A Semana do Zé Povinho

Publicado a 5 de Maio de 2013 . Na categoria: Actualidade Painel . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Caldas da Rainha

A raiz histórica das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, tal como os Celeiros Comuns, remontam à fundação das misericórdias portuguesas pela Rainha D. Leonor, fundadora das Caldas da Rainha e sua patrona, uma vez que cabia a estas instituições de solidariedade os empréstimos aos agricultores.

Contudo, foi já na I República, com o ministro do Fomento, Brito Camacho, que em 1911 criou a legislação que permitiu o aparecimento do crédito agrícola, e em 1919 a definição da actividade das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo. Não admira, pois, que em 1913 fosse Alvorninha e depois os Vidais a servirem de berço aquela que viria a ser a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo das Caldas da Rainha.
Ao longo destes cem anos – que se comemoram neste fim-de-semana – esta instituição financeira passou por várias vicissitudes, reflectindo a situação e as transformações por que passou o país. Nos últimos anos, num processo que também tem ocorridos com outras caixas homólogas, fundiu-se com Óbidos e Peniche.
A CCMA ainda hoje se trata de uma instituição tipicamente cooperativa, destinada ao negócio financeiro, mas que consegue aliar, se bem gerida e seguindo os ditames do seu estatuto e dos interesses dos seus associados, objectivos financeiros e de solidariedade social.
Por ser centenária e associar mais de cinco mil associados da região, merece o aplauso de Zé Povinho, esperando que possa continuar a dar apoio à vida económica local e regional.

Dr. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras e ex-ministro das Cidades, é um exemplo característico nacional do Chico Esperto que faz coisas, tem popularidade e julga-se acima de todas as leis.

Foi durante muitos anos o autarca exemplar, ao ponto de Durão Barroso o ter escolhido para ministro. Mas eis senão quando uma diatribe familiar o alcandora às primeiras páginas do defunto jornal O Independente, que tinha nessa altura como directo o actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas.

Entre os vários factos provados em Tribunal, estão o “branqueamento de capitais e fraude fiscal”, para já não falar da acusação de outros crimes não provados ou prescritos, que levaram o Supremo Tribunal a reduzir-lhe a pena de sete para dois anos de prisão efectiva. Provavelmente, se não tivesse gasto tanto dinheiro em advogados e processos, nunca teria conseguido esta diminuição da pena. No entanto, não satisfeito, continuou a meter recursos para ver se conseguia fugir à cadeia.

Ao todo foi quase meia centena de recursos apresentados nos tribunais.

O autarca Isaltino Morais era um exemplo para o povo de que a Justiça não era igual para todos, uma vez que para aqueles que tivessem dinheiro e descaramento podiam invocar repetidamente argumentos para adiar as decisões judiciais.

Ainda há muitos no país que pensam que este político vai vencer os tribunais e sair da prisão dentro de algum tempo, por ver fazer vencimento nalguma instância judicial de mais uns quantos recursos que os seus advogados interpuseram.

Contudo, no presente momento, está como qualquer simples cidadão que é condenado por um tribunal a cumprir a sua pena. Zé Povinho não mostra prazer pelo acontecido, mas acha correcto que a Justiça faça o seu caminho independentemente do estatuto e do poder político, social ou financeiro dos visados. Mesmo assim já tardava a decisão final de fazer justiça.

Manifestação nas Caldas terá o Zé Povinho como símbolo

Publicado a 4 de Março de 2013 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . há uma resposta a este artigo.

Também nas Caldas da Rainha se irão ouvir vozes contra a troika, tendo por mote “o povo é quem mais ordena”, na tarde de 2 de Março. “Espero que esta seja a tal manifestação que precisamos em Portugal”, diz Carlos Fernandes, porta-voz da organização da manifestação na cidade, que terá o Zé Povinho como símbolo.
A concentração está prevista para as 14h30, na Praça 25 de Abril, seguindo-se uma assembleia popular. Depois será feito um desfile pelas ruas da cidade, com um percurso semelhante ao do da manifestação de 15 de Setembro (que em todo o país fez sair à rua perto de um milhão de pessoas), e finaliza com um discurso lido pelos signatários do protesto.
Os organizadores, além de mostrarem a sua indignação com o que se passa a nível nacional, querem também lutar por melhores condições locais.
“Localmente a nossa luta consiste bastante no desemprego, onde a taxa é cada vez mais elevada e cada vez mais há pessoas que necessitam de ajuda para pagarem a electricidade ou a renda de casa”, explicou Ana Sofia Pataco, da organização.

Mais sobre Manifestação nas Caldas (…)

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 11 de Novembro de 2012 . Na categoria: Crónicas semanais . há uma resposta a este artigo.

Zé Povinho impressionado com o decurso da campanha eleitoral nos EUA, terra do seu aparentado Tio Sam, que terminou na noite de terça-feira com o apuramento dos resultados.
Para Portugal e para a Europa o resultado não podia ter sido melhor, uma vez que a maioria dos europeus era unânime de que a reeleição de Barak Obama podia constituir uma boa notícia.
Mas Zé Povinho ficou ainda mais sensibilizado ao ouvir o discurso de vitória de Obama, que soube reconhecer o valor dos seus adversários e comemorou-a sem recriminações contra os outros intervenientes e mobilizando todos para os desafios que se impõem. Quanto era bom ver esse tipo de procedimento amiúde em Portugal!
Para mais, nesse discurso lançou desafios ao povo americano para a recuperação da crise em que o país está mergulhado, sabendo que esta também é causa e efeito da crise global, pelo que é com expectativa que se espera que a retoma americana possa ajudar à resolução da crise.
Mas nas palavras mobilizadoras de Obama viu-se a grande ênfase dada à necessidade de reforçar a capacidade inovadora e empreendedora do seu país, bem como à continuação do processo de recuperação económica que passa, na opinião dos democratas, por um papel activo e interventivo do Estado, mas não esquecendo o que cabe aos outros actores, nomeadamente às empresas e aos cidadãos.
Se bem que há quatro anos Barak Obama tenha aberto expectativas excessivas que não pode ou conseguiu concretizar, talvez desta vez, com maior experiência e resolvidos bastantes dos problemas que enfrentou em 2008 (quando se saía da maior crise económica depois da grande depressão de 1929), se possa agora dar um verdadeiro alento à sua economia e consequentemente, à economia global.
Finalmente Zé Povinho espera que a Europa saiba ler nos desígnios expressos pelo povo norte-americano, desafios que poderiam ser experimentados também no velho continente, que nos últimos anos tem dado de si uma pobre imagem acerca do saber por onde vai ou quer ir. Por isso saúda a vitória de Barak Obama na expectativa de que a mesma sirva de lema para as mudanças que a Europa terá que fazer rapidamente, antes que se assista à sua derrocada.

Não adianta argumentar que foram dezenas, que foram todos os deputados da Assembleia da República eleitos pelo PSD e pelo CDS/PP (com a excepção de um) a votar favoravelmente o Orçamento de Estado. Para o caso, Zé Povinho revela a relação de proximidade e pede meças aos ilustres deputados das Caldas da Rainha que frequentam os corredores do Palácio de S. Bento.
A verdade é que Maria da Conceição e Manuel Isaac votaram num orçamento que ninguém acredita (nem eles próprios) que se vai cumprir. Um orçamento que condena Portugal a um progressivo empobrecimento, com consequências catastróficas para milhões de portugueses.
Zé Povinho já sabia que estes dois deputados não têm especial vocação para heróis (a coragem não é o seu forte), o mesmo é dizer, para mártires, porque rapidamente seriam triturados pelos seus próprios partidos. Obedientes, seguiram a disciplina partidária. Obedientes, seguiram as indicações dos seus líderes que, também obedientemente, seguiram as ordens da troika e de Merkel que, por sua vez, obedientemente, seguiram os ditames do capital financeiro, os ditos “mercados”, que não têm rosto e têm vindo a espalhar austeridade e rupturas sociais em vários países.
No meio disto tudo, o que contam afinal, dois deputadozinhos de segunda linha, que nem sequer são conhecidos a nível nacional? Não é para serem críticos, activos, reflexivos e participantes que eles estão no Parlamento. É para serem robots e votarem de acordo com os seus partidos.
Só que esta votação do Orçamento é demasiado séria e Zé Povinho não queria estar na sua pele ao sentirem-se cúmplices deste assalto fiscal que está a ser feito aos portugueses.
A partir de agora qualquer caldense tem o direito de abordar na rua – civicamente – os deputados Manuel Isaac e Maria da Conceição Pereira e perguntar-lhes se concordam com o “enorme aumento dos impostos”, com os cortes nas prestações sociais e com um orçamento que até reputados e insuspeitos especialistas dos seus partidos garantem ser incumprível e pernicioso para a economia nacional.
Zé Povinho não vai tão longe como o seu criador, Rafael Bordalo Pinheiro, que no seu tempo chamava bácoros aos que mamavam na Grande Porca da política, mas acha que é tempo de os deputados serem eleitos em círculos uninominais e possam ter a sua autonomia sem fazer estas tristes figuras.

Município vai colocar “padre” de Bordalo perto da Igreja Nossa Senhora do Pópulo

Publicado a 25 de Maio de 2012 . Na categoria: Destaque Painel Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Os autarcas caldenses tomaram conhecimento com o funcionamento da fábrica de cerâmica

A Câmara das Caldas encomendou à Fábrica de Faianças Bordallo Pinheiro um conjunto de figuras de movimento e peças bordalianas de grandes dimensões que irão integrar a obra de regeneração urbana das Caldas da Rainha.
Neste momento a fábrica está a fazer as maquetas para a primeira peça, o padre,  que deverá estar concluída em inícios de Dezembro e que será colocada perto da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo.
“Trata-se de um projecto novo e de um grande desafio”, revelou Victor Gonçalves, administrador da Bordallo Pinheiro, adiantando que, por exemplo, na projecção do molde irão usar ferro e silicone, que é uma novidade.
O Zé Povinho, Maria Paciência, o Polícia e o casal de saloios também integram o conjunto de figuras, feitas à escala humana, que a fábrica irá produzir, juntamente com mais seis peças de menores dimensões. A encomenda feita pela Câmara foi adjudicada este mês e terá um preço base na ordem dos 91 mil euros, mas que poderá ainda ter algumas variações tendo em conta as experiências que a  fábrica terá que fazer.
“Pensamos que para fazer uma peça boa de 1,8 metros temos que fazer três peças, porque vamos ter problemas com rachas e explosões no forno porque é muita massa”, explicou Victor Gonçalves. Uma peça, como a do Padre, no final pode pesar 500 quilos, o que na modelação equivale ao dobro, “porque a peça é completamente cheia e é feita a partir de mais de três dezenas de moldes”, acrescentou.
Esta será a primeira vez que a fábrica produz peças com tão grandes dimensões. Até agora, as maiores mediam aproximadamente um metro de largura, como é o caso da lagosta ou do sardão.
Tendo em conta que a peça será instalada num espaço público, Victor Gonçalves já sugeriu à Câmara colocá-la dentro de uma campânula de PVC para proteger das intempéries e também de possíveis actos de vandalismo.

Mais sobre Município vai colocar (…)

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 20 de Abril de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Uma vez mais são as juntas de freguesia  da cidade que assumem a realização das comemorações do 25 de Abril no concelho das Caldas da Rainha, certamente pelo facto da própria autarquia se sentir pouco motivada para comemorar a data.
Para além das tradicionais realizações desportivas e musicais, a junta de Nossa Senhora do Pópulo traz à cidade a exposição dedicada a José Afonso que foi um grande amigo das Caldas e de muitos caldenses.
Zé Povinho recorda-se que Zeca tinha na cidade caldense vários poisos onde podia descansar e retemperar forças, tanto no período da ditadura como, posteriormente, depois da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Também foi nas Termas Caldenses que ele procurou aliviar algumas das suas maleitas físicas, sendo um incondicional dos tratamentos termais que frequentava periodicamente e em que se deleitava com o convívio com os restantes banhistas, muitos que eram uma amostra do verdadeiro povo ligado à terra.
Tragicamente seria tolhido por doença que irremediavelmente o levou de junto dos portugueses, tendo Caldas da Rainha e os caldenses, se solidarizado com a sua precária situação de saúde e financeira e organizado uma jornada de apoio em que participaram todas as figuras mais importantes da cultura musical portuguesa, numa jornada memorável no Pavilhão da Mata.
Por tudo isto, Zé Povinho saúda a iniciativa das Juntas de Freguesia de Nª Sª do Pópulo e de Sto. Onofre, ao relembrarem e homenagearem um dos mais  genuínos e corajosos cantautor português – Zeca Afonso – que esteve ligado em vida à cidade.

As obras em curso de recuperação urbana, financiadas por fundos europeus, parecem não estar a correr da forma mais organizada e programada.
A intervenção no Largo João de Deus mostrou toda uma acção desgarrada e vagarosa, nunca tendo parecido obedecer a uma idéia global para colocar aquele espaço como um futuro fulcro da actividade cultural e turística da cidade, para mais pelo facto de o merecer por tratar-se do berço do burgo caldense.
Agora que arrancou a segunda fase, o que aconteceu com o desenrolar da obra no Largo do Hospital, parece demonstrar que os responsáveis queriam escapar-se à negociação com o outro parceiro que tem a responsabilidade pela gestão do Hospital Termal, mostrando assim uma má prática que é incompatível com o facto de estarem a intervir numa zona fulcral da história da cidade com mais de cinco séculos de existencia.
Tudo isto leva Zé Povinho a temer pelo que irá passar quando pegarem na Praça da República, o principal ex-libris das Caldas da Rainha.
Nessa altura, depois de arrancarem as novas obras a situação não se compadecerá com novas intervenções de última hora, como agora ocorreu junto do Hospital Termal, depois de chamado o “Rei Salomão”, que veio impor a sua decisão, contra argumentos estafados dos seus pupilos.
Zé Povinho hesita em escolher a quem dever ser assacada a responsabilidade do sucedido e que vai incorrer novos custos por obras não previstas, mas acha que devia ser o vereador Hugo de Oliveira, que devia ter um pouco mais de bom senso e de maturidade para não pactuar com voluntarismos e idealismos dos seus jovens técnicos, e necessitar de um puxão de orelhas do seu Presidente.
Zé Povinho, não sendo conservador, contudo acha que numa obra destas devia existir o conselho ajuizado de um especialista de alta craveira, que tivesse experiência na intervenção em espaços históricos sensíveis, para evitar situações que, no futuro, serão consideradas como “oportunidades perdidas” e recursos desperdiçados.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 8 de Março de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . há 2 respostas a este artigo.

Zé Povinho, cavalheirescamente, cedeu este espaço no Dia da Mulher à sua cara metade, Maria Paciência, que também quer dizer da sua justiça em relação ao que se está a passar em Portugal no presente momento.
Olhando para o país neste dia é tempo de olhar para Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota, figura mítica da região Oeste que deu mostras da sua valentia em relação a uns quantos invasores a quem tratou da saúde no seu forno onde fazia o pão.
Ora era uma verdadeira Padeira de Aljubarrota que hoje devia haver para enfrentar a troika que, quais insaciáveis predadores das finanças portuguesas, estão em Portugal a cortar até ao osso a riqueza do país.
Por tudo isso, é com alguma nostalgia e recordação que Maria da Paciência evoca o papel desempenhado por esta heroína épica nacional, que devia desafiar todas as portuguesas e portugueses para fazer o trabalho em favor do país de forma autónoma e vencedora.

Maria Paciência não gosta de “bater no ceguinho” como diz o povo, mas a senhora secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, merece-o. Não é que durante a visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, perante os autarcas que apelavam à manutenção do Turismo do Oeste fora da área metropolitana de Lisboa, e perante um tapete negro junto stand que dizia “Este é o Oeste que vamos manter!”, a dita senhora governante comentou – para todos os que estavam perto ouvirem – “isso era o que vocês  queriam!”?
Há estratégias e estratégias e nisto do turismo juntar mega-regiões, como a área Metropolitana de Lisboa, com uma pequena região que se tem afirmado fortemente nos últimos anos, mas que não deixa de ser pequena e muito especial, não tem lógica.
Dizem com alguma razão de ser, que muitas vezes Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Ora, caso o Oeste caia, sem autonomia nem liderança na Grande Região de Lisboa, perderá a palavra e nem a paisagem lhe vale.
Como se demonstra por esta reincidência, que Maria Paciência também assume como o fez Zé Povinho que não vai muito de amores com a Dra. Cecília Meireles, cuja escolha para o governo parece um erro de casting dos democratas cristãos para um sector tão importante no desenvolvimento do país.
A sua insensibilidade pela verdadeira dimensão da indústria turística – que é talvez a mais importante actividade económica e social (porque também é fortemente criadora de emprego) do séc. XXI – pode fazer duvidar da importância que o actual Ministério da Economia lhe dá para a recuperação de Portugal.
Maria Paciência também pensa que isso é mau e pode ser uma coisa trágica nos próximos tempos, a não ser que o primeiro-ministro Passos Coelho esteja a preparar-se para fazer a limpeza naquela pasta do governo.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 2 de Março de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O vereador Dr. Tinta Ferreira, responsável pelos mercados, teve um assomo de sensatez ao propor o adiamento das obras de requalificação da Praça da República onde se realiza diariamente o mercado da fruta, como é conhecido.
Zé Povinho, em certos momentos prefere ser conservador e não arriscar no desconhecido, pelo que achava que iniciar as obras no empedrado da Praça no mês de Março ou Abril, podia ser de uma ousadia trágica para a vida económica da cidade neste ano da tragédia greco-portuguesa de 2012.
Mas, tendo quase dez meses para preparar a solução provisória, seria de todo o interesse estudar conscientemente as soluções alternativas para instalar a praça nesse período, sendo que o espaço nas traseiras  do Chafariz das 5 Bicas e certas ruas nas imediações, nomeadamente a Rua Provedor Frei Jorge de S. Paulo e Conselheiro José Filipe, desde que devidamente preparadas, podem reunir boas condições para o efeito. Era ainda uma forma de aproveitar o pequeno auditório ali existente para acções de animação do mercado.
Está por isso de parabéns o Dr. Tinta Ferreira, sabendo desde já que no próximo ano, se o prazo das obras falhar, coincidirá com as eleições para a Câmara, que penalizarão duramente os futuros candidatos que forem responsáveis pelo (mau) andamento dos trabalhos.

A Associação Desportiva de Machico já teve duas faltas de comparência no campeonato da I Divisão Nacional de voleibol por não ter recursos financeiros para se deslocar ao continente. Ao que parece, diz o regulamento que ao fim de duas faltas a equipa prevaricadora é excluída da prova, mas a Federação Portuguesa de Voleibol não só não fez cumprir a regra, aceitando integrar a formação madeirense no sorteio da segunda fase, como também nada faz para ajudar os clubes nas suas deslocações entre as ilhas e o continente, por forma a viabilizar o seu principal campeonato.
O problema do Machico não é único, já que o Marítimo, também da Madeira, já faltou a um jogo no continente pelas mesmas razões, aparentemente por dificuldade do Estado em desbloquear as subvenções destinadas às deslocações dos clubes insulares ao continente e entre ilhas.
Esta é uma questão que devia ser resolvida, ou pelo menos clarificada rapidamente pela federação, já que é a própria credibilidade do campeonato que está em jogo. A fase mais decisiva começa já este fim-de-semana e a aplicação, ou não, de um regime de excepção a esta regra terá consequências directas no resto da prova para as outras equipas que procuram evitar a descida, entre elas o Sporting Clube das Caldas.
Por outro lado, esta questão chamou a atenção de Zé Povinho porque pode vir a ter um efeito de bola de cristal sobre o que se poderá vir a verificar num futuro próximo com muitas outras colectividades um pouco por todo o país. É que as dificuldades financeiras dos clubes e de quem os apoia poderáo significar perda de quantidade e qualidade dos serviços de prática desportiva e de lazer que as colectividades oferecem e que são de extrema importância para a formação dos nossos jovens.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 17 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O que têm em comum os presidentes de Câmara das Caldas da Rainha, Peniche, Cadaval, Lourinhã, Marinha Grande e Torres Vedras?
Todos mandaram às malvas a atitude déspota, insensível e cinzenta do primeiro ministro e decretaram tolerância de ponto dos serviços municipais para a terça-feira de Carnaval, mantendo aquilo que é uma tradição com muitas décadas e que movimenta milhares de pessoas em actividades que têm forte impacto nas economias locais.
Em contrapartida, os presidentes da Nazaré, Alcobaça, Óbidos e Bombarral (todos do PSD) decidiram acatar obedientemente a decisão do governo, pondo os funcionários camarários a trabalhar, como se isso tivesse algum impacto na competitividade do país. Aliás, foi provado que nestas condições, com metade do país a meio gás, os serviços públicos abertos produzem mais despesa do que proveito social pois serão milhares de funcionários à espera de um número ínfimo de utentes.
Pior ainda foi a atitude do executivo da Nazaré que aprova uma moção verborreando a decisão do governo, mas mostrando-se incapaz de a contrariar.
Zé Povinho, que tem na sua génese uma faceta de folião e sempre entendeu o Carnaval como um momento de catarse e de envolvimento social na crítica mordaz, alegra-se, por isso, pelas decisões dos senhores presidentes, Fernando Costa, António José Correia, Aristides Sécio, José Dias Custódio, Álvaro Pereira e Carlos Miguel. E deseja-lhes um feliz e divertido Entrudo.

Zé Povinho tem pena quando vê gente que ocupa lugares e depois não exerce as suas faculdades ou poder, nem que seja de interrogar, questionar ou discutir as decisões de outros órgãos que vão pôr em causa os direitos daqueles que representam.
O Oeste está a ser alvo da maior operação de sempre de transformação da organização administrativa pelo Estado Central, que está a atingir nesta fase a arquitectura dos sistemas de saúde, turismo, transportes e judicial. Por enquanto.
Mas o que parece mais impressionante é que tudo se está a fazer nas costas das órgãos regionais criados há várias décadas, os mesmos que o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, dizia há poucos dias a um jornal que devem ser reforçados nas competências.
O presidente da CIMOeste, Carlos Lourenço não é visto nem achado para discutir as alterações que se preparam centralmente na Praça do Comércio e são os dirigentes distritais dos partidos que estão no poder que têm algum protagonismo, especialmente o autarca das Caldas, Dr. Fernando Costa.
Isto demonstra a fraca solidez e importância que estes organismos proto-regionais têm para o poder central nesta fase do campeonato da crise gerida pela troika, em que se pretende fazer todo o mal ao mesmo tempo para depois haver tempo para recuperar a imagem e os estragos.
Daí que Zé Povinho se indigne perante a passividade do também presidente da Câmara da Arruda dos Vinhos, Carlos Lourenço, que politicamente é desde há vários anos o líder da região Oeste. Uma região que, com líderes destes, não terá grande futuro.

Zé Povinho

Publicado a 3 de Fevereiro de 2012 . Na categoria: Actuais Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

Um jovem caldense cidadão do mundo. Ou,  pelo menos, da Europa. Assim se pode definir o Dr. António Vieira, nascido nas Caldas da Rainha há 26 anos e a residir actualmente em Basileia (Suíça) depois de ter já vivido na Bélgica e na Eslovénia.
O contacto com vários culturas e o cruzamentos de visões díspares sobre a União Europeia deu-lhe a motivação e o conhecimento para se lançar numa tese de mestrado sobre o eurocepticismo suíço, que lhe valeu na Universidade Nova de Lisboa a brilhante nota de 19 valores.
No seu trabalho, este investigador estudou a correlação entre o sentimento de nacionalidade dos suíços e o seu eurocepticismo, chegando à conclusão que não é pelo facto de serem ricos que os suíços não querem pertencer à União Europeia, mas sim para preservarem muito a sua identidade.
Esta incursão pela “alma suíça” levou-o ainda a descortinar no seu sistema político algumas virtudes que deveriam servir de exemplo à pesada burocracia com que se move o processo de decisão na UE. Enquanto na Confederação Helvética os cidadãos têm uma voz activa e uma participação democrática intensa e próxima do poder, os europeus dos 27 assistem a tomadas de decisão realizadas por elites políticas que lhes são distantes e com os quais nem sempre se identificam.
Zé Povinho confessa-se grato por esta aprendizagem das idiossincrasias suíças que o Dr. António Vieira tão bem explanou nas páginas da Gazeta. E, por isso, só pode felicitá-lo e desejar-lhe que prossiga em mais amplos voos.

O Oeste não tem tido grandes protagonistas no poder central que lhe dêem alguma atenção, ou atenção idêntica à que outras regiões têm quando essa oportunidade lhes calha.
Não é que Zé Povinho seja muito apreciador destas predilecções com base na proximidade dos responsáveis, mas entende que as outras regiões mais mexidas e influentes têm tido os benefícios correspondentes, enquanto que o Oeste e as Caldas da Rainha vêem desde há quase um século outras regiões e cidades passarem à frente, às vezes com menos condições e mérito.
Mas também é certo que o desempenho local ou regional não tem sido, com coerência e argumentação condizente, merecedora muitas vezes de tal distinção ou apenas de alguma atenção.
No entanto, o que se está a passar neste momento mostra à evidência que este é um dos períodos mais obscuros para a região, porque maltratada pelo poder central. São as acessibilidades ferroviárias, as estruturas de dinamização turística, a organização judiciária e provavelmente a prazo a estruturação do sistema de saúde (para não falar das sempre esquecidas termas), em que as decisões dos diferentes ministérios penalizam duramente o Oeste.
Um episódio é sintomático. Enquanto o ministro adjunto vem defender a organização territorial baseada nas NUT´s III, em que o Oeste já tem um papel importante, outros membros do governo, nomeadamente a ministra da Justiça, volta à organização do território do século passado.
Parece mesmo que no governo cada um dita a lei para seu lado, apenas tendo como objectivo querer mostrar serviço ao chefe máximo das Finanças, Dr. Vítor Gaspar, não contando o primeiro ministro Passos Coelho nada para pôr os pontos nos iis. Provavelmente o Dr. Passos Coelho é mais sensível aos problemas e aos desafios de Trás-os-Montes, onde ele tinha algum protagonismo autárquico. Mas o Oeste, pelos vistos, é região que parece ignorar.
Zé Povinho lamenta que o primeiro-ministro não queira manter disciplina e coerência entre os seus ministros sobre a organização do território.

A Semana do Zé Povinho

Publicado a 27 de Janeiro de 2012 . Na categoria: Breves Sociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O jovem caldense David Leal deu um exemplo de cidadania ao “chegar-se à frente” com um estudo técnico sobre a geo-grafia das freguesias do concelho das Caldas da Rainha, o qual fez chegar à Câmara e a todos os partidos com assento na Assembleia Municipal.
Denominado “Reforma da Administração Local”, o documento, de apenas 16 páginas, apresenta uma solução que passa pela fusão de 12 freguesias do concelho, que passariam a ser seis, de acordo com critérios científicos previamente definidos por este economista que fez a sua licenciatura no ISEG.
Zé Povinho não se pronuncia sobre o conteúdo do estudo, que deve ser aprofundado, debatido e é passível de ser contestado ou defendido. Mas não pode deixar de elogiar este acto de cidadania vindo de um munícipe que, detendo o know how e as ferramentas necessárias, realizou um “Trabalho de Casa” que foi muito útil para o debate sobre a reforma autárquica que em boa hora os movimentos independentes decidiram promover.
Parabéns Dr. David Leal pela sua iniciativa discreta e pelo seu contributo para a discussão de um assunto que deveria interessar a todos.

Zé Povinho ficou muito impressionado com as declarações do Sr. Presidente da República sobre a sua pensão de reforma, que afinal não era uma de 1300 euros, mas sim duas, tendo o próprio esquecido o valor da segunda, que depende do trabalho que realizou como director do Banco de Portugal e que deve ultrapassar os 4000 euros.
O Prof. Cavaco Silva não se tem dado bem quando fala dos seus honorários ou dos rendimentos da família, uma vez que nunca é preciso nem conciso, deixando sempre para o restante povo as maiores dúvidas sobre a justeza das suas declarações.
Mas uma coisa deveria ser imediatamente esclarecida: qual a razão em ter prescindido do seu salário como Presidente da República para optar pelas suas reformas?
Se deixou de receber mais de 6000 euros mensais do mais elevado cargo público, não tinha nenhuma lógica nem seria uma decisão inteligente se as suas pensões apenas chegassem aos 1300 euros. Naturalmente que este valor poderia não chegar para suportar as despesas normais da sua casa particular, dado que as despesas do Palácio de Belém também são assumidas pelo Orçamento Geral do Estado.
Estas afirmações do Sr. Professor Cavaco Silva criaram uma indignação quase nacional, que deu azo a que fossem assumidas posições bastante populistas e críticas dos seus opositores, mas também mereceram reparos envergonhados dos seus indefectíveis, começando pelo primeiro ministro, que não o poupou à crítica que a crise custava a todos incluindo ao Presidente da República.
O povo tem um ditado muito oportuno que lembra que “casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”, mas esperava-se do Presidente da República declarações mais sensatas e oportunas no presente momento, evitando que, pela primeira vez, aquele cargo tenha ouvido públicos apupos daqueles que não conseguem aceitar o mau humor de Belém.


Breves
Dia Internacional dos Museus bem comemorado em toda a região

Museu de Cerâmica (Caldas da Rainha)
O Museu da Cerâmica vai comemorar o Dia Internacional dos [...]

Pisoeste dita resultado negativo da OesteCIM em 2012

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) terminou 2012 com um resultado líquido negativo de 354 [...]

Jovens vão manifestar-se nas Caldas da Rainha

O largo do Hospital vai receber este sábado à tarde, 11 de Maio, a partir [...]

Inscrições abertas para passeios seniores de Alcobaça

Alpiarça e Santarém são os destinos dos passeios seniores que a Câmara Municipal de Alcobaça [...]

Diplomatas moçambicanos visitaram escolas profissionais caldenses

O adido cultural e o adido protocolar da Embaixada de Moçambique, Carlos Paradona e Assane [...]

BE pede esclarecimentos

Os deputados do Bloco de Esquerda João Semedo e Helena Pinto questionaram o Ministério da [...]

Óbidos integra nova rede europeia ligada à criatividade

Óbidos integra a rede europeia Creative Spin, que junta 10 cidades europeias que partilham experiências [...]

Nerlei instala-se no Parque de Negócios de Alcobaça

A Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leira vai vais instalar-se de forma permanente [...]


Actuais
Crónicas
 
 
 

2010 Gazeta das Caldas | Desenvolvido por Janela Digital