafia das freguesias do concelho das Caldas da Rainha, o qual fez chegar à Câmara e a todos os partidos com assento na Assembleia Municipal.
Denominado “Reforma da Administração Local”, o documento, de apenas 16 páginas, apresenta uma solução que passa pela fusão de 12 freguesias do concelho, que passariam a ser seis, de acordo com critérios científicos previamente definidos por este economista que fez a sua licenciatura no ISEG.
Zé Povinho não se pronuncia sobre o conteúdo do estudo, que deve ser aprofundado, debatido e é passível de ser contestado ou defendido. Mas não pode deixar de elogiar este acto de cidadania vindo de um munícipe que, detendo o know how e as ferramentas necessárias, realizou um “Trabalho de Casa” que foi muito útil para o debate sobre a reforma autárquica que em boa hora os movimentos independentes decidiram promover.
Parabéns Dr. David Leal pela sua iniciativa discreta e pelo seu contributo para a discussão de um assunto que deveria interessar a todos.

Zé Povinho ficou muito impressionado com as declarações do Sr. Presidente da República sobre a sua pensão de reforma, que afinal não era uma de 1300 euros, mas sim duas, tendo o próprio esquecido o valor da segunda, que depende do trabalho que realizou como director do Banco de Portugal e que deve ultrapassar os 4000 euros.
O Prof. Cavaco Silva não se tem dado bem quando fala dos seus honorários ou dos rendimentos da família, uma vez que nunca é preciso nem conciso, deixando sempre para o restante povo as maiores dúvidas sobre a justeza das suas declarações.
Mas uma coisa deveria ser imediatamente esclarecida: qual a razão em ter prescindido do seu salário como Presidente da República para optar pelas suas reformas?
Se deixou de receber mais de 6000 euros mensais do mais elevado cargo público, não tinha nenhuma lógica nem seria uma decisão inteligente se as suas pensões apenas chegassem aos 1300 euros. Naturalmente que este valor poderia não chegar para suportar as despesas normais da sua casa particular, dado que as despesas do Palácio de Belém também são assumidas pelo Orçamento Geral do Estado.
Estas afirmações do Sr. Professor Cavaco Silva criaram uma indignação quase nacional, que deu azo a que fossem assumidas posições bastante populistas e críticas dos seus opositores, mas também mereceram reparos envergonhados dos seus indefectíveis, começando pelo primeiro ministro, que não o poupou à crítica que a crise custava a todos incluindo ao Presidente da República.
O povo tem um ditado muito oportuno que lembra que “casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, mas esperava-se do Presidente da República declarações mais sensatas e oportunas no presente momento, evitando que, pela primeira vez, aquele cargo tenha ouvido públicos apupos daqueles que não conseguem aceitar o mau humor de Belém.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 20 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Breves Sociedade . há uma resposta a este artigo.

A columbofilia é uma modalidade de grande tradição nas Caldas da Rainha e no passado fim-de-semana esteve em destaque com a realização da mais importante exposição anual afecta ao pombo correio em Portugal.
A Exposição Nacional e Pré-Ibérica de Columbofilia trouxe à Expoeste no passado fim-de-semana os melhores exemplares criados no país. E trouxe também alguns milhares de visitantes, alguns dos quais em autocarros alugados, representando assim uma boa promoção para a cidade.
Este evento colocou Caldas da Rainha no centro das atenções de todos os entusiastas da columbofilia.
A Sociedade Columbófila Caldense é uma venerável instituição caldense com 84 anos de idade e só por isso já é merecedora dos elogios de Zé Povinho, sobretudo num tempo em que o associativismo parece estar a ficar fora de moda. A exposição nacional que ajudou a trazer para as Caldas, e que foi coroada de êxito, demonstram a vitalidade desta agremiação.

O Hospital Termal é um ex-libris das Caldas da Rainha. Mas de nada serve um hospital termal que não tem termas e que não possui as principais especialidades médicas com estas relacionadas, como é o caso da Reumatologia. Ainda por cima, quando é sabido que as águas termais caldenses têm efeitos terapêuticos muito positivos no tratamento do reumático.
Ora Caldas da Rainha arrisca-se a ter um hospital termal que é só um edifício carregado de História. Com o reaparecimento da legionella – essa bactéria inoportuna que de volta e meia resolve aparecer e obriga a fechar as termas – e sem uma especialidade médica de referência, o Hospital Termal das Caldas da Rainha perde um pouco do seu brilho. E com ele é a cidade que também perde.
Ao presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), Dr. Carlos Sá, pode servir-lhe de consolo a boa notícia que foi a aquisição de tecnologia de ponta para o serviço de Imagiologia do hospital – facto que Zé Povinho aproveita para relevar -, mas não deixa de ser lamentável o que está a acontecer ao Hospital Termal. Será um descalabro, uma decadência irreversível, ou apenas um mau momento de uma instituição com 500 anos? O Dr. Carlos Sá que responda.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 13 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, onde estudou, o jovem Nelson Oliveira já era considerado um génio por alguns dos seus colegas. Depois cursou engenharia no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tendo-se destacado pela sua aplicação ao estudo e as boas notas obtidas. Amigo dos caminhos-de-ferro, resolveu fazer na Universidade Católica uma prós-graduação em Engenharia Ferroviária que concluiu com uma média elevada.
O Dr. Fernando Costa não podia, pois, ter feito melhor escolha ao encomendar ao Eng. Nelson Oliveira o estudo de sustentabilidade da linha do Oeste, que agora mereceu rasgados elogios pela sua seriedade técnica, por parte dos políticos da região.
O relatório elaborado por este caldense é agora o pilar sobre o qual assentam as esperanças de não encerramento do serviço de passageiros da linha do Oeste a norte das Caldas.
Zé Povinho junta-se ao coro de elogios e felicita também este discreto engenheiro, que de repente – e contra sua vontade – se viu catapultado para o epicentro de uma questão técnico-política, que tem sido mediatizada, e à qual agora não pode fugir. Dir-se-á que, se a linha do Oeste se aguentar, deverá muito, na frente política, ao presidente da Câmara das Caldas, e, na frente técnica, ao Eng. Nelson Oliveira.

“Expectativas positivas”. “Grande abertura para dialogar”. Eis algumas das expressões relativas à postura do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, acerca da linha do Oeste.
Autarcas, deputados, dirigentes políticos e empresariais, têm feito os possíveis para evitar o fim do serviço de passageiros desta linha e há quem esboce algum optimismo.
Mas para já, o Dr. Sérgio Monteiro é o rosto da decisão de encerramento da linha, plasmada no PET (Plano Estratégico de Transportes). Os seus assessores de imprensa dizem aos jornalistas que o governo não recua e se mantém a decisão de supressão dos serviços.
A verdade é que a linha do Oeste sobreviveu à passagem do ano (o PET preconizava o encerramento até 31 de Dezembro), embora o governo diga que é só pelo tempo necessário de organizar o serviço rodoviário alternativo.
A presença ou não do secretário de Estado dos Transportes no debate de amanhã, em S. Martinho do Porto, poderá demonstrar a referida abertura para o diálogo, ou indiciar uma recusa em ouvir os argumentos que os eleitos da região têm para lhe apresentar.
Zé Povinho gostaria de felicitar o Dr. Sérgio Monteiro pela sua flexibilidade de governação, mas, para já, não deixa de censurar quem teve tão pouco senso para gerir este dossier, arriscando-se agora a ser o coveiro da linha do Oeste.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 6 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Actuais Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

No final de 2011 fazendo um balanço à animação que é feita no Oeste, destaca-se a grande distância os programas que são desenvolvidos na Vila de Óbidos e, nalguns casos, que se alargam a outras localidades do concelho.
Esta vila tem características muitos especiais que lhe dão um certo encanto que é do agrado da grande massa do turismo que hoje percorre o nosso país, seja nacional ou de origem internacional.
Para muitos observadores bastava manter aquele espaço de arquitectura medieval, que alguns contestam a sua genuinidade, sem qualquer evento para mesmo assim atrair um número elevado de visitantes.
Contudo, Zé Povinho sabe que isso pode ser correcto do ponto de vista patrimonial, mas também não gera os recursos que podem tornar sustentável a vida ali.
Perante este dilema, Óbidos optou pela realização intensiva em certas épocas do ano de realizações que atraem ao velho burgo muitos milhares de pessoas, que animam a economia local e criam algumas centenas de empregos, mesmo com carácter temporário.
Mas, na economia moderna, isto é um factor fundamental de criar riqueza para as regiões, como é provado em muitos locais turísticos espalhados por todo o mundo.
Zé Povinho acha que por vezes nestes eventos falta um pouco mais de imaginação e inovação, mas o mais recente – a Vila Natal -  que beneficiou de um tempo inabitual para a época, esteve no tom e na forma certa, agradando a maioria dos visitantes e expositores. Certamente que a este êxito não é alheio o responsável pela organização destes eventos nos últimos anos, que é o José Parreira.

Oestino convicto, Zé Povinho vê com alguma apreensão a decisão do governo em proceder a uma reorganização das actuais Entidades Regionais de Turismo, passando pela sua redução. Em causa estará a perda da autonomia do Oeste enquanto pólo para passar a integrar a região do Vale do Tejo, ficando à mistura com a Grande Lisboa e Estoril/Cascais, que tendem a hegemonizar dinheiros e atenções.
Curioso é perceber que esta decisão, anunciada pela Sra secretária de Estado do Turismo do governo de coligação, Cecília Meireles, indicada pelo CDS, não reúne o consenso dos autarcas oestinos, a sua grande maioria social-democrata, nem mesmo dos deputados do PSD eleitos por Leiria, Paulo Batista Santos e Maria da Conceição Pereira. Todos eles já mostraram publicamente o seu desagrado e ainda não foi tomada nenhuma decisão.
Zé Povinho espera que este território, que se tem vindo a afirmar do ponto de vista turístico, possa continuar a enveredar, orgulhosamente, a marca Oeste e que a administração central, mais do que reestruturar organismos, tenha em conta os que são sustentáveis e lhes dê o respectivo apoio.
A senhora Secretária de Estado Cecília Meireles a quem lhe foi entregue este pelouro anda muito a pairar nestes temas do turismo, certamente só lhe sendo conhecidas algumas competências no turismo de praia…

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 30 de Dezembro de 2011 . Na categoria: Actuais Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Zé Povinho termina o ano de 2011 escolhendo acontecimentos maiores que se destacaram positiva ou negativamente no decorrer do ano, alguns que se arrastam desde há décadas, significando que está também a elogiar ou a penalizar aqueles que directa e indirectamente contribuíram para o respectiva situação actual.
Positivamente, Zé Povinho acha que o ano que agora termina está a ser favorável para a Lagoa de Óbidos, que voltou a estar nos escaparates pelos problemas, mas houve também lugar para as boas notícias. Estão por isso de parabéns todos aqueles que contribuíram para a salvaguarda do seu ecossistema cujos problemas começaram, em parte,  a ser resolvidos.
Na primeira parte do ano com uma intervenção que resultou na aberta e agora em Dezembro, com o arranque em pleno dos trabalhos para a dragagem de 350 mil metros cúbicos de areia.
As areias estão a ser retiradas da zona da Aberta e depositadas nas margens sul e norte, reforçando o cordão dunar e protegendo as casas e o emissário submarino.
Faltará avançar com o financiamento da segunda fase, que prevê uma intervenção mais profunda e onerosa, com a remoção de areias de sedimentos do corpo e dos braços da Barrosa e do Bom Sucesso.
Zé Povinho espera que a troika não troque as voltas ao que já estava definido fazer pelo anterior governo e que o actual está dar seguimento.

Em contrapartida em 2011 há dois temas locais que não tiveram boas notícias, antes pelo contrário. Zé Povinho refere-se à inenarrável situação da Linha do Oeste e as soluções que penosamente se arrastam ao longo das décadas, bem como a outro ente pobre das preocupações dos poderes governamentais, quaisquer que sejam os partidos que estejam no poder, que é o das termas caldenses.
O novo governo só veio trazer mais desânimo à Linha do Oeste, com a decisão de encerrar ao serviço de passageiros o troço norte deste eixo ferroviário, condenando à morte uma vítima que há anos não era alimentada e que agora a responsabilizam pela sua doença.
Isto mesmo tendo em conta que do executivo PSD/CDS fazem parte elementos afectos à região que sempre fizeram “juras de amor” à Linha do Oeste, tal como os seus antecessores que agora viram o bico ao prego. Zé Povinho não gosta nada de ver o volte-face  de alguns e a falta de empenho de todos, incluindo aqueles que só aparecem em momentos de desgraça.
No termalismo continuam as indecisões e as inflexões e o estudo do ISCTE não parece augurar nada de bom e positivo para o futuro.
As termas das Caldas continuarão a ser um exemplo de uma excelente oportunidade perdida no tempo e de como uma falta de visão leva a uma não decisão que afecta a economia e o desenvolvimento de uma região.


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